Morre o ator e dublador Orlando Drummond, aos 101 anos de idade




O ator, humorista e dublador Orlando Drummond, de 101 anos, morreu no Rio nesta terça-feira (27). O artista ficou famoso ao interpretar o personagem 'Seu Peru', na Escolinha do Professor Raimundo, e ao dublar personagens icônicos como Scooby Doo. Orlando morreu em casa, em Vila Isabel, na Zona Norte, de falência múltipla dos órgãos.


Orlando Drummond é um dos comediantes mais queridos do Brasil, eternizado como o Seu Peru na Escolinha do Professor Raimundo, apresentado por Chico Anysio na Rede Globo, a partir da década de 90. Também tem um longo trabalho como dublador, que também cativou o carinho do público.

Orlando Drummond em 1953

Orlando Drummond Cardoso nasceu eno Bairro de Todos os Santos, na cidade do Rio de Janeiro, em 18 de outubro de 1919. Vindo de família humilde, apesar de ser descendente do Barão de Drummond (fundador do Jardim Zoológico do Rio e criador do Jogo do Bicho), queira ser engenheiro, mas sem condições de fazer uma faculdade, começou a trabalhar cedo, atuando como frentista, comerciante e vendendor de materiais de construção.

Em 1942, sonhando também em ser cantor, foi até a Rádio Tupi para fazer um teste. Mas ficou com vergonha diante do microfone, e desistiu de cantar. Porém, o diretor Olavo de Barros o convidou para trabalhar na emissora, como contra-regra.

Orlando fazia os efeitos sonoros das rádios novelas, e aos poucos começou a imitar animais ao microfone, fazendo com perfeição galos, cavalos, cachorros e gatos. Aos poucos, começou também a fazer pequenas pontas nas rádios novelas, fazendo uma ou duas falas.

Paulo Gracindo, seu colega radiôfonico do Grande Teatro Tupi, viu nele a veia humorística, e o convidou para ingressar como comediante em seu programa de auditório.

Orlando Drummond no rádio

Em 1951 a televisão chegou ao Rio de Janeiro, contratado da Rádio Tupi, Orlando foi escalado para participar também do novo veículo de comunicação que surgia no Brasil.

Ele estreou na Tupi do Rio ainda nos primeiros dias da emissora, participando do programa Escolinha do Barulho (1951), com Chiquinho Salles como professor. Em 1952 o personagem Seu Peru passou a fazer parte dos alunos da escolinha.

Na Tupi participou de inúmeros programas, mas ficou eternizado com os personagens Taca-Nanuka, um garçom japonês atrapalhado em Ali Babá e os 40 Garções, e o índio Pataco-Taco de Uma Pulga na Camisola. Também atuou em programas como PRK30, Um Dia de Feira, Marmelândia, Fora do Ar, Em Casa de Família de Todo o Respeito, Rua do Ri Ri Ri e Espetáculos Tonelux.

Com Otávio França em Uma Pulga na Camisola

Em 1954, apesar de estar no rádio e em quatro programas na televisão (todos escritos por Max Nunes), estreou no cinema atuando no filme O Rei do Movimento (1954), uma comédia estrelada por Ankito. No ano seguinte atuou em Angu de Caroço (1955), novamente ao lado de Ankito. Mas apesar da grande popularidade, fez pouco cinema.

Os outros filmes que atuou foram Bonga, o Vagabundo (1971), O Doce Esporte do Sexo (1971), o Sarcófago Macabro (2005) e Um Lobisomem na Amazônia (2005), os dois últimos dirigidos pelo cineasta Ivan Cardoso. Recentemente atuou no filme De Perto Ela Não É Normal (leia mais sobre isto aqui).

Na década de 50, apesar da fama e dos inúmeros trabalhos, o salário não era suficiente para sustentar a família (Orlando é casado com Glória Drummond desde 1951), e o ator precisava fazer trabalhos extras para complementar a renda. Vendia tinta automotiva, e prestava serviços burocráticos para uma tia, e foi nesta época também que começou a trabalhar em dublagem.

