Por Onde Anda? Edwin Luisi, o galã mais famoso do Brasil


Embora se considere um homem do teatro, Edwin Luisi é mais lembrado por por seus trabalhos na televisão. Como esquecer o mocinho Álvaro de Escrava Isaura (1976), a novela mais vista do mundo.

Vencedor de um Prêmio Shell no teatro, pela peça Eu Sou Minha Própria Mulher (2007), Edwin tem uma sólida carreira nos palcos, televisão e cinema.


Edwin Frederico Luisi nasceu em São Paulo,  em 11 de fevereiro de 1947. Filho de uma família com boas condições financeiras, sua família desejava que o filho Edwin fosse médico, mas a vocação para as artes falou mais alto.

Em 1968 ele ganhou uma bolsa de estudos para cursar História da Arte na França. Lá vivenciou os movimentos estudantis que revolucionaram o ano de 68. De volta ao Brasil, ingressou na Escola de Artes Dramáticas da USP, em 1970.

Após dois anos fazendo teatro, Edwin foi convidado para atuar na novela Camomila e Bem Me Quer (1972), de Ivani Ribeiro, na TV Tupi, emissora onde ele permaneceu por quatro anos, tendo atuado em outras tramas, como Vila do Arco (1975), e Canção para Isabel (1976).

Edwin Luisi e Geraldo Del Rey em Canção Para Isabel


Nos palcos, interpretou o cangaceiro Beatinho, em O Evangelho Segundo Zebedeu (1973), de César Vieira; participou das peças Ensaio Selvagem, de Zé Vicente; Os Executivos, de Mauro Chaves; na adaptação de Ricardo III, em que viveu Lord Richmond. No cinema, fez sua estreia no cinema em O Mulherengo (1976), ao lado de Marlene França.

Edwin Luisi e Marlene França em O Mulherengo


Ao mesmo tempo, ele também fazia diversos trabalhos em publicidade para juntar dinheiro, e foi garoto propaganda de uma marca de guaranás, que aumento sua popularidade.


O autor Gilberto Braga viu o jovem ator e o convidou para viver o mocinho Álvaro em Escrava Isaura (1976), fazendo par romântico com a atriz Lucélia Santos. A novela fez um enorme sucesso no Brasil, e acabou sendo vendida para todo o mundo, fazendo o casal de protagonistas internacionalmente famoso.

Escrava Isaura é a novela mais vista no mundo na história da teledramaturgia. A novela já foi exibida, e reprisada, em mais de 80 países.

Lucélia Santos e Edwin Luisi em Escarava Isaura

Em Portugal, as Sessões da Assembleia Nacional eram encerradas antes do horário, para que os parlamentares pudessem assistir aos capítulos, e em Cuba, o racionamento de energia elétrica era suspenso para que a população não perdesse a novela. Durante uma visita a Portugal, uma multidão enfurecida tentou agredir o ator Rubens de Falco, tamanho era ódio que o personagem Leôncio gerava nos portugueses.

Na Polônia, uma multidão foi as ruas para ver o elenco de perto, gerando um verdadeiro tumulto nas ruas de Varsóvia.

Fãs de A Escrava Isaura, na Varsóvia

Após Isaura, Luisi foi convidado para interpretar o desenhista Daniel em Dona Xepa (1977). Daniel dividia o amor de Rosália (Nívea Maria) com Rubens de Falco, o Leôncio de Escrava Isaura.

Querido pelo público, interpretou o malandro Felipe Cerqueira, que foi revelado como o assassino de Salomão Hayala (Dionísio Azevedo), na novela O Astro (1978). O mistério do crime da novela agitou o público no ano de 1978.

Edwin Luisi, Ênio Santos e Dionizio Azevedo em O Astro

Edwin Luisi fez muitas novelas na Globo, como Pecado Resgado (1978), As Três Marias (1980), Terras do Sem-Fim (1981), Sétimo Sentido (1982), Pão Pão, Beijo Beijo (1983).

Depois foi para a TV Manchete, onde atuou em produções famosas, como Marquesa de Santos (1984) e Dona Beija (1986). Entre as décadas de 1980 e 2000, o ator passou por diversas emissoras, como Manchete, Bandeirantes, Record, Globo e SBT.

Edwin Luisi, Sérgio Brito e Fernando Eiras em A Marquesa de Santos 

Em 2009 Edwin participou da primeira telenovela angolana, Minha Terra Minha Mãe (2009), feita após o fim da guerra civil que assolou o país. Outros brasileiros como Marcos Breda e Christina Prochaska também estavam no elenco.

Edwin Luisi em Minha Terra Minha Mãe

No teatro, alguns dos trabalhos que o ator mais gosta de relembrar são: À Margem da Vida (1976), Amadeus (1982), Freud, no Distante País da Alma  (1984); e as mais recentes Tango, Bolero e Chá, Chá, Chá (2001), em que viveu um travesti que resolve voltar para a esposa, contracenando com Bibi Ferreira; e Triunfo Silencioso (2005), dirigida por Bernardo Jablonski e Fabiana Valor. Em 2015 voltou aos palcos na comédia Barbaridade.


Edwin Luisi em Tango, Bolero e Chá, Chá, Chá

No cinema, ainda atuou em Sonhos de Menina Moça (1987), O Judeu (1996), Adágio ao Sol (1996), Mauá - O Imperador e o Rei (1999) e Aleijadinho - Paixão, Glória e Suplício (2003).

Após atuar em Rebelde (2011) na Record, e em Sangue Bom (2013) e A Lei do Amor (2016), na Globo, o ator foi para Portugal, onde fez a novela da TVI Na Corda Bamba (2019), onde contracenou com sua antiga colega de Escrava Isaura Lucélia Santos.

Em 2021, após alguns anos em Portugal, o ator retornou ao Brasil.

Edwin Luisi e Lucélia Santos na novela portuguesa Na Corda Bamba

Atualmente o ator está rodando o filme Quase Alguém, dirigido por Daniel Ghivelder, que ainda não tem data de lançamento.

Edwin Luisi, em 2021, com a neta Maria Clara

Edwin Luisi em Portugal




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