Como James Earl Jones superou a gagueira e a mudez para se tornar o dono de uma das vozes mais poderosas de Hollywood


O consagrado ator James Earl Jones é dono de uma das vozes mais potentes e famosas de Hollywood. Como esquecer a voz de Mufasa, o pai de Simba em O Rei Leão (nas versões de 1994 e 2019), ou do icônico Darth Vader na saga Star Wars?

Mas sabia que na infância, James Earl Jones sofria com uma gagueira tão forte, que parou de falar por volta de cinco anos, com vergonha de sua condição.



Nascido em Arkabutla, Mississippi, em 17 de janeiro de 1931, James Earl Jones era filho de uma empregada doméstica e do boxeador Robert Earl Jones (1910-2006), que posteriormente se tornou ator.

Seu pai abandonou a família, logo após James nascer. Sem condições de criar o filho, sua mãe o entregou para os avós maternos, quando ele tinha cinco anos de idade.  Jones foi viver em uma fazenda no interior, e a mudança foi tão traumática para o menino, que ele desenvolveu uma gagueira muito forte.

Envergonhado, se calou. Um ano depois foi enviado para a escola, e passou seu primeiro ano de colégio completamente mudo, com vergonha dos colegas. Até que Donald Crouch, seu professor de inglês, descobriu que o menino gostava de escrever poesias. Ele começou a estimular James a escrever, e depois convenceu o menino a declamar para ele.

Através da poesia, o professor ensinou o menino a falar com a voz de baixo, um tom de voz masculina grave, hoje a marca registrada do ator, dono de uma das melhores oratórias da história do cinema.

O pequeno James Earl Jones

O professor influenciou tanto a vida do menino tímido, criado pelos avós em uma região rural, que James Earl Jones resolveu ser ator, e mudou para Nova York na década de 1950, para tentar conseguir papéis no teatro. Foi em Nova York que ele viu seu pai pela primeira vez, com quem se reconciliou. Robert Earl Jones fez alguns filmes, como Golpe de Mestre (The Sting, 1973).


Robert Earl Jones

Jones ingressou no teatro na década de 1950, e estrearia no cinema na década seguinte. Em uma de suas primeiras peças, The Congo (1957), a revista Variety escreveu sobre o ator: "James Earl Jones interpreta o pregador, ele tem uma boa voz, capas de constraste efetivo, mas a dicção abafada torna-o ocasionalmente difícil de entender."


O jovem James Earl Jones


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