Em 1951 ele dublou a Lebre de Março na animação da Disney Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 1951). Ele dublaria outros desenhos da Disney, e gravou discos infantis para a Coleção Disquinho. Com a chegada da televisão ao país, este trabalho ficou cada vez mais intenso, chegando a ser diretor de dublagem nos estúdios Hebert Richards. Entre os personagens que ele emprestou sua voz estão o Sargento Garcia em Zorro; Popeye; Pepe Legal; Alf, o Eteimoso; O Vingador de Caverna do Dragão; O Gato Guerreiro em He-Man e o cachorro Scooby-Doo, que lhe valeu a entrada no Guinnes Books por dublar a personagem por mais de 35 anos.

Ouça Orlando Drummond dublando o Sargento Garcia em Zorro


Em 1990  Chico Anysio convocou diversos veteranos da comédia para compor o elenco da Escolinha do Professor Raimundo, e Orlando Drummond retornou a televisão, interpretando o Seu Peru, criado por ele em 1952.


Em 1996 ele participou da novelinha infantil Caça Talentos. Também participou do programa Zorra Total. E em 2019 foi homenageado pelo seu centenário na nova versão da Escolinha do Professor Raimundo.




Orlando Drummond atualmente

Orlando Drummound e a esposa Glória, casados desde 1951




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Por Onde Anda? O ator Robert Colbert, de Túnel de Tempo




Robert Colbert ficou famoso como o Dr. Doug Phillips, na bem sucedida Túnel do Tempo (The Time Tunel, 1966-1967), do famoso produtor Irwin Allen. Ele também é lembrado pela série Maverick.




Robert Lewis Colbert nasceu em 26 de julho de 1931, em Long Beach, Califórnia. Ele começou a atuar quando era soldado na ilha japonesa Okinawa. Antes disso, ele foi escriturário, datilógrafo na polícia militar e também foi disc jockey em uma rádio. 

Uma mulher do Serviços Especiais da Força Aérea ouviu sua voz e o recrutou para atuar em uma performance em uma peça do exército. No elenco também estava o ator James Garner, que Colbert substituiu posteriormente em Maverick.

Colbert retornou ao Estados Unidos, onde começou a fazer teatro, e foi notado pelo ator Mickey Shaughnessy, que o levou para uma agência de talentos. Em 1957 ele fez sua estreia em Under Fire (1957).

Ele faria outros pequenos papéis em filmes como 5 Horas no Inferno (Hell's Five Hours, 1958), Emboscada Heróica (Quantrill's Raiders, 1958), Macabre (1958), Joy Ride (1958), O Foguete Errante (Have Rocket - Will Travel, 1959).

Depois passou a atuar basicamente na televisão, aparecendo em diversas séries de televisão, como Cheyenne e Surfiside 6. Também apareceu com mais destaque Escândalos Ocultos (A Fever in the Bllod, 1961) e Com Pecado no Sangue (Claudelle Inglish, 1961).


Robert Conrand e Diane McBain em Com Pecado no Sangue


Em 1960 ele teve uma grande chance na TV, quando foi chamado para viver Brent Maverick na série Maverick, que era estrelada por James Garner. Garner havia deixado a série para buscar novos projetos, e Colbert foi escalado devido a semelhança física com o ex astro da série.

Mas seu personagem não agradou aos fãs da série, e acabou atuando apenas dois episódios, quando foi demitido.


Robert Colbert em Maverick

Depois Colbert também atuou em seis episódios da série Bronco, estrelada pelo polêmico Ty Hardin, e fez participações em Laramie, Bonanza e Caravana (Wagon Train), entre outras. 

Até que em 1966 ele foi escalado para viver o  Dr. Doug Phillips, um cientista que viaja no tempo (ao lado do personagem de James Darren), na série Túnel do Tempo (The Time Tunel, 1966-1967), do famoso produtor Irwin Allen


James Darren, Lee Meriwether e Robert Colbert em Túnel do Tempo





Mas apesar do enorme sucesso da série, o alto custo de produção do programa fez com que ele fosse cancelado após duas temporadas. Colbert ainda faria uma participação especial em outra famosa série de Allen, Terra de Gigantes (Land of Giants), e passaria a atuar principalmente como ator convidado em diversas séries de televisão nos anos seguintes.



Robert Colbert em Terra de Gigantes


Ele também faria alguns filmes, como Crime Perfeito? (The Lawyer, 1970), Cidade Sob o Mar (City Beneath the Sea, 1971), Scorpion (1986), As Amazonas na Lua (Amazon Women on the Moon, 1987), Vou Te Pegar Otário (I'm Gonna Git You Sucka, 1988), Fugindo do Futuro (Timescape, 1991) e Nutt: Nasceu Burro, Não Aprendeu Nada, Esqueceu a Metade (The Nutt House, 1992), seu último trabalho no cinema.

