Por onde anda? O ator e modelo Pedrinho Aguinaga, "O Homem Mais Bonito do Brasil"


Em 1970, aos 20 anos de idade, Pedrinho Aguinaga foi eleito "O Homem Mais Bonito do Brasil", em um concurso promovido no Programa Flávio Cavalcanti. Como prêmio, ganhou uma viagem aos Estados Unidos, 1000 dólares, e um papel no filme Minha Namorada (1970), de Zelito Viana.

Além disto, tornou-se um dos homens mais badalados do Brasil na década de 70, tendo frequentado o Jet Set Internacional e namorado muitas famosas.




Filho de Fernando Aguinaga, um empresário brasileiro, e Claudine, uma oficial da marinha mercante norte-americana, Pedro Aguinaga nasceu em 20 de fevereiro de 1950. Seu pai era uma figura proeminente na alta sociedade carioca, e foi neste meio que o menino cresceu.


Pedrinho Aguinaga, aos 15 anos, com Claudia Cardinale


Embora conhecido no circuito social carioca, seu nome só ganhou projeção quando ele venceu o concurso no Programa Flávio Calvancati, sob protestos do jurado Denner Pamplona, famoso estilista, que torcia para Paulo Pimentel, que ficou em segundo lugar, e chegou a atuar no filme Soninha Toda Pura (1971).




Além do título de "O Homem Mais Bonito do Brasil", Pedrinho recebeu como prêmio um dos papéis principais em Minha Namorada (1970), primeiro filme do então produtor Zelito Viana (irmão de Chico Anysio, e pai do ator Marcos Palmeira).

No filme Pedrinho contracenava com os veteranos Fernanda Montenegro e Jorge Dória, e dividia os papéis principais com o cantor Marcelo e a jovem Laura Maria, que só fez este trabalho como atriz.


Fernanda Montenegro, Laura Maria e Pedrinho Aguinaga em Minha Namorada


Marcelo, Laura Maria e Pedrinho Aguinaga em Minha Namorada


O filme falava sobre conflitos de gerações, ansiedade no final da adolescência e a juventude adepta do amor livre da década de 70.

Após sua estréia no cinema, Pedrinho iniciou uma bem sucedida carreira como modelo. Nesta época també, ficou famoso por frequentar a boemia carioca, e namorar belas mulheres como Vera Fisher, Rose de Primo, e Monique Evans, com quem teve um filho, Armando.


Monique Evans e Pedrinho Aguinaga


Pedrinho retornou ao cinema estrelando O Judoka (1973), ao lado da atriz Elisângela. O Judoka contava a história de Carlos Silva, um lutador de judô surgido nas páginas das revistas em quadrinhos criadas por Pedro Anísio e Eduardo Baron, e publicadas pela editora EBAL desde 1969. O filme foi uma das primeiras adaptações de histórias em quadrinhos feitas no Brasil.

O Judoka é um dos filmes mais procurados do Brasil atualmente, embora não se tenha notícias de nenhuma cópia que tenha sobrevivido ao tempo.






Após atuar em O Judoka, Pedrinho Aguinaga fez Banana Mecânica (1974), dirigido por Carlos Imperial e Caiagangue (1974), dirigido por Carlos Hugo Christensen. Neste último, contracenou com David Cardoso e Irma Alvaréz.

Depois o ator mudou-se para Nova York, onde foi contratado por uma grande agência de modelos. Nos Estados Unidos, ficou amigo de Andy Warhol, do bailarino Rudolf Nureyev e do diretor Pier Paolo Pasolini. Nesta época, também namorou com estrelas internacionais, como Maria Callas, Marisa Berenson e Bianca Jagger.


Aristoteles Onassis, Pedrinho Aguinaga, Marisa Berenson e Elsa Martinelli


Mas ele decidiu voltar ao Brasil, onde já tinha uma carreira consolidada, ao invés de recomeçar no exterior. Em 1977 ele estreou na novela Locomotivas, na Rede Globo.

Entre as estrelas internacionais, ele também namorou com Liza Minelli, quando ela esteve no Brasil, em 1974. Ele conheceu a atriz e cantora por intermédio de Marisa Berenson, e na época a imprensa chegou a noticiar que o casal falava em casamento.

Des anos depois, Pedrinho também teve um affair com a atriz Demi Moore, quando ela estava no começo de sua carreira. A atriz estava no Brasil filmando Feitiço do Rio (Blame it on Rio, 1984), último filme do diretor Stanley Donen.


Liza Minelli e Pedrinho Aguinaga, no Rio de Janeiro


Em 1976 o galã ganhou grande popularidade ao protagonizar uma série de comerciais para os Cigarros Chantecler, cujo slogan era "o fino que satisfaz".




Em 1978 Pedrinho atuou em Os Trapalhões na Guerra dos Planetas (1978), uma paródia da saga Star Wars. Ele interpretava o principe Flick, uma versão tupiniquim de Luke Skywalker. A apresentadora Christina Rocha interpretava a princesa Myrna.






Ao lado de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, ele ainda atuaria em Os Três Mosqueteiros Trapalhões (1980). Mas após atuar em Rio Babilônia (1982), do diretor Neville D'Almeida, onde protagonizou cenas quentes ao lado de Denise Dumont e Joel Barcellos, o ator desapareceu da mídia.

Na década de 90, fez algumas aparições ocasionais. Novamente dirigido pelo amigo Neville DÁlmeida, interpretou o marido de Cláudia Raia em Matou a Família e Foi ao Cinema (1991) e participou do remake de Navalha na Carne (1997), ao lado da ex namorada Vera Fischer. Também fez uma participação no programa Você Decide, em 1995. Depois disso, só atuaria novamente em uma participação na novela Começar de Novo (2005) e em um curta metragem, feito em 2011.

Pedrinho Aguinaga vive em Copacabana, em um prédio que pertenceu a sua avó, e mantém-se com o dinheiro do aluguel de alguns imóveis que herdou. Eventualmente faz alguns trabalhos como modelo, quando o convidam.

Ele trocou a boemia da vida noturna pela meditação.


Pedrinho Aguinaga posando como modelo para uma campanha do dia dos pais

Em 2018, deu um depoimento para o documentário Neville DÁlmeida: Cronista da Beleza e do Caos.


Pedrinho Aguinaga atualmente



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