Nancy Olson, última sobrevivente do elenco de Crepúsculo dos Deuses


O clássico Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950), completou 70 anos em 2020. Nancy Olson, a atriz que interpretou a aspirante a escritora Betty Schaefer, é a única integrante do elenco (e equipe) que ainda vive.

Por este papel, ela recebeu sua única indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.


Nancy Ann Olson nasceu em 14 de julho de 1928, em Milwaukee, Wisconsin. Após terminar a faculdade, ela estreou como atriz no teatro, até ser descoberta por um agente da Paramount, que lhe ofereceu um contrato cinematográfico, em 1948.

Sua estréia nas telas ocorreu em O Retrato de Jennie (Portrait of Jennie, 1948), em um pequeno papel de apoio. No ano seguinte, recebeu um papel maior no western Devastando Caminho (Canadian Pacific, 1949). 

Ainda em 1949 Cecil B. DeMille a convidou para interpretar Dalila no clássico Sansão e Dalila (Samson and Delilah, 1949), mas a atriz achou que não estava preparada para uma personagem tão importante, e declinou o papel, que foi interpretado pela atriz Hedy Lamarr.

Nancy Olson em Devastando Caminho

Caminhando pelos estúdios da Paramount, ela foi seguida pelo diretor Billy Wilder, que a abordou e a convidou para atuar em Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950), onde interpretou o interesse romântico de William Holden, o objeto de desejo da decadente atriz Norma Desmond (interpretada por Gloria Swanson).



A parceria com Holden foi considerada um grande sucesso, e o estúdio os colocou contracenando juntos em outros três filmes, Rastro Sangrento (Union Station, 1950), Quando Passar a Tormenta (Force of Arms, 1951) e O Tigre dos Mares (Submarine Command, 1951).


Ela também atuou em filmes como Uma Aventura Perigosa (Big Jim McLain, 1952), Meu Filho, Minha Vida (So Big, 1953), Aço de Boa Têmpera (The Boy From Oklahoma, 1954), Qual Será o Nosso Amanhã? (Battle Cry, 1955). Mas apesar de ser escalada para grandes produções, a atriz nunca mais repetiu o sucesso de Crepúsculo dos Deuses.

John Wayne e Nancy Olson em Uma Aventura Perigosa

Em 1950 ela se casou com o compositor Alan Jay Lerner, com quem teve duas filhas. A partitura de de My Fair Lady, o grande sucesso escrito por seu marido, em 1956, foi dedicado a ela.

Na metade da década de 50 Nancy deixou o cinema para dedicar-se a criação dos filhos, mas trabalhou eventualmente na televisão. Divorciada de Lerner em 1957, ela retornou as telas em 1960, em produções do estúdio Disney.

Na Disney, Nancy Olson atuou em Pollyana (Idem, 1960), O Fantástico Super-Homem (The Absent Minded Professor, 1961), O Fabuloso Criador de Encrencas (Son of Flubber, 1963), Smith! (Idem, 1969) e Folias na Neve (Snowball Express, 1972).

Nancy Olson e Halley Mills em Pollyana

Na década de 70 ela se mudou para Nova York, e passou a dedica-se mais ao teatro, mas fez diversas participações em séries de televisão. Nesta década, sua única participação no cinema foi no filme catástrofe Aeroporto 75 (Airport 1975, 1974), ao lado de um grande elenco de astros, como Charlton Heston, Karen Black, Mirna Loy e Gloria Swanson, sua antiga colega de Crepúsculo dos Deuses.

Nancy Olson em Aeroporto 75

Após atuar em Fazendo Amor (Making Love, 1982) e na série Paper Dolls (1983), ela anunciou sua aposentadoria. Mas em 1997 foi convidada para fazer uma participação especial em Flubber: Uma Invenção Desmiolada (Flubber, 1997), que era um remake de  O Fabuloso Criador de Encrencas (Son of Flubber, 1963), que ela havia estrelado na Disney, muitos anos antes.

Nancy Olson em Flubber: Uma Invenção Desmiolada

Após este retorno, fez mais uma participação em uma série de TV e atuou em Dumbbells (2014), uma comédia dirigida por seu filho Christopher Livingston, fruto de sua união com o produtor musical Alan Livingston (criador do palhaço Bozo), com quem ela se casou em 1962. O casal permaneceu juntos até a morte de Alan, em 2009.

Nancy Olson e o filho, na pré estreia de Dumbbells

Nancy Olson atualmente



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