Kathleen Turner completa 66 anos


Na década de 80 Kathleen Turner era uma das atrizes mais disputadas do cinema. A talentosa estrela é considerada uma das mulheres mais sexys da história das telas, e emplacou diversos sucessos e conquistou uma legião de fãs.


Mary Katlheen Turner nasceu no Missouri em 19 de junho de 1954. Filha de missionários metodistas, bastante conservadores, ela cresceu em diversos países (Canadá, Cuba, Venezuela), e terminou seus estudos em Londres, devido ao serviço missionário dos pais.

Ela estreou como atriz na Inglaterra, mas de volta aos Estados Unidos, fez seu primeiro trabalho na televisão, atuando na novela The Doctors, em 1978. Em 1981 ela estreou no cinema, após passar no teste para estrelar o filme Corpos Ardentes (Body Heat, 1981), que fez um enorme sucesso, e elevou a desconhecida atriz ao posto de "sex symbol".

William Hurt e Kathleen Turner em Corpos Ardentes

Sua carreira deslanchou de forma meteórica, atuando em sucessos como O Médico Erótico (The Man With Two Brains, 1983), Crimes de Paixão (Crimes of Passion, 1984) e A Honra do Poderoso Prizzi (Prizzi's Honor, 1985). Ao lado de Michael Douglas ela protagonizou o também bem sucedido Tudo Por Uma Esmeralda (Romacing the Stone, 1984), e sua continuação A Jóia do Nilo (The Jewel of the Nile, 1985).

Michael Douglas e Kathleen Turner em Tudo Por Uma Esmeralda

Em 1987 ela foi indicada ao Oscar por seu trabalho em Peggy Sue, Seu Passado a Espera (Peggy Sue Got Married, 1986). Turner fazia Peggy Sue, uma mulher que volta no tempo durante um baile de reencontro do antigo colégio onde estudo.


E embora não tenha ganho o Oscar, sua carreira seguiu em alta, atuando em filmes como Júlia e Júlia (Giulia e Giulia, 1987), Troca de Maridos (Switching Channels, 1988) e O Turista Acidental (The Accidental Tourist, 1988). E reencontrou Michael Douglas em A Guerra dos Roses (The War of The Roses, 1989). Kathleen Turner demonstrava ser mais que uma mulher bonita. Talentosa e versátil, ela se saia bem em dramas, romances e até comédias.

Sua voz rouca e sexy, e seus belos traços físicos levantaram comparações com a atriz Lauren Bacall, e Turner chegou a posar para uma sessão de fotos homenageando a atriz clássica.

Kathleen Turner (como Lauren Bacall)

Sua voz também foi usada para dar ainda mais sensualidade a personagem Jessica Rabbit, na animação Uma Cilada Para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit, 1988). Mas no começo da década de 90 sua carreira viu um declínio.

Kathleen Turner ainda fez filmes como Bonita e Perigosa (V. I. Warshawski, 1991), Dois Espiões e um Bebê (Undercover Blues, 1993) e Nu em Nova York (Naked in New York, 1993, mas reduziu suas aparições no cinema.

Ela também atuou brilhantemente em Mamãe é de Morte (Serial Mom, 1994), do controverso cineasta John Waters.


Em 1992 ela foi diagnosticada com Artrite Dermatoide, e precisou aceitar menos trabalhos devido a sua condição de saúde, e os remédios usados durante o tratamento fizeram a atriz ganhar peso. Kathleen entrou em depressão, e acabou com problemas com a bebida.

Kathleen passou a atuar em filmes menores e em projetos para a televisão. No cinema, ainda apareceu em Bebês Geniais (Baby Geniuses, 1999) e Sofia Coppola, que interpretou sua irmã em Peggy Sue, a convidou para atuar em As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides, 1999).

Kathleen Turner e James Woods em As Virgens Suicidas

Na TV, Kathleen destacou-se como o pai transexual de Chandler Bing, na série Friends.

Kathleen Turner em Friends

Devido a sua saúde, ela atuou pouco no cinema, mas voltou para o teatro, onde foi indicada ao Tony por seu trabalho em Quem Tem Medo de Virginia Wolf (2005).

Kathleen Turner, na Broadway

Na frente das câmeras, apareceu em filmes como Marley & Eu (Marley & Me, 2008) e Debi & Lóide 2 (Dumb and Dumber To, 2014). Na TV, fez participações em séries como Californication e O Método Kominsky (The Kominsky Method), estrelada pelo colega Michael Douglas.

Até o momento, seu último trabalho como atriz foi na série Mom, em 2020.

Kathleen Turner em Mom, 2020

A atriz foi casada com o agente imobiliário Jay Weiss entre 1984 a 2007, e tem uma filha. Além de atuar, ela é uma grande ativista de causas humanitárias, em especial na luta sobre a conscientização da artrite reumatoide.


Veja Também: Antes e Depois das Mais Belas Atrizes da Década de 80



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