Rogério Marcico completa 90 anos


Pioneiro da televisão brasileira, Rogério Marcico tem uma grande carreira, com diversos trabalhos na televisão. Dono de uma voz potente e grave, ele também é um requisitado dublador brasileiro, emprestando sua voz para vários personagens clássicos.


Nascido em Poços de Caldas, em 24 de fevereiro de 1930, Rogério Marcico iniciou sua carreira como rádio ator, ainda em sua cidade natal, no final da década de 40.

No começo da década de 50, ele mudou-se para o Rio de Janeiro, em busca de trabalhos no rádio. Logo foi contratado pela Rádio Nacional, onde fez diversos rádio-novelas, chegando a protagonizar Padre Leonel, escrita por Amaral Gurgel.

Mas em 1952 ele mudou-se para São Paulo, onde passou a atuar na Nacional Paulista, além de estrear no teatro, na peça infantil O Gato de Botas, estrelada por Vera Nunes.


Em 1955 Rogério Marcico estreou na televisão, atuando no programa Teledrama, das Organizações Victor Costa (OVC). Sua primeira peça foi O Corcunda, ao lado de Valter Avancini, Cacilda Lanuza e Odair Marzano.

 Cacilda Lanuza, Rogério Marcico e Odair Marzano em O Corcunda


Rogério atuou em diversos teleteatros da emissora, mas ainda em 1955 foi contratado pela Rádio Tupi, para ingressar no Grande Teatro Gessy. Logo ele também passou a atuar nos programas TV de Vanguarda e TV de Aventura, na PRF-3 TV Tupi de São Paulo.


Rogério Marcico no TV de Vanguarda

E embora tenha sido considerado o ator revelação de 1955, na Tupi, ficou relegado a papéis de coadjuvantes. Na emissora, também atuou em algumas séries de aventura, como Legionário Invencível (1955), O Volante Fantasma (1957), Os Três Mosqueteiros (1957) e Lever no Espaço (1957), primeira série de ficção científica da televisão brasileira.

Insatisfeito com sua carreira na Tupi, deixou a emissora em 1958, anunciando que iria dedicar-se apenas a trabalhos publicitários. Porém, logo recebeu um convite para retornar a OVC, agora chamada TV Paulista


Em 1958 ele também começou a trabalhar com dublagens, e jogava futebol pelo Clube Tiete. Casado no ano anterior, junto com a esposa, também montou uma loja de tecidos e roupas femininas.



Na dublagem, emprestou sua voz para o Bibo Pai em Bibo Pai e Bob Filho, aos Barney de Os Flintstones e o zelador Henry Órbita em Os Jetsons. Também dublou Laurence Olivier e John Gielgud em diversos filmes, além de outros trabalhos.


Em 1961 atuou em A Muralha, na recém inaugurada TV Cultura. Mas só retornaria as novelas em 1964, agora atuando na TV Excelsior. Na emissora, sua primeira novela foi Melodia Fatal (1964).


Na Excelsior, atuou em diversas novelas, são elas: O Ébrio (1965), Anjo Marcado (1966), As Minas de Prata (1966), A Pequena Karen (1966), Os Fantoches (1967), O Terceiro Pecado (1968) e Algemas de Ouro (1969).

Rogério Marcico e Suzana Vieira em As Minas de Prata

Com a falência da Excelsior, migrou para a Bandeirantes, onde atuou em Era Preciso Voltar (1969). Após este trabalho, foi contratado pela TV Record, onde atuou em As Pupilas do Senhor Reitor (1970), considerado um de seus melhores papéis na televisão.

Fulvio Stefanini, Rogério Marcico e Agnaldo Rayol em As Pupilas do Senhor Reitor

Na Record ainda atuou em Os Deuses Estão Mortos (1971), Os Fidalgos da Casa Mourisca (1972), O Leopardo (1972) e Sol Amarelo (1972). 

Em 1973 Rogério Marcico fez sua estréia no cinema, no filme infantil Regina e o Dragão de Ouro (1973).


De volta a Tupi, coadjuvou Antônio Fagundes e Maria Isabel de Lizandra em O Machão - Um Exagero de Homem (1974).

Maria Isabel de Lizandra, Rogério Marcico e Antônio Fagundes em O Machão

 Liza Vieira e Rogerio Marcico em O Machão

Na Tupi fez diversas outras novelas, como Vila do Arco (1975), O Velho, o Menino e o Burro (1975-1976), Éramos Seis (1977) e Gaivotas (1979).

Em 1978, chegou a fazer uma participação na novela mexicana Pecado de Amor (1978), produzida pela Televisa.

Na Bandeirantes, fez outro papel marcante em Meu Pé de Laranja Lima (1980-1981), onde interpretou Paulo, o pai do protagonista Zezé.

Rogério Marcico em Meu Pé de Laranja Lima

Em 198 fez sua primeira novela no SBT, Vida Roubada. Na emissora de Silvio Santos, fez muitos trabalhos, sendo um dos atores que mais atuaram nas produções de dramaturgia do canal. Lá atuou em Meus Filhos, Minha Vida (1984),no remake de Jerônimo (1984), Sangue do Meu Sangue (1995), As Pupilas do Senhor Reitor (1995), Chiquititas (1997), Jamais Te Esquecerei (2003), Maria Esperança (2007), Amor e Revolução (2011), entre outras obras.

Rogério Marcico em As Pupilas do Senhor Reitor

Na Globo fez Selva de Pedra (1986), Vida Nova (1988), O Rei do Gado (1996) e a mini-série A Cura (2010).

Andréia Horta e Rogério Marcico em A Cura

Em 2011, após muitos anos afastado do cinema, atuou em Onde Está a Felicidade? (2011), dirigido por Carlos Alberto Riccelli e estrelado por Bruna Lombardi. Atualmente, o ator vive em um sítio em Atibaia.

Rogério Marcico, atualmente



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