Maureen O'Sullivan, além da Jane de Tarzan


Mesmo com uma carreira de quase 70 anos, que inclui 100 créditos profissionais, é impossível não relacionar a carreira de Maureen O'Sullivan com a personagem Jane Porter, a companheira do Tarzan Johnny Weissmuller.

Porém, a bela e talentosa atriz merece também ser lembrada pelos seus outros trabalhos, que fez dela uma das primeiras estrelas irlandesas em Hollywood.


Maureen Paula O'Sullivan nasceu em Boyle, Irlanda, em em 17 de maio de 1911. Após estudar alguns anos em um convento em Dublin, ela foi internar em um convento inglês, onde teve como colega de classe a futura atriz Viven Leigh.

Após trabalhar alguns anos em obras sociais dos conventos em que estudou, ela foi descoberta pelo diretor norte-americano Frank Borzage, que rodava algumas cenas de O Cantar do Meu Coração (Song o' My Heart, 1930), que tinha algumas locações inglesas. O filme era estrelado pelo tenor irlandês John McCormack.

Tommy Clifford, John McCormack e Maureen O'Sullivan

Borzage levou Maureen e sua mãe para os Estados Unidos, onde ela assinou contrato com com a 20th Century Fox. No estúdio, ela fez seis filmes, incluindo a ficção futurista Fantasias de 1980 (Just Imagine, 1930).

Maureen O'Sullivan e John Garrick em Fantasias de 1980

Dispensada da Fox, a atriz logo assinou contrato com a MGM, e Irving Talberg, o todo poderoso do estúdio quem a escalou para viver Jane em Tarzan, o Filho da Selva (Tarzan the Ape Man, 1932), ao lado do ex-nadador olímpico Johnny Weissmuller. Neil Hamilton, o futuro Comissário Gordon, da série Batman, também completava o elenco, além de Cheeta, é claro.


Na MGM, Maureen interpretaria Jane em outros  filmes, são eles: A Companheira de Tarzan (Tarzan and His Mate, 1934), A Fuga de Tarzan (Tarzan Escapes, 1936), O Filho de Tarzan (Tarzan Finds a Son!, 1939) e O Tesouro de Tarzan (Tarzan's Secret Treasure, 1941).


Os filmes de Tarzan faziam enorme sucesso, e fizeram da atriz uma grande estrela. Paralelamente, ela atuou em diversos outros filmes do estúdio, normalmente em papéis de apoio. Maureen contracenou com grandes astros como William Powell, Mirna Loy, Greta Garbo, Fredric March, os Irmãos Marx, Laurence Olivier, a ex colega de escola Viven Leigh e Greer Garson, em filmes como A Ceia dos Acusados (The Thin Man, 1934), Anna Karenina (Idem, 1935), Um Dia nas Corridas (A Day at the Races, 1937), Um Yankee em Oxford (A Yank at Oxford, 1938), Orgulho (Pride and Prejudice, 1940), e muitos outros.

 Greta Garbo e Maureen O'Sullivan em Anna Karenina

Maureen O'Sullivan e Os Irmãos Marx em Um Dia nas Corridas

Em 1936 a atriz havia se casado com o diretor John Farrow. Quando iniciou a Segunda Guerra Mundial, Farrow foi lutar na Europa, como diversos outros membros da indústria cinematográfica. Em 1942 ele retornou no front, ferido e com febre tifoide. Maureen pediu a MGM que a dispensasse, para poder se dedicar ao tratamento do marido.

A MGM aceitou a proposta da atriz, mas para não lhe cobrar multa contratual, pediu que ela fizesse um último filme de Tarzan, Tarzan Contra o Mundo (Tarzan's New York Adventure, 1942). Após deixar o estúdio, Brenda Joyce assumiu o papel de Jane.

Maureen O'Sullivan, John Farrow e os filhos

Após a recuperação do marido, Maureen O'Sullivan ficou alguns anos sem atuar, para se dedicar a família. O casal teve sete filhos, incluindo as atrizes Tisa e Mia Farrow.

Maureen O'Sullivan e as filhas Tisa e Mia Farrow

Veja outras mães e filhas atrizes em Hollywood

Em 1948 ela retornou ao cinema, dirigida pelo marido, em O Relógio Verde (The Big Clock, 1948). Mas faria poucos filmes na década de 50, atuando mais na televisão, que demandava menos tempo de filmagens.

Mesmo assim, apareceu em filmes como Desejo Atroz (All I Desire, 1953), Sob o Céu da Coréia (Mission Over Korea, 1953), Ódio Entre as Grades (Duffy of San Quentin, 1954) e Resgate de Bandoleiros (The Tall T, 1957).



Em 1958 seu filho mais velho, Michael, morreu em um acidente de avião. Maureen, muito abalda, anunciou que estava abandonando a carreira. Mas o ator Pat O'Brien a convenceu a atuar na Broadway, em 1961. Porém, em 1963 John Farrow faleceu, vítima de um ataque cardíaco fulminante, com apenas 58 anos de idade.

Maureen O'Sullivan praticamente não atuou mais na década de 60. 

Na década de 70 ela retornou, geralmente trabalhando em filmes feitos para a a televisão. Maureen O'Sullivan retornou ao cinema em grande estilo, interpretando a mãe de Mia Farrow em Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters, 1986), filme dirigido por Woody Allen, então companheiro de Mia.

Mia Farrow e Maureen O'Sullivan em Hannah e Suas Irmãs

No mesmo ano, fez uma participação especial em Peggy Sue, Seu Passado a Espera (Peggy Sye Got Married, 1986), interpretando a avó de Katlheen Turner.

Maureen O'Sullivan em Peggy Sue, Seu Passado a Espera 

Maureen O'Sullivan ainda atuaria em Aprisionados no Planeta Terra (Stranded, 1987) e em alguns outros telefilmes, sendo o último deles Casal 20: Lar Doce Lar (Hart to Hart: Home is Where the Hart Is, 1994).

Em 1983 ela se casou novamente, com o empresário James Cushing, com quem ficou casada até a sua morte, em 23 de junho de 1998, aos 87 anos de idade.



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