Que Fim Levou? O Elenco de Papai Sabe Tudo (antes e depois)


Em 1954 a rede de televisão CBS levou ao ar a série Papai Sabe Tudo (Father Know Best, 1954-1960), que já era fazia um enorme sucesso no rádio, desde 1949. O programa mostrava o dia a dia família Anderson, a personificação da família classe média norte-americana perfeita, e pudica (cujos pais dormiam até em camas separadas, devido aos códigos de de censura e moralidade da época).


No Brasil, a série chegou em 1960, exibida pela TV Tupi, sendo exibida pela emissora até 1966. Também passou pela Rede Globo, TV Rio e TV Cultura, e atualmente é exibida na Rede Brasil de Televisão.

O elenco fixo era pequeno, apenas papai, mamãe e os três filhos. Mas muitos astros apareceram nos diversos episódios, durante os seis anos em que a série foi produzida. Entre eles, a rainha da dublagem June Foray, em uma rara aparição em frente as telas. E veteranos do cinema, como Sue England, Katina Paxinou e Greer Garson.

Robert Young e Greer Garson em Papai Sabe Tudo

Outros, ainda em começo de carreira, viriam a alcançar a fama posteriormente, como Robert Vaugh, Dick York, Rita Moreno, James Franciscus, o futuro Tarzan Ron Ely, Jonathan Harris e Bobby Diamond, o menino que estrelou a série Fúria.

Veja o que aconteceu com o elenco de
Papai Sabe Tudo:


  • Robert Young (1907-1998)


O papai que sabia de tudo, Robert Young era o único do elenco original que trabalhou também no programa de rádio. Na década de 40, havia estrelado diversos filmes em Hollywood, como Rancor (Crossfire, 1947) e Sol de Outono (H.M. Pulham, Esq., 1941).


A série foi cancelada após Robert Young pedir para não renovarem seu contrato, pois estava cansado de fazer o mesmo papel desde 1949 (quando começou a atuar no programa de rádio). Após o fim da série, ainda fez sucesso em outro programa, Marcus Welby, M.D. (1969-1976).

Robert Young, no rádio

Atuou até 1988, e faleceu em 21 de julho de 1998, aos 91 anos de idade.




  • Jane Wyatt (1910-2006)


A matriarca Margareth Anderson também era uma veterana das telas, tendo estreado no cinema em 1934. Sua carreira declinou no final da década de 40, quando protestou contra a perseguição política sofrida por muitos atores. Papai Sabe Tudo foi sua volta às telas em grande estilo, mesmo que na televisão.


Wyatt personificava a dona de casa perfeita, e fez muita publicidade de produtos domésticos.


Após o fim da série, atuou muito como convidada em séries de televisão, e se aposentou em 1992.

Jane Wyatt morreu em 20 de outubro de 2006, aos 96 anos de idade.




  • Billy Gray (1938)


Filho da atriz Beatrice Gray, Billy interpretava o filho adolescente do casal, Bud. Billy tinha 16 anos na época, e já estava no cinema desde 1943. Mas foi Papai Sabe Tudo que fez ele famoso, e lhe deu um prêmio Emmy e uma carreira de cantor teen, na década de 50.

Billy Gray conquistou os corações de muitas meninas da época.

Billy Gray ator mirim


Deixou o cinema no final da década de 70, para dedicar-se ao motociclismo. Ele também é o inventor da palheta de guitarra F-1. Em 1996, fez um pequeno e solitário retorno às telas.



Uma curiosidade, no Brasil o personagem foi dublado por Marcelo Gastaldi, em seu primeiro trabalho nas dublagens. Gastaldi é mais conhecido hoje como o dublador de Chaves e Chapolim.


  • Elinor Donahue (1937)


Betty, a filha mais velha da família Anderson, estreou no cinema em 1943, e foi dançarina em diversos musicais. Ela inicialmente foi recusada nos testes para a série, mas Robert Young gostou da menina, e pediu para lhe darem um novo teste.

