A Pequena Órfã, a novela que virou filme



As telenovelas brasileiras sempre fizeram muito sucesso e algumas delas, após saírem do ar, deram origem a longas-metragens exibidos nos cinemas, como os recentes Giovanni Improtta (2013) e Crô: O Filme (2013).


Voltando um pouco no tempo, tempos o filme Betto Rockffeller (1970), inspirado na famosa novela homônima da TV Tupi, exibida em 1968. No elenco, o ator Luís Gustavo e a bela Zofia Burk, mais conhecida como a modelo dos Palitos Gina. (leia mais sobre Zofia Burk aqui).


Cartaz de Beto Rockeffeller (Zofia Burk é a terceira a direita)

Outra novela bem sucedida que ganhou as telas de cinema foi A Pequena Órfã (1968-1969), exibida pela TV Excelsior. Escrita por Teixeira Filho, a novela foi ao ar entre 26 de agosto de 1968 e 19 de fevereiro de 1969, e foi muito bem de audiência.

Dirigida por Dionísio Azevedo, que também interpretava o bondoso Velho Gui, a obra foi estrelada pela pequena Patricia Ayres, no papel de Maria Clara, a Toquinho.

Dionísio Azevedo e Patricia Ayres

Patricia Ayres (também creditada Patricia Aires) tinha cinco anos de idade, e era filha do ator Percy Ayres (1932-1992), e não era uma novata nas telas. Nascida em 05 de outubro de 1963, a menina fazia trabalhos como modelo, e havia estreado na TV na novela Somos Todos Irmãos (1966), na TV Tupi.


Antes de viver a menina Toquinho na bem sucedida novela, Patricia Ayres fazia a pequena Miita na novela O Direito dos Filhos (1968), também na Excelsior. Na obra, ela contracenava com a atriz Leila Diniz.

Patricia Ayres, Henrique Martins, Flora Geny, Leila Diniz e Antônio Carlos em O Direito dos Filhos

A novela ainda nem havia acabado quando a menina foi escalada para protagonizar A Pequena Órfã, conciliando as gravações de ambas as novelas.


Abertura da novela A Pequena Órfã


O elenco da novela ainda contava com nomes como Riva Nimitz, Lurdinha Félix, Roberto Maya, Eduardo Abbas, Ruthinéia de Moraes, Lutero Luiz, Yara Amaral, entre outros. Nádia Lippi, estreando como atriz (então com 10 anos de idade), interpretava uma das amigas da sofrida Toquinho, antes de se tornar musa do cinema brasileiro da década de 70.

Nádia Lippi, destacada na imagem, em A Pequena Órfã

Nádia entrou para o elenco da novela por acaso. Certo dia ela encontrou Dionísio Azevedo, e foi pedir um autógrafo para ele. Encantado com a beleza da menina, o ator e diretor a convidou para ingressar na obra. Posteriormente ela faria diversas novelas e filmes brasileiros.


Mas o grande destaque da novela era mesmo a menina Patricia Ayres, que interpretava uma sofrida órfã, que após fugir dos maus tratos do orfanato, encontrava acolhimento junto ao bondoso Velho Gui.

A novela bateu recordes de audiência, e deu origem a uma série de telenovelas infantis, também bastante melodramáticas, como Ricardinho, Sou Criança, Quero Viver, na Bandeirantes; Sozinho no Mundo, O Doce Mundo de Guida e Meu Pé de Laranja Lima, na Tupi e Tilim e Pingo de Gente, na Record.


A novela tinha uma grande audiência, e fez de Patricia uma estrela da televisão. Porém, as filmagens eram pesadas para a menina. Originalmente, ela gravaria apenas dois dias por semana, mas logo já estava gravando por 14 horas, durante seis dias na semana. A menina ficou com anemia, emagreceu, e estava esgotada. Além disto, uma matéria publicou seu salário, afirmando que ela e o jogador Pelé, na época, astro da novela Os Estranhos (1968), eram os artistas mais bem pagos da Excelsior.

Isto criou atritos com o elenco. Uma atriz, durante uma cena em que maltratava a pequena órfã, chegou a empurra-la de verdade, fazendo a menina cair e bater o rosto, quebrando dois dentes na queda.

