Relembrando a breve e talentosa Tânia Scher


Tânia Scher foi uma das mais belas, talentosas e vibrantes atrizes do cinema brasileiro da década de 1970. Com uma sólida carreira no teatro, ela também encantou o público com poucos, mas marcantes papéis na televisão.



Seu verdadeiro nome era Tânia Scheer, com dois "e", e ela nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de março de 1947. Ela iniciou-se na carreira artística como modelo, usando apenas o nome Tânia, assim como Mila Moreira, que deu seus primeiros passos para a fama usando apenas o nome Mila.


Tânia Scher e Marisa Urban

Em 1965 Tânia começou também a fazer teatro amador, e foi conquistando respeito com seu trabalho nos palcos. Em 1967 ela estreou no cinema atuando em Cinema Novo: Improvisado e Determinado (1967), mesmo ano em que atuou na peça Deu a Louca em Hollywood (1967), onde interpretava "Elizabeth Taylor como Cléopatra". Foi seu primeiro grande destaque como atriz.

Ainda em 1967 atuou em uma lendária montagem de Os Sete Gatinhos, de Nélson Rodrigues.


Tânia Scher em Deu a Louca em Hollywood


Tânai Scher, Carmen Palhares, Ana Rita, Thelma Reston, Diana Antonaz e Ana Maria Magalhães em Os Sete Gatinhos


Tânia então tornou-se uma das mais requisitadas atrizes do cinema nacional da época, atuando em El Justiceiro (1967), Todas as Mulheres do Mundo (1967), A Espiã que Entrou em Uma Fria (1968) e As Sete Faces de Um Cafajeste (1968).


Tânia Scher e Agildo Ribeiro em A Espiã que Entrou em Uma Fria




Em 1968 ela também ingressou na televisão. Inicialmente era a assistente de palco do programa Best Seller, na TV Tupi do Rio de Janeiro, mas no mesmo passou a ser uma das comentaristas do programa Boa Tarde Edna, apresentando por Edna Savaget.

Em 1970 a atriz fez parte do elenco da primeira montagem brasileira de Hair, e no mesmo ano substituiu Leila Diniz (que estava grávida) na revista Tem Banana na Banda. Posteriormente ela deixou o elenco da revista para fazer a novela A Próxima Atração (1970), na Rede GloboLígia Diniz, a irmã de Leila, ficou então com o papel da revista.

Na Globo, Tânia ainda fez O Homem Que Deve Morrer (1971) e Minha Doce Namorada (1971).


Marcos Paulo e Tânia Scher em Minha Doce Namorada

Mas apesar de ter estreado nas telenovelas, a atriz fez poucos trabalhos na TV na década de 1970, priorizando o cinema o teatro. Ela fez os filmes O Bolão (1970), Os Monstros de Babaloo (1970), A Nova Estrela (1971), Pra Quem Fica... Tchau! (1971), Os Machões (1972), Um Edifício Chamado 200 (1974), Motel (1975), O Sósia da Morte (1975), Luz, Câmera, Ação! (1976) e Noite Carioca (1976).

Na TV, fez apenas participações em especiais, e programas como Chico City, Planeta dos Homens e Os Trapalhões.


Kate Lyra, Milton Moraes e Tânia Scher em Um Edifício 2000


Tânia Scher e Flávio Migliáccio em Os Machões


Rubens de Falco e Tânia Scher em O Sósia da Morte

Em 1982 ela teve um papel de grande destaque na minissérie Quem Ama Não Mata (1982), também na Globo. Ela continuava se apresentando na linha de shows da emissora, e ainda apareceu em Sol de Verão (1982-1983), Parabéns Pra Você (1983), Champagne (1983-1984), Guerra dos Sexos (1984), Corpo a Corpo (1984-1985), Ti Ti Ti (1985-1986) e Anos Dourados (1986). Em algumas delas, fez apenas participações especiais.

Na Manchete, também atuou na minissérie A Rainha da Vida (1987).


Tânia Scher em Quem Ama Não Mata

Nas telonas, fez Um Casal de 3 (1982), A Menina do Lado (1987) e Leila Diniz (1987). Na década de 1990, sua carreira desacelerou, apesar de ter atuado em Operação Golden Scorpion (Caccia Allo Scorpinone d'oro, 1991), uma produção italiana, rodada no Brasil.

Tânia Scher era uma convidada recorrente dos programas de humor de Chico Anysio, e fez alguns episódios do programa Você Decide.

Mas em 1994, já com uma extensa carreira, participou da novela A Viagem (1994), um grande sucesso da teledramaturgia. Tânia interpretava Josefa Dias, a mãe do personagem Téo (vivido por Maurício Mattar). O papel não era muito grande, mas hoje é um de seus trabalhos mais lembrados na televisão, devido a grande repercussão da novela.



Tânia Scher em A Viagem


A atriz ainda apareceria em A Próxima Vítima (1995) e em Por Amor (1997). Depois, fez ainda mais um episódio de Você Decide, e abandonou a televisão.


Marcos Frota e Tãnia Scher em A Próxima Vítima


Em depressão, a atriz se afastou da mídia. Em 2008, ela foi internada no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, onde permaneceu por três dias, até falecer em 09 de agosto de 2008, vítima de insuficiência respiratória e problemas no fígado, aos 61 anos de idade.







Um comentário:

  1. Celso Ghelardino Gutierre14 de março de 2022 06:30

    Bonota, e triste história de Tânia Scher>

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