Suzy Parker, a primeira super modelo mundial, se tornou atriz


Junto com a sueca Lisa Fonssagrives, Suzy Parker tornou-se a primeira super modelo mundial a receber salários milionários. A bela modelo serviu de inspiração para a personagem de Audrey Hepburn no filme Cinderela em Paris (Funny Face, 1957) e chegou a ser musa dos Beatles, que fizeram para ela a canção Suzy Parker, embora esta nunca tenha sido gravada em um álbum oficial da banda.

Suzy Parker como modelo

Suzy Parker na verdade se chamava Cecilia Ann Renee Parker, e ela nasceu em Long Island, Nova York, em 28 de outubro de 1932. Sua Irmã Dorian Leigh foi uma grande modelo das décadas de 40 e 50. Em 1957 Dorian foi convidada para ingressar na famosa agência Ford Models, mas disse que só assinaria contrato se a empresa contratasse também sua irmã, de 15 anos, para o casting.

Suzy foi contratada pela Ford sem ter uma única foto vista pela agência.

Suzy Parker e Dorian Leigh

A menina, entretanto, agradou Eileen Ford, a fundadora da agência Ford. Logo Suzy tornou-se capa da famosa revista Life, e tornou-se a modelo favorita do fotógrafo Richard Avendon. Ela também assinou contrato para modelar para a lendária Coco Chanel, que se tornou sua amiga e confidente.

Suzy Parker na Life Magazine, em 1957

Logo ela já era uma das modelos mais bem pagas do mundo, sendo a primeira a receber 100 mil dólares por ano (que atualizado para hoje seria equivalente a mais de um milhão de dólares anuais).

A história da super modelo recém descoberta serviu de inspiração para o filme Cinderela Em Paris (Funny Face, 1957), estrelado por Audrey Hepburn. Suzy apareceu no filme, em um número musical, ao lado das modelos Dovima e Sunny Harnett. Foi sua estréia no cinema.

Dovima, Suzy Parker e Sunny Hanertt em Cinderela em Paris

Em seguida ela atuou em um papel de destaque em O Beijo da Despedida (Kiss Them for Me, 1957), disputando o amor de Cary Grant com Jayne Mansfield.


Em seguida ela atuou em ao lado de Gary Cooper em A Casa das Amarguras (Then North Frederick, 1958). Por este papel, ela chegou a ser indicada a um prêmio de atriz revelação, porém teve que interromper sua carreira por período.

A super modelo e atriz sofreu um grave acidente de carro, quando seu veículo foi atropelado por um trem. Ela teve várias fraturas e seu pai morreu no desastre. Mas apesar de ficar muitos meses internadas, a atriz não ficou com cicatrizes aparentes no rosto, retomando sua carreira em 1959, quando atuou no filme Sob o Signo do Sexo (The Best of Everthing, 1959).

No ano seguinte a atriz estrelou Círculo de Decepção (Circle of Deception, 1960), ao lado do galã Bradford Dillman. O casal das telas se apaixonou na vida real. Suzy era legalmente casada com o jornalista Pierre de La Salle, mas já não viviam juntos há alguns anos. La Salle havia abandonado a atriz após ela engravidar de Georgia Belle Florian Coco Chanel de La Salle, que recebeu o nome em homenagem a sua madrinha, a estilista Chanel. La Salle saiu de casa ao descobrir que a esposa estava grávida, e enviou uma babá para ajudar a cuidar da criança, com quem ele não queria contato.

Dillman, na época, também estava em um relacionamento com a atriz e cantora francesa Juliete Grecco. Suzy conseguiu o divórcio de La Salle e se casou com Dillman em 1963. O casal permaneceria juntos até a morte de Suzy, em 2003.

Bradford Dillman e Suzy Parker em Círculo de Decepção

Após atuar em Viver, Amar, Sofrer (The Interns, 1962), Suzy foi diminuindo suas aparições como atriz, para dedicar-se ao casamento, a filha e a criação de suas duas enteadas, filhas de Dillman, que considerava como suas próprias filhas.

Quando gravava uma participação na série Além da Imaginação (Twilligh Zone), ela sofreu outro acidente de carro, ficando novamente gravemente feriada, em 1964. Após o acidente, ela parou de modelar, pois ficou com sequelas que fragilizaram sua saúde.

Antes do acidente, ela havia gravado sua participação no filme Sacrifício Sem Glória (Flight from Ashiya, 1964), ao lado de Yul Brynner.

Yul Brynner e Suzy Parker em  Sacrifício Sem Glória

Ela ainda atuaria no terror Um Casamento Macabro (Chamber of Horrors, 1966) e fazendo participações em séries de TV, como Tarzan, estrelada por Ron Ely, em 1966. Em 1967 sua primeira filha com Dillman foi picada por uma cascavel, no terreno da mansão onde moravam. A menina quase morreu, ficando muitos meses internadas, o que fez Suzy ir afastando-se gradativamente da carreira de atriz.


Suzy Parker e Ron Ely em Tarzan

Ela se aposentou definitivamente após atuar na série Galeria do Terror (Night Gallery), em 1970. Com Dillman, ela teve duas filhas, e passou a dedicar-se ao lar após a aposentadoria. No mesmo ano  em que se aposentou, o grupo The Beatles compôs a canção Suzy Parker, que embora nunca tenha sido lançada em um disco, foi apresentada no documentário Let It Be, que ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora daquele ano.


Como a irmã Dorian, que após deixar a carreira de modelo tornou-se chef de cozinha na tradicional escola Le Cordon Bleu, Suzy era uma excelente cozinheira. Mas ela e a irmã, que também foi atriz, haviam rompido relações há muitos anos, por Suzy não concordar com o estilo de vida boêmio de Dorian.

Em 1977 ela tentou lançar sua filha Georgia como modelo, mas a menina não deu continuidade na carreira após alguns trabalhos.

Suzy e Georgia Parker Dillman, em 1977

A saúde de Suzy Parker nunca mais foi a mesma após o segundo acidente. Ao longo dos anos, ela precisou fazer diversas cirurgias no quadril, desenvolveu alergias e úlceras. Em 1990 ela chegou a ser declarada morta durante uma operação, mas os médicos conseguiram reanimá-la.

Porém, após o incidente, ela também desenvolveu problemas renais, devido a falência dos órgãos na mesa de cirurgia. Ela precisou fazer hemodialise, e também desenvolveu diabetes.

Nos últimos cinco anos de vida, ela praticamente viveu dentro de um hospital. Em 03 de maio de 2003 a atriz faleceu, aos 70 anos de idade.


Leia também:  O galã Bradford Dillman
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