Morre a atriz Etty Fraser, aos 87 anos


Morreu a atriz carioca Etty Fraser, no dia 31 de dezembro.

Etty Fraser Martins de Sousa nasceu no Rio de Janeiro em 08 de maio de 1931. Grande nome do teatro, cinema e televisão, a atriz estreou na TV no Grande Teatro Tupi em 1959, e atuou em inúmeras novelas. Seu último trabalho na televisão foi na novela Uma Rosa com Amor (2010), no SBT.

No cinema, estreou no clássico São Paulo S. A. (1965) de Luís Sérgio Person. Ao todo, Etty fez 21 filmes, destacando-se como a mãe amalucada de Durval Discos (2002). Seu último trabalho no cinema foi em O Filme dos Espíritos (2011).

Etty estava internada há alguns dias no Hospital São Luís, em São Paulo.




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Don Lusk, lendário animador da Disney, morre aos 105 anos


Morreu no dia 30 de dezembro, aos 105 anos de idade, o animador da Disney Don Lusk.

Don Lusk nasceu em Los Angeles, em 28 de outubro de 1913. E foi contratado como desenhista e animador pelo próprio Walt Disney em 1933. Ele trabalhou em alguns dos maiores clássicos do estúdio, como Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937), Pinóquio (Pinocchio, 1940), Fantasia (Idem, 1941), Bambi (Idem, 1942), Você Já Foi à Bahia? (Salludo Amigos, 1944), A Canção do Sul (south of the South, 1946), Cinderela (Cinderella, 1950), Alice no País das Maravílhas (Alice in Wonderland, 1952), Peter Pan (Idem, 1953), A Dama e o Vagabundo (Lady and the Tramp, 1955), A Bela Adormecida (Sleeping Beauty, 1959) e Cento e Um Dálmatas (One Hundred and One Dalmatians, 1961).

Don Lusk usando um espelho para reproduzir as expressões faciais do peixe Cléo, de Pinóquio

Após a morte de Disney ele deixou o estúdio, mas continuou trabalhando. Na Hanna Barbera desenhou e dirigiu diversas animações dos Fintstones, e Zé Colmeia. Também foi diretor de animação do Snoopy, Scooby Doo, Os Jetson, Tom e Jerry, Smurfs, Cavalo de Fogo, Capitão Planeta e diversos outros desenhos que encantaram gerações. Em 1989, aos 76 anos de idade, ele retornou a Disney, para trabalhar no longa metragem A Pequena Sereia (The Little Mermaid, 1989). Don Lusk trabalhou até o anos de 2001.

 Don Lusk aos 104 anos de idade

Alguns dos trabalhos de Don Lusk
  

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Quem roubou o Oscar de Alice Brady?


O Oscar, um dos mais cobiçados prêmios do cinema foi criado em 1929 (na cerimônia foram agraciadas produções de 1927 e 1928). Desde então centenas de profissionais conquistar o prêmio, entrando para a história da Acadêmia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Existem muitas lendas e histórias curiosas envolvendo o prêmio. Louise Rainer, por exemplo, esqueceu sua primeira estatueta em um trem, quando retornava para casa após a festa da premiação. Posteriormente o prêmio foi devolvido a atriz.

Marlon Brando afirmava que não sabia onde estava os dois prêmios que recebeu ao longo da vida, e o primeiro deles foi adquirido em um leilão em 1995 por Michael Jackson, por uma pequena fortuna.

Desde 1950 os vencedores assinam um termo que os proíbe de vender seu Oscar, a não ser para o museu da própria instituição que os entrega, pelo preço simbólico de 1 dólar. Apenas os Oscar entregues anteriormente podem ser vendidos.

Também existem muitos prêmios que foram roubados ao longo dos anos. Ao todo 75 estatuetas foram roubadas, e 67 delas foram recuperadas. O caso mais recente aconteceu em 2018, quando um homem arrancou o Oscar das mãos de Frances MacDormand, quando ela posava com a estátua para fotógrafos. O homem saiu correndo, mas um dos fotógrafos conseguiu retirar o prêmio das mãos dele, que fugiu (ele foi preso dias depois).

