Ellen Burstyn completa 88 anos de idade


Uma das mais talentosas atrizes do cinema, Ellen Burstyn é lembrada por papéis memoráveis em filmes como Alice Não Mora Mais Aqui (Alice Doesn't Live Here Anymore, 1974) e Tudo Bem no Ano Que Vem (Same Time, Next Year, 1978). Ela também interpretou a mãe de Linda Blair no clássico do terror O Exorcista (The Exorcist, 1973).


Edna Rae Gilliooly nasceu em Detroit, Michigan, em 07 de dezembro de 1932. Vinda de uma família humilde, começou a trabalhar muito cedo, e aos 14 anos de idade já era cozinheira em uma lanchonete. Ela também foi acrobata de circo, antes de começar a trabalhar como modelo, no Texas.


Na segunda metade da década de 1950 mudou-se para Nova York, e arrumou um emprego como dançarina no programa The Jackie Gleason Show. Ellen então foi contratada para dançar em um espetáculo no Canadá, e ao retornar aos Estados Unidos, estreou na Broadway, atuando em Fair Game (1957).

Em 1958 fez seu primeiro papel como atriz, na televisão. Ela atuou muito na TV até 1964, quando fez sua estreia no cinema, no filme Juventude Desenfreada (For Those Who Think Young, 1964). No mesmo ano, também fez Um Amor do Outro Mundo (Goodbye Charlie, 1964).

Ellen Burstyn em Juventude Desenfreada

Em novembro de 1964 ela se casou com o ator e escritor (roteirista de Os Monkees) Neil Burstyn. Ele passou a ser o seu terceiro marido, e ajudou a criar o único filho da atriz, de seu relacionamento anterior. Na época, ela era creditada nos filmes como Ellen McRae.

Ela fez um papel regular nas séries The Doctors (1965), e Cavalo de Ferro (Iron Horse, 1967-1968). Muito criticada por sua atuação, ela se afastou por um tempo, para estudar no Actor's Studio.

De volta ao cinema, passou a assinar Ellen Burstyn, usando o sobrenome de casada, e atuou em filmes como Trópico de Câncer (Tropic of Cancer, 1970), Um Doido Genial (Alex in Wonderland, 1970) e A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show, 1971), que foi a sua primeira grande chances nas telas. O filme lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar.

Cybill Sheperd e Ellen Burstyn em A Última Sessão de Cinema

Em seguida teve uma atuação brilhante ao lado de Jack Nicholson em O Rei da Ilusão (The King of Marvin Gardens, 1972), e depois foi convidada para interpretar a mãe da menina possuída pelo demônio em O Exorcista (The Exorcist, 1973).

Durante as filmagens, a atriz sofreu uma lesão permanente na coluna, durante a gravação da cena em que ela é jogada para longe da cama da menina. O diretor manteve a cena com Bustyn se machucando na montagem final.

Ellen Burstyn e Linda Blair em O Exorcista

Ellen foi novamente indicada ao Oscar, mas só ganharia o prêmio no ano seguinte, por seu papel em Alice Não Mora Mais Aqui (Alice Doesn't Live Here Anymore, 1974). No mesmo ano, atuou em outro clássico da década de 1970, Harry, o Amigo de Tonto (Harry and Tonto, 1974).


Ellen Burstyn em Alice Não Mora Mais Aqui

Premiada, e no auge da carreira, a atriz afastou-se do cinema. Ela chegou a recusar o papel de enfermeira em Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest, 1975), que deu o Oscar para Louise Fletcher. Na época, Ellen alegou que estava recusando os convites porque tinha um marido muito doente para cuidar.

Não era bem a verdade. Neil Burstyn havia abandonado a atriz em 1971, mas depois se arrependeu, e pediu para voltar, mas foi rejeitado. Sofrendo de esquizofrenia, ele fez da vida de Ellen um inferno, tornando-se um perseguidor abusivo, que a ameaçou de morte por diversas ocasiões.

Neil e Ellen Burstyn


Para fugir do ex marido, Ellen foi filmar Kravgi Gynaikon (1978), na Grécia, sob direção de Jules Dassin. O tormento da atriz acabou quando em novembro de 1978, Neil cometeu suicídio, se jogando da janela de seu apartamento, no nono andar. 

Ellen Burstyn retornou a Hollywood, onde estrelou Tudo Bem no Ano Que Vem (Same Time, Next Year, 1978), que lhe valeu sua quarta indicação ao Oscar.

Alan Alda e Ellen Burstyn em Tudo Bem, Ano Que Vem

No ano seguinte ela venceria um prêmio Tony (principal premiação da Broadway), por interpretar o mesmo papel nos palcos. Em 1980 Ellen recebeu sua quinta indicação ao Oscar por Ressurreição (Resurrection, 1980), mas ao mesmo tempo viu sua carreira diminuir na década de 1980.

E embora tenha participado de filmes como O Embaixador (The Amassador, 1984), Duas Vezes na Vida (Twice in a Lifetime, 1984) e A História de Hanna (Hanna's War, 1988), foi na televisão que ela encontrou mais trabalhos, tendo inclusive apresentado o The Ellen Burstyn Show (1986-1987), um sitcom que não durou muito tempo.

Nos anos seguintes, atuou em filmes de baixo orçamento, como O Clube das Viúvas (The Cemetery Club, 1993), e fez um papel de apoio no romance Quando Um Homem Ama Uma Mulher (When a Man Loves a Woman, 1994), além de atuar em diversas produções para a TV, que lhe rendeu algumas indicações ao prêmio Emmy.

Em 2000, entretanto, teve um brilhante desempenho em Réquiem Para Um Sonho (Requiem for a Drem, 2000), que lhe valeu mais uma indicação ao Oscar. No mesmo ano, tornou-se a primeira mulher a presidir o lendário Actor's Studio.

Ellen Burstyn em Réquiem Para Um Sonho 


Ao lado da estrela Sandra Bullock, atuou em Divinos Segredos (Divine Secrets of the Ya-Ya Siterhood, 2002). Desde então, Ellen Burstyn tem feito muitos trabalhos, inclusive em séries feitas para a televisão. Em 2001 ela ganhou um premio Emmy por sua participação na série Lei e Ordem (Law and Order). Ela foi novamente indicada em 2007 por seu trabalho como personagem fixo na série Animais Políticos (Political Animals).

Ellen Burstyn em Lei e Ordem


Em 2016 a atriz fez alguns episódios da série House of Cards. Ellen Burstyn ainda atua, mas desde a experiência desastrosa com Neil Burstyn nunca mais quis se casar. Paralelamente a carreira em frente as câmeras, ela é foi ordenada ministro e celebra cerimônias religiosas, não bebê álcool e nem café, e é praticante de yoga. 

Ellen Burstyn em House of Cards

Ellen Burstyn, atualmente




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