Relembrado o breve e talentoso Lauro Corona




Bonito, talentoso e querido pelos colegas, Lauro Corona encantava a todos com seus belos olhos e seu sorriso cativante. Atores do porte de Paulo Autran e Aracy Balabanian lhe teciam rasgados elogios. Glória Pires o considera, ainda hoje, um de seus melhores parceiros de trabalho. Mas o talentoso rapaz partiu cedo, com apenas 32 anos de idade.





Lauro Del Corona nasceu no Rio de Janeiro, no dia 06 de julho de 1957. Laurinho, como era chamado pelos colegas (ele media apenas 1,65 de altura) começou sua carreira de ator trabalhando em filmes publicitários. No teatro, estreou na década de 1970, na peça infantil Seu Sol, Dona Lua, de Marcos Sá. Em seguida, convidado pelo diretor Wolf Maia, atuou nas peças As Cigarras e as Formigas, de Maria Clara Machado, A Estória de Copélia,de Renato Coutinho, e Simbad, o Marujo, de Álvaro Guimarães.




Foi o lendário diretor Ziembinski que o levou para a televisão, em 1977. Contratado pela Rede Globo, ele estreou na novela Ciranda, Cirandinha (1977), escrita por Domingos de Oliveira, Antônio Carlos da Fontoura, Luiz Carlos Maciel e Euclydes Marinho. Oito meses depois, ganhou seu primeiro papel em telenovelas, o jovem Beto de Dancin’ Days, de Gilberto Braga. 


Lauro Corona e Glória Pires em Dancing Days


Em 1982 Lauro estreou no cinema, no filme O Sonho Não Acabou (1982), de Sérgio Rezende. A partir dessa experiência, estreou também como cantor, chegando a gravar dois discos. A música Tem que Provar, de seu primeiro compacto, fez parte da trilha sonora da novela Louco Amor (1983), de Gilberto Braga, em que interpretou o personagem Felipe. 





Lauro Corona cantando



Ainda no cinema, ainda formou com Débora Bloch em Bete Balanço (1984), de Lael RodriguesLauro Corona também participou de programas da linha de shows da emissora. Em 1983, ao lado de Carla Camurati, apresentou o especial Cometa Loucura, um programa de auditório voltado para o público jovem.



Sua última novela foi Vida Nova (1988), de Benedito Ruy Barbosa, na qual interpretou o Manoel Victor, um imigrante português que namorava Ruth (Deborah Evelyn), uma moça judia brasileira. Problemas de saúde obrigaram o ator a se afastar das gravações da novela a partir de janeiro de 1989. Lauro Corona morreu, em 20 de julho de 1989, devido a complicações decorrentes do vírus da Aids, ele recém havia completado 32 anos de idade.


Lauro Corona e Deborah Evelyn em Vida Nova

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