Antes da segunda sessão, Young sentou com ela por horas, conversando paternalmente sobre o papel e fazendo com que ela ficasse tranquila e se saísse bem em sua segunda audição. 


Elinor, dos jovens integrante do elenco, foi a que teve a melhor carreira após a série. Nos anos 90 atuou no clássico Uma Linda Mulher (Prety Woman, 1990), e esteve na série Dra. Quinn. Recentemente, esteve em O Diário da Princesa 2: O Casamento Real (The Princess Diaries 2: Royal Engagement, 2004) e na novela Young and the Restless.

Elinor Donahue em Uma Linda Mulher



  • Lauren Chapin (1945)


A pequena Kathy Anderson, a filha mais nova da família, Lauren Chapin é irmã dos também atores mirins Billy e Michael Chapin. Ela estreou na televisão em 1952, e fez um pequeno papel em Nasce uma Estrela (A Star is Born 1954), estrelado por Judy Garland.


Ela parou de atuar com o fim da série, e em 2016 revelou em um livro que após ser estrela mirim, teve uma vida conturbada, que nada lembrava a família comercial de margarina de Papai Sabe Tudo. Ela se casou com apenas 16 anos de idade, e ficou viciada em pílulas para emagrecer. Posteriormente, passou para drogas mais pesadas, como a heroína.

Sua família havia roubado todo seu fundo fiduciário, composto pelo dinheiro que ganhou com a série. Falida, atuou em The Amourous Adventures of Don Quixote and Sancho Panza (1976), um filme de conteúdo erótico.

E ela chegou a ser presa, e trabalhou por um período como prostituta, para sustentar o vício. Após a prisão, ela encontrou a religião e se reabilitou.


Ela voltou a atuar na série infantil School Bus Diaries (2016-2017).

Lauren Chapin em School Bus Diaries

Em 1977, todo o elenco original da série se reuniu no filme A Reunião do Papai Sabe Tudo (The Father Knows Best Reunion, 1977). No mesmo ano, fizeram outro filme, o natalino Father Knows Best: Home for Christmas (1977).



Nos filmes do reencontro do elenco, Kyle Richards, do reality show The Real Housewives of Beverly Hills, interpretava uma das filhas de Betty.



Papai Sabe Nada


No Brasil, entre 1963 e 1966 a TV Record produziu a série Papai Sabe Nada, que era uma paródia de Papai Sabe Tudo, estrelada por Renato Corte-Real e sua família (a esposa Bisu, e os filhos Renato Corte-Real Jr. e Ricardo Corte-Real).





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Al Lewis, o eterno Vovô Monstro


Em 1964, embora já tivesse uma carreira posterior, o público se encantou com o trabalho do ator Al Lewis, que encarnava o divertido Vovô Monstro, na série Os Monstros (The Munsters, 1964-1966). Lewis era o pai da matriarca Lily, personagem de Yvonne de Carlo.

Elenco da série Os Monstros

A biografia de Al Lewis é um pouco confusa. O ator dizia ter nascido em 1910, mas após a sua morte seu filho revelou que o pai na verdade nasceu em 30 de abril de 1923. Ele mentiu a idade, para parecer mais velho, para conseguir o papel em Os Monstros, pois era apenas um ano mais velho que Yvonne de Carlo, que interpretava sua filha.

Abraham Meister, seu nome real, também inventou um passado biográfico, para confirmar a idade alegada, incluindo uma carreira no rádio, na década de 30. Segundo Lewis, ele também havia trabalhado em espetáculos do vaudeville, mas só existem registros do ator, na Broadway, a partir dos anos 50.

Seu primeiro filme foi feito em 1957, na Itália, e tinha o sugestivo nome Os Vampiros (I Vampiri, 1957). Era uma pequena ponta, não creditada, mas anos mais tarde Lewis consagraria-se como um simpático vampiro, na televisão.

Nos anos seguintes, fez aparições em séries de TV, e começou a despontar na série Car 54, Where Are You?, (1961-1963). Na série ele tinha um personagem fixo, mas curiosamente, interpretou um personagem diferente durante toda a primeira temporada.