Patricia Ayres e Pelé, os atros da Excelsior

Após aparecer em 18 capítulos, seu pai a tirou da novela, rompendo o contrato com a Excelsior. Patricia chegou a assinar contrato com a TV Record, mas não fez novelas por lá, limitando-se apenas a apresentar um quadro ao lado do astro mirim Guto Franco (filho de Moacyr Franco), dentro do Programa Silvio Santos. Em um dos programas, Silvio Santos a colocou dançando valsa com o cantor Nelson Ned.

Com a novela no ar, Dionísio Azevedo precisou achar uma alternativa para a trama, que ficou sem protagonista. Durante um tempo, seu personagem passou a ter flash backs da menina, enquanto na vida real o diretor procurava uma atriz substituta.


A menina Glória Pires, então com quatro anos de idade, acabou estreando na televisão devido a este hiato sem Patricia. "Dionísio usou cenas em flash back de Patrícia com a minha voz, e eu imitava o timbre e o sotaque paulista. Ficava então a voz em off sobre as imagens que apareciam, como delírios do velho Gui", relembrou a atriz, em entrevista ao Jornal do Brasil, em 04 de agosto de 1993.

Foi feito um concurso para escolher a nova Toquinho, e mais de 100 garotas foram testadas. Por fim, Dionísio escolheu a menina Marize Ney, que tinha 11 anos de idade. Como havia uma diferença de idade grande, a trama sofreu uma passagem de tempo. E poucas pessoas perceberam a troca das atrizes.

Marize Ney, que era sobrinha da atriz Lourdinha Felix, era de Goiânia, e perdeu o ano escolar por causa das gravações. Ela chegou a ser expulsa da escola em que estudava, e desgostosa com a carreira artística (ela nem era creditada na novela, que ainda usava o nome de Patricia Ayres), abandonou a televisão depois deste trabalho. Atualmente, ela vive no Rio de Janeiro e trabalha como agente de viagens.

Marize Ney

Em 1969 Patricia Ayres voltou para a Excelsior, e ao lado de Nádia Lippi (que na época era creditada como Nádia Lippe), atou em A Menina do Veleiro Azul (1969). A Excelsior havia planejado fazer uma versão de Meu Pé de Laranja Lima, tendo a menina como protagonista. Mas com o texto levado ao ar em uma novela na Tupi, o projeto foi abandonado.



Depois atuou em Meu Pedacinho de Chão (1971), novela produzia pela TV Cultura, mas também exibida na TV Globo. Apesar de ter grandes astros no elenco, era Patricia quem estrelava a publicidade da obra.


No mesmo ano, a Rede Globo reexibiu A Pequena Órfã. A emissora criou uma nova abertura, tendo a menina Glória Pires aparecendo nos créditos.

Glória Pires em A Pequena Órfã

Em 1973 Patricia Ayres ainda faria A Rosa dos Ventos (1973), na TV Tupi.

Patricia Ayres e o elenco de A Rosa dos Ventos

No mesmo ano, o cineasta Clery Cunha a convidou para retomar o papel de Toquinho, na versão cinematográfica de A Pequena Órfã (1973), cinco anos após o enorme sucesso da novela.




Dionísio Azevedo voltava ao papel do Velho Gui, mas poucos atores da novela atuaram no filme. No elenco da versão cinematográfica também estavam Percy Aires, o pai de Patricia, e suas irmãs Rita e Barbara Ayres. Também aturam no filme nomes como Vida Alves, Magrit Siebert, Xandó Batista e o cantor Noite Ilustrada.

Após fazer este filme, a menina Patricia Ayres disse aos pais que não queria mais atuar, pois achava muito cansativo e não era nada divertido. Ela queria seguir sua vida normal, e anônima. Em 1983 o diretor Dennis Carvalho a convidou para atuar em Voltei Para Você (1983), uma continuação de Meu Pedacinho de Chão, mas ela recusou o papel.

Assista ao filme A Pequena Órfã, completo

Atualmente com 55 anos, ela nem pensa em voltar a atuar. Recentemente concedeu uma grande entrevista, falando da carreira, que pode ser conferida aqui.