Homem que roubou o Oscar de Frances McDormand

Whoopi Goldenberg teve seu Oscar roubado de sua mala no Aeroporto de Los Angeles. O Oscar de Hattie McDaniel, após sua morte, foi doado a uma Universidade, e foi roubado do local onde era exposto (este nunca foi encontrado). Olimpia Dukakis teve o prêmio roubado em sua casa por uma funcionária que trabalhava para ela. Um ladrão também roubou o Oscar de Bing Crosby, deixando um boneco do Mickey Mouse no lugar. O prêmio foi encontrado abandonado em um celeiro semanas depois.

A atriz mirim Margaret O'Brien recebeu um Oscar especial, o Oscar Juvenil (uma miniatura da estátua cobiçada), que foi roubado de sua casa, e encontrado por um preço irrisório em um mercado de pulgas em 2005 (a pequena estatueta foi vendida por 500 dólares). O homem que comprou o prêmio devolveu a atriz, 50 anos após ele ter sido roubado.

Margaret O'Brien recebendo seu Oscar de volta

Mas uma das maiores lendas sobre o roubo do Oscar ocorreu em 1938. A veterana atriz Alice Brady, estrela desde os tempos do cinema mudo foi vencendora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por No Velho Chicago (In Old Chicago, 1938). Este era o segundo ano que a categoria havia sido criada, e Brady também havia sido indicada no ano anterior.

Alice Brady, nos tempos do cinema mudo

Alice não compareceu a cerimônia, pois ela havia quebrado o tornozelo alguns dias antes. Após seu nome ser anunciado, ninguém se pronunciou, até que um homem desconhecido do público subiu ao palco, agradeceu ao prêmio e desapareceu em meio aos convidados. As pessoas acharam que era algum amigo ou funcionário enviado por Brady, que havia informado que não poderia comparecer a festa.

Na época os prêmios não tinham os nomes gravados ainda, e os vencedores devolviam a estatueta para a Acadêmia fazer a inscrição, e esta remetia aos seus donos alguns dias depois.

Passaram-se semanas, e Alice entrou em contato dizendo que ainda não havia recebido o prêmio. A Acadêmia informou que o seu representante não o devolvera, e Alice então informou que não havia enviado ninguém em seu lugar, ou seja, o Oscar havia sido roubado por um estranho.

Alice Brady faleceu no ano seguinte, vítima de um câncer. Reza a lenda que ela partiu sem nunca ter recebido uma reposição do prêmio furtado.

Na verdade, esta história é um dos maiores mitos sobre o Oscar. Alice recebeu sim sua estátua alguns dias depois, como chegou a ser noticiado na imprensa. Na foto, vemos a atriz recebendo seu Oscar, que é diferente do tradicional. O Oscar de Coadjuvante na verdade era uma placa pequena, diferente do prêmio entregue para os melhores atores. Ele só passou a ser igual a partir de 1944, após reclamação por parte de muitos artistas.

Alice Brady recebendo seu Oscar

Alguns historiadores dizem que toda a própria história do roubo é uma lenda, e que o homem que recebeu o prêmio, baseados em jornais da época, foi Henry King, o diretor do filme No Velho Chicago (mas não foram feitos registros fotográficos na época).

Porém, em 2012 um prêmio Oscar, como o dos coadjuvantes foi a leilão, sem placa de identificação, e foi vendido por 19 mil dólares. Seria o Oscar de Alice Brady?

Prêmio vendido em 2012


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Morre a atriz Rosenda Monteros, de Sete Homens e um Destino



Morreu no dia 29 de dezembro a atriz mexicana Rosenda Monteros, mais lembrada pelo papel de Petra em Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven, 1960). Ela tinha 83 anos.

Dirigido por John Sturges, o western fez um enorme sucesso na época, e foi indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora. Rosenda interpretava a nativa Petra, disputada pelos galãs Yul Brynner e Horst Buchhol.

Nascida em Veracruz, em 31 de agosto de 1935, Ronsenda Monteros foi uma importante atriz do teatro, cinema e televisão do México. Mas apesar de trabalhar muito em Hollywood, teve poucos papéis relevantes no cinema norte americano.


