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A breve e trágica vida de Susan Cabot


Em 1986 a atriz Susan Cabot foi assassinada, com apenas 59 anos de idade, pelo próprio filho. Chegava ao fim a curta e triste trajetória da artista, cuja conturbara vida privada foi devastada durante o julgamento de seu rebento.


Susan Cabot era o nome artístico de Harriet Pearl Shapiro, nascida em Boston, no dia 09 de julho de 1927. Seu pai a abandonou ainda bebê, e sua mãe teve um surto psicológico, precisando ser internada.

Susan então foi mandada para um orfanato, e foi adotada e devolvida oito vezes. Nas casas onde morou, sofreu espancamentos e foi estuprada constantemente por seus pais adotivos. Aos 17 anos ela se casou com um antigo colega do orfanato, apenas para poder deixar a instituição. Ela se divorciaria em 1951.

Ainda criança, ela já demonstrou os primeiros transtornos psicológicos.

Susan Cabot era excelente cantora, e trabalhava cantando em boates de Nova York para complementar a renda doméstica. Ela foi descoberta por um agente da Fox, que a levou para o cinema.

Seu primeiro filme foi O Beijo da Morte (Kiss of Death, 1947), onde ela aparecia como figurante. Depois disto, ficou três anos encostada, até ser emprestada para Columbia, onde estrelou o filme de aventuras exóticas Samoa (On the Island of Samoa, 1950), ao lado de Jon Hall.

Jon Hall e Susan Cabot em Samoa

Após alguns trabalhos insignificantes, ela foi contratada pela Universal, onde teve melhores oportunidades. Seu primeiro trabalho de destaque no estúdio foi em Coração Selvagem (Tomahawk, 1951), onde interpretou uma índia.


Foi também no ano de 1951 que ela se separou do primeiro marido, e começou um relacionamento com o Rei Hussein, da Jordânia. Durante o julgamento do filho de Cabot, veio a público os bastidores do encontro do casal, que causou um certo escândalo na época, apesar dos esforços de se abafarem o caso. Susan era judia, e Hussein praticante da fé muçulmana.

Em uma visita a Los Angeles, ele demonstrou interesse em ter a companhia feminina de belas atrizes do cinema, e a CIA patrocinou o encontro do monarca com atrizes inciantes. Um memorando do estúdio enviado para a atriz, e apresentado no tribunal, dizia "queremos que vá para a cama com ele".

O Rei Hussein, da Jordânia

Susan nunca se tornou uma estrela, ficando restrita a papéis de apoio em filmes exóticos, como O Príncipe Ladrão (The Prince Who Was a Thief, 1951), Paixão de Beduíno (Flame of Araby, 1951), e O Filho de Ali Babá (Son of Ali Baba, 1952).

Susan Cabot em Paixão de Beduíno

Ela também estrelou dois western, A Morte Tem Seu Preço (Gunsmoke, 1953) e Traição Cruel (Ride Clear of Diablo, 1954). Mas insatisfeita com a carreira na Columbia, ela pediu rescisão do seu contrato, que foi aceito, sem multa.


A atriz passou a dedicar-se ao teatro em Nova York, e posteriormente retornaria a Hollywood, pelas mãos do diretor de filmes de baixo orçamento Roger Corman. Com ele, atuou em Sorority Girl (1957), Carnival Rock (1957), The Saga of the Viking Women and Their Voyage to the Waters of the Great Sea Serpent  (1957), Guerra dos Satélites (War of the Satellites, 1958), Dominados Pelo Ódio (Machine-Gun Kelly, 1958) e o hoje cult A Mulher Vespa (The Wasp Woman, 1959).


Após 1959 a atriz viveu anos reclusa, embora tenha atuado em uma série de TV por uma ocasião, na década de 70. Na década de 80, ela já estava com graves problemas mentais, incluindo uma forte depressão, pensamentos suicidas e fobias irracionais. Seu psicólogo mais tarde diria que ela estava tão perturbada, que teve que encerrar as sessões, pois não tinha estrutura emocional para lidar com ela.

Em 1968 ela havia se casado novamente, com um homem chamado Michael Roman, com quem ficou casada até 1983. Oficialmente, ele é pai de seu único filho, Timothy Scott Roman. Roman , o filho, sofria de nanismo, e tomou hormônios a vida toda para tentar crescer, mesmo assim, só conseguiu atingir 1,62 de altura.

A relação deturpada com a mãe e o uso constante de medicação, também afetaram a saúde mental do rapaz. Em 10 de dezembro de 1986 Roman matou a mãe, dando golpes com uma barra de musculação. O corpo da atriz foi encontrado em uma mansão deteriorada, repleta de lixo, devido sua acumulação compulsiva.

No tribunal, Timothy Roman depôs em cima de um caixote. Ele disse que a mãe o acordou gritando, e ela já não o reconhecia mais. Susan tentou agredi-lo com uma barra de peso. O rapaz, então com 18 anos, disse que conseguiu tirar a barra da mãe, e pegou o telefone para chamar a emergência, foi quando ela o atacou com um bisturi. Roman então pegou a barra e a agrediu, para se defender.

Ele foi acusado de homicídio involuntário, e foi condenado a dois anos de reclusão em uma instituição mental, com mais três anos de liberdade condicional.

Timothy Scott Roman


Durante o processo de julgamento, também veio a público que apesar da condição mental da atriz, ela tinha uma vida financeira bastante confortável, principalmente devido a uma pensão mensal que recebia do governo da jordânia. 

Timothy Scott Roman faleceu em 2003, em consequência do seu problema de saúde, com apenas 38 anos de idade.






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