Fred Gwynne, o futuro Herman Monstro, também atuava nesta série.

Al Lewis em Car 54, Where Are You?

O ator retornou ao cinema em O Mundo de Henry Orient (The World of Henry Orient, 1964), mesmo ano que passou a interpretar seu personagem mais famoso, o Vovô Monstro.

Al Lewis, Merrie Spaeth e Tippy Walker em O Mundo de Henry Orient

Yvonne de Carlo, Fred Gwynne e Al Lewis em Os Monstros

A série fez um enorme sucesso, e até hoje é reprisada pelo mundo inteiro. No Brasil, a série foi originalmente exibida pela Rede Globo, e Jefferson Duarte emprestou a sua voz para o carismático Vovô.


A série acabou em 1965, mas devido o sucesso que ainda tinha com os fãs, em 1966 os personagens retornaram para um longa metragem, chamado Monstros, Não Amolem! (Munster, Go Home!, 1966). E apesar da série ser em preto e branco, o filme era em cores.


Após a série ser cancelada, seu primeiro papel foi como Zalto, na série Perdidos no Espaço (Lost in Space), em 1967.

Al Lewis em Perdidos no Espaço

No cinema, atuou no clássico A Noite dos Desesperados (They Shoot Horses, Don't They?, 1969), estrelado por Jane Fonda. Na Disney atuou em Marinheiros Desastrados (The Boatniks, 1970), e também apareceu em Esse Louco Me Fascina (They Might Be Giants, 1971).

Al Lewis e Gig Young em A Noite dos Desesperados

Robert Zemicks lhe deu um papel importante em Carros Usados (Used Cars, 1980). No ano seguinte, voltou a vestir a capa e os dentes postiços do Vovô Monstro, no telefilme A Vingança dos Monstros (The Munster's Revenge, 1981).

Ao longo dos anos, Lewis repetiria o personagens inúmeras vezes, em filmes, séries, eventos, comerciais e tudo mais que fosse possível. Quando perguntado se não ficava incomodado por interpretar sempre o mesmo personagem, respondeu: "isto paga minhas contas."




No cinema, ainda apareceu em filmes como De Caso com a Máfia (Married to the Mob, 1988), e fez uma participação especial em Chamando Carro 54 (Car 54, Where Are Yoy?, 1994), filme baseado na primeira série de tv em que o ator fez sucesso.

Em 1995 também fez uma participação especial em Os Monstros Estão de Volta (Here Come the Munsters, 1995). O filme era um piloto de uma série de televisão, que pretendia trazer Os Monstros de volta, mas cujo projeto não foi pra frente. Com atores mais novos nos papéis principais, o elenco veterano se reuniu para uma pequena homenagem, como clientes em um restaurante.

Al Lewis e os antigos colegas em Os Monstros Estão de Volta, Fred Gwynne não participou, pois já havia falecido

Seu último trabalho no cinema foi em um filme de terror de baixo orçamento, chamado Night Terror (2002). Em 1988 ele abriu um restaurante, e no ano seguinte, um clube de comédia, onde sempre se apresentava, e até o fim da vida, participou de um programa diário de rádio.

Em 1998 ele foi candidato a governador de Nova York, pelo Partido Verde, e fez mais de 50 mil votos. Um montante expressivo para uma campanha sem patrocínio.

O ator foi casado duas vezes, e era pai de dois filhos.

Al Lewis faleceu em 03 de fevereiro de 2006.





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Ator indiano Irrfan Khan, de Quem Quer Ser Um Milionário e Jurrasic World, morre aos 53 anos de idade


O ator indiano Arrfan Khan, que atuou em filmes como Quem Quer Ser Um Milionário (Slumdog Millionarie, 2008) e Jurrasic World: O Mundo dos Dinossauros (Jurrasic World, 2015) morreu no dia 29 de abril, aos 53 anos de idade.