Rosenda Monteros

Rosenda estreou no cinema no filme Direito à Vida (Reto a la vida, 1954), uma produção mexicana estrelada por Pedro Armendariz. No México, atuou com estrelas como Ninón Sevilla em Leva-me em Teus Braços (Llévame en tus brazos, 1954), Rossano Brazzi em Feliz Ano, Meu Amor (Feliz año, amor mío, 1957), Angelines Fernández em O Diário de Minha Mãe (El diario de mi madre, 1958), Malú Gatica em Sábado Negro (1959) e  Arturo de Córdova em El esqueleto de la señora Morales (1960).

Em 1955 ela atuou no filme María la Voz (1955), dirigido por Júlio Bracho, com quem se casou. Em 1959 ela atuou em Narazin (Nazarín, 1959), dirigido pelo espanhol Luis Buñel.

O primeiro filme norte-americano que ela atuou foi uma produção de baixo orçamento, rodada no México, chamada A Deusa Loira (The White Orchid, 1954). Ela só voltaria a Hollywood em Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven, 1960), seu filme mais famoso.

Horst Buchholz e Rosenda Monteros em Sete Homens e um Destino
 
Em seguida fez uma nativa do Tahiti em O Aventureiro do Tahiti (Tiara Tahiti, 1962), filme onde também teve bastante destaque.

 Rosana Monteros e John Mills em O Aventureiro do Tahiti

Junto com Ursula Andrews protagonizou Ela (She, 1965), e filmou cenas de The Face of Eve (1968) no Brasil, no então Estado da Guanabara.

John Richards e Rosenda Monteros em Ela

Nos Estados Unidos ela ainda atuou em filmes como Villa, o Temerário (Villa!!, 1958), The Mighty Jungle (1964), Terra Selvagem (Savage Pampas, 1966).

 Rosenda Monteros no colo de Robert Taylor em Terra Selvagem

A partir da década de sessenta, passou a atuar somente no México, onde fez inúmeras peças de teatro, novelas e filmes, até o ano de 2007.

No teatro mexicano, recebeu inúmeros prêmios, e sua morte foi divulgada por José Alfonso Suárez del Real, secretário de cultura da Cidade do México.

Rosenda Monteros em foto recente

Leia também: O galã Bradford Dillman

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A breve Véra Clouzot, uma estrela brasileira no cinema francês


Véra Clouzot, apesar do nome afrancesado, era carioca. A estrela de As Diabólicas (Les diaboliques, 1955), recebeu o sobrenome do marido, o cultuado diretor francês Henri-Georges Clouzot.

Vera Gibson Amado nasceu no Rio de Janeiro, em 30 de dezembro de 1913. Ela era filha do diplomata, jornalista e escritor sergipano Gilberto Amado, que era presidente do Comite de Direito Internacional na ONU. Vera também era sobrinha de Gílson Amado, fundador da TVE, e pai da também atriz Camila Amado.

Entre seus parentes ilustres também está o escritor Jorge Amado, de quem Vera era prima.

Véra Clouzot

Educada em Copacabana, Véra Clouzot estudou no tradicional colégio SION, frequentado pelos filhos da elite carioca. Filha de diplomata, passava longas temporadas na Europa, e foi lá que ela conheceu o ator francês Léo Lapara. Eles começaram a namorar. Incentivada pelo namorado, Véra estudou intepretação na Suíça, e em seguida ingressou na companhia teatral de Louis Jouvet, do qual Lapara fazia parte.

Eles se casaram em 1941, e no mesmo ano a atriz retornou ao Brasil, numa turnê da companhia de Jouvet. Mas o astro francês achava que seu sotaque brasileiro era muito forte, e ela fazia apenas pequenos papéis de figurantes. Mesmo no Brasil, permaneceu muda em cena, já que o espetáculo era apresentado em francês.

Apesar de ficar um ano atuando no Brasil, não recebeu nenhum convite profissional por aqui.

Em 1947 Véra e Lapara se separaram, mas ela continuou trabalhando com Louis Jouvet. Em 1950 Jouvet estrelou Miquette et sa mère (1950), dirigido por Henri-Georges Clouzot. Véra trabalhava no filme, ajudando os atores a passarem suas falas.

O diretor se encantou por ela, que chegou a declarar em entrevistas que num primeiro momento não  se interessou por Clouzot, achando ele feio e um pouco arrogante. Mas a brasileira acabou se rendendo aos galanteios do diretor, e eles se casaram ainda em 1950.

