Morre o cantor, ator e dublador Roberto Barreiros


Morreu em 20 de janeiro de 2020 o cantor, humorista e dublador Roberto Barreiros, aos 83 anos de idade idade. Mesmo que tardiamente, prestamos aqui uma homenagem ao artista.

Nascido em Jundiaí, ele começou a sua carreira cedo no rádio. E muito jovem tornou-se o diretor de uma emissora local, o que chegou a causar estranhamento em Vicente Celestino, que ao pedir para falar com o diretor achou que o rapaz estava brincando com sua cara.

Em 1950, já em São Paulo, tornou-se radioator, na Rádio Record. Muito extrovertido, logo migrou para a televisão, onde participou de diversos programas humorísticos.

Edith de Moraes e Roberto Barreiros, na Rádio Record

Na TV Record atuou nos humorísticos, A Felicidade Bate a Sua Porta (1955), e nos programas O Sal da Semana (1956), ao lado de Adoniran Barbosa, Para Cada Coração Uma Sensação (1956), Recolhendo o Folclore (1956), História das Malocas (1957), Estação do Norte (1957), e Dicionário da Gíria (1957). Também fez parte do elenco das novelas Para Cada Coração Uma Sentença (1955-56), A Vida Tumultuada de Tenório Cavalcanti (1956), e Doze das Doze (1957).

Mas foi na TV Paulista que sua carreira de humorista deslanchou. Em 1962 ele foi para a a emissora, trabalhar no programa Praça da Alegria, de Manoel de Nóbrega, onde interpretava o personagem Teobaldo. Neste ano, ganhou o Troféu Imprensa de ator Revelação (Georgia Gomide levou de Atriz Revelação).

Roberto Barreiros como Teobaldo

Entre outros humorísticos na emissora, esteve em Folias do Golias (1961), Bar do Ponto (1961), ao lado de Luiz Pini, Zilda Cardoso, Borges de Barros, TV Se Te Agrada (1961), ao lado de Canarinho e Borges de Barros, Bar do Ponto (1962), ao lado de Zilda Cardoso, Borges de Barros e Luís Pini, Escolinha de Grupo (1962), de Manoel de Nóbrega, interpretando o Secondino, Clube da Alcachofra (1962), Zilomag Show (1962), ao lado de Canarinho e Ronald Golias, Zilda em 23 Polegadas (1963), ao lado de Zilda Cardoso, Miss Campeonato (1963), atuando como Mosqueteiro, Heber, Cynar e Simpatia (1963), Espetáculos (1964), programa próprio, A Cidade Se Diverte (1965), ao lado de Ema D'ávila, entre outros.


Roberto Barreiros como Mosqueteiro do Corinthians, no Programa Miss Campeonato

Em 1964 ele voltou para a Record, levado por Manuel de Nóbrega, que levou o seu banco de praça para a emissora. Neste ano, ganha o Troféu Roquette Pinto, desta vez como comediante.

Na década de 60, a fama de comediante o levou a se tornar cantor, na Chantecler. Ele fez muito sucesso como intérprete, e muitas vezes cantava músicas engraçadas, como o sucesso Eu Vou Morrer de Rir.


Sua facilidade em criar personagens e vozes o levou para o mundo das dublagens. É dele a voz da Tartaruga Touché, do Babalú ( amigo de Pepe Legal), do dono de Wally Gator, Senhor Twiddle.  Também emprestou sua voz para o caçador Major Menor de Leão da Montanha. E tantos outros personagens.

Mas embora tenha feito vozes famosas, ficou pouco tempo na dublagem.

Roberto Barreiros ainda trabalhou em programas de humor na TV Tupi, TVS e Globo, e passou por diversas rádios brasileiras.

No cinema, estrelou a comédia Zé Sexy... Louco, Muito Louco Por Mulher (1974). Também participou do filme Ou Dá... Ou Desce (1984), seus únicos trabalhos no mundo cinematográfico.


Roberto Barreiros faleceu vítima de infarto, em 20 de janeiro de 2020, aos 83 anos de idade.


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1 comentário:

  1. Me lembro dele no programa Gente Inocente da extinta Rede Tupi. No quadro do Cachorro vira-lata.

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