Morre o ator Ray Liotta, aos 67 anos de idade

 




Ray Liotta, astro de "Os Bons Companheiros", morreu aos 67 anos.

Segundo o site Deadline informou nesta quinta-feira (26), o ator morreu enquanto dormia, na República Dominicana, onde ele estava filmando o longa "Dangerous Waters".

Ray Liotta ganhou destaque em "Os Bons Companheiros" (1990) depois de estrelar o longa "Campo de Sonhos" (1989).

No filme de Martin Scorsese, Liotta interpretou o gangster Henry Hill. Em 2005, o ator ganhou um Emmy por seu papel de ator convidado no seriado "ER".

Outros de seus trabalhos memoráveis foram nos longas "Hannibal" (2001), "Narc" (2002), "Profissão de Risco" (2001) e "Cop Land: A Cidade dos Tiras" (1997).

O astro ainda tem em seu currículo a série "Sombras de Azul", que estrelou ao lado de Jennifer Lopez entre 2016 e 2018.

Liotta estava em meio a vários projetos. Além de "Dangerous Waters", ele também estava finalizando as filmagens de "Cocaine Bear" (anunciado para 2023) e se preparava para estrelar "The Substance" ao lado de Demi Moore e Margaret Qualley.

Ele também estava no elenco da série "Black Bird", prevista para estrear em julho na Apple+, e assinava a produção executiva da série de documentários "Five Families", sobre a dramática ascensão e queda das famílias de mafiosos de Nova York.



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Por Onde Anda? Justin Henry, de Kramer Vs. Kramer



Aos 08 anos de idade, Justin Henry tornou-se a pessoa mais jovem a ser indicado ao Oscar pelo seu trabalho no filme Kramer Vs. Kramer (1979). O recorde do jovem ator mirim até hoje não foi batido na história do Oscar.


Justin Henry em Kramer vs. Kramer


Justin Henry nasceu em 25 de maio de 1971. Ele não tinha nenhuma experiência como ator quando estreou no cinema, aos 07 anos de idade, no drama Kramer vs. Kramer (Idem, 1979). Ele vivia o pequeno Billy Kramer, o filho disputado judicialmente pelo ex casal vivido por Dustin Hoffman e Meryl Streep.




Justin Henry foi descoberto por seu vizinho, que era agente de elenco, e indicou o menino para o diretor Robert Benton, que procurava uma criança para estrelar seu filme. Henry fez o teste, e derrotou diversos outros candidatos.

O filme fez muito sucesso, e tornou-se um clássico lacrimejante, e a atuação do pequeno Henry comoveu o público. Seu desempenho foi reconhecido com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, quando ele tinha apenas 08 anos de idade. Justin também recebeu uma indicação ao Globo de Ouro e também foi indicado como ator revelação na mesma premiação.


Justin Henry no tapete vermelho do Oscar de 1980


Justin Henry recebeu muitos outros convites para atuar, mas seus pais, assustados com a repercussão, acharam que ele era muito novo para continuar no cinema.

Foi somente em 1983, 4 anos depois de sua estreia, que ele voltou a atuar, aparecendo em um episódio da série A Ilha da Fantasia (Fantasy Island). No mesmo ano, fez o filme Tiger Town (1983), feito para a televisão.

No ano seguinte, atuou em um clássico adolescente da década de 1980, Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles, 1984), do diretor John Hughes. Justin Henry interpretava o irmão mais novo de Molly Ringwald.


Justin Henry em Gatinhas e Gatões


Justin Henry em Gatinhas e Gatões

O menino ator não teve uma grande carreira na década de 1980, atuando em poucos filmes e algumas séries de televisão neste período. Ele ainda estrelou Martin's Day (1985), ao lado de Richard Harris e Lindsay Wagner (de A Mulher Biônica)

E interpretou o adolescente mal humorado, filho de Don Johnson e Susan Sarandon, na comédia Amores em Conflito (Sweet Heart Dance, 1988).


Richard Harris e Justin Henry em Martin's Day


Justin Henry e Don Johnson em Amores em Conflito



Depois disto, ele deixou a carreira de ator, e concluiu seus estudos. Justin se formou em psicologia em 1993.

Oito anos após abandonar o cinema, ele retomou a sua carreira, agora com formação também como ator, e atuou na série Andersonville (1996). No ano seguinte, fez algumas participações em Plantão Médico (E.R.).

Em 1998 Justin também criou o Slamdunk Film Festival, uma mostra de filmes independentes vinculada com o Sundance Festival, que durou até 2003.

Desde então, Justin tem atuado em filmes independentes, não tendo tanta projeção como ocorreu quando ele estreou no cinema, ainda criança. Ele atuou em filmes como Not Afraid to Say... (1999), Meu Jantar Com Jimi (My Dinner With Jimi, 2003), Finding Home (2003) e Lost - Sem Saída (Lost, 2004).


Justin Henry em Meu Jantar Com Jimi 

Ele também fez participações em séries como Meu Próprio Inimigo (My Own Worst Enemy) e Brothers & Sisters. Seu último trabalho até o momento foi no terror Reaper (2014).