Véra Clouzot e George-Henri Clouzot


Sob direção do marido, ela estrelou o filme O Salário do Medo (Le salaire de la peur, 1953), ao lado de Yves Montand. O filme fez um grande sucesso internacional, e valeu a Véra Clouzot críticas elogiosas e alguns prêmios em festivais pelo mundo. Ela começou a receber muitos convites para o cinema, mas dizia que só se sentia a vontade trabalhando com o esposo.

 Yves Montand e Véra Clouzot em O Salário do Medo

O filme fez muito sucesso no Festival de Cannes, onde a atriz conheceu o pintor Pablo Picasso, de quem se tornou grande amiga e confidente. No mesmo festival, ela também ficou amiga da brasileira Vanja Orico.

No Brasil, a atriz foi severamente criticada pela imprensa especializada, algo comum na época com brasileiros que faziam sucesso no exterior.

 Véra Clouzot,  Henri-Georges Clouzot e Pablo Picasso no Festival de Cannes, em 1953

Ela retornou ao cinema no thriller As Diabólicas (Les diaboliques, 1955), ao lado de Simone Signoret. As atrizes interpretavam duas professoras, amantes, que planejavam um assassinato. O suspense francês era considerado por Alfred Hitchcok como um de seus filmes preferidos.

No filme, Véra Clouzot interpretava uma personagem com problemas cardíacos, que se cansava e passava mal constantemente. Na vida real, a atriz também sofria do coração. Aos 15 anos de idade ela havia sido diagnosticada com estreitamento mitral, e desde então vivia com esta limitação física.

Para fazer a cena em que sua personagem morria, sabendo da condição de saúde da esposa, Clouzot exigiu o menor número de pessoas no set. Quando as pessoas desnecessárias saíram, uma equipe médica entrou no estúdio, para estarem de prontidão para qualquer emergência.

 Véra Clouzot e Simone Signoret em As Diabólicas

Em 1956 ela foi submetida a uma cirurgia no coração às pressas. O médico disse que se ela não tivesse operado, teria apenas mais dois anos de vida.

Apesar de sua frágil saúde, ela ainda atuou em Os Espiões (Les espions, 1957), também dirigido por seu marido. No filme, ela interpretava uma mulher muda, atuando apenas com expressões faciais.

 Véra Clouzot em Os Espiões

O filme foi muito desgastante para a atriz, que anunciou que estava encerrado sua carreira na atuação. Mas Véra não deixou o cinema. Junto com o marido ela escreveu o roteiro do filme A Verdade (La vérité, 1960), estrelado por Brigitte Bardot. Durante as filmagens, surgiram boatos de que o diretor e a estrela francesa Bardot estavam tendo um caso, e que, deprimida, Véra Clouzot tentou cometer suicídio. Na verdade, ela havia sido internada para uma nova cirurgia cardíaca.

No dia 30 de novembro de 1960 o coração da atriz parou. Véra Clouzot morreu em luxuoso quarto de hotel em Paris, cercada por enfermeiras, duas semanas antes de completar 47 anos de idade. Clouzot, que estava filmando, chegou minutos após a sua morte.

Gilberto Amado, seu pai, pediu licença da vida diplomática e mudou-se para Paris. Ele se recusou a ir no funeral de Vera. Mas durante anos, todos os dias, ia até o seu túmulo no cemitério de Montmartre, em Paris, onde plantou um canteiro de rosas para sua filha.


As Diabólicas foi refilmado com o título de Diabolique (Idem, 1996), tendo como estrelas Isabelle Adjani e Sharon Stone.


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Dame June Withfield, de Absolutely Fabulous, morre aos 93 anos


Morreu no dia 28 de dezembro a atriz June Withfield, Dama do Imério Britânico, aos 93 anos de idade. Grande nome das artes inglesas, ela é conhecida pelas gerações mais novas como a mãe de Jennifer Saunders na série inglesa Absolutely Fabulous (1992-2012).

June Whitfield

June Rosemary Whitfield nasceu em 11 de novembro de 1925. June estudou na Academia Real de Arte Britânica, e teve uma longa e bem sucedida carreira no teatro, rádio, e televisão. 