Robert Colbert ainda atuou na novela The Young and the Restless (1973-1981) e fez participações na série Dallas (ele chegou a ser cotado para substituir Larry Hagman no programa). Em 1992, após uma participação especial (dublando) na série Frasier, ele se aposentou.


Robert Colbert em Cidade Sob o Mar


Robert Colbert em As Amazonas e a Lua


Robert Colbert foi casado com a dançarina e compositora Dotty Harmony (que escreveu algumas canções gravadas por Ricky Nelson), com quem teve dois filhos, e teve mais dois filhos de um segundo casamento. E embora aposentado, ainda faz aparições ocasionais em feiras e convenções dedicadas aos fãs de Túnel do Tempo, e participa de torneios de golfe para celebridades que arrecadam fundos para causas sociais.



Robert Colbert atualmente



Morre o comediante Jackie Mason, a voz do rabino Krustofsky em Os Simpsons



Morreu no dia 24 de julho o comediante Jackie Mason, que dublava o rabino Hayman Krustofski, o pai do Palhaço Krusty na animação Os Simpsons. O ator morreu enquanto dormia, após duas semanas internado em um hospital em Nova York.

Pouco conhecido no Brasil, Jackie Mason era um popular comediante de stand up nos Estados Unidos, tendo feito muito sucesso com suas piadas de duplo sentido e politicamente incorreta, muitas vezes de teor judaicas.

Jacob Moshe Maza, seu nome verdadeiro, nasceu em 09 de junho de 1928. Seu pai e seus irmãos eram rabinos, e ele foi ordenado rabino aos 25 anos de idade, mas abandonou após três anos. Mason costumava brincar que "alguém da família precisava ganhar a vida".

Ele começou a carreira como cantor, mas logo se tornou comediante, fazendo seus próprios shows, e gravando inúmeros discos de comédia. 



Na década de 1960 ele era muito popular na televisão norte-americana, mas em 1964, durante a apresentação no famoso programa Ed Sullivan Show, ele mostrou o dedo do meio para a câmera, e foi banido da TV por muitos anos, por ser considerado obsceno.

O ator só voltaria a aparecer na televisão em 1979. No cinema, fez pequenos papéis em filmes como O Dorminhoco (Sleeper, 1973), O Panaca (The Jerk, 1979), A História do Mundo - Parte I (History of the World: Part I, 1981) e Clube dos Pilantras 2 (Caddyshack II, 1988), que lhe valeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de pior ator coadjuvante do ano.


Jackie Mason e Steve Martin em O Panaca


Jackie Mason e Chevy Chase em  Clube dos Pilantras 2


Em 1988 ele ganhou um prêmio Emmy por um disco de humor gravado. Ele também foi indicado ao Grammy e recebeu um Tony por um espetáculo que protagonizou na Broadway.

Em 1991 ele interpretou pela primeira vez o rabino Hayman Krustofski, o pai do Palhaço Krusty na animação Os Simpsons. Sua primeira aparição no desenho lhe valeu outro premio Emmy, como ator convidado.

Jackie Mason apareceu em 11 episódios de Os Simpsons, até 2019, quando ser personagem morreu na bem sucedida série de animação.




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Brad Renfro, mais um garoto perdido de Hollywood, morto aos 25 anos de idade


Na década de 1990 o jovem ator mirim Brad Renfro despontou pelo seu talento e maturidade precoce diante de papéis complexos e fortes. Infelizmente, ele foi um dos muitos jovens atores que se perdeu dentro da indústria cinematográfica de Hollywood.





Bradley Barron Renfro nasceu em Knoxville, Tenesse, em 25 de julho de 1982. Sua infância não foi fácil, e seu pai abandonou a família quando ele ainda era bebê. Sem condições de criar o filho, sua mãe entregou sua guarda para a avó materna.

Renfro foi criado pela avó em um trailer na beira do rio, em uma comunidade muito pobre de Knoxville. Ele não tinha nenhuma experiência com atuação quando foi descoberto por um agente de talentos, que procurava um menino com aspecto "durão" e sofrido para atuar em O Cliente (The Client, 1994), do diretor Joel Schummacher.

