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Barbra Streisand: A trajetória da diva da música e do cinema




A cantora, atriz e diretora Barbra Streisand é uma das estrelas mais versáteis e talentosas surgidas no Século XX. Com uma carreira de mais de seis décadas, ela alcançou o sucesso em vários campos do entretenimento, e está entre os poucos artistas vencedores dos prêmios Emmy, Grammy, Tony e Oscar, entre outros.



Barbara Joan Streisand nasceu em Williamsburg, Brooklyn, Nova York, em 24 de abril de 1942. Sua mãe, Diana Rosen era soprano, e havia tentando a carreira musical na juventude, mas abandonou os sonhos para trabalhar e ajudar a sustentar a sua família. Seu pai era professor do ensino médio.

Em 1943, pouco tempo depois de Barbra completar um ano de idade, seu pai faleceu , com apenas 34 anos de idade. A família se viu em uma situação financeira muito difícil, e sua mãe precisou trabalhar muito para alimentar os filhos, não tendo muito tempo para dar atenção as crianças. Streisand tem um irmão mais velho, chamado Sheldon, e uma meia-irmã, a cantora Roslyn Kind, do casamento anterior de sua mãe.


A pequena Barbra Streisand


Barbra Streisand e Roslyn Kind



De família judia, Barbra foi criada na tradição Ortodoxa, e aos 13 anos de idade, fez algumas gravações amadoras com sua mãe. Desde criança, ela era famosa no bairro do Brooklyn, cantando para os vizinhos e eventos locais.

Tanto que aos 9 anos de idade, ela fez um teste para a MGM Records, mas não foi aceita.


Barbra cantando com sua mãe



Aos 14 anos de idade Barbra Streisand estreou no teatro, coadjuvando Susan Strasberg em O Diário de Anne Frank, na Broadway. No seu tempo livre, ela ficava em bibliotecas estudando a biografia de grandes atrizes, como Sarah Bernhardt e Eleanora Duse. Além disto, ela lia grandes romances e teorias de atuação. Para complementar a renda, ela cantava em casamentos.

Aos 16 anos, após se formar no ensino médio, ela alugou um apartamento e foi morar sozinha, em busca de seu sonho do estrelato, apesar dos apelos da mãe para que ela ficasse fora do show bussines. As coisas não foram fáceis nesta época, e ela se mudava constantemente, e aceitava qualquer emprego que a mantivesse perto da vida teatral.

A pedido do namorado Barry Dennen, ela fez algumas gravações, e participou de um concurso de talentos em uma boate gay, no Greenwich Village, onde ela foi declarada vencedora.

Dennen mais tarde também teria uma carreira bem sucedida, e é mais lembrado por interpretar o Pilatos em Jesus Cristo Super Star (1973).


Barry Dennen e Barbra Streisand


A jovem cantora foi contratada para cantar na boate, e mudou seu nome para Barbra, por não gostar da grafia original de seu nome. Depois, ela foi contratada pela Boate Bon Soir, que era mais sofisticada, onde abria o show da comediante Phyllis Diller

E em 1961 ela foi cantar na Blue Angel, que era ainda mais sofisticada. Aos 20 anos de idade, sua trajetória de sucesso estava se estabelecendo, e em 1962 Barbra já era um nome bastante comentado.

Em 1961 ela cantou pela primeira vez na televisão, o que aumentou ainda mais sua crescente popularidade.



Em 1962 ela foi convidada para atuar na peça I Can get It For You Wholesale, onde ela contracenava com o ator Elliott Gould, por quem se apaixonou. Ela e Gould foram morar juntos, e o espetáculo fez tanto sucesso que a atriz e cantora foi indicada ao seu primeiro Tony, na categoria de coadjuvante.

O espetáculo também acabou tendo os números musicais lançado em disco, sua primeira gravação profissional.

Em 1963 ela e Gould se casaram, e o ator tornou-se pai de seu único filho.


Elliott Gould, Barbra Streisand e o filho do casal 


No início de 1962 ela foi contratada pela Columbia Records, que lançou seu primeiro disco solo. A canção I Can Get I For You Wholesale fez um enorme sucesso. Seu disco seguinte ficou no Top 10 da Billboard, e ganhou três prêmios Grammy, e a tornou a artista mais vendida dos Estados Unidos.

Em 1964, de volta a Broadway, com Funny Girl,  ela foi novamente indicada ao Tony, mas perdeu para Carol Channing, pelo sucesso Hello Dolly!. Em 1966 Funny Girl também foi aclamada nos palcos londrinos .

Em 1964 também, ela foi indicada pela primeira vez ao Emmy, por uma participação no The Judy Garland Show. No ano seguinte, ela ganhou o prêmio pela primeira vez, pelo especial My Name is Barbra (1965).


Barbra Streisand e Judy Garldan no The Judy Garland Show 




E em 1968 ela finalmente conquistou Hollywood, estreando em grande estilo como a estrela da versão cinematográfica de Funny Girl: A Garota Genial (Funny Girl, 1968). O filme fez muito sucesso, e fez dela uma estrela de cinema imediato.

Barbra ganhou o Oscar de Melhor Atriz, que foi dividido com a veterana Katharine Hepburn. Esta foi a única vez na história da premiação que ocorreu um empate.