Ela estrou no cinema em Quiet Weekend (1946). Mas foi no rádio que ganhou sua primeira projeção, ao participar da comédia Take It From Here, em 1953. June era considara uma das lendas vivas do rádio britânico.

 June Whitfield na rádio

Com a popularização da televisão, ela fez a transição do rádio para a TV, com muito sucesso, atuando em inúmeras produções inglesas de sucesso. June fez poucos filmes, a maioria deles da franquia de comédias Carry On, muito popular na Inglaterra.

No cinema, destacamos sua atuação em O Espião do Nariz Frio (The Spy with a Cold Nose, 1966) e Paixão Proibida (Jude, 1996). Embora nunca tenha filmado nos Estados Unidos, ela participou de um episódio da popular série norte-americana Friends. June Whitfield apareceu no episódio do casamento do Ross, filmado na Inglaterra. Whitfield interpretou a governanta da família de Emily, que atende a ligação de Phoebe, que tenta avisar que Rachel pode arruinar o casamento. A governanta desliga o telefone na cara de Phoebe achando ser um trote.

June Withfield em Friends

Em 1992 ela ingressou no elenco de  Absolutely Fabulous (1992-2012), como a distraida mãe da Patsy (Jennifer Saunders) uma das séries de comédia mais populares da Inglaterra. Ela retornou ao papel em Absolutely Fabulous: O Filme (Absolutely Fabulous: The Movie, 2016). Este foi seu último trabalho como atriz.


Joanna Lumley e June Whitfield na estreia de Absolutely Fabulous: O Filme




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Morre a atriz e estilista Agneta Eckemyr, aos 68 anos de idade


Morreu no dia 29 de dezembro a atriz, modelo e estilista suéca Agneta Eckemyr, aos 68 anos de idade.

Agneta Marie-Anne Eckemyr nasceu em Karlsborg, Suécia, em 02 de julho de 1950. Muito bonita, começou a trabalhar como modelo, e logo recebeu convites também para atuar.


Em 1969 ela chegou a ser fotografada pela Revista Life ao lado dos cinco atores finalistas para substituir Sean Connery como James Bond em 007 - A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service, 1969). Ela faria o papel de Tracy di Vicenzo, a filha de Draco, mas acabou perdendo o papel para Dianna Rigg na última hora.

George Lazenby e Agneta Eckemyr no ensaio da revista Life

Sua estréia no cinema foi em O Justiceiro Cego (Blindman, 1971), filme estrelado pelo Beatle Ringo Starr, feito na Itália.

Ringo Starr e Agneta Eckemyr em O Justiceiro Cego

Ela ainda atuou nos filmes Voo 463  - Viagem Infernal (This Is a Hijack, 1973), The Kentucky Fried Movie (1977) e Morte no Inverno (Murderous Intent, 1985), além de diversas produções suecas.

Agneta protagonizou a aventura A Ilha do Topo do Mundo (The Island at the Top of the World, 1974), uma produção dos Estúdios Disney

 Agneta Eckemyr no poster de A Ilha do Topo do Mundo

Em 1975 ela foi capa da revista Playboy norte-americana. A atriz ainda atuou nas séries Most Wanted e C.H.I.P.S., mas abandonou a carreira e tornou-se uma respeitável estilista.

 Agneta Eckemyr, como estilista

Agneta Eckemyr faleceu  em consequência do Mal de Alzheimer, doença que sofria há varios anos. Ela tinha 68 anos de idade.


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Stelvio Rosi (Ou Stan Cooper), o ator italiano radicado no Brasil, morre aos 80 anos



Nas décadas de 60 e 70 os chamados Spaghetti western eram muito populares. Sucesso também no Brasil, eram exibidos nos cinemas de bairros e na televisão brasileira, em sessões como  Bang Bang à Italiana, na TV Record.

As produções eram baratas, e geralmente contavam com um antigo astro de Hollywood, que desempregado partira para à Europa em busca de trabalho. O ator Stelvio Rosi foi um caso contrário. Italiano, mudou-se para o Brasil em 1973.

Stelvio também é conhecido com o nome de Stan Cooper, pois era comum os atores italianos adotarem nomes norte-americanos, para tentar angariar fãs no exterior. Até o astro Giuliano Gema adotou o nome de Montgomery Wood certa vez.