Patricia Ayres, atualmente

Leia também: As muitas versões de Éramos Seis

Leia também:  E o Vento Levou (1956), a novela da TV Tupi


Curta nossa página no Facebook
Se inscreva no nosso canal do Youtube

Morre o desenhista Daniel Azulay, vítima do Coronavirus, aos 72 anos de idade


O artist plástico, desenhista, compositor e educador Daniel Azulay faleceu hoje, 27 de março, aos 72 anos de idade. Daniel estava com leucemia, e contraiu o coronavirus, não resistindo ao tratamento.

Sua morte foi divulgada através de suas redes sociais.


Nascido no Rio de Janeiro, em 30 de maio de 1947 iniciou a carreira em 1968, quando criou o Capitão Cipó, para as páginas do Correio da Manhã. Em 1975 criou a Turma do Lambe-Lambe, que também conquistou a televisão brasileira.


Azulay e sua turminha, além da televisão, chegaram a gravar discos infantis, Ele também apresentou programas, onde ensinava as crianças a desenharem. No cinema, foi produtor de arte do filme Um Homem e o Cinema (1977).




Curta nossa página no Facebook

Se inscreva no nosso canal do Youtube


Morre a atriz Joselita Alvarenga, a brasileira que foi casada com Raul Solnado


Morreu no dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro, a atriz brasileira Joselita Alvarenga. Veterana dos palcos lusos-brasileiros, a atriz foi casada com o famoso comediante português Raul Solnado, e tinha 85 anos de idade.

A causa da morte não foi divulgada.


Joselita Alvarenga nasceu na cidade de Cubuquira, Minas Gerais, em 04 de dezembro de 1934. Ela ingressou no teatro paulista em 1952. Ela trabalhou nas companhias de Dercy Gonçalves e posteriormente atuou no Teatro de Arena, e chegou a namorar Gianfrancesco Guarnieri, que depois se casaria com a jornalista Cecília Thompson, a mãe de seus filhos.

Em 1955, foi uma das muitas atrizes a assumir o papel na peça Rosas dos Ventos (substituindo Liana Duval), e chamou a atenção de Sandro Polônio, que a contratou para a sua companhia. Em 1956 Sandro escalou Joselita para assumir o lugar de Odete Lara em Moral em Concordata, espetáculo estrelado por Maria Della Costa. No mesmo ano, estreou na televisão, atuando no Teatro de Terror, na TV Tupi.

Em 1957 a Cia Sandro Polônio / Maria Della Costa viajou para uma turnê em Portugal, onde a atriz conheceu o comediante Raul Solnado.

Joselita Alvarenga (a esquerda) ao lado de Maria Della Costa, em Portugal
(foto gentilmente cedida pela página Enciclopédia Virtual do Espetáculo)

Joselita retornou ao Brasil ao fim das digressões, e atuou no filme brasileiro Dorinha no Soçaite (1957) e O Grande Momento (1958), além de também fazer alguns trabalhos no Grande Teatro Tupi. Porém, Solnado, encantado com a brasileira, lhe escreveu uma longa carta a pedindo em casamento. Ela foi para Portugal, e eles se casaram em abril de 1958.



A atriz deixou a carreira para cuidar da casa e da família, e teve dois filhos com o ator português: Alexandra e Renato Solnado. Mas retornou em 1961, atuando na série A Família Barata, estrelada por seu marido, e exibida na RTP (Rádio e Televisão Portuguesa).

Em 1969 ela retornou aos palcos, atuando na versão portuguesa de Black-Out, que ainda tinha no elenco o ator Adriano Reis. Em 1979 ela estreou nas telenovelas brasileiras, atuando em Cara a Cara (1979), na TV Bandeirantes. Na emissora, ainda atuou em O Campeão (1982).



Na Rede Globo, participou da minissérie Avenida Paulista (1982) e esteve nas primeiras novelas do SBT, Anjo Maldito (1983) e Jogo do Amor (1985).

No cinema, ainda atuou em A Difícil Viagem (1983) e Alô?! (1998).

Joselita Alvarenga em Alô?!

Raul Solnado e Joselita Alvarenga se separaram em 1985, e a atriz se dividiu entre trabalhos no Brasil e Portugal, onde residia atualmente, e dava aulas de interpretação.


