Morre a atriz Daria Nicolodi, estrela de Prelúdio Para Matar. A atriz foi musa de Dario Argento, e era mãe de Asia Argento


Morreu no dia 26 de novembro a atriz e roteirista italiana Daria Nicolodi, estrela do clássico Prelúdio Para Matar (Profundo Rosso, 1975), de Dario Argento. Ela tinha 70 anos de idade.


Daria Nicolodi nasceu em Florença em 19 de junho de 1950. Neta do compositor e maestro Alfredo Casella, ela mudou-se para Roma no final dos anos 1960.

Sua estreia como atriz foi em um programa de variedades, Babau, feito para a televisão italiana, em 1970. Mas o programa foi censurado, e só lançado muitos anos depois.

Também em 1970 estreou no cinema, em A Vontade de Um General (Uomini Contro, 1970), de Francesco Rosi. O filme era estrelado por Mark Frechette, que havia protagonizado Zabrinskie Point (1970), de Antonioni.

A atriz fez alguns trabalhos no cinema e televisão, como o filme A Propriedade Não é Mais Um Roubo (La Proprietà Non è Piú um Furt, 1973) e em 1974 fez teste para Prelúdio Para Matar (Profundo Rosso). Durante os testes, ela conheceu o diretor Dario Argento, com quem iniciou um longo relacionamento. A primeira filha do casal, a atriz e diretora Asia Argento, nasceu no ano de 1975.

Daria Nicolodi em  Prelúdio Para Matar

Entre 1975 e 1987 a atriz trabalhou em diversos filmes de Argento: A Mansão do Inferno (Inferno, 1980), Tenebre (1982), Phenomena (1985) e Terror na Ópera (Opera, 1987). Ela também iria atuar em Suspiria (1977), que ela co-escreveu com Dario Argento, mas devido a uma lesão, foi substituída por Stefania Casini

Daria Nicolodi também estrelou Schock (1977), último filme do diretor Mario Bava.


Após o fim do relacionamento com Argento, em 1985, Daria passou a atuar pouco, embora tenha aparecido em alguns filmes de terror ao longo dos anos, como A Filha do Demônio (La Setta, 1991). Em 1994 sua primeira filha Anna (fruto de seu relacionamento com o escultor Mario Ceroli) morreu em um acidente de carro, e a atriz se afastou da vida pública. Embora tenha atuado ocasionalmente alguns anos depois.

Em 2007, dirigida por Dário Argento, retornou ao cinema atuando ao lado da filha em O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas (La terza madre, 2007), que retomava a temática de Suspiria e A Mansão do Inferno.

Daria Nicolodi e Dário Argento nos bastidores de O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas

Asia Argento e Daria Nicolodi



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O misterioso desaparecimento da atriz Marie Empress


Há mais de um século o desaparecimento de Marie Empress, uma estrela do cinema mudo, continua intrigando o mundo, que ainda espera por um desfecho para este enigma.

A inglesa Marie Empress era uma popular cantora, atriz e dançarina no Reino Unido, mas sua fama era mundial. Considerada uma das primeiras "Vamps" do cinema inglês, seus filmes também faziam muito sucesso aqui no Brasil.


Nascida em Birmingham, em 26 de março de 1884, Marie Empress foi uma grande estrela dos palcos londrinos. Havia uma mítica em torno de sua biografia, bastante fantasiosa. Diziam que ela era parente do lendário ator shakespeariano Edmund Ken, que seu pai era um nobre e sua mãe uma famosa atriz francesa, entretanto, na vida real, seu pai era um pintor de paredes e sua mãe, uma dona de casa.

Ela estreou no cinema em Old Dutch (1915), e atuou em frente as telas de cinema em nove filmes, durante apenas um ano de carreira cinematográfica.




