Carleton Carpenter, um dos últimos astros da MGM, morre aos 95 anos de Idade

Carleton Carpenter e Debbie Reynolds

O ator Carleton Carpertenter, famoso por fazer dupla com Debbie Reynolds na MGM, morreu no dia 31 de janeiro, aos 95 anos de idade. Carpenter faleceu em sua residência, de causas naturais.



Carleton Carpenter começou sua carreira como ator e mágico na Broadway, em 1944, e chamou a atenção da MGM, que o botou sob um longo contrato. Ele estreou no cinema em Fronteiras Perdidas (Lost Boundaries, 1949), que também tinha composições dele.

Ao longo dos anos, ele compôs músicas para estrelas como Debbie Reynolds, Kaye Ballard, Marlene Dietrich e Herminone Gingold.

Em 1950 ele foi um dos pretendentes de Elizabeth Taylor em O Papai da Noiva (Father of the Bride, 1950). Mas seu primeiro grande sucesso veio com Três Palavrinhas (Three Little Words, 1950), onde contracenou pela primeira vez com Debbie Reynolds.

No mesmo ano, fizeram Quando Canta o Coração (Two Weeks with Love, 1950), onde cantavam em dupla a canção Aba Daba Honeymoon. A música foi a primeira trilha sonora do cinema a ser lançada em disco, e vendeu mais de um milhão de cópias.




No cinema, Carlenton Carpenter fez Casa, Comida e Carinho (Sumer Stock, 1950), O Vale da Vingança (Vengeance Valley, 1951), O Direito de Viver (The Whistle at Eaton Falls, 1951) e foi astro de Meu Amigo, o Leão (Fearless Fagan, 1952), ao lado de Janet Leigh, e Céu de Prata (Sly Full of Moon, 1952). Ele também teve um papel de destaque no drama de guerra Dá-me Tua Mão (Take the High Ground!, 1953).






Em 1953, ao lado de Debbie Reynolds e Pier Angeli, Carleton Carpenter veio ao Brasil, numa visita de divulgação da MGM, que queria promover seus novos astros. Os atores de Hollywood estiveram inclusive visitando os Estúdios da Vera Cruz, onde conheceram nomes como Ruth de Souza, Vera Nunes, Anselmo Duarte e Mazzaropi. Já contamos esta história aqui.



Em 1953 ele também compôs uma canção natalina chamada Christmas Eve, que foi um dos discos mais vendidos daquele ano, e tornou-se um clássico das festas de final de ano.



Curiosamente, no auge da fama, Carlenton Carpenter desapareceu do cinema, e foi demitido da MGM sem explicações. Alguns historiadores acreditam que a demissão foi devido ao fato do ator ser gay, algo que destruía a carreira de qualquer astro de Hollywood.

Carpenter só apareceria no cinema em 1959, em Periscópio a Vista (Up Periscope, 1959), feito em um estúdio menor. Depois, apareceria eventualmente em algumas series de televisão, algumas das quais também escreveu o roteiro.

Longe das câmeras, tornou-se um autor de livros de suspense na década de 1970 e em 1981, após muitos anos, retornou ao cinema no filme Quem Matou Rosemary? (The Prowler, 1981). Ele ainda atuaria em The American Snitch (1983), antes de se aposentar definitivamente do cinema.








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