A morte da atriz foi divulgada nas redes sociais por sua neta, a também atriz Joana Solnado, que escreveu: 

"Coincidência ou não, despeço-me hoje da primeira atriz que vi atuar, em casa. A primeira atriz que vi gargalhar, em casa. A primeira atriz que vi chorar, em casa. Quanto privilégio. Quanta leveza, alegria e humor trouxe à minha vida e à de todos os colegas, amigos, alunos, familia e de quem se cruzou na sua bonita jornada. Quanta sabedoria numa pessoa só. Quanto teatro a respirar nesses poros. Neste dia Mundial do Teatro nos despedimos de você, que bela homenagem, amada Jô - saiba que no Brasil continuam me chamando seu nome.

Minha Brasilidade é minha, por sua mão e coração. Quanta gratidão.
Quantos personagens criamos juntas? Quantas festas de aniversário fictícias fizemos porque a gente gosta mesmo é de festejar. À vida.
À vida que vivemos juntas.
Porque a diversão estava acima de quase tudo.
E o concurso de quem consegue chorar primeiro? Esse jogo favorito que até há tão pouco tempo era agora. Sorrio quando penso, lembro, sinto e sei.
Quanto amor e magia você me proporcionou.
Quanta transgressão vivi do seu lado. Quase tudo era permitido do seu lado...
e isso me deu um sentido de que na vida nada é impossível. Foi você que me colocou no palco pela primeira vez. Me estreei com a mesma idade que você, 14, e entendi que era mesmo importante por suas lágrimas de emoção, sua inspiração. Você brilhava o olho por contar essas nossas contas iguais. Agradeço cada pedaço de história, cada sopro de vida do seu lado. Você me ensinou, além de tudo, que uma atriz, sorri e agradece até o pano fechar. O seu pano fechou, e você, sorriu e agradeceu tudo até o final.
Nesse novo começo, que sua viagem seja linda."


Joselita Alvarenga e a neta Joana Solnado


Curta nossa página no Facebook
Se inscreva no nosso canal do Youtube

Carmen Sevilla, a estrela de Violetas Imperiais


Em 1952 o mundo ficou encantado com a graça da espanhola Carmen Sevilla no filme Violetas Imperiais (Violetas Imperiales, 1952). A atriz e cantora interpretava a cigana Violeta, por quem o nobre Don Juan de Ayala (papel do tenor Luis Mariano) se apaixona.


O sucesso do filme (lançado anos antes de La Violetera, de Sarita Montiel) projetou o nome de Carmen Sevilla mundialmente, embora ela já fosse uma grande estrela na Espanha e México.


Maria del Carmen García Galisteo nasceu em Sevilha, na Espanha, em 16 de outubro de 1930. A cantora, atriz e dançarina espanhola deu seus primeiros passos na carreira artística aos 12 anos de idade, quando ingressou na Companhia de Estrelita Castro. O ensaiador não decorava seu sobrenome, e como haviam outras Carmens no grupo, passou a chamá-la de Señorita Sevilla, que acabou tornando-se seu sobrenome artístico.

Em seguida a jovem foi contratada pelo Balé de Montemar, dançando ao lado de Paquita RicoAna Esmeralda (atriz que viria fixar residência no Brasil). No cinema, seu primeiro papel foi em uma pequena participação, não creditada, no filme Serenata Espanhola (Serenata Española, 1947).

O estrelato, entretanto, chegou quando ela foi escolhida para contracenar com o mexicano Jorge Negrete no filme Jalisco canta en Sevilla (1949), uma produção mexicana, rodada na Espanha.



Nos anos seguintes ela protagonizou diversos filmes espanhóis, e chegou a filmar La Guitarra de Gardel (1949), na Argentina. Em 1951 contracenou no cinema pela primeira vez com o tenor basco Luis Mariano, em O Sonho de Andaluzia (El Sueño de Andalucía, 1951). 

Luis Mariano (1914-1970) era um astro das operetas espanholas (embora também tenha atuado com sucesso na França). Ele morreu com apenas 55 anos de idade, após sofrer uma hemorragia cerebral.



Carmen e Mariano repetiram a parceria em Andaluzia (Andalouise, 1951), antes de protagonizarem o sucesso Violetas Imperais (Violetas Imperiales, 1952), a maior bilheteria da carreira da dupla.