A produção do filme demorou alguns anos, e Brad Renfro precisou fazer uma série de testes, derrotando outro 5 mil garotos, até ficar com o papel, que marcou sua estreia no cinema. Ao lado dos veteranos Susan Sarandon e Tommy Lee Jones, ele interpretou o jovem Mark Twain, um menino que testemunhou um crime da máfia, e usa seu cofrinho para pagar uma advogada para defende-lo enquanto testemunha no tribunal.

Ele tinha 11 anos quando começou a rodar a produção, e chamou a atenção pelo seu desempenho forte e maduro.


Susan Sarandon e Brad Renfro em O Cliente


Por sua estreia no cinema, ele foi indicado ao prêmio de ator mais promissor no festival de cinema dos críticos de Chicago e recebeu o Young Artist Awards, oferecido pela revista The Hollywood Reporter, como o melhor ator juvenil do ano, derrotando inclusive Elijah Wood, outro astro mirim promissor da época. Renfro também foi considerado pela revista People uma das "30 pessoas mais famosas antes dos 30" daquele ano.

Mesmo sem muita experiência, o garoto recebeu muitos convites para continuar no cinema. Seu papel seguinte foi no tocante A Cura (The Cure, 1995), onde ele interpretou um menino deslocada, que faz amizade com outra criança, um menino portador do vírus HIV. Ao lado de Joseph Mazzello, que interpretava seu amigo, ele foi novamente indicado ao Young Artist Awards.


Brad Renfro e Joseph Mazello em A Cura


No mesmo ano, ele interpretou Huckleberry Finn em Tom e Huck, em Busca do Grande Tesouro (Tom and Huck, 1995), baseado nas aventuras clássicas de Huckblerry Finn e Tom Sawyer, de Mark Twain.


Jonathan Taylor Thomas e Brad Renfro em Tom e Huck, em Busca do Grande Tesouro


Em 1996 o jovem ator fez outro papel marcante, em Sleepers, a Vingança Adormecida (Slepeers, 1996), de Barry Levinson. Renfro fazia um papel forte, de um adolescente enviado a um reformatório após provocar acidentalmente a morte de um homem, durante uma brincadeira que deu errado. Após ser condenado, ele passava a ser torturado e abusado sexualmente. O ator Brad Pitt interpretava seu personagem na fase adulta do filme.

Ao lado de Kevin Bacon, com quem já havia atuado em Sleepers, ele ainda fez No Embalo da América (Telling Lies in America, 1997).



Brad Renfro em  Sleepers, a Vingança Adormecida


Renfro estava no auge da fama, e aos 14 anos de idade, aparentava ser muito mais velho, até pelo seu comportamento, que era diferente de um adolescente tradicional. Seus personagens, apesar da pouca idade, foram bastante sensualizados, fazendo o menino atuar constantemente sem camisa, e mesmo tomando banho nu. Desde os 12 anos de idade, ele era bastante assediado por mulheres mais velhas, e se envolveu com muitas delas. Renfro também passou a frequentar festas para adultos, e começou a beber aos 13 anos de idade.


Após seu sucesso inicial, ele desapareceu das telas por um período aproximado de dezesseis meses, só retornando ao cinema em O Aprendiz (Apt Pupil, 1998), onde interpretava uma garoto que chantageava seu vizinho (papel de Sir Ian McKellen), após desconfiar que ele era um agente nazista fugitivo.


Ian McKellen e Brad Renfro



Renfro foi novamente indicado a alguns prêmios pelo papel, e foi eleito o melhor ator no festival de cinema de Tóquio. Nesta época, ele foi para o Japão, onde fez alguns trabalhos, inclusive um comercial para o videogame Resident Evil 2, que foi dirigido pelo lendário diretor de zumbis George Romero.



Brad Renfro no comercial de Resident Evil 2


Ainda em 1998 ele apareceu em video clipe da banda Rolling Stones, mas sua carreira começou a decair. Aos 15 anos de idade, Renfro foi preso pela primeira vez, por porte de cocaína. Nos anos seguintes, ele foi preso diversas vezes, por furtos ou envolvimentos com as drogas. E em 2001 ele foi condenado há dois anos de liberdade condicional. 

Por violar a condicional, ele voltou para  a cadeia algumas vezes, até 2007.





Apesar da vida conturbada, ele seguiu atuando, mas sem tanta projeção como antigamente. Ele apareceu em alguns curta-metragens e fez filmes independentes, que tiveram pouca projeção.