Marie Empress tinha 35 anos de idade quando embarcou no luxuoso navio RMS Orduña, em Liverpool, rumo aos Estados Unidos. Durante os 11 dias que durou a viagem, a atriz era constantemente vista nas dependências do transatlântico, tanto por passageiros como pela tripulação.

Mas no início da tarde de 27 de outubro de 1919, quando o navio atracou em Nova York, começou um mistério até hoje não respondido. Após o desembarque dos mais de mil passageiros à bordo, a atriz Marie Empress não deixou o navio, que foi revistado diversas vezes, na busca de algum vestígio do paradeiro da estrela do Music Hall.


A polícia começou a investigar o desaparecimento da atriz. Passageiros e diversos tripulantes prestaram  seus depoimentos. A camareira que havia servido Marie Empress na cabine 480 relatou que na noite anterior a chegada do navio aos Estados Unidos havia levado o jantar para a artista as 18:30, e a mesma pediu que ela voltasse as 21:30, trazendo alguns sanduíches.

Quando retornou, Empress não estava na cabine, e na manhã seguinte, percebeu que a cama não havia sido desfeita, e os sanduíches permaneciam intocados na bandeja que ela havia deixado na noite anterior.

Um jornalista conseguiu autorização para acessar a cabine, e no local encontrou uma pilha de fotos publicitárias, que provavelmente a atriz distribuiria para os fãs e jornalistas, ao desembarcar no porto. Também havia um telegrama confirmando a sua reserva em um hotel nova yorkino.

O jornalista ainda relatou que janela da cabine tinha apenas 33 centímetros de largura, e era muito pequena para que uma mulher com o corpo de Marie Empress passasse, além disto, a escotilha estava trancada por dentro.


A investigação ficava cada vez mais confusa. Para subir ao convés, Marie Empress teria que percorrer vários corredores e passar por salões movimentados, todos eles repletos de pessoas. E ninguém relatou ver a famosa atriz nestes locais na noite de seu desaparecimento.

Sem dúvida, a famosa Marie Empress não passaria despercebida. Além disto, todos os conveses e locais de passeio eram bem iluminados, e sempre tinham oficiais responsáveis fazendo a segurança do local.

A hipótese de suicídio foi cogitada, mas a camareira que a atendia também relatou que a atriz estava sempre bonita e bem humorada, rindo e fazendo piadinhas cotidianas, e pediu para que ela fizesse a barra de algum de seus vestidos. Porém, uma coisa chamava a atenção, a atriz só usava roupas pretas durante toda a viagem, incluindo um chapéu com um grande véu, que fazia com que algumas pessoas pensassem que ela era uma viúva.

Passageiros também relataram que jogaram críquete com a atriz diversas vezes no navio, e que ela dizia estar muito animada com sua turnê norte-americana.

Sem nenhuma informação relevante, a imprensa começou a suspeitar que tudo não passava de um golpe publicitário. Naquele tempo não era incomum uma estrela do cinema inventar alguma tragédia para comover os fãs, e reaparecer alguns dias depois, atraindo a atenção de todos os veículos de comunicação e promovendo assim seu novo trabalho. A própria Marie Empress já havia recorrido de artimanhas parecidas anteriormente.


Um jornal escreveu que logo ela subiria em um palco coberta de algas marinhas, sob os aplausos do público. O New York Clipper, um jornal dedicado ao teatro, relatou que marinheiros afirmaram que Empress havia se vestido com o uniforme de marinheiro e se misturou à tripulação, na noite anterior à chegada do navio em Nova York.

Um suboficial declarou que acreditava que atriz havia desembarcado vestida de homem, se misturando com os tripulantes, pois em seus pertences, haviam muitas roupas masculinas.

No começo do século XX, era comum os números de transformismos, geralmente tendo atores homens travestidos de figuras femininas. Mas Marie Empress era famosa também por fazer personificações masculinas nos palcos.

Alguns críticos teatrais refutaram tal teoria, já que as imitações do sexo oposto de Marie Empress não eram assim tão realistas, e o porte físico da atriz dificilmente seria confundido com um marinheiro real.

