Crítica: Um Príncipe em Nova York 2


Em 05 de março de 2021 estreou a tão aguardada sequência de Um Príncipe Em Nova York (Coming to America, 1988), um dos filmes mais bem sucedidos da carreira de Eddie Murphy.

O filme chega ao público atrasado, sua previsão de estreia era em agosto de 2020, mas a pandemia do Covid-19 atrasou a produção, e fez a Paramount desistir do projeto e vender o projeto para a Amazon Prime, que nos trás Um Príncipe em Nova York 2 (Coming 2 America, 2021) através do serviço de streaming.


Eddie Murphy agora vive o Rei Akeem, líder do reino de Zamunda. Pai de três filhas mulheres (uma delas interpretada por sua filha na vida real, Bella Murphy), descobre que teve um filho homem durante sua viagem aos Estados Unidos, e retorna à América para procurar seu herdeiro masculino, para ser seu sucessor.

Bella Murphy, filha de Eddie, interpreta a princesa Omma

Muitos atores do elenco original estão de volta nesta esperada sequência. O clima de reunião e referências a produção original (com direito a imagens do primeiro filme) emocionam os fãs. Não faltam também homenagem aos membros do elenco já falecidos, como Madge Sinclar, a Rainha Aleon (que morreu em 1995) e até mesmo aos veteranos Don Ameche e Ralph Bellamy, os excêntricos irmãos Duke.

Calvin Lockhart, que interpretou o Coronel Izzy foi o único dos membros do elenco que já partiram que foi substituído. Lockhart morreu em 2007, e agora seu personagem, promovido a General é interpretado por Wesley Snipes.



Mas o clima de nostalgia não segura o ritmo da produção. Alguns dos artistas que retornaram a produção aparecem tão pouco, e suas participações se tornaram quase desnecessárias no roteiro da obra. Loui Anderson e Vanessa Bell Calloway praticamente viraram figurantes, e até mesmo a participação de James Earl Jones nos deixa com gostinho de queria mais.

Mesmo o lendário Morgan Freeman, em uma participação especial como um mestre de cerimônias parece desperdiçado.

 



Na busca pelo herdeiro Lavelle Junson (papel de Jemaine Fowler), Um Príncipe em Nova York 2 na verdade passa pouco tempo em Nova York, já que a trama se passa mais no reino de Zamunda, chamado de Wakanda em uma das boas piadas do filme.

O humor fica por conta das referências leves a obras como O Rei Leão e Pantera Negra, e as críticas a remakes e sequências "de filmes velhos que ninguém quer ver". Como diz o príncipe Lavelle "para que estragar um clássico?"

Lavelle Johnson e Leslie Jones

Um Príncipe em Nova York 2 até tenta discutir alguns temas sérios, como o fato do rebelde Akeem de outrora ter se rendido a tradições arcaicas, e um tanto machistas (a busca o seu herdeiro homem para ser sucessor ao trono, embora a filha mais velha de Akeem tenha treinado a vida inteira para poder corresponder a esta responsabilidade), mas não vai além do básico e raso discurso, timidamente apresentado.

Com ares de quase um musical, inclusive com a presença da cantora Teyana Taylor em um dos papéis de destaque, somos deliciados com algumas participações pra lá de especiais de ícones da música, como Gladys Knight e Salt-N-Pepa, que rendem bons momentos de nostalgia.

Teyana Taylor

Sem muitas pretensões, o filme tem ares de reunião da escola, com o reencontro de velhos amigos, o que garante bons momentos para os telespectadores. Mas se assistirmos sem o olhar saudosista, que vibra ao ver velhos personagens e referencias ao filme de 1988, o roteiro é um tanto rápido, com problemas e soluções apresentadas muito rapidamente. Talvez o maior erro tenha sido não trazer de volta também o diretor original, John Landis.

Um Príncipe em Nova York 2 é agradável e divertido, e entretém aos fãs, mas não espere um novo clássico. Para quem não assistiu ao primeiro, talvez seja desinteressante.

Assista até o final, pois tem cena extra pós créditos, ao estilo Vingadores.

Veja também o Antes e Depois do Elenco de Um Príncipe em Nova York.



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