Stelvio Rosi, ou Stan Cooper

Stelvio Rosi nasceu em Roma, em 01 de agosto de 1938. Ele estreou no cinema ainda criança, atuando em Sissignora (1942), seu único trabalho como ator mirim.

Stelvio só retornou ao cinema em em Gli Attendenti (1960). Ele começou então a atuar em comédias e musicais italianos, como Brotos ao Sol (Diciottenni al sole, 1962) e Um Pedaço de Mau Caminho (La voglia matta, 1962).


 Catherine Spaak e Stelvio Rosi em Brotos ao Sol

Stelvio chegou a ter um pequeno papel em O Leopardo (Il Gattopardo, 1963), obra prima de Luchino Visconti. Após fazer diversos filmes com seu nome próprio, adotou o nome Stan Cooper, nome artístico usado em seus filmes mais famosos.

Stan Cooper foi creditado pela primeira vez em História de Um Crime (Colpo sensazionale al servizio del Sifar, 1968). Em seguida atuou em A Batalha do Último Panzer (La battaglia dell'ultimo panzer, 1969) e Os 7 Comandos do Inferno (Comando al infierno, 1969), ambos com o antigo galã de Hollywood Guy Madison no elenco. Stan Cooper também trabalhou com o americano Ty Hardin, outro desempregado em Hollywood na Itália.

  
Seu primeiro filme western spaguetti foi Franco e Ciccio sul sentiero di guerra (1970). Ele ainda faria Dólares para os MacGregors (Ancora Dollari per I MacGregor, 1970),  Mato todos e salvo Minha Pele (Monta in Sele figlio di...!), Com a morte no Olhar (Sei jellato amico...hai incontrato Scramento, 1972) e Pistoleiros de Trinity (Scansati...a Trinità arriva Eldorado, 1972).


Stelvio Rosi fez 38 filmes na Europa, o último deles foi a produção italo-espanhola Orgia dos Mortos (La orgía de los muertos, 1973). No Brasil, seus filmes eram distribuidos pelo diretor e produtor Livio Bruni. O ator conheceu a irmã de Livio, Ana Maria Bruni, e com ela se casou.


No Brasil, ele chegou a atuar em alguns filmes, são eles: Quando as Mulheres Querem Provas (1975), O Homem da Cabeça de Ouro (1975), O Estranho Vicio do Dr. Cornélio (1975), Costinha, o Rei da Selva (1975) e Amantes, Amanhã Se Hover Sol (1975). Também fez participações em novelas como Louco Amor (1983) e Salomé (1991).

Aqui ele montou a produtora Universo Filmes, que fazia filmes publicitários e cobria a fórmula 1 para a televisão italiana. Ele chegou a produzir o filme Terror e Extâse (1979) e tentou fazer um filme infantil com Daniel Azulay e Xuxa, sem sucesso.

Ele também foi produtor de dois filmes norte-americanos rodados no Brasil, Lambada, O Filme (Lambada, 1990) e Anaconda (Idem, 1997).

 Stelvio Rosi em 2017

A morte de Stan Cooper, ou Stelvio Rosi, passou despercebida pela imprensa, sendo apenas divulgada em um site norte-americano, dedicado a memória dos filmes de faroeste. O ator morreu no Rio de Janeiro, em 19 de dezembro de 2018, aos 80 anos de idade.

Leia também: Relembrando Bud Spencer.

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O drama de Tarita, a última esposa de Marlon Brando


Marlon Brando, um dos maiores astros de Hollywood, gostava de mulheres exóticas. Seu primeiro casamento foi em 1956, com Anna Kashfi, uma falsa atriz hindu que ludibriou o ator e toda Hollywood. (leia sobre esta história aqui).

Depois Brando se casou com Movita (ou Movita Castendada), uma antiga atriz latina que atuou em filmes com certo destaque na década de trinta. Brando e Movita se casaram em 1960, e se separaram em 1962.

Meses depois ele casou-se com a modelo e atriz Polinésia Tarita.

 Tarita

Tarita Teriipia nasceu em 29 de dezembro de 1941, em Bora Bora, na Polinésia Francesa. Filha de um pescador, Tarita nasceu em uma cabana de bambu, e só frequentou a escola até os 12 anos de idade. De família pobre, a menina deixou os estudos para ir trabalhar.