Omar Sharif e Barbra Streisand em Funny Girl: A Garota Genial


Barbra Streisand e seu primeiro Oscar



Seus dois filmes seguintes também foram baseados em musicais da Broadway. Barbra fez Alô, Dolly! (Hello, Dolly, 1969), dirigido pelo astro dos musicais Gene Kelly, e em seguida fez Num Dia Claro de Verão (On a Clear Day You Can See Forever, 1970), dirigido pelo veterano Vincente Minnelli.


Barbra Streisand e Louis Armastrong em Alô, Dolly!




Seu quarto filme não era um musical, mas tambpém era baseado em um texto da Broadway, O Corujão e a Gatinha (The Owl and The Pussycat, 1970), que fez da cantora uma estrela de comédias românticas meio amalucadas, que fizeram  sucesso na época.

Barbra estrelou Essa Pequena é Uma Parada (What's Up, Doc?, 1972) e Além das Fronteiras do Lar (Up the Sandbox, 1972).




Barbra Streisand em Essa Pequena é Uma Parada


Em 1973 ela estrelou, ao lado de Robert Redford, o clássico Nosso Amor de Ontem (The Way We Were, 1973), outro grande sucesso de bilheteria. O filme deu a Barbra sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Atriz.



Robert Redford e Barbra Streisand em Nosso Amor de Ontem


Babra ainda atuou em Nossa, Que Loucura! (For Pete's Sake, 1974), e fez a sequência Funny Lady (Idem, 1975). E em 1976 estrelou o remake de Nasce Uma Estrela (A Star Is Born, 1976), sendo a terceira atriz a protagonizar esta história, depois recontada com Lady Gaga, anos mais tarde.


Barbra ganhou seu segundo Oscar, agora de melhor canção por Evergreen.





Entre 1969 e 1980 Barbra figurou na lista das maiores bilheterias cinematográficas, sendo a única atriz que fazia parte desta lista de sucessos.

Mas em 1981 ela fez seu primeiro fracasso de bilheterias, a comédia Tudo em Família (All Night Long, 1981), com Gene Hackman.



Gene Hackman e Barbra Streisand em Tudo em Família


Barbra havia sido a produtora da maioria de seus filmes, tendo criado a Barwood Films, em 1972. E apesar do fracasso de Tudo em Família, ela bateu o pé para levar adiante seu mais ousado projeto, Yentl (Idem, 1983), onde ela estreou como diretora, além de ser co-roteirista e a estrela do filme, é claro.

Nenhum estúdio queria financiar o filme, que acabou sendo outro grande sucesso, e recebeu cinco indicações ao Oscar (mas em nenhuma categoria principal). Barbra também tornou-se a primeira diretora a vencer o Globo de Ouro por este filme.


Barbra Streisand e Nehemiah Persoff em Yentl



Barbra Streisand em Yentl


Mas apesar do sucesso de Yentl, a artista afastou-se do cinema, dedicando-se mais a sua bem sucedida carreira de cantora. Ela só retornaria ao cinema em Querem Me Enlouquecer (Nuts, 1987). Depois, retornaria a função de diretora em O Príncipe das Marés (The Prince of Tides, 1991), que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme.

Seu filho, Jason Gould, também atuou no filme.


Nick Nolte e Barbra Streisand em O Príncipe das Marés


Jason Gould em O Príncipe das Marés




De volta a direção, ela fez O Espelho Tem Duas Faces (The Mirror Has Two Faces, 1996), que ela também atuou. A música The Mirror Has Two Faces foi indicada ao Oscar de Melhor Canção.



Lauren Bacall e Barbra Streisand em O Espelho Tem Duas Faces


Depois disto, Barbra Streisand ficou longe das telas do cinema por quase uma década, retornando a atuar na comédia Entrando Numa Fria Maior Ainda (Meet the Fockers, 2004). Ela repetiria o mesmo papel em Entrando Numa Fria Maior Ainda Com a Família (Little Fockers, 2010).


Dustin Hoffman e Barbra Streisand em Entrando Numa Fria Maior Ainda


Ela ainda faria a comédia Minha Mãe é Uma Viagem (The Guilt Trip, 2012), com Seth Rogen e fez uma participação em Modern Family, em 2016, seu último trabalho como atriz até o momento.



Seth Rogen e Barbra Streisand em Minha Mãe é Uma Viagem


Na carreira musical, ela gravou mais de 50 discos, e esteve diversas vezes no topo das paradas de sucesso, além de ter ganho o Grammy 9 vezes. Como cantora, fez shows pelo mundo todo, sempre sendo aclamada pelo seu talento excepcional.


Em 1998 ela casou-se novamente, com o ator James Brolin, com quem está até hoje. Ela só tem um filho, o ator Jason Gould (nascido em 1966).



Barbra Streisand e James Brolin

A artista namorou o futuro primeiro ministro do Canadá Pierre Trudeau, o ator Don Johnson (com quem gravou o dueto Till I Loved You, 1988), e os atores Richard Gere, Clint Eastwood, Liam Neeson, Jon Voight e Peter Weller,  e o tenista Andre Agassi. Há rumores de que ela também teve um relacionamento com o Príncipe Charles, da Inglaterra.




Barbra Streisand e o Príncipe Charles



Barbra Streisand atualmente






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