Yara Amaral, 32 anos de Saudades


Yara Amaral foi uma grande atriz das artes brasileiras, brilhando nos palcos, cinema e televisão. Sua bem sucedida carreira foi abruptamente interrompida no réveillon de 1988, quando a atriz tinha apenas 52 anos de idade.


Yara Silva do Amaral nasceu no interior de São Paulo, mas foi criada na capital paulista, no bairro do Belenzinho. Em 1964 formou-se na Escola de Arte Dramática da USP e em 1966 ingressou no lendário Teatro de Arena, onde participou de diversos espetáculos teatrais importantes, como Arena Contra Tiradentes, de Gianfrancesco Guarnieri.

Ao longo dos anos, tornou-se uma das mais respeitadas atrizes do teatro brasileiro, tendo ganho o Troféu Molière em três ocasiões.

Yara Amaral recebendo um de seus Molières

Em 1968 a atriz fez sua primeira novela, O Décimo Mandamento (1968), na TV Tupi. Em seguida atuou em A Pequena Órfã (1968), na TV Excelsior. Na mesma emissora ainda faria O Direito dos Filhos (1968). E ainda em 1968 também fez parte do elenco de A Última Testemunha (1968), na TV Record.

De volta a Tupi, fez E Nós, Aonde Vamos? (1970) e depois foi para a Rede Globo, onde atuou em Os Irmãos Coragem (1970). Na Globo, atuou ainda em Espelho Mágico (1977), antes de interpretar a insegura e neurótica Áurea em Dancin' Days (1978), um dos maiores sucesso da teledramaturgia brasileira.

Yara Amaral e Fernando Amaral em Dancin' Days

Ainda na Globo, fez O Amor é Nosso (1981), Sol de Verão (1982), Guerra dos Sexos (1983), Um Sonho a Mais (1985), Anos Dourados (1986), Cambalacho (1986) e Mandala (1987). Também passou pela TV Manchete, onde fez Viver a Vida (1984) e Helena (1987).

Hélio Souto e Yara Amaral em Guerra dos Sexos

Yara Amaral e Cláudio Corrêa e Castro em Anos Dourados

No cinema, atuou nos filmes Tati (1973), O Rei da Noite (1978), Parada 88, O Limite de Alerta (1977), A Dama da Lotação (1978), Nos Embalos de Ipanema (1978), Mulher Objeto (1980), Prova de Fogo (1981), Tropclip (1985) e Leila Diniz (1987).

Yara Amaral em Parada 88, O Limite de Alerta

Yara Amaral, Nelson Rodrigues, Sônia Braga e o diretor Neville de Almeida, nos bastidores de A Dama da Lotação


Yara Amaral havia acabado de interpretar Joana Flores na novela Fera Radical (1988), quando  morreu tragicamente no naufrágio do barco Bateau Mouche, na Baía de Guanabara, em 31 de dezembro de 1988. Yara e a mãe estavam comemorando a virada do ano, quando a embarcação superlotada naufragou. Dezenas de pessoas morreram, e os responsáveis pela tragédia nunca foram punidos.

Yara Amaral e Malu Mader em Fera Racidal


Yara Amaral deixou órfãos dois filhos adolescentes, Bernardo e João Mário e uma legião de admiradores de seu imensurável talento.


Yara Amaral e Vera Fischer



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