Marie Empress, em travesti

Mas a teoria do embuste seguia firme. Os jornais afirmavam que ela estava viva, apenas esperando para estrear nos palcos da Broadway. Diziam até que havia um plano para fingir que um navio de pesca a resgataria de uma ilha deserta, direto para algum teatro nova yorkino.


O New York Daily Mirror chegou a fazer uma piada dizendo que já estava na hora de Marie Empress aparecer, pois a brincadeira já estava ficando cansativa. Porém, várias semanas se passaram, e o navio retornou para à Inglaterra, levando a bordo todas as malas e baús da atriz, contendo suas roupas, figurinos, casacos de pele, joias, documentos, e uma pequena fortuna em dinheiro. Ninguém reivindicou sua bagagem.

Marie Empress nunca reapareceu nos palcos, e nunca mais alguém soube de seu paradeiro. Em 08 de novembro de 1921, o governo inglês declarou que Mary Ann Louisa Taylor, seu nome verdadeiro, estava oficialmente morta, embora seu corpo nunca tenha sido encontrado.

Ao longo dos anos, seu nome desapareceu da mídia, e a atriz ficou esquecida na história do cinema. Todos os seus filmes mudos também se perderam com o tempo. Mas a dúvida permanece, o que aconteceu com Marie Empress?



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Noel Neill, a primeira Lois Lane


Noel Neill ficou eternizada por ser a primeira atriz a viver a intrépida jornalista Lois Lane em Super-Homem (Superman, 1948), o primeiro filme em Live Action do Homem de Aço

Kirk Allyn e Noel Neill em Super-Homem

Noel Darleen Neill nasceu em Minessotta em 25 de novembro de 1920. Após se formar no ensino médio, Noel começou a atuar como modelo profissional, antes de se tornar atriz. Ao mesmo tempo, escrevia artigos para a revista Women's Wear Daily.

Durante a Segunda Guerra Mundial Noel Neill era uma pin-up tão popular entre os soldados norte-americanos, que só perdia em fama para Betty Grable.


Em 1941 ela assinou contrato com a Parmount, e estreou no cinema em um papel não creditado em Candidato Gaiato (Henry Aldrich for President, 1941). Ao longo dos anos, ela fez diversos filmes, mas sempre em papéis muito pequenos, ou com algum destaque em uma produção menor.

Noel Neill e Veronica Lake em Acontece Que Sou Rico (Bring on the Girls, 1945)

No pequeno estúdio da Mongram fez diversos westerns e uma série de comédias onde interpretava a jornalista Betty Rogers. E esteve em O Voo da Morte (The Sky Dragon, 1949), um dos últimos filmes de Charlie Chan.



Sam Katzman era o produtor dos filmes de Betty Rogers, e lembrou de Noel quando precisava de uma atriz para viver uma jornalista ao lado de Kirk Allyn no primeiro filme do Super-Homem.

Com Allyn também atuou em O Homem Atômico Contra o Super-Homem (Atom Man vs. Superman, 1950). Ambos os filmes eram seriados.

Noel Neill e Kirk Allyn

Quando Superman chegou a televisão, os atores George Reeves e Phyllis Coates assumiram os papéis principais. Mas Coates assinou apenas para uma temporada, e quando a série foi renovada, a atriz já tinha assumido outros compromissos, e Noel Neill foi chamada para interpretar Lois Lane novamente.

Noel Neill e George Reeves

Noel Neill interpretou a jornalista entre 1953 e 1958. Após a morte repentina de George Reeves, a série foi cancelada, e Noel Neill se aposentou. Ela se tornou uma dona de casa, e passou a dedicar-se ao lar e a criação dos filhos.

Mas em 1978 ela foi convidada para fazer uma participação especial em Superman: O Filme (Superman, 1978), estrelado por Christopher Reeve. Ao lado de seu antigo colega Kirk Alyn, Noel interpretou Ella Lane, a mãe de Lois, em uma participação especial.

