Morre o cantor Agnaldo Timotéo, vítima da Covid-19



Morreu no dia 03 de abril o cantor Agnaldo Timóteo, aos 84 anos de idade. Timóteo havia sido internado após ter dificuldades para respirar, e foi diagnosticado com a Covid-19. O artista estava na UTI desde o dia 16 de março.




Agnaldo Timóteo Pereira nasceu em Caratinga, em 16 de outubro de 1936. Embora fosse de uma família humilde, e sem parentes com inclinações artísticas, Agnaldo começou a cantar ainda criança, apresentando-se em circos que passavam por sua cidade.

Adolescente, começou cantando em programas de calouros no rádio, e aos 16 anos mudou-se para Governador Valadres, e posteriormente Belo Horizonte, para tentar maiores chances artísticas. No rádio mineiro, começou imitado o cantor Cauby Peixoto, que lhe valeu o apelido de "O Cauby Mineiro".


Agnaldo, nas horas vagas, trabalhava de motorista, e um dia conduziu para um noivo da cantora Ângela Maria, que o convenceu a mudar-se para o Rio de Janeiro, onde teria mais oportunidades. No Rio, Agnaldo tornou-se motorista da própria Ângela e teve apoio de Cauby Peixoto para conseguir fazer seu nome radiofônico.

Além de Ângela e Cauby, outro grande nome em sua carreira foi o cantor Roberto Carlos, que lhe deu a canção Meu Grito, que ele gravou em 1967, fazendo muito sucesso. Mas sua projeção nacional começou após o cantor se apresentar no programa Rio Hit Parade, na TV RIO, em 1965, que lhe valeu um contrato com a EMI-Odeon.

Entre seus maiores sucessos musicais estão a canção Aline, Canção Para Mamãe, Perdido na Noite, O Conquistador, Aventureiro e A Galeria do Amor, primeira composição de sua autoria, gravada em 1978.


Outro sucesso do cantor foi Obrigado, Querida!, versão da canção Merci, Chérie, vencedora do concurso Eurovision de 1966, cantada pelo austríaco Udo Jürgens. Graças a essa canção, gravada por Agnaldo em 1968, ele participou do documentário alemão Udo, Udo (1971), ao lado de astros internacionais como Gilbert Bécaud e Nancy Wilson.



A canção Eu, Pecador, gravada pelo cantor em 1978, também foi um grande sucesso em sua carreira, e deu o título ao documentário de mesmo nome, realizado por Nelson Hoineff, em 2017. No documentário, sobre a vida do cantor, Agnaldo Timóteo também falou sobre os rumores sobre sua homossexualidade e sobre sua carreira política, na qual ele ingressou em 1982.







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