Por Onde Anda? O cantor e ator Pat Boone




Dono de uma voz suave, Pat Boone tornou-se um dos mais populares intérpretes da década de 1950. Famoso cantor do gênero rock and roll, ele destoava dos outros astros do gênero da época, por ser mais comportado e certinho, que lhe valeu a alcunha de "O Elvis Cristão".

O sucesso musical de Pat Boone também o levou para as telas de cinema.




Charles Eugene Patrick Boone nasceu em Jacksonville, Flórida, em 01 de junho de 1934. Descendente do pioneiro norte-americano Daniel Boone (que foi vivido nas telas por Fess Parker), Pat Boone foi colega de Roy Orbinson na escola.

Sua carreira no entretenimento começou quando ele se apresentou em um programa de talentos para adolescentes em uma televisão de Nashville. Ele então começou a cantar em programas de TV e fez sua primeira gravação profissional em 1954. Boone começou a fazer sucesso fazendo versões de músicas gravadas por roqueiros negros, muitas vezes mudando sua letra para "corrigir erros de gramática" e tirando as frases de duplo sentido ou maliciosas.

Suas versões comportadas, e um jeito meio "engomadinho" fizeram de Boone um sucesso aprovado pelos pais dos adolescentes na época. Além disto, o cantor tinha uma vida pessoal regrada, e era casado com a atriz Shirley Boone, com quem ficou até a morte dela, em 2019.

Shirley gravou alguns discos ao lado do marido, e o casal teve quatro filhos.



Boone estourou nas paradas em 1955, com a versão de Aint That a Shame, gravada inicialmente por Fats Domino. Ele também fez sucesso com a versão comportada de Log Tall Sally e Tutti Fritti, de Little Richards.

Seis de seus maiores sucessos eram versões. Ao longo da carreira de cantor, ele vendeu 45 milhões de discos, e teve 38 sucessos no Top 40 das paradas de sucesso.


Aint That a Shame


Entre seus sucessos que não eram versões estão Moody River, Speedy Gonzalez (que era sobre o personagem Ligeirinho, e tinha a voz do dublador Mel Blanc na gravação), Bernadine, e a romântica April Love, que serviu de inspiração para o filme Primavera de Amor (April Love, 1957), que ele estrelou ao lado da atriz Shirley Jones.





Shirley Jones e Pat Boone em Primavera de Amor

Primavera de Amor foi um grande sucesso, e marcou a estreia do cantor no cinema. No mesmo ano, ele ainda atuou em O Sonho que Eu Vivi (Bernadine, 1957), que era inspirada em outro sucesso do artista.






No ano seguinte, Boone estrelou As Noites de Mardi Gras (Mardi Gras, 1958), e em 1959 estrelou um de seus maiores sucessos cinematográficos, o clássico Viagem ao Centro da Terra (Journey to the Center of the Earth, 1959).



Peter Ronson, James Mason, Pat Boone e Arlene Dahl em Viagem ao Centro da Terra


Pat Boone foi um dos cantores que mais atuou no cinema na década de 1960, normalmente atuando em comédias românticas e inocentes. Ele atuou em filmes como Casa-te Comigo (All Hands on Deck, 1961), Feira de Ilusões (State Fair, 1962), A Maior Atração (The Main Attraction, 1962), A Senha do Crime (The Yellow Canary, 1963), A Casa dos Fantasmas (The Horror of it All, 1964), Um Amor do Outro Mundo (Goodbye Charlie, 1964) e Os Perigos de Paulina (The Perils of Pauline, 1967).



Barbara Eden e Pat Boone em Casa-te Comigo



Pat Boone e Debbie Reynolds em Um Amor do Outro Mundo



Membro atuante de uma congregação pentecostal, Pat Boone interpretou um anjo no bíblico A Maior História de Todos os Tempos (The Greatest Story Ever Told, 1965), e viveu o pregador David Wilkerson no filme gospel A Cruz e a Navalha (The Cross and the Switchblade, 1970), que por muitos anos foi seu último trabalho no cinema.


Cartaz de A Cruz e a Navalha



Suas convicções religiosas, entretanto, limitaram a sua carreira cinematográfica. Contratado como astro pela FOX, ele recusou qualquer projeto que contracenasse com Marilyn Monroe, e processou o estúdio após ver a edição final de A Maior Atração, onde havia insinuação que seu personagem havia feito sexo com sua co-estrela Nancy Kwan.

A partir da década de 1960 ele passou a dedicar-se ao gênero gospel, e faz shows até hoje com este repertório, assim como seu irmão mais novo, Nick Todd, que também fez sucesso como astro pop na década de 1950, e hoje também canta gospel.

Em 2002 Pat Boone foi incluído no Hall da Fama da música Gospel.





Com posições bastante controversas, e apoiando políticos conservadores, Pat Boone é visto com frequência na televisão norte-americana, fazendo comentários políticos. Ele inclusive era um grande opositor de Barak Obama, tendo inclusive acusado o ex presidente baseado em teorias conspiratórias.


Em 2016 ele retornou ao cinema atuando no filme cristão Deus Não Está Morto 2 (God's Not Dead 2, 2016).



Pat Boone em Deus Não Está Morto 2


Pat Boone atualmente







Leia também:  A glamurosa Arlene Dahl


Curta nossa página no Facebook
Se inscreva no nosso canal do Youtube
Siga também nosso Instagram

Um comentário:

  1. Só um adendo: Bernardine tem no elenco Dick Sargent, que substituiu Dick York no papel de Darrin Stephens, o marido de Samantha em A Feiticeira. Esse também é o último filme de Janet Gaynor, de Nasce Uma Estrela (1937).

    ResponderExcluir

Se inscreva no nosso canal no Youtube

Postagem em destaque

A viagem de Clark Gable ao Brasil