Relembrando o breve e talentoso Luiz Armando Queiroz


Em sua breve passagem pela terra, Luiz Armando Queiroz brilhou nos palcos, cinema e televisão. Versátil, ele sabia fazer rir e chorar, e foi ator, diretor e apresentador. Na TV, como esquecer do Tuco, na primeira versão de A Grande Família?




Luiz Armando Queiroz nasceu em Recife, em 22 de fevereiro de 1945. Luiz armando estudou era formado em geografia, mas paralelamente também cursou o Conservatório de Teatro, e estreou nos palcos em 1968, atuando na pela Salomé, de Martins Gonçalves.

Logo ele se destacou no teatro, atuando em diversas produções, e ganhou seu primeiro prêmio como ator por Freud Explica! (Explíca?) (1970), de Ron Clark e Sam Brobick.


Luiz Armando Queiroz e Eduardo Tornaghi no teatro

Sua estreia na televisão foi em um teleteatro na TV Tupi, em 1970, mas seu primeiro grande papel de destaque foi como o Beto em Selva de Pedra (1972). No mesmo ano, passou a interpretar Tuco, o filho de Lineu (Jorge Doria) e Dona Nenê (Eloisa Mafalda), na primeira versão de A Grande Família (1972-1975).


Luiz Armando Queiroz, Paulo Araujo, Djenane Machado, Osmar Prado, Jorge Dória, Brandão Filho e Eloisa Mafalda em A Grande Família


Luiz Armando depois fez Selva de Pedra (1972), e destacou-se como o Cláudio, de Cuca Legal (1975). Mas foi em 1976 que ele conheceu seu maior sucesso em telenovelas, como Belchior, o misterioso homem que perdeu a memória e anda pelas ruas como se fosse um locutor de rádio, em Estúpido Cúpido (1976).



Elizabeth Savalla e Luiz Armando Queiroz em Estúpido Cupido


Luiz Armando Queiroz em Estúpido Cupido


Em 1974 o ator também estreou no cinema, atuando em As Alegres Vigaristas (1974). No ano seguinte, fez O Monstro de Santa Teresa (1975).


Luiz Armando Queiroz em O Monstro de Santa Teresa


Nos anos seguintes, atuou nas novelas Nina (1977) e Sinal de Alerta (1978), ambas na Globo. Mas em 1979 foi para a TV Tupi, onde viveu o Douglas Fabiani, o protagonista de Dinheiro Vivo (1979).





De volta a Globo, faz ainda a novela Memórias de Amor (1979). Na década de 1970, ainda atou nos filmes O Namorador (1978), e O Caso Cláudia (1979), que era baseado em um crime famoso ocorrido em 1977.



Jonas Bloch, Kátia D'Angelo e Luiz Armando Queiroz em O Caso Cláudia


Na década de 1980, sem contrato fixo, ele passou por diversas emissoras.  Na Globo, fez Olhai os Lírios do Campo (1980), Avenida Paulista (1982), e Abolição (1988). Também trabalhou no programa Fantástico, sendo ainda o apresentador do programa Concertos para a Juventude e Globo Informática, além de atuar em diversos episódios do programa interativo Você Decide.



Luiz Armando Queiroz em Globo Informática


Luiz Armando Queiroz no Fantástico


Mas seu grande papel na emissora neste período foi na novela Roque Santeiro (1985), onde viveu o ciumento Tito Moreira França ("Tito Bastos"), que era marido de Patrícia Pillar. Luiz Armando Queiroz já havia interpretado o mesmo papel na versão de 1975, que foi proibida pela ditadura militar. Na época, sua esposa era Sandra Barsotti.


Luiz Armando Queiroz e Patrícia Pillar em Roque Santeiro


Lima Duarte, Luiz Armando Queiroz e Sandra Basotti em Roque Santeiro (1975)


Na TV Cultura, participou de O Resto é Silêncio (1981), As Cinco Panelas de Ouro (1982), Nem Rebeldes, Nem Fiéis (1982). E na Bandeirantes, fez o grande sucesso Os Imigrantes (1981), e Os Imigrantes: Terceira Geração (1982).



Luiz Armando Queiroz e Lucia Veríssimo em Os Imigrantes



No cinema, fez O Grande Palhaço (1980), Parceiros de Aventura (1980), Pra Frente, Brasil (1982), A Mulher-Serpente e a Flor (1983), Janete (1983), Por Incrível Que Pareça (1986) e foi o palhaço mestre de cerimônias e narrador do clássico Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987).




Luiz Armando Queiroz (vestido de palhaço), Maneco Bueno e Aldine Muller em O Grande Palhaço


Luiz Armando Queiroz (vestido de palhaço) em Os Trapalhões e o Auto da Compadecida


Em 1989 ele gravou um disco com as cantoras de rádio Marlene e Emilinha Borba.





Na década de 1990 ele fez diversos trabalhos na TV Manchete, atuando em A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990), Fronteiras do Desconhecido (1990), e fez uma participação especial no grande sucesso de Pantanal (1990).

Também atuou em Filhos do Sol (1991), O Guarani (1991) e Guerra Sem Fim (1993). No canal, também apresentou o programa Sem Limite, que era inspirado em O Céu é o Limite, criado por J. Silvestre.





Em 1995 Luiz Armando Queiroz atuou na novela A Idade da Loba (1995), na TV Bandeirantes. Ele também era o diretor da produção, e a partir de então, passou a trabalhar na direção, tendo dirigido Os Ossos do Barão (1997) no SBT, e a minissérie Chiquinha Gonzaga (1999), na Globo.

Seu último trabalho como ator foi na novela Mandacaru (1997), na Manchete. Um ano antes, ele havia retornado ao cinema em O Que é Isso Companheiro (1996), que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.







Luiz Armando Queiroz faleceu em 16 de maio de 1999, por falência de múltiplos órgãos, consequência de uma quimioterapia para tratamento de um câncer linfático, doença diagnosticada em dezembro de 1998. Ele tinha apenas 54 anos de idade.









2 comentários:

  1. Excelente matéria. Luiz Armando Queiróz, foi um grande ator de Cinema, Teatro e Televisão!!. Se possível, sugiro uma pesquisa sobre o ator Maneco Bueno, que trabalhou, nos Anos 70 e início dos Anos 80, na Tv, Cinema e também Teatro. Ele faleceu muito jovem ainda!!. Parabéns pelo Memórias Cinematográficas!!.

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  2. Eu por conta própria, fiz uma breve pesquisa, sobre o ator Maneco Bueno. Porém, sua pesquisa, é sempre mais apurada e, acredito vc possa, verificar mais informações. Um grande abraço.

    https://www.museudatv.com.br/biografia/maneco-bueno/

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