Justin Henry trabalha atualmente como profissional de mídias digitais, e é diretor de vendas da empresa Veoh,


Justin Henry atualmente





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Rosa Grauman, uma desconhecida na Calçada da Fama de Hollywood





Quem tem a oportunidade de visitar a Calçada da Fama em Los Angeles, em frente ao lendário Teatro Chinês, vai poder ver as mãos de astros como Joan Crawford, Fred Astaire, Marilyn Monroe e até da nossa Carmen Miranda.

Mas um cinéfilo mais atento, que dedicar um bom tempo para conferir as homenagens aos astros, vai encontrar um nome um tanto desconhecido dos fãs da sétima arte, o de Rosa Grauman, que também esta eternizada na famosa atração turística de Hollywood.

Mas quem seria Rosa Grauman? E porque ela foi homenageada entre alguns dos maiores nomes da história do cinema?

Rosa Grauman (1853-1936) é a mãe de Sid Grauman, que havia sido ator nos tempos do Vaudeville, e era um grande distribuidor cinematográfico. Foi Sid quem construiu o Teatro Chines e o Teatro Egípcio, alguns dos cinemas mais luxuosos do mundo na década de 1920, e hoje grandes pontos turísticos de Hollywood.


 Rosa Grauman

O Teatro Chinês



Em 1927 Sid Grauman reuniu Mary Pickford, Douglas Fairbanks e Pola Negri e os convidou para eternizar suas mãos em frente ao seu teatro, iniciando uma famosa tradição em Hollywood, criando assim a Calçada da Fama.


Sid Grauman, Mary Pickford e Douglas Fairnanks assinando as primeiras placas da Calçada da Fama



Além de homenagear diversos artistas ao longo dos anos (ele mesmo também imprimiu suas mãos), ele resolveu separar um espaço especial para prestigiar sua mãe, com quem sempre teve uma relação afetuosa.

Rosa Grauman até havia sido atriz, mas nunca fez cinema, atuando em caravanas pelos Estados Unidos durante a Corrida do Ouro no século XIX.

Sid Grauman também foi um dos fundadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, e recebeu um Oscar especial em 1949, um ano antes de falecer.


Sid Grauman e Rosa Grauman


Jean Hersholt entregando o Oscar Especial para Sid Grauman




Veja também: Tributo a Rita Moreno

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Othon Bastos Completa 89 Anos de Idade



Um dos mais versateis atores brasileiros, Othon Bastos é dono de extensa e premiada carreira. Com mais de 300 trabalhos acumulados em mais de sete décadas, Othon Bastos é um dos mais completos atores do Brasil, brilhando no cinema, teatro e televisão.




Othon José de Almeida Bastos nasceu em Tucano, na Bahia, em 23 de maio de 1933. Mas muito jovem mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira nos palcos, em 1950. Othon foi aluno de Paschoal Carlos Magno, e começou no teatro como assistente de cenografia, iluminação e sonoplastia, antes de fazer sua primeira peça como ator, Otelo, em 1950.

Mas ele ganhou destaque como ator em 1954, quando interpretou Ezequiel Ponto Fino, na peça Lampião.




Dois anos depois, estreou na televisão, atuando no Teatrinho Troll, na TV Tupi do Rio de Janeiro, participando de inúmeros programas.


Aldo de Maio, Othon Bastos e Claudio Cavalcanti em Teatrinho Troll


Em 1962 estreou no cinema, atuando no premiado O Pagador de Promessas, que deu a Anselmo Duarte a Palma de Ouro em Cannes. O filme também foi a primeira produção brasileira a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Othon Bastos interpretava um jornalista que entrevista Zé do Burro, personagem de Leonardo Villar. No mesmo ano, atuou ainda em Tocaia nos Asfalto (1962), de Roberto Pires, e Sol Sobre a Lama (1962), de Alex Vianny.


Leonardo Villar e Othon Bastos em O Pagador de Promessas


Desde então, tornou-se um dos mais atuantes artistas do cinema brasileiro, atuando em mais de 80 filmes. Ele foi o Bentinho na versão cinematográfica de Capitu (1968), e brilhou como o icônico cangaceiro Corisco em Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha. Com o diretor, também fez O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969).





Anabella e Othon Bastos em Capitu


Othon Bastos e Mauricio do Valle em O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro



No cinema, brilhou em Os Deuses e os Mortos (1970), de Ruy Guerra, e ao lado de Isabel Ribeiro fez São Bernardo (1972), de Leon Hirzman, que rendeu prêmios importantes, que se somam a sua grande coleção de premiações.



Othon Bastos e Isabel Ribeiro em São Bernardo



Othon Bastos e alguns de seus prêmios cinematográficos


Sua extensa filmografia inclui os mais variados papéis, incluindo personagens reais como o Padre Antônio Vieira em Sermões, A História de Antônio Vieira (1990), o Visconde de Feitosa em Mauá, O Imperador do Rei (1999), e presidente Tancredo Neves em O Paciente, o Caso de Tancredo Neves (2018).





