Nas décadas de 1970 e 1980 Terezinha Elisa era uma presença constante nos programas humorísticos o que fez dela muito conhecida pelo público, principalmente pelo seu trabalho no programa Os Trapalhões, onde sempre interpretava mães de mocinhas ingênuas, madames sofisticadas ou a esposa durona de algum integrante do quarteto.
Assim como nomes como Berta Loran e Wilza Carla, que se tornaram comediantes, Terezinha Elisa havia começado a carreira muitos anos antes, como vedete de teatro de revistas.
Terezinha Elisa Mattos Contelli nasceu no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 12 de março de 1940. Prima da cantora Carminha Mascarenhas, ela não pretendia seguir a carreira artística, e se formou em contabilidade.
Mas aos 13 anos de idade começou a estudar acordeão, e foi aluna de Mário Mascarenhas. Depois, teve aulas também com o norte-americano Mr. Leon, que havia sido professor de Mário.
Mário Mascarenhas, vendo o talento da menina prodígio a convidou para participar de seus shows, e viajou com ela fazendo apresentações por todo o Brasil.
Quando tinha 15 anos de idade foi Terezinha foi contratada pelo empresário De Paula para fazer parte da orquestra da boate Night and Day, onde ela permaneceu por dois dois anos. Depois foi contratada pela Pigalle, e chegou a participar de algumas gravações de discos de orquestras de mambo e rumba.
Em 1958, enquanto fazia uma temporada na Rádio Mauá o empresário Luís Iglesias (marido de Eva Todor) a convidou para ingressar em sua companhia de teatro de revistas, e Terezinha estreou como vedete no espetáculo Me Dá Um Cheirinho Aí (1958). Depois, foi para a Companhia de Fernando D'Ávila, onde atuou em Te Futuco, Não Futuca (1958).
Terezinha, que também era professora de acordeão, deixou o instrumento de lado e se tornou uma requisitada vedete.
Na mesma época começou a fazer pequenas participações no cinema, atuando nos filmes Maluco Por Mulher (1957), Pé Na Tábua (1957), Na Corda Bamba (1958) e É de Chuá (1958).
Em 1958 Teresinha se casou com o comediante Vitinho (Vitor Denizer de Souza), com quem ficou casada até 1962, ano em que viajou para Portugal, fazendo apresentações com a Companhia de Eva Todor. Antes, ela havia brilhado nos palcos da boate Fred's no espetáculo Ary Barroso Show (1960), sob direção de Maurício Sherman.
Terezinha ficou na Excelsior até seu fechamento, em 1969, e depois foi contratada pela TV Tupi. Inicialmente ela fazia parte do elenco de Psulino, um programa infantil com um boneco que tentava competir com o sucesso de Topo Gigio.
Na Tupi a atriz participou de diversos programas de humor, e repetiu a personagem Carolina Saraiva no programa Balança Mais Não Cai (1972-1974). Foi na emissora também que ela começou a fazer coadjuvantes no programa Os Trapalhões (1975-1976).
Em 1977 ela fez mais um filme, O Sexomaníaco. No mesmo ano foi para a TV Globo, onde participou de programas como Praça da Alegria, Chico City, O Planeta dos Homens, Estúdio A... Gildo!, Balança Mais Não Cai, Chico Anysio Show, Viva o Gordo, A Festa é Nossa e Humor Livre.
Mas provavelmente ela seja lembrada pelos diversos quadros que gravou para o programa Os Trapalhões. Em 1981 ela passou brevemente pelo elenco da TVS (depois SBT), atuando no programa Reapertura (1981).
Ao lado de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias também fez o filme O Casamento dos Trapalhões (1988).
Com Renato Aragão ela voltaria ao cinema nos filmes O Noviço Rebelde (1997) e O Trapalhão e a Luz Azul (1999). Depois ainda atuou em A Guerra dos Rocha (2008), dirigido por Jorge Fernando.
Após muitos anos afastada do cinema e televisão, Terezinha Elisa fez uma participação especial na série Batendo o Ponto (2011), estrelada por Ingrid Guimarães.
Em 2019 a atriz deu um depoimento para o documentário Mussum, um filme do Cacildis (2019).
2 Comentários
Teresinha Eliza era muito parecida fisicamente com a loura e belíssima atriz de cinema e modelo de moda americana de Hollywood Kristy Swanson em sua própria juventude.
ResponderExcluirEu achava que ela era casada com o Zacarias
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