Léo Batista completa 90 anos de idade


Mais lembrado como jornalista esportivo, a história de Léo Batista quase se confunde com a história do rádio e televisão brasileira. Foi ele, por exemplo, o primeiro jornalista a dar a notícia da morte do presidente Getúlio Vargas, em 1954, na Rádio Globo.

Léo Batista foi locutor, apresentador, jornalista e até dublador.




O jovem Léo Batista



João Batista Bellinaso Neto nasceu Cordeirópolis, interior de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, Léo Batista começou a trabalhar no serviço de alto-falantes, e em 1947 ingressou oficialmente no rádio, em Piracicaba, e foi lá que cobriu sua primeira Copa do Mundo, em 1950.

Em 1952 ele foi contratado pela Rádio Globo do Rio de Janeiro, e foi lá que o jornalista esportivo Luiz Mendes fez com que ele mudasse de nome, adotando o nome artístico de Léo Batista. Ele e Mendes fizeram uma grande parceria esportiva que durou muitos anos.


Léo Batista em 1947


Na Rádio Globo, ele começou trabalhando como redator de notícias do programa O Globo no Ar, de Raúl Brunini. Depois, como locutor, fez história no rádio narrando o primeiro jogo de Mané Garrincha, e também como o primeiro jornalista a cobrir a morte do presidente Vargas.





Em 1955 ele trocou o rádio pela televisão, indo trabalhar na TV Rio, ao lado do amigo Luiz Mendes. Na emissora, Léo Batista não trabalhou somente com o esporte, apresentando programas de variedades, com A Voz de Ouro, um programa de calouros aspirantes a cantor. No canal, também ficou famoso como apresentador, ao lado de Luiz Mendes, do programa TV Ring, que cobria lutas de boxe.

Lá também apresentou o Telejornal Pirelli, que ficou anos no ar.


Eunice Caldas, Léo Batista e um calouro no programa A Voz de Ouro


Maysa e Léo Batista na TV Rio

Luiz Mendes, Léo Batista, um pugilista e Walter Clark na TV Rio



O jornalista também passou pela TV Tupi, na década de 1950, onde trabalhou no lendário programa Repórter Esso, como editor. Na Rede Globo Léo Bastista chegou em 1970, e tornou-se o rosto símbolo do esporte na emissora.

Ele começou no canal como freelancer, na cobertura da Copa do Mundo do México. Após a Copa, ele foi chamado as pressas para cobrir uma ausência de Cid Moreira no comando do Jornal Nacional, e acabou se saindo tão bem, que acabou contratado pela emissora, e passou a apresentar o programa aos sábados.


Léo Batista no Jornal Nacional

Léo Batista foi um dos criadores do programa Globo Esporte, em 1978, e também foi o primeiro apresentador do Jornal Hoje, em 1971, ao lado de Márcia Mendes e Luiz Jatobá.

Além disto, participou do Globo Rural e narrou os gols da rodada no Fantástico, ao lado da famosa zebrinha.


Léo Bastista no Globo Esporte


Léo Batista e Márcia Mendes no Jornal Hoje




Poucos sabem, as a sua voz inconfundível também foi usada para dublar diversos desenhos animados. Léo Batista começou como dublador em 1955, nos Estúdios Herbert Richers, e em 1958 ele foi fundador da empresa Rio Som, onde também trabalhou como diretor de dublagem, e narrador de diversos comerciais e filmes. Também foi dublador na ZIV, Cinecastro, Cinesom e Dlubason Guanábara. Em 1973 ele vendou a Rio Som, e afastou-se da dublagem.

Ente as obras que dublou, estão diversos desenhos da Marvel, como Thor, Homem de Ferro, Capitão América, Homem Aranha, e outros.

Léo Batista como o narrador de Capitão América


Léo Batista está atualmente aposentado, e em janeiro de 2022 sofreu uma grande tragédia, quando sua esposa Leyla Chavantes Belinaso, com quem ele era casado desde 1961, morreu acidentalmente na piscina da residência do casal. Foi o jornalista quem encontrou seu corpo no local.


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