Por onde anda? Erik Estrada, de CHiPS


O ator Erik Estrada ficou famoso ao estrelar a série de televisão CHiPS (Idem, 1977-1983), onde vivia o policial Frank Poncherello. Estrada, sua moto e seus óculos de sol, foram a sensação da televisão norte-americana, e ele chegou a ser considerado um dos homens mais sexys do mundo na década de 80.


Henry Enrique Estrada nasceu em 16 de março de 1949, no bairro do Harlem, em Nova York. Filho de porto-riquenhos, Estrada estreou como ator em A Cruz e a Navalha (The Cross and the Switchblade, 1970), filme dirigido pelo antigo ator Don Murray, e estrelado por Pat Boone.

 Erik Estrada (a esquerda) e Pat Boone em A Cruz e a Navalha

A Cruz e a Navalha contava a história real de um religioso que tentava recuperar uma gangue de rua de Nova York, liderada por Nick Cruz (papel de Estrada). Apesar de ser uma produção modesta, o filme fez sucesso, sendo exibido em muitas igrejas, e chegou a virar história em quadrinhos.

Foi o suficiente para projetar o nome do ator, que começou a fazer pequenos papéis de latinos em produções maiores, como Os Desertores (Parades, 1972) e Os Novos Centuriões (The New Centurions, 1972). Em 1974 ele interpretou o engenheiro de vôo do Boeing 747 em Aeroporto 75 (Airport 75, 1974). O filme, como todos os filmes catástrofes da época, tinha um elenco de astros que como Charlton Heston, Karen Black, Linda Blair, e os veteranos Nancy Olson, Dana Andrews, Myrna Loy e Gloria Swanson, interpretando a si mesma.


Erik Estrada em Aeroporto 75


Novamente ao lado de Charlton Heston, ele atou em A Batalha de Midway (Midway, 1976), que também tinha o ator Robert Mitchum no elenco. No mesmo ano, junto com James Mitchum (filho de Robert), Estrada protagonizou Sua Honra Será Vingada (Trackdown, 1976).

Cartaz de Sua Honra Será Vingada

Após a pequena experiência no cinema, e diversas participações em séries de televisão, o ator foi escalado para interpretar o policial Frank "Ponch" Poncherello em CHiPS (Idem, 1977-1983), ao lado de Larry Wilcox, que interpretava o seu parceiro Jon Baker. O ator Robert Pine vivia o sargento Joseph Getraer, chefe da dupla.

Robert Pine é pai do ator Chris Pine, o Steve Trenor de Mulher Maravilha (Wonder Woman, 2017).

 Larry Wlcox, Erik Estrada e Robert Pine

A série fez muito sucesso, e Estrada foi capa de diversas revistas. Em 1979 ele foi eleito como um dos "10 solteiros mais sexys do mundo" pela Revista People. Fotos do ator sem camisa faziam sucesso em publicações por todo mundo. 

Mas o sucesso não era só com as mulheres, Estrada era idolatrado pelas crianças, e seu boneco foi um dos brinquedos de ação mais cobiçado pelos meninos da década de 1980.


Em 1981 o ator entrou em uma disputa salarial com a rede de televisão NBC. Como a emissora não concordou em pagar o aumento salarial que ele pedia, Estrada foi substituído pelo ex-medalhista olímpico Bruce Jenner (hoje Caitlyn Jenner), mas a audiência caiu, e após seis episódios Erik Estrada foi recontratado, com o salário que havia exigido.

 Lary Wilcox e Bruce Jenner em CHiPS

Durante a série, o ator havia feito alguns telefilmes, e quando ela foi cancelada, em 1983, ele aceitou um convite ousado em sua carreira, trocar Hollywood por telenovelas mexicanas. 

A convite da produtora Televisa, ele fez uma participação na novela Un solo corazón (1983), e fez uma participação na novela Rosa Selvagem (Rosa Salvaje, 1987), estrelada pelo ator Héctor Bonilla.

Na década de 80, ele fez alguns filmes de ação, como A Hora do Assassino (Hour of the Assassin, 1987). Mas sem muitos convites para trabalhar nos Estados Unidos, aceitou o convite para atuar na Itália, onde filmou Explosão de Luz (Colpi di luce, 1985) e Il pentito (1985), ao lado de Franco Nero e Max Von Sydow.

