Adriana Prieto, a breve "Greta Garbo Brasileira"


A atriz Adriana Prieto viveu intensamente, e apesar de ter falecido com apenas 24 anos de idade, no auge de sua carreira, marcou sua presença no cinema brasileiro, onde teve uma prolífica e meteórica carreira. A Revista Intervalo a chamou de "A Greta Garbo Brasileira", embora a atriz tivesse nascido na Argentina.


Filha de um diplomata chileno e mãe brasileira, Adriana Prieto nasceu em Buenos Aires, mas aos quatro anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro. Foi aluna do tradicional Colégio Pedro II e na escola ela tomou gosto pela interpretação.

O pai era ausente, e aos 12 anos ela foi mandanda para um colégio interno de freiras. Lá, chegou a acreditar que o pai havia morrido, pois ele nunca a visitava. No colégio, ela foi abusada sexualmente, o que também fez com que a jovem se afastasse da mãe.

Mas o irmão Carlos Prieto, que tornou-se um famoso decorador, era seu apoio. Carlos era homossexual, e tinha na irmã uma musa. Ele a maquiava e a vestia, e dizia que ela se parecia com Marlene Dietrich, e deveria ser uma estrela como a atriz alemã.

Carlos, Adriana Prieto e o ator Fernando Reski, prestigiando Leila Diniz, no teatro

Aos 17 anos de idade ela foi descoberta pelo diretor Nelson Pereira dos Santos, que a escalou para atuar em El Justicero (1967). O papel lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Teresópolis, e fez de Adriana uma estrela.

Adruíno Colasanti e Adriana Prieto em El Justicero

Em seguida Jece Valadão a escalou para atuar em A Lei do Cão (1967) e As Sete Faces de Um Cafajeste (1968). E embora em 1967 tenha feito sua estréia no teatro, e uma pequena participação na novela A Rainha Louca (1967), na Rede Globo, foi no cinema onde a atriz mais brilhou.

Era um tempo em que uma artista brasileira conseguia viver só do cinema, e Adriana tornou-se uma de nossas estrelas mais bem pagas. Ela atuou sob direção de nomes como Reginaldo Farias, Domingos de Oliveira, Walter Hugo Khouri, David Neves e Roberto Santos, entre outros, fazendo 18 filmes em menos de uma década de carreira.

Marisa Urban, Jece Valadão, Adriana Prieto e Odete Lara

Adriana ainda atuou em Os Paqueras (1969), As Duas Faces da Moeda (1969), A Penúltima Donzela (1969), Balada da Página Três (1969), Memória de Helena (1969), As Gatinhas (1970), Uma Mulher Para Sábado (1971), O Palácio dos Anjos (1971), Ipanema Toda Nua (1971), Soninha Toda Pura (1971), Um Anjo Mau (1972), A Viúva Virgem (1972), e Ainda Agarro Essa Vizinha (1974). Por seu desempenho em Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa (1971), ganhou o Prêmio Air France de Melhor Atriz.


 Adriana Prieto em Um Anjo Mau


Em 1971 a Rede Globo tentou contratar a atriz para atuar na novela Bandeira 2, mas a atriz considerou o salário oferecido uma ofensa, muito inferior ao que ela ganhava para fazer cinema, que tomava menos tempo de filmagem.

Mas a convite do amigo Jece Valadão, aceitou atuar na novela Tempo de Viver (1972), na TV Tupi. Valadão era o diretor desta obra, escrita por Péricles Leal.


Na véspera do natal de 1974, Adriana Prieto dirigia seu fusca pelas ruas do Rio de Janeiro, quando uma viatura da polícia bateu contra seu veículo. Ela chegou a ser levada com vida ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo com apenas 24 anos de idade.

Adriana havia acabado de filmar O Casamento (1974), de Arnaldo Jabor, que foi lançado depois de sua morte. Na época, os filmes não eram gravados com som direto, e a atriz Norma Blum precisou dublar as falas da atriz.


Cidinha Milian e Adriana Prieto

Adriana Prieto na capa do Pasquim, em 1971



Curta nossa página no Facebook
Se inscreva no nosso canal do Youtube

0 comentários:

Publicar um comentário

Se inscreva no nosso canal no Youtube

Postagem em destaque

A viagem de Clark Gable ao Brasil