Khan em Quem Quer Ser Um Milionário

Sahabzade Irfan Ali Khan nasceu em 07 de janeiro de 1967, e era um dos atores mais populares da nova geração de Bollywood, a indústria cinematográfica da Índia. Ele estreou no cinema Salaam Bombay! (1988), atuando em mais de 100 filmes indianos ao longo de sua carreira.

Em 2001 ele atuou no inglês Um Guerreiro Solitário (The Warrior, 2001), que lhe deu projeção internacional.

Em Hollywood, teve papéis de destaque em super produções como O Espetacular Homem Aranha (The Amazing Spider-Man, 2012), A Vida de Pi (Life of Pi) e Jurrasic World: O Mundo dos Dinossauros (Jurrasic World, 2015). Mas é mais lembrado pelo policial em Quem Quer Ser Um Milionário (Slumdog Millionarie, 2008), filme que recebeu oito Oscars.

Khan estava gravando Angrezi Medium (2020), produção que teve as filmagens suspensas, devido a pandemia mundial do coronavírus.

Em 2018 o ator havia sido diagnosticado com um raro tumor neuroendócrino, e ele faleceu em 29 de abril de 2020, devido a uma infeccção do cólon. O ator, de apenas 53 anos, deixa esposa e dois filhos.


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Olga Tschechowa, a atriz protegida de Hitler, era uma espiã que planejou matá-lo


Por muitos anos a atriz Olga Tschechowa foi considerada uma colaborada do nazismo. A estrela russa, radicada na Alemanha, era constantemente vista ao lado de Adolf  Hitler, e durante a Segunda Guerra Mundial, fez filmes de propaganda do regime do Fuher, produzidos por Joseph Goebbels, o chefe de propaganda do III Reich.

Porém, em 2004, seu biografo Antony Beevor, apresentou documentos que provavam que na verdade, a atriz usava sua influência com os líderes nazistas para vazar informações importantes para os países que lutavam contra a Alemanha, e que chegou mesmo a fazer parte de um plano mirabolante para matar Hitler, ao estilo da Shosanna, de Bastados Inglórios (Inglourious Basterds, 2009), de Quentin Tarantino.


Mesmo sem este episódio de espionagem, a vida de Olga Tschechowa daria um grande filme. Olga Konstantinovna de Knipper nasceu no Império Russo, em 26 de abril de 1897. Ela era filha de uma proeminente família russa, e sobrinha da atriz Olga Knipper-Chekhova, que era esposa do dramaturgo Anton Chekov.

Olga cresceu em meio a corte russa, e sua família era amiga do Czar Nicolau, bem como do monge Grigory Rasputin. Em 1914, aos 17 anos de idade, ela fugiu de casa para se casar com o ator Michael Chekhov, sobrinho de Anton. A filha do casal, Ada Tschechowa, que também se tornou atriz, nasceu em 1916.

Em 1917 ela e Michael se divorciaram, na mesma época que eclodiu a Revolução Russa. De origem nobre, ela fugiu para à Áustria, disfarçada de camponesa, e escondendo um anel de diamante na boca durante toda a viagem.

Ex aluna de Constantin Stanislavski, e atuando no teatro desde 1914, Olga havia estreado no cinema, na Rússia, em Anya Kraeva (1917), lançado pouco tempo antes da Revolução Russa. Após um tempo na Áustria, ela foi para à Alemanha, onde já havia morado, enquanto estudava atuação. Em uma festa na Embaixada Soviética, em Berlim, ela foi apresentada ao diretor F. W. Murnau, que a convidou para atuar em um papel importante em O Castelo Vogelöf (Schloß Vogelöd, 1921), seu primeiro filme alemão.

Lulu Kyser-Korloff e Olga Tschechowa em O Castelo Vogelöf

Logo a atriz tornaria-se uma estrela do cinema mudo alemão, contratada pela Urania Films. Em 1923 ela atuou em A Gata Borralheira (Der Verlorene Schuh, 1923), uma das primeiras adaptações cinematográficas de Cinderella.

Consagrada na Alemanha, ela também atou na França, Polônia e