Ela trabalhava como lavadoras de pratos de um resort para turistas quando foi descoberta por um agente. Tarita foi escalada para atuar como uma jovem nativa em O Grande Motim (Mutiny on the Bounty, 1962), estrelado por Marlon Brando e rodado na Polinésia.

Curiosamente, o filme era um remake de O Grande Motim (Mutiny on the Bounty, 1935), estrelado por Clark Gable, e um dos maiores sucessos de Movita, a ex-esposa de Brando. 

Brando se encantou com Tarita, e deixou Movita para se casar com ela. Ambas tinham papéis semelhantes nos filmes.

Tarita e Marlon Brando em O Grande Motim

Por seu papel, Tarita foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz. Ela também recebeu um contrato na MGM, mas Brando não deixou a esposa seguir a carreira, e O Grande Motim foi seu único filme.

Ela e Brando se mudaram para a praia de Papeete, no Tahiti, onde ela reside até hoje. Com o ator teve dois filhos, Teihotu Brando e Cheyenne Brando

Tarita e Brando se separaram em 1972, devido aos casos extra-conjugais do ator, como o notório caso com a atriz Rita Moreno, em 1968. Rita chegou a engravidar do ator, e em suas memórias contou que Brando a obrigou a fazer um aborto, e que segundo ela foi uma das coisas mais difíceis de sua vida.

 Tarita, Marlon Brando e o filho Teihotu Brando, em 1963

 A tragédia

Após anos afastada da mídia, Tarita voltou aos holofotes em 1995, quando sua filha Cheyenne cometeu suicídio. Cheyenne era uma bem sucedida modelo, e se matou com apenas 25 anos de idade.

Cheyenne Brando

Em 1986 ela se casou com Drag Drollet, filho de um membro do parlamento do Tahiti. Em 1989, a pedido de seu pai, ela se mudou para a casa de Brando, nos Estados Unidos. Em 16 de maio 1990 Drag e o Christian Brando (meio irmão de Cheyenne, filho de Anna Kashfi) discutiram. Christian puxou uma arma e atirou em Drag, matando o rapaz.

Cheynne havia reclamado ao irmão que o marido era cruel, e a agredia, mesmo ela estando grávida. Isto originou a discussão. Christian alegou que o disparo foi acidental, e foi preso dois dias depois, e posteriormente condenado a dez anos de prisão. Cheynne disse que o irmão havia premeditado o crime, mas se recusou a depor contra ele no julgamento. Ela voltou para o Tahiti, onde passou a viver reclusa e deprimida.

Em 26 de junho ela deu à luz ao menino Tuki Brando, filho de Drag. Em 16 de abril de 1995, sua mãe Tarita, encontrou a filha enforcada em sua casa. 

Christian deixou a prisão em 1996, mas em 2005 ele foi condenado a dois meses de tratamento em uma clínica de desintoxicação e a três anos em liberdade condicional por violência doméstica contra a esposa e filha. Ele morreu de pneumonia em 2008.

Foi Tarita quem criou o neto Tuki Brando, que também se tornou modelo.

Tuki Brando e Tarita

Em 2007 Tuki foi escolhido por Donatella Versace como o modelo oficial da grife Versace.

Tuki Brando, como modelo

Marlon Brando morreu aos 80 anos, em julho de 2004. Meses depois Tarita publicou seu livro de memórias, Marlon, My Love, My Suffering (Marlon, Meu Amor, Meu Sofrimento). Nele a atriz conta que queria continuar a carreira, mas Brando a impediu, dizendo que ela deveria ficar em casa cuidando dos filhos. Ela também contou que Brando adorava a filha, mas nunca mais a visitou ou teve contato com ela depois do assassinato de Drag Drollet, o que abalou ainda mais Cheyenne. Vivemos tragédias terríveis e sofremos muito. Marlon nunca falou nisso. Eu quis que os nossos filhos e os nossos netos soubessem a nossa história”, escreveu Tarita.


Tarita Teriipia, atualmente

Leia também: Anna Kashifi, a falsa hindu que enganou Marlon Brando e toda Hollywood
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