Ainda em 52 a artista atuou em dois filmes franceses Le Désir et L'Amour (1952) e Plume au Vent (1952). De volta à Espanha, contracenou com Paulette Goddard em Muchachas de Bagdad (1953).


No México, fez Reportagem (Reportaje, 1953) e Gitana Tenías Que Ser (1953) e contracenou com Luis Mariano novamente no francês A Bela de Cadiz (La Belle de Cadix, 1953), que foi outro grande sucesso.

Carmen Sevilla seguiu atuando na Espanha, França, México e Argentina. E ao lado de Fernandel, protagonizou outro sucesso, Os Amores de Dom Juan (Don Juan, 1956). E embora tenha recusado todos os convites de trabalhar em Hollywood, Hollywood foi até ela. Contratada pela Paramount, estrelou Cigana Espanhola (Spanish Affair, 1957), dirigido por Don Siegel. O Ator Yul Brynner chegou a trabalhar no elenco, mas acabou deixando a produção, não aparecendo no filme.



Ao lado de Raf Vallone, estrelou A Vingança (La Venganza, 1958), vencedor da Palma de Ouro de Cannes daquele ano. O filme também concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.


Na Itália, fez Pão, Amor e Andalusia (Pan, amor y Andalucía, 1958), onde contracenou com Vittorio de Sica, e sob direção de Nicholas Ray, interpretou Maria Madalena em Rei dos Reis (King of Kings, 1961).

Carmen Sevilla em O Rei dos Reis

Em 1960 a atriz havia anunciado que iria deixar a carreira, para se casar com um empresário chileno. Mas isto acabou nunca ocorrendo. Mas devido ao noivado, Carmen recusou alguns contratos, o que acabou afetando sua carreira posteriormente.

Carmen Sevilla acabou se casando com o compositor e maestro Augusto Algueró, e passou a cantar basicamente músicas de seu repertório. 

Seu filme seguinte foi o argentino Buscando a Mónica (1962), onde contracenou com o brasileiro Jardel Filho.

Jardel Filho e Carmen Sevilla

No mesmo ano estrelou O Cabaré das Ilusões (El Balcón de la Luna, 1962), ao lado da antiga colega Paquita Rico e da estrela do flamenco Lola Flores.


Em novembro de 1964 foi uma das atrações internacionais que se apresentaram nos palcos da TV Record (em São Paulo) e na TV Rio (no Rio de Janeiro).




Carmen Sevilla já havia estado no Brasil anteriormente, mas sempre rapidamente, durante escalas de viagem rumo a Buenos Aires. Mas em 1967 ela retornou ao país, desta vez como jurada do Festival Internacional da Canção, produzido pela Rede Globo. No juri ainda nomes como a atriz Joan Collins e o cantor e ator Ed Evanko, que mais tarde se tornou padre. (leia mais sobre Ed Evanko aqui).

Nos anos seguinte, em decadência, fez muitos filmes menores na Espanha, alguns similares as pornochanchadas brasileiras. Em 1972 foi dirigida por Charlton Heston em À Sombra das Pirâmides (Antony and Cleopatra, 1972), rodado na Espanha e Inglaterra, e estrelado por Heston. Seu último trabalho no cinema foi em 1978.

 Carmen Sevilla e Charlton Heston

1974

Em 985 Carmen Sevilla se divorciou de Augusto Algueró, casando-se novamente no mesmo ano, com Vicente Patuel, que morreu em 2000. Em 1986 retornou a carreira de atriz, atuando na novela La Viuda Blaca. Mais tarde, estrelou a série Ada Madrina (1999-2000).


Em 2009 também apresentava um programa Cine de Barrio na televisão espanhola, quando foi diagnosticada com Alzheimer. Com a doença avançada, a atriz foi substituída por Concha Velasco.

Atualmente, com 89 anos de idade, infelizmente, Carmen Sevilla não recorda-se da sua carreira, e nem mesmo reconhece seus familiares, nem mesmo Augusto Jose Algueró Garcia, seu único filho.

Carmen Sevilla (de rosa) em Cine de Barrio

Carmen Sevilla, aos 89 anos


Leia também:  A espanhola Paquita Rico

Curta nossa página no Facebook

Se inscreva no nosso canal do Youtube

Se inscreva no nosso canal no Youtube

Postagem em destaque

A viagem de Clark Gable ao Brasil