Noel Neil em Superman: O Filme

Ao contrário de Phyllis Coates, que evitava lembrar que havia interpretado Lois Lane, Noel Neill passou a ser reverenciada pelos fãs, participando de eventos e convenções. Curiosamente, Phyllis aceitou o papel de Ella Lane na série Lois & Clark, fazendo a mãe de Teri Hatcher.

Ao lado de Jack Larson, que havia interpretado o Jimmy Olsen, Noel também apareceu na série Superboy, em 1991. E em 2006 ainda atuou em Superman: O Retorno (Superman Returns, 2006), onde interpretou Gertrude Vanderworth, a esposa idosa e doente de Lex Luthor. Noel Neill ainda atuaria em filmes independentes dedicados ao personagem nos anos seguintes.

Noel Neill em Superman: O Retorno

No auge da fama, quando crianças perguntava como ela não reconhecia que Clark Kent, usando apenas um par de óculos, era na verdade o Super-Homem, ela costumava responder: "eu sabia, mas não queria perder meu emprego."

Em 2010 a atriz sofreu uma queda em sua casa, e fraturou o quadril. A partir de então, restringiu suas aparições públicas. Sem filhos, Noel Neill morreu em 03 de julho de 2016, aos 95 anos de idade.





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Morre a atriz e cantora mexicana Flor Silvestre, aos 90 anos de idade


Morreu no dia 20 de novembro a atriz e cantora mexicana Flor Silvestre, conhecida pelos apelidos "Alma da Música Ranchera, Rainha da Música Mexicana, A Sentimental e A Voz que Acaricia." Estrela de mais de 70 filmes, Flor Silvestre era viúva do ator Antonio Aguilar.




Guillermina Jiménez Chabolla nasceu em 16 de agosto de 1930. Flo Silvestre começou a cantar ainda criança, nas festividades locais de sua cidade natal, Salamanca. Em 1943 estreou nos palcos do Teatro del Pueblo, na Cidade do México.

Em 1950, quando já era uma estrela internacional, gravou seu primeiro disco, pela Columbia Records. Seu primeiro filme foi Primero soy mexicano (1950), dirigido por Joaquín Pardavé e co-estrelado por Pardavé e Luis Aguilar. Ela também atuou em filmes com comediantes populares, como Cantinflas, Tin Tan, Resortes e Viruta y Capulina.


Com o marido, Antonio Aguilar, fez diversos filmes. Também atuou em Dos Locos en Escena (1960), primeiro filme de Roberto Gómez Bolaños, o eterno Chaves. Ao lado do ator japonês Toshiro Mifune protagonizou o drama Ánimas Trujano (1962), o segundo filme mexicano nomeado para um Oscar.

Flor Silvestre e Toshiro Mifune



Flor Silvestre e Antonio Aguillar






Morre Diego Armando Maradona, aos 60 anos de idade


Maior jogador da história do futebol argentino, Diego Armando Maradona morreu nesta quarta-feira (25) aos 60 anos. Maradona sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, segundo o jornal argentino Clarín.
O ex-jogador sofreu uma delicada cirurgia no cérebro no começo do mês e recebeu alta oito dias depois.

Campeão mundial na Copa de 1986, quando ficou eternizado pelos gols que marcou contra a seleção da Inglaterra, o craque argentino drenou uma pequena hemorragia no cérebro. O médico Leopoldo Luque afirmou na ocasião que a cirurgia era considerada simples, mas havia preocupação pela condição de saúde do ex-jogador.

No cinema, Maradona atuou em  ¡Qué linda es mi familia! (1980) e Tifosi (1999) e fez várias participações em séries e programas de televisão.


Maradona em  ¡Qué linda es mi familia! 