Brad Renfro ainda fez filmes como Bully - Juventude Violenta (Bully, 2001), Acampamento Muito Louco (Happy Campers, 2001), Inocência Pedida (Tart, 2001), Ghost World: Aprendendo a Viver (Ghost World, 2001), Ruas Selvagens (Deuces Wild, 2002), Confissões de Uma Garota Americana (American Girl, 2002), Assassina Por Natureza (The Job, 2003), Camisa de Força (The Jacket, 2005), Hollywood Pervertida (Hollywood Flies, 2005), Esquina da Morte (10th & Wolf, 2006) e Informers - Geração Perdida (The Informers, 2008). Em 2006, ele também fez uma participação na série Lei & Ordem: Crimes Premeditados (Law & Order: Criminal Intent).


Brad Renfro em Ghost World: Aprendendo a Viver


Brad Renfro em Informers - Geração Perdida


Com a carreira em baixa, diversos problemas com a lei, e muito acima do peso, Brad Renfro já não era mais o garoto prodígio de Hollywood.

Em 15 de janeiro de 2008, ele foi encontrado morto em sua casa em Los Angeles, vítima de uma overdose de heroína. Na época, ele estava fazendo Informers - Geração Perdida, que precisou ser concluído sem a presença do ator.

Brad Renfro morreu com apenas 25 anos de idade.


Brad Renfro em 2008




Quando sua mãe faleceu, em 2012, foi divulgado que Renfro havia deixado um filho no Japão, fruto de um relacionamento com uma garota japonesa, durante sua estada no país.

A música Downton, da banda Foster the People foi escrita para o ator. Mark Foster, o vocalista, era seu amigo e foi seu colega de quarto.


Yamoto Renfro, o filho de Brad Renfro



Brad Renfro




O inesquecível Jardel Filho


Jardel Filho fez da arte de representar a sua vida. Um dos maiores atores brasileiros, ele representou a sua morte repentina e prematura, deixando seus fãs enlutados com sua partida, aos 55 anos de idade.



Jardel Frederico de Bôscoli Filho nasceu em São Paulo, em 24 de junho de 1927. Vindo de uma família de artistas, seu pai era o empresário teatral Jardel Jercólis e sua mãe a atriz Lódia Silva

Jardel Filho nasceu em São Paulo porque sua mãe entrou em trabalho de parto quando estava fazendo uma temporada teatral na cidade, e por dificuldades financeiras, a atriz e o menino tiveram que ficar por um mês na maternidade, até que seu pai conseguisse levantar o dinheiro para quitar as contas hospitalares.

Ele também era sobrinho do teatrólogo Geysa Bôscoli e primo do radialista Heber de Bôscoli e do compositor Ronaldo Bôscoli.


Jardel Jercólis

Lódia Silva e Jardel Filho

Jardel Filho foi aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde desenvolveu seu porte atlético. Mas o sangue de artista falou mais alto, e convidado por Ziembinski, ele ingressou no teatro aos 16 anos de idade, atuando na companhia de Dulcina de Moraes.


O jovem Jardel Filho

Em 1946, quando atuou na peça A Rainha Morta, o belo rapaz loiro e forte, passou a ser uma sensação do teatro brasileiro, onde desenvolveu uma sólida e respeitada carreira de ator.


Jardel Filho no teatro, 1947

Trabalhando ao lado de grandes nomes como Bibi Ferreira, Maria Della Costa e Henriette Morineau, o ator foi consagrado com a Medalha de Ouro da ABCT (Associação Brasileira de Críticos de Teatros) por seu desempenho em Jezabel (1952), onde contracenava com Madame Morineau.


Jardel Filho e Henriette Morineau

Paralelamente a sua carreira teatral, que incluiu uma bem sucedida temporada de um ano em Portugal (entre 1956 e 1957), o ator também teve uma importante presença no cinema brasileiro. Seu primeiro filme foi Dominó Negro (1949), mas Jardel atuou em quase 40 filmes até a sua morte, em 1983.

Em 1953 ele fez seu primeiro protagonista nas telas, atuando em Santa de Um Louco (1953). No ano seguinte, ao lado da atriz Vida Alves, protagonizou o filme Paixão Tempestuosa (1954).