Othon também atuou no aclamado Central do Brasil (1998), e em O Que é Isso Companheiro (1997), duas produções nacionais indicadas ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Dos cinco filmes nacionais a concorrerem na categoria, o ator estava no elenco de três deles. (Veja também: O Primeiro Brasileiro Indicado ao Oscar).


Othon Bastos e Fernanda Montenegro em Central do Brasil



Também esteve no infantil O Menino Maluquinho - O Filme (1995), e o espírita Nosso Lar (2010). e esteve ótimo em Bicho de Sete Cabeças (2000), ao lado do internacional Rodrigo Santoro, com quem também fez Abril Despedaçado (2001) e Heleno (2011).


Rodrigo Santoro e Othon Bastos em Bicho de Sete Cabeças


Othon Bastos e Renato Prieto em Nosso Lar


Também consagrado no teatro, Othon Bastos atuou em diversas produções, sendo premiado por muitas delas.


Othon Bastos e Martha Overbeck em Ponto de Partida (1976)


Recordista também de trabalhos na televisão, o ator estreou nas telenovelas em uma participação no sucesso Beto Rockfeller (1968), na Tupi. Depois, no ano seguinte, teve um papel maior em Super Plá (1969) e brilho na emissora,  em novelas como Aritana (1979) e Roda de Fogo (1979), além de participar de outras produções do canal.


Othon Bastos e Hélio Souto em Super Pá


Othon Bastos e Eva Wilma em Roda de Fogo



Em 1981 foi um dos protagonistas da novela Os Imigrantes, um dos maiores sucessos da história recente da teledramaturgia nacional.  Produzida pela TV Bandeirantes, a novela foi uma das poucas produções fora da Rede Globo a fazer um enorme sucesso na década de 1980.



Altair Lima, Othon Bastos e Rubens de Falco em Os Imigrantes



Desde então, atuou em quase todas as emissoras, passando pela Manchete, Globo, Cultura, SBT e Record. São tantos os trabalhos do ator na TV, que ficaria impossível citar todos. Mas como esquecer seu trabalho na famosa Roque Santeiro (1985)? O coronel Tóti de Pacto de Sangue (1989)? Ou O Lulu dos Santos da minissérie Tereza Batista (1992)? 



Yoná Magalhães e Othon Bastos em Roque Santeiro


Othon Bastos em Pacto de Sangue


Othon Bastos em Tereza Batista


Mas um de seus papéis mais marcantes nas telenovelas foi como o patriarca Júlio no grande sucesso do remake de Éramos Seis (1994), produzida pelo SBT. O ator também fez uma participação especial na versão de 2019, feita pela Rede Globo, interpretando um padre.




Othon Bastos em Éramos Seis (2019)


São quase 100 papéis entre novelas, minisséries e especiais feitos na TV (e isto sem contar com os trabalhos em teleteatros), Othon Bastos continua atuando com bastante frequência no elenco das novelas da Rede Globo, e esteve magistral como o mordomo Silviano em Império (2014).

Recentemente, esteve em A Força do Querer (2017) e na série Carcereiros (2017-2018).


Betty Faria e Othon Bastos em A Força do Querer (2017)


Othon Bastos em Império (2014)



Casado desde 1960 com a atriz Martha Overbeck, Othon Bastos é um dos mais completos e talentosos artistas brasileiros.


Othon Bastos e Martha Overbeck


Othon Bastos atualmente


O jovem Othon Bastos


Veja também: A História do Ator Carlos Alberto




Por Onde Anda? O Ator Carlos Evelyn



Mais lembrado como o falso mudinho da novela O Cravo e a Rosa (2000), Carlos Evelyn vem de uma família tradicional de artistas. Ele é irmão da atriz Deborah Evelyn, e sobrinho da atriz Renata Sorrah.


Carla Daniel, Carlos Evelyn e Virgínia Cavedish em O Cravo e a Rosa



Carlos Sochaczewski Evelyn nasceu em São Paulo, em 23 de maio de 1970.  Antes de decidir ser ator, Carlos Evelyn cursou períodos de jornalismo e psicologia, mas acabou formando-se na Escola de Artes Dramáticas da USP, em 1991.



Carlos Evelyn no teatro


Em 1996, após a morte de seu pai, ele foi para Nova York  estudar no Actor's Studio, e dividiu apartamento com a atriz Graziela Moretto.

Sua estreia na televisão foi na novela Andando nas Nuvens (1999). Depois, atuou em Uga Uga (2000) e fez muito sucesso com a novela O Cravo e a Rosa (2000). Carlos Evelyn ainda atuou em Desejos de Mulher (2002), Celebridade (2003), Páginas da Vida (2006) e Ó Pai, Ó (2008).



No cinema, atuou em A Grade (1997), e foi protagonista de Hans Staden (1999).


Carlos Evelyn em Hans Staden


Carlos Evelyn em Hans Staden

Atualmente, Carlos Evelyn é diretor financeiro de uma empresa privada, e tem uma vida discreta, mantendo inclusive suas redes sociais fechadas. 




Carlos Evelyn atualmente




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