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Relembrando o breve e talentoso Thales Pan Chacon


Belo e talentoso, Thales Pan Chacon marcou seu nome na história do teatro, cinema e televisão brasileira. Infelizmente, o jovem ator nos deixou muito cedo, com apenas 40 anos de idade.


Thales Pan Chacon nasceu em São Paulo, em 23 de novembro de 1956. Em 1978 ele abandonou o curso de Arquitetura e Urbanismo na USP, para se dedicar à carreira artística. Sonhando em ser ator do teatro musical, ele mudou-se para à Bélgica para estudar com o famoso coreógrafo Maurice Béjart. De volta ao Brasil, atuou em diversos musicais, como Chorus Line, Band Age, Gardel, Uma Lembrança, Theatro Musical Brazileiro, entre outros.

Thales Pan Chacon em Gardel, Uma Lembrança

Em 1979 estreou como ator no curta metragem Arquitetura da Mentira (1979). Contratado pela Rede Globo, estreou na minissérie Avenida Paulista (1982), e em seguida atuou em outra minissérie, Moinhos de Vento (1983).

De volta ao cinema, estrelou Elite Devassa (1984), Fonte da Saudade (1985) e Eu Sei Que Vou Te Amar (1986). Este último fez um grande sucesso internacional, e deu a Fernanda Torres o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Além disto, o o cineasta Arnaldo Jabor também foi indicado a Palma de Ouro como diretor.

Thales Pan Chacon e Fernanda Torres

Arnaldo Jabor, Fernanda Torres e sua Palma de Ouro em Cannes


Em 1987 Chacon foi contratado pela TV Manchete para protagonizar a novela Helena (1987), ao lado da atriz Luciana Braga. Em seguida retornou a Globo, onde atuou em obras como Fera Radical (1988), O Salvador da Pátria (1989), Meu Bem, Meu Mal (1990), Anos Rebeldes (1992), Sex Appeal (1993) e Olho no Olho (1993).

Sua última novela foi Os Ossos do Barão (1997), no SBT.

Thales Pan Chacon e Luciana Braga em Helena

Thales Pan Chacon, Carla Camurati e José Mayer em Fera Radical

Thales Pan Chacon e Cláudia Abreu em Anos Rebeldes


Thales Pan Chacon e Yoná Magalhães em Meu Bem, Meu Mal

No cinema, brilhou em A Mulher Fatal Encontra o Homem Ideal (1987), Luzia Homem (1987), Diálogo de Todo Dia (1991), Estação Aurora (1991) e Floresta da Tijuca (1992). Em 1995 foi dirigido pela amiga e ex esposa Carla Camurati (com quem ficou casado entre 1986 e 1992) em Carlota Joaquina - Princesa do Brazil (1995).



Em 02 de outubro de 1997 Thales Pan Chacon morreu em seu apartamento, com apenas 40 anos de idade, em complicações do vírus do HIV. Na época, ele estava filmando La Serva Padrona (1997), ópera cinematográfica, também dirigida por Camurati.




A tragédia de Dominique Dunne, morta pelo namorado, aos 22 anos de idade


Dominique Dunne ficou famosa ao interpretar Dana Freeling, a filha mais velha da família no clássico de terror Poltergeist: O Fenômeno (Poltergeist, 1982). Poucos meses após o lançamento do filme, Dominique foi assassinada pelo namorado, interrompendo uma carreira promissora no cinema.


Dominique Ellen Dunne nasceu Santa Monica, Califórnia, em 23 de novembro de 1959. Ela era filha do escritor, produtor e ator Dominick Dunne, e irmã do ator Griffin Dunne. Sua madrinha era Maria Cooper-Janis (filha dos atores Gary Cooper e Veronica "Rocky" Cooper).

Dunne começou a carreira no teatro, e atuou inclusive em uma versão de West Side Story. Em 1979 estreou na televisão, atuando no telefilme Diary of a Teenage Hitchhiker (1979), e fez vários trabalhos na televisão nos anos seguintes.