Ângela Fernandes e Jardel Filho em Santa de um Louco


Vida Alves e Jardel Filho em Paixão Tempestuosa


Mas sua consagração no cinema brasileiro veio com o bem sucedido, e hoje um clássico nacional, Floradas na Serra (1954), onde contracenou com a lendária atriz Cacilda Becker, em um raro trabalho nas telas de cinema. O filme foi rodado nos lendários estúdios da Vera Cruz.



Cacilda Becker e Jardel Filho em Floradas na Serra


Cacilda Becker e Jardel Filho nos intervalos de filmagens de Floradas na Serra


O ator fez outros filmes na sequência, como Leonora dos Sete Mares (1955), que tinha no elenco o astro mexicano Arturo de Córdova (que havia feito Por Quem os Sinos Dobram, em Hollywood) e Sonho de Outono (1955).

Sua carreira brasileira foi brevemente interrompida em 1955, quando o ator ganhou uma bolsa de estudos para estudar atuação e direção nos Estados Unidos. Após concluir o curso, ele já emendou uma bem sucedida temporada teatral em Portugal.





Sua estada internacional, também o afastou da televisão brasileira momentaneamente. Jardel Filho havia estreado na TV Paulista em 1953, como parte do elenco do Teatro Cacilda Becker.



Lika Soares, Jardel Filho e Cacilda Becker na TV Paulista


De volta ao Brasil, o ator seguiu sua bem sucedida no teatro e regressou a televisão, atuando agora nos teleteatros da TV Tupi. Na TV Rio, além de atuar, foi apresentador dos programas Rio, Gosto de Você (1958) e La Reveu Chic (1959).



Jardel Filho e Margarida Rey em um teleteatro da TV Tupi (Rio de Janeiro)


Ele também voltou ao cinema, onde fez  Moral em Concordata (1959), Cidade Ameaçada (1960) e Esse Rio Que Eu Amo (1960). 


Jardel Filho em Esse Rio que Eu Amo


Com a atriz argentina Susana Freyre, ele fez Meus Amores no Rio (1959), que chamou a atenção dos produtores argentinos, que o levaram para o país, onde ele fez diversos filmes.


Jardel Filho e Susana Freyre em Meus Amores no Rio


Na Argentina ele fez seu primeiro filme, Plaza Huincul (Pozo Uno) em 1960. Por lá, ele ainda atuaria em Pedro e Paulo (1961), que marcou a estreia do ator brasileiro João Carlos Barroso no cinema. Jardel também fez, ao lado de Pablito Calvo (o menino astro de Marcelino Pão e Vinho), Barcos de Papel (1962); Buscando Mónica (1962) onde contracenou com a espanhola Carmen Sevilla (estrela de Violetas Imperiais); Sócio de Alcova (Carnival de Crime, 1962) onde atuou com o astro Jean Pierre Aumont; Setenta Vezes Sete (Setenta Vieces Sete, 1962) onde contracenou com a musa argentina Isabel Sarli e Racconto (1963).

Ele também filmou Tecer Mundo em 1962, mas o filme só foi lançado em 1973.

Jardel Filho e João Carlos Barroso em Pedro e Paulo




Jardel Filho e Carmen Sevilla em Buscando Mónica


Jardel Filho, Isabel Sarli e Blanca Lagrotta em Setenta Vezes Sete


De volta ao Brasil, passou a atuar com mais frequência na televisão, onde até então havia feito apenas teleteatros e programas. Jardel estrelou, na TV Tupi, a série O Acusador (1964), ao lado da atriz Márcia de Windsor, com quem se casou.



Rogério Cardoso e Márcia de Windsor


No ano seguinte, fez muito sucesso como o repórter policial Márcio Moura da série 22-2000 Cidade Aberta (1965), primeiro seriado produzido pela Rede Globo. A série fez tanto sucesso que virou um filme, com mesmo nome e ano de produção.

A série também gerou uma história em quadrinhos, com os traços de Jardel Filho como Márcio Moura.

O personagem retornaria ao cinema no filme A Um Pulo da Morte (1969).



Jardel ainda faria a novela Ana (1967), na TV Record. Paralelamente, ele continuava muito ativo no cinema brasileiro, tendo inclusive atuado na co-produção franco-brasileira Arrastão (1965), ao lado da atriz Iolanda Braga.

