Morre a rumbeira e atriz Amália Aguilar, estrela da Era de Ouro do Cinema Mexicano, aos 97 anos de idade



A rumbeira cubana, estrela da Era de Ouro do Cinema Mexicano, faleceu no dia 08 de novembro. Chamada de "La Bomba Atómica" ou "La Diosa Del Plata", ela tinha 97 anos de idade.




Nas décadas de 1940 e 1950, as dançarinas e cantoras de rumba, como Ninón Sevilla, Meche Barba e Maria Antonieta Pons, faziam um enorme sucesso no cinema mexicano, e sua fama se projetava pelo mundo. Amália Aguillar foi uma delas, e inclusive conquistou (e posteriormente recusou) as telas de Hollywood.




Amalia Rodrígez Carriera nasceu em Cuba, em 03 de julho de 1924. Ela começou a atuar ainda criança, ao lado da irmã Cecília, formando a dupla "Las Hermanas Aguillar". Atuando no teatro de revista de Havana, elas conheceram o famoso dançarino Julio Richard, e ele as convidou para ingressar em seu balé.

Após Cecília deixar a carreira, para se casar, Julio convidou Amália para ser sua parceira de dança, no México.

No México, ela se apresentou em teatros, cabarés, e cantou também na Rádio Xew, até ser convidada para estrear no cinema. Naquela época, o cinema mexicano era repleto de histórias de mulheres que "deram um mau passo na vida", e as sensuais rumbeiras eram as artistas perfeitas para fazerem papéis de mulher "perdidas".

Amáilia Aguillar estreou em Pervertida (1946), e logo se tornou uma grande estrela do cinema mexicano. Após atuar em alguns filmes no país, foi convidada para se apresentar na famosa casa de shows Trocadero, em Los Angeles, onde dividiu palco com astros como Bob Hope, Carmen Miranda, Xavier Cugat e os Lecuona Cuban Boys

Em Hollywood, ela trabalhou no filme Uma Noite no Follies de Los Angeles (A Night at The Follies, 1947), e foi convidada para ser a estrela de um filme sobre a vida da trágica atriz mexicana Lupe Veléz, mas recusou o convite, e preferiu retornar ao México.



De volta ao México, ela foi uma das estrelas de Calabacitas Tiernas (1949), ao lado de Germán "Tin Tan" Valdés (irmão de Ramón Valdés, o Seu Madruga de Chaves) e da brasileira Rosina Pagã.


Rosina Pagã, Rosita Quintana, Tin Tan Valdés, Gloria Alonso e Amália Aguillar em Calabacitas Tiernas

Ao contrário das colegas rumbeiras, que protagonizavam melodramas, Amália preferiu dedica-se as comédias, atuando em filmes como Conozco a lo Dos (1948), com Pedro Infante.

Eventualmente, ela também estrelou alguns dramas, como Amor Perdido (1951), ao lado de Victor Junco.



Amália Aguillar contracenou com Buster Keaton no filme El Colmillo de Buda (1949), e entre seus papéis mais famosos estão Las Tres Alegres Comadres (1952), Las Interesadas (1952) e Mis Tres Viudas Alegres (1953).

Em 1958, após atuar em Música na Noite (Musica en La Noche, 1958), que tinha no elenco estrelas internacionais como Katherine Dunham e Carmen Amaya, Amália Aguilar abandonou a carreira para se casar com um empresário peruano.


Bobby Capó e Amália Aguilar em Música na Noite


Amália passou a residir no Peru, e teve três filhos, mas ficou viúva em 1962, quando seu marido morreu em um acidente de avião. Ela montou uma rede de salão de cabeleireiros para sobreviver a partir de então.

Foi somente em 1976 que ela retornou ao México, atuando na revista Resortes (1976), ao lado da rumbeira cubana Rosa Carmina. Em 1981 ela também atuou em uma revista peruana.

Após anos afastada das telas, o cineasta mexicano Rafael Montero a convenceu a fazer uma participação especial no filme Dame Tu Cuerpo (2003), sua despedida definitiva da vida artística.







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