30 anos sem Dina Sfat


Dina Sfat foi uma das atrizes mais importantes da dramaturgia brasileira, e apesar de sua vida breve (ela faleceu com apenas 50 anos de idade), tornou-se uma das atrizes mais queridas do país.



Dina Kutner de Sousa nasceu em São Paulo, em 28 de outubro de 1938. Filha de judeus poloneses, que migraram para o Brasil fugindo do nazismo, Dina sempre sonhou em ser artista.

Ela estreou nos palco em 1962, fazendo um pequeno papel na peça Antígone América, dirigida por Antônio Abujmara. 

Logo ingressou no Teatro de Arena, onde estreou com a personagem Manuela em Os Fuzis da Senhora Carrar, de Brecht. Em 1963 se casou com o ator Paulo José, seu colega de Teatro Arena.

Dina Sfat com Renato Borghi no Teatro Oficina em O Rei da Vela (1968), de Oswald de Andrade, direção de josé Celso Martinez Correia

Neste mesmo ano adotou o nome artístico Sfat, em homenagem a cidade natal de sua mãe. No Teatro, participou de montagens lendárias como Arena Contra Zumbi (1965), que lhe valeu o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de Melhor Atriz.

Dina Sfat e Paulo José

Em 1966 a atriz estreou no cinema, atuando em Corpo Ardente (1966). Neste mesmo ano, estrelou nas telenovelas, participando de Ciúmes (1966), na TV Tupi. Ciúmes foi a única novela em que atuou a atriz Cacilda Becker.

No cinema, atuou em diversos filmes, alguns de extrema importância para a cinematografia nacional, como Edu, Coração de Ouro (1968), Anuska, Manequim e Mulher (1968), Macunaíma (1969), Os Deuses e os Mortos (1970), e Eros, o Deus do Amor (1981). Seu último trabalho na tela grande foi em O Judeu (1995), que devido a problemas e atrasos na produção, só foi lançado anos após a morte da atriz.

Dina Sfat e Grande Otelo em Macunaíma

Na televisão, destaca-se em inúmeros papéis, geralmente brilhando em textos escritos por Janete Clair, como nas novelas Selva de Pedra (1972), Fogo Sobre a Terra (1974), O Astro (1977) e Eu Prometo (1983). Com outros autores, destacou-se em Os Ossos do Barão (1973), Gabriela (1975) e Saramandaia (1976). Em 1988 atuou em Bebê a Bordo (1988), a última novela em que participou.


 Dina Sfat e Armando Bogus em Gabriela (1975)

Dina Sfat começou a lutar contra um câncer de mama em 1986, e perdeu a batalha em 29 de março de 1989, quando nos deixou. A atriz tinha apenas 50 anos de vida, mas deixou uma carreira impecável, e o exemplo de uma vida extraordinária.

Duas das suas três filhas, também se tornaram atrizes (Bel e Ana Kutner).

Dina Sfat e as filhas



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