O triste fim da atriz Gia Scala


A bela Gia Scala talvez seja mais lembrada pelo seu memorável papel em Os Canhões de Navarone (The Guns of Navarone, 1961), onde interpretou uma integrante da resistência grega, que ficou muda após sofrer terríveis torturas do exército nazista.

Pouco tempo depois, Gia Scala seria encontra morta, com apenas 38 anos de idade.

Gia Scala em Os Canhões de Navarone

Filha de pai italiano, com mãe irlandesa, Josefina Grazia Scoglio nasceu em Liverpool, Inglaterra, em 03 de março de 1934. Aos 3 anos de idade ela se mudou com a família para a Sicília, e aos 14 anos migrou para Nova York.

Gia estudou intepretação com Stella Adler e frequentou o Actors Studio, e recebeu um contrato com a Universal Studio, após participar de um programa de televisão. Ela estreou no cinema em uma pequena ponta em Tudo que o Céu Permite (All That Heaven Allows, 1955).



Gia ainda fez outros pequenos papéis nas telas, até conseguir uma melhor oportunidade em O Preço do Medo (The Price of Fear, 1956), que fez com que o estúdio lhe desse um pouco mais de atenção.

Gia fez o principal papel feminino no noir Clima de Violência (The Garment Jungle, 1957), e teve destaque em filmes como Não Caia n'Água Marujo (Don't Go Near the Water, 1957), A Espiã de Duas Caras (The Two-Headed Spy, 1958), Na Rota dos Proscritos (Ride a Crooked Trail, 1958) e Na Rota das Estrelas (Wernher von Braun, 1960).


Gia Scala em Clima de Violência

Na Rota dos Proscritos


Em 1961 ela recebeu muitos elogios pelo seu papel em Os Canhões de Navarone (The Guns of Navarone, 1961), onde contracenava com Anthony Quinn e Gregory Peck. O filme também fez muito sucesso, mas não garantiu a atriz a continuidade na Universal.




Curiosamente, sua consagração cinematográfica foi também o último grande filme de sua carreira. Problemas pessoais fizeram a atriz perder o controle, e prejudicaram sua vida artística.

A mãe de Gia havia falecido no final de 1957, e a atriz entrou numa profunda depressão. Ela também passou a beber muito, e acabou tornando-se alcoólatra. Emocionalmente abalada, Gia cometeu sua primeira tentativa de suicídio em 1958.

A atriz começou a se atrasar para as filmagens, e foi presa algumas vezes ao dirigir embriagada, além e a Universal resolveu que não iria gastar recursos para tentar preservar a imagem de sua contratada.

Em 1959 Gia havia se casado com o ator Don Burnett, com quem havia contracenado em Não Caia n'Água Marujo. A carreira de Burnett (que depois tornou-se um bem sucedido corretor da bolsa de valores) nunca havia emplacado, e com Gia demitida, o casal aceitou ir para à Europa, fazer um filme de baixo orçamento, Il Trionfo di Robin Hood (1962), que tinha o casal como protagonistas.

Este foi o último filme de Don Burnett.


Don Burnett e Gia Scala em Il Trionfo di Robin Hood

As crises da atriz eram tão graves, que ela foi internada algumas vezes em clínicas psiquiátricas. Nos intervalos, durante a estabilidade, ela conseguiu alguns trabalhos na televisão, aparecendo em séries de TV como Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of the Sea) e Tarzan, a série estrelada por Ron Ely.


Gia Scala em Viagem ao Fundo do Mar

Seu último trabalho no cinema foi no filme espanhol Operación Dalila (1967). Na televisão, ela aindafez participações nas séries O Rei dos Ladrões (It Takes a Thief) e Os Audaciosos (The Name of the Game), ambas em 1969.


Tina Scala em O Rei dos Ladrões

Em setembro de 1970 Don Burnett e Gia Scala se divorciaram, e o ator pediu uma ordem restritiva contra ela, alegando temer agressões. Um ano após o divórcio, ele voltou a se casar, com a também atriz Barbara Anderson.

Gia Scala, que estava se recuperando, voltou a beber. Ela chegou a se jogar da ponte de Londres, mas foi resgatada por um taxista que a socorreu. Ela voltou a ser presa após agredir um funcionário de um estacionamento, após se recusar a pagar 50 centavos a mais por ter ultrapassado o tempo contratado.

E em julho de 1971 ela sofreu um grave acidente de carro, após capotar seu veículo em um desfiladeiro. A atriz perdeu o dedo indicador no acidente. Sua amiga, a atriz Anna Kashfi (a falsa hindu que enganou Hollywood e casou-se com Marlon Brando), pediu a guarda legal de Gia, que estava mentalmente incapacitada judicialmente.

Tina então começou a pintar como terapia, e passou a conviver mais com a irmã mais nova, a atriz Tina Scala. E aparentava estar melhorando, tanto que saiu da casa de Kafshi.

Mas em 30 de abril de 1972 ela foi encontrada morta em um quarto de hotel, após misturar álcool e pílulas para dormir. Ela tinha apenas 38 anos de idade.

A autopsia atestou overdose acidental, mas Tina Scala nunca aceitou o fato de que a irmã teria cometido suicídio. Principalmente pelo fato da atriz ter sido encontrada nua na cama, com hematomas em seu corpo, e sangue no travesseiro.

Para muitos, a atriz na verdade foi assassinada, mas a polícia nunca deu muita importância para o caso, que foi encerrado rapidamente.




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