Morre a atriz e dubladora Dulcemar Vieira, mãe do dublador Nelson Machado


A atriz e dubladora Dulcimar Vieira, pioneira da dublagem brasileira e mãe do dublador Nelson Machado Filho (a voz do Quico, de Chaves), faleceu no dia 06 de agosto, aos 85 anos de idade. A morte da atriz foi divulgada pelo seu filho, através das redes sociais.

Dulcemar começou sua carreira como rádio atriz, no início da década de 1950, e atuou em diversas rádios paulistas e também nos primeiros anos da TV Tupi, onde fez novelas, teleteatros e programas variados. Ela foi casada com o ator, roteirista e diretor Nelson Machado.


Nelson Machado (pai) e Dulcemar Vieira

Dulcemar Vieira nasceu em Curitiba, em 28 de agosto de 1935. Seu pai era militar, e a família mudava-se constantemente. Radicada em Santos, Dulcemar ingressou na Rádio Santos, e posteriormente, foi para a Rádio Bandeirantes, na capital Paulista, onde fez parte do elenco do rádio teatro da emissora.



Foi na Rádio Bandeirantes que ela conheceu o ator Nelson Machado, com quem se casou em 1953. Na emissora, atuou em programas humorísticos como Expresso da Alegria, Carroussel dos Bairros, Aquarela, Conversa de Telefone, Pobre e Rico, Parque de Diversões, e nas novelas Os Sete Pecados Mortais e A Viagem. Também foi a protagonista da rádio novela infantil Branca de Neve (1955), interpretando a personagem título.

Ainda contratada pela Rádio Bandeirantes, também fez sua estreia no cinema, atuando em Simão, o Caolho (1952), que acabou sendo o único filme do qual participou.


Nelson Machado, Dulcemar Vieira, e Detínio de Paula (1952)


Em 1955 ela foi contratada pelas Emissoras Associadas, de Assis Chateubriand, passando a atuar nas Rádios Tupi e Difusora. Foi nesta época também que ela começou a atuar na TV Tupi, em São Paulo.



Célia Rodrigues e Dulcemar Vieira na Rádio Tupi (1956)

Na televisão, participou de diversos programas e atrações. Fez as novelas Alma Sem Deus (1956), O Palhaço (1956), A Vida Contínua (1956) e Um Romance de Arena (1956). Também atuou em diversos teleteatros da emissora. E apresentou o programa Música, Doce Música (1955).



Jaime Barcellos, Henrique Martins, Neyde Alexandre, Dulcemar Vieira, Néa Simões e Marly Bueno em Pigmaleão (1956), no TV de Vanguarda



Em 1959 a atriz voltou para a cidade de Santos, onde passa a produzir e apresentar o programa Você Aponta Para o Sucesso, ao lado do marido Nelson Machado. De volta a São Paulo, apresentou o programa Saudade Teu Nome é Mulher, na Rede Mulher de Televisão.

Em 1972 retornou a TV Tupi, atuando nas novelas Bel-Ami (1972) e Rosa dos Ventos (1973). Nesta época, ela também já se dedicava a dublagem, trabalho que ela iniciou na AIC, em 1966. Após deixar a TV Tupi, ingressou na TV Gazeta, mas no final da década de 1970 deixou a carreira na televisão, e mudou-se para Diadema.

Na AIC, fez trabalhos em diversas séries como A Feiticeira, Jeannie é Um Gênio, Jornada Nas Estrelas, Terra de Gigantes, Daniel Boone, Perdidos no Espaço, entre outros. Como dubladora, seu personagem fixo mais famoso é o da Irmã Sixto (Shelley Morrison) de A Noviça Voadora. Ela também dublou a Julie Anderson em A Caldeira do Diabo (1ª Temporada), Marta Wilson em Dennis, o Pimentinha, Tia Harriet, a tia de Larry Tate em A Feiticeira, Senhora Hold em Lancer, Martha Cass em Terra de Gigantes, Rainha Gamma em Perdidos no Espaço, entre outros.

Dulcemar permaneceu na dublagem até por volta de1972.

Dulcemar Vieira em frente aos estúdios da AIC


Dulcemar Vieira também fez teatro, e escreveu e dirigiu diversas peças, muitas delas com dedicadas ao público infantil.


Marilisi Tartarini, Marcelo Gastaldi (o dublador do Chaves), Dulcemar Vieira e Sílvio Navas, elenco da peça Três Peraltas na Praça (1969).


Dulcemar nunca abandonou a vida de atriz, passando a ser contadora de histórias nas escolas de Diadema. Em Maio de 2011, apresentou uma peça infantil chamada O Bosque dos Girassóis, no Centro Cultural Serraria e na Biblioteca Santa Luzia, em Diadema, ambas com entrada gratuita.



Dulcemar Vieira em 2011

Dulcemar foi casada com o ator Nelson Machado, entre 1953 e 1983. Com ele teve um casal de filhos, entre eles o também dublador Nelson Machado Filho.


Seu filho, Nelson Machado Filho

A atriz morava em uma casa de repouso em Diadema, e a causa da sua morte não foi divulgada.








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