Cantora e atriz francesa Juliette Gréco morre aos 93 anos



“Juliette Gréco faleceu nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2020, cercada por sua família em sua amada casa em Ramatuelle (sudeste da França). Sua vida foi extraordinária”, disse a família em nota enviada à AFP.

Sua carreira, repletada de sucessos, se estendeu por meio século, até 2016, quando sofreu um Acidente Cardiovascular (AVC).


Nascida em Montpellier a 7 de Fevereiro de 1927, Juliette Gréco foi musa de Saint-Germain-des-Prés no pós-guerra, e tornou-se numa das grandes vozes da música francesa, tendo interpretado de autores como Jacques Brel, Serge Gainsbourg, Boris Vian, Étienne Roda-Gil, Christophe Miossec ou Benjamin Biolay. Foi casada com Gérard Jouannest, Michel Piccoli e Philippe Lemaire e era musa do movimento existencialista.

A carreira de Gréco sofreu grande influência de Jean-Paul Sartre, que  lhe ofereceu uma canção de uma das suas peças (cantada pela personagem Inès em Huis clos de 1944), no dia seguinte a um jantar no "Cloche d'or" em Saint-Germain. Juliette seguiu o conselho de Sartre conseguindo que a letra fosse musicada por Joseph Kosma.


No cinema, estreou em 1947, e fez 33 filmes ao longo de sua carreira, sendo o último em 2011.

Darryl Zanuck a levou para Hollywood na década de 50, onde atuou em filmes como E Agora Brilha o Sol (The Sun Also Rises, 1957), Bom Dia, Tristeza (Bonjour Tristesse, 1958), Raízes do Céu (The Roots of Heaven, 1958), Tragédia num Espelho (Crack in the Mirror, 1960), A Grande Cartada (The Big Gamble, 1961) e A Noite dos Generais (The Night of the Generals, 1967).

Alain Delon e Juliette Gréco


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