Relembrando a breve e saudosa Ivete Bonfá


O cinema brasileiro teve algumas estrelas que partiram cedo, como Adriana Prieto e Leila Diniz, que se foram ainda na faixa dos 20 anos de idade. Mas algumas de nossas atrizes consagradas, como Dina Sfat e Isabel Ribeiro, um pouco mais maduras, também deixaram saudades. E a irreverente Ivete Bonfá também faz parte deste time, tendo nos deixado com apenas 51 anos de idade.



Ivete Paulillo Tricarico nasceu em São Paulo, em 04 de março de 1940. Ela iniciou sua carreira no teatro, pelas mãos de Eugênio Kusnet, e depois fez parte da companhia de Nidia Lycia e Sérgio Cardoso.

Ainda no teatro, foi convidada para participar de um teleteatro na TV Tupi, em 1967. Sua estreia na TV foi na peça Terra de Cegos, exibida no programa TV de Vanguarda. No mesmo, ainda na Tupi, faria sua primeira novela, Yoshico, Um Poema de Amor (1967).

Na TV, ela ainda atuaria em A Cabana do Pai Tomás (1969), O Tempo Não Apaga (1972), Venha Ver o Sol na Estrada (1973), Vila do Arco (1973), Canção Para Isabel (1976), Solar Paraíso (1978), Floradas na Serra (1981), O Tronco do Ipê (1982), Meus Filhos, Minha Vida (1984) e na minissérie Boca do Lico (1990), além de ter feito uma participação no programa infantil Rá-Tim-Bum (1990).

Seu último trabalho na televisão foi em um especial da TV Record, chamado Fantástica Fantasia (1990).

Sérgio Ropperto, Ivete Bonfá e Edwin Luisi em Vila do Arco


Luiz Serra, Ivete Bonfá, Walderez de Barros e Kito Junqueira em Uma Canção Para Isabel


Maria Fernanda, Sebastião Campos e Ivete Bonfá em O Tronco do Ipê


Ivete Bonfá, de vestido Rosa, em Fantástica Fantasia


No cinema, Ivete Bonfá estreou O Detetive Blancha Contra o Gênio do Crime (1973), e logo desenvolveu uma longa filmografia. Ela esteve no grande sucesso A Super Fêmea (1973), de Aníbal Massaini Neto e Anjo Loiro (1973), de Alfredo Stenheimer, com quem fez vários filmes.

Ainda atuou em O Rei da Noite (1975) de Hector Babenco e Já Não Se Faz Amor Como Antigamente (1976), dirigido por Anselmo Duarte. Sua filmografia ainda inclui Uma Mulher Desejada (1978), O Caçador de Esmeraldas (1979) e Sinfonia Sertaneja (1979).

No final da década de 1970, tornou-se um nome regular das pornochanchadas brasileiras, e atuou em diversos filmes dos diretores Juan Bajon e Alfredo Stenheimer, algumas delas inclusive continham cenas de sexo explícito (embora a atriz nunca tivesse aparecido em nenhuma delas, fazendo papéis coadjuvantes nas tramas).

Sua despedida do cinema foi em Sua Excelência, o Candidato (1990).


Ivete Bonfá em Mulher Desejada

Ivete Bonfá em Sinfonia Sertaneja

Ivete Bonfá em O Caçador de Esmeraldas


Seu último trabalho como atriz foi na peça Um Grande Golpe (1990). 

No dia 16 de março de 1991 a atriz entrou em coma após passar por uma mal sucedida cirurgia de lipoaspiração e redução dos seios. Doze dias depois, em 28 de março, a atriz sofreu duas paradas cardíacas, e morreu em consequência de uma septicemia originada de uma úlcera supurada ocorrida durante a malfadada operação.

Ivete Bonfá tinha apenas 51 anos de idade.







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