De volta aos EUA, continuou atuando em produções de baixo orçamento, geralmente em filmes de ação e aventura. Em 1990 ele foi dirigido pelo brasileiro Bruno Barreto em Assassinato Sob Duas Bandeiras (A Show of Force, 1990), que ainda tinha no elenco Amy Irving, Robert Duvall, Andy Garcia e Lou Diamond Phillips.

Devido ao sucesso de ChiPS, normalmente o ator era escalado para interpretar policiais, e em Máquina Quase Mortífera (Loaded Weapon 1, 1993), paródia do filme Máquina Mortífera (Letal Weapon) ele interpretou a si mesmo pela primeira vez, algo que ele repetiria muito nos anos seguintes de sua carreira. 

 Emilio Estevez, Samuel L. Jackson e Erik Estrada em Máquina Quase Mortífera

Em 1993 o ator retornou ao México. Novamente a Televisa o contratou, desta vez para protagonizar a novela Dos Mujeres, Un Camino (1993). Estrada recebeu um salário milionário para viver o caminhoneiro Johnny. Originalmente a novela havia sido programada para ter 100 capítulos, mas devido ao enorme sucesso, ela passou de 400 episódios, tornando-se a novela mais longa da história da América Latina. Pela vontade dos produtores, devido aos altos índices de audiência, a produção devia continuar, mas exausto pela rotina das gravações, Estrada pediu para rescindir seu contrato.

Apesar de sua origem latina, o ator não falava espanhol, e repetia as falas passadas através de um ponto eletrônico.




Nos anos seguinte o ator fez filmes pouco importantes, e muitas participações especiais em séries de televisão, como The Nanny, S.O.S Malibu (Baywatch), Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira (Sabrina, The Teenage Witch) e Scrubs, normalmente interpretando a si mesmo, e usando a farda de policial que o tornara famoso. Também apareceu em vídeoclipes da banda Bad Religion e do rapper Eminen.

Ao lado de Larry Wilcox e Chris Pine, retornou ao papel de "Ponch" em
CHiPs '99 (Idem, 1998). Uma produção feita pelo canal a cabo TNT.

Na década de 2000 ele dublou o personagem Marco Rodrigo Diaz de Vivar Diego Garcia Marquez na animação Laboratório Submarino 2021 (Sealab 2021, 2002-2005) e participou de filmes como O Dono da Festa (Van Wilder, 2002) e Chupacabra (Chupacabra vs. the Alamo, 2013).
Também participou de diversos reality shows, como Armed & Famous, Worst Cooks in America, Mira Quien Baila (o dança dos famosos espanhol) e The Surreal Life, este último, uma espécie de Big Brother, com celebridades. Na mesma época, tornou-se garoto propaganda de uma empresa imobiliária e de uma grande redes de lanchonetes.


Em 2000 Estrada, usando farda policial, passou a ser o "rosto" de uma campanha anti-drogas, e também porta-voz de uma fundação que presta apoio e famílias de policiais que faleceram em combate, pagando bolsas de estudos para seus filhos e o funeral dos oficiais mortos.

Em 2009, como o nosso Carlos Miranda, o Vigilante Rodoviário, Estrada tornou-se um policial de verdade, passando a ser xerife adjunto em tempo integral no condado de Bedford, na Virgínia. Com sua motocicleta, ele patrulhou as ruas até 2016, quando entrou para a reserva.
 Erik Estrada, como xerife, na vida real

Apesar de ter entrado para a vida policial, ele nunca deixou de atuar. Seu último filme foi o infantil Cool Cat Kids Superhero (2018) e está no elenco de 52 Days: The Triangle, ainda em fase de produção.
Erik Estrada casou-se três vezes, e desde 1997 é casado com a editora de som Nanette Mirkovich. O ator tem três filhos, e seu filho Brando Michael-Paul Estrada é um premiado atleta do salto com vara, e sua filha Francesca Natalia é atriz. 

Brandon Michael-Paul Estrada

Em 2017 CHiPS ganhou uma versão cinematográfica com orçamento milionário, tendo os atores Michael Peña e Dax Shepard nos papéis que foram de Estrada e Wilcox. O filme foi um grande fracasso de bilheteria, e gerou muitas críticas entres os fãs da série. O próprio Erik Estrada, apesar de fazer uma participação especial no filme, criticou a obra. Larry Wilcox recusou-se a participar do projeto, quando leu o roteiro do mesmo.
 Larry Wilcox e Erik Estrada, em CHiPS e atualmente

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