Dominique Dunne em Diary of a Teenage Hitchhiker

Dominique Dunne em Casal 20

Em 1982 o produtor Steven Spielberg escalou Dominique Dunne para atuar em Poltergeist: O Fenômeno (Poltergeist, 1982). O filme sofreu vários incidentes durante as filmagens, bem como aconteceu nas sequências seguintes, e a morte repentina de diversos atores da trama, como a menina Heather O'Rourke, Julian Beck, Will Sampson e Dominique Dunne, deram ao filme a alcunha de "amaldiçoado".

Oliver Robin, Craig T. Nelson, JoBeth Williams e Dominique Dunne em Poltergeist

Ainda em 1982, ela também atuou no filme Os Cavaleiros da Sombra (The Shadow Riders, 1982), com Tom Selleck e Sam Elliott.

O filme foi lançando no final de outubro de 1982, poucos dias antes da morte da atriz. Em 1981 ela havia conhecido John Thomas Sweeney, um subchefe em um restaurante chique, durante uma festa. Com poucas semanas de namoro, ela deixou a confortável casa de seus pais para ir morar com ele, em um pequeno apartamento.

Mas logo o relacionamento se tornou abusivo. Sweeney era muito ciumento e possessivo, e as agressões eram frequentes. Em agosto de 1982, após apanhar e ter parte do cabelo arrancado pelo namorado, Dominique voltou para a casa da mãe, mas voltou a morar com Sweeney após alguns dias depois da agressão. Em 26 de setembro ele voltou a agredi-la, estrangulando a jovem atriz, que saiu de casa definitivamente, e terminou o relacionamento.

Dominique havia sido convidada para participar de um episódio da série Hill Street Blues, no qual fazia uma menina que sofria com agressões dos pais. Ao chegar no estúdio, com o rosto machucado pelas agressões, os diretores dispensaram a maquiagem, e a atriz apareceu nas telas com os ferimentos reais causados por Sweeney.

Dominique Dunne e os hematomas reais na série Hill Street Blues

Em 30 de outubro de 1982 a atriz, que estava escalada para a série V (1983), sobre invasores alienígenas, e ensaiava suas cenas em sua nova casa, junto com o colega David Parker. John Sweeney apareceu em sua casa e Dominique Dunne conversou com ele através da porta trancada por alguns minutos, e concordou em falar com ele na varanda, enquanto Parker continuava dentro da residência.

Após alguns minutos, Parker ouviu gritos e barulhos estranhos, e abriu a porta para ver o que estava acontecendo, quando viu Sweeney estrangulando a atriz, já desacordada. David Parker chamou a polícia, e a atriz foi levada ao hospital, onde foi colocada na UTI.

Dominique já chegou ao hospital em coma, e nunca mais acordou. Ela já não tinha mais atividades cerebrais, e em 04 de novembro, seus pais concordaram em desligar seus aparelhos. A atriz tinha apenas 22 anos de idade. Seus órgãos foram doados, a pedido da família.

A atriz Blair Tefkin ficou com seu papel em V, mas uma cena com Dominique, em meio a multidão vendo a nave dos "visitantes" chegando em Los Angeles foi mantida na série, que foi dedicada a memória da atriz.

John Thomas Sweeney foi preso e levado a julgamento. Ele foi condenado a seis anos de prisão, mas foi solto três anos depois, por bom comportamento. Depois, voltou a ter uma vida normal, inclusive trabalhando como chefe em restaurantes importantes.

John Thomas Sweeney

Na década de 1990, ao descobrir que Sweeney estava noivo da filha do médico do pai da atriz, seu irmão, o ator Griffin Dunne, ligou para a moça, e contou tudo o que havia acontecido com Dominique. A noiva, indignada, moveu um processo contra a família Dunne, acusando-os de perseguição, e conseguindo uma ordem de restrição judicial contra eles.

O ator Griffin Dunne



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