No cinema, ele ainda atuaria em Crônica da Cidade Amada (1964), Paraíba, Vida e Morte de Um Bandido (1966), Terra em Transe (1967), As Três Mulheres de Casanova (1968), O Homem Que Comprou o Mundo (1968), Antes, o Verão (1968), Macunaíma (1969), Sete Homens Vivos ou Mortos (1969), Os Devassos (1971), Roleta Russa (1974), A Viúva Virgem (1974), Tangarela, a Tanga de Cristal (1976), A Menor Violentada (1977), A Batalha dos Guararapes (1978), O Mundo Mágico de Poty (Narrador, 1980), Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981), Rio Babilônia (1982), O Segredo da Múmia (1982) e O Bom Burguês (1983).


Jardel Filho em Terra em Transe


Jardel Filho em Macunaíma


Jardel Filho em Pixote, a Lei do Mais Fraco


Jardel Filho em O Bom Burguês



A partir de 1969, quando atuou na telenovela A Ponte dos Suspiros, na Rede Globo, Jardel Filho se tornou um astro também da televisão, atuando em diversas produções da emissora. Com exceção de O Espantalho (1977), que ele fez na Record (em parceria com a recém inaugurada TVS), o ator fez 14 novelas praticamente seguidas na emissora.



Jardel Filho e Yoná Magalhães em A Ponte dos Suspiros



O ator atuou em Verão Vermelho (1970), Assim na Terra Como no Céu (1970), O Homem Que Deve Morrer (1971), O Bofe (1972), O Bem Amado (1973), Fogo Sobre Terra (1974), Sinal de Alerta (1978), Memórias de Amor (1979), Olhai os Lírios do Campo (1980), Coração Alado (1980), Brilhante (1981) e Sol de Verão (1982-1983).



Jardel Filho, Arlette Montenegro, Claudio Cavalcanti e Dary Reis em O Homem Que Deve Morrer


Com Dina Sfat, em Fogo Sobre a Terra


Sandra Bréa, Jardel Filho e Paulo Gracindo em O Bem Amado


Milton Moraes, Vera Fischer e Jardel Filho em Coração Alado


Em 1982 Jardel Filho começou a protagonizar a novela Sol de Verão (1982-1983), escrita pelo seu amigo pessoal Manoel Carlos. Ele vivia o simpático mecânico Heitor, e a novela fazia um enorme sucesso junto ao público.

Programada para ter 155 capítulos, a produção de Sol de Verão foi pega de surpresa em 19 de fevereiro de 1983, quando o ator faleceu vítima de um um ataque cardíaco fulminante, aos 55 anos de idade.


Beatriz Lyra e Jardel Filho em Sol de Verão


Irene Ravache e Jardel Filho em Sol de Verão


Tony Ramos e Jardel Filho em Sol de Verão






Manoel Carlos ficou tão abalado, que pediu para deixar a novela, e Lauro César Muniz e Gianfrancesco Guarnieri ficaram encarregados de terminar a obra, que estava no capítulo 120. Juca de Oliveira, Paulo Autran, Paulo Goulart e Carlos Eduardo Dolabella foram cotados para assumir o papel de Jardel, mas uma pesquisa com o público indicou que eles não queriam outro ator.

A Globo chegou a pensar em encerrar a novela sem final, mas foram gravados mais 17 capítulos, as pressas, com o personagem de Jardel Filho viajando repentinamente para a Holanda. O elenco também ficou muito abalado pela morte do colega querido, chegando a se recusarem a gravar algumas cenas.

No auge da fama e do sucesso da novela, Jardel Filho partiu repentinamente, deixando o público bastante consternado. Uma homenagem ao ator foi exibida nos capítulos finais da novela.





Jardel Filho foi casado com a espanhola Aurora Bréa (1952-1959), tornando-se padrasto da atriz Sandra Bréa. Ele também foi casado com a atriz Myriam Pérsia (1958-1969), mãe de sua filha, a também atriz Tânia Boscoli.

O ator também foi casado com as atrizes Márcia de Windson Glauce Rocha e com Elizabeth "Betty" Lopez Drummond Martins, com quem teve outra filha, a produtora Adriana Bôscoli.



Myriam Pérsia, Jardel Filho e Tânia Boscoli



A atriz Tânia Boscoli, filha de Jardel





Margarida Rey, Jardel Filho e Tônia Carrero




Jardel Filho e Maria Luisa Splendore



Grande Otelo, Jardel Filho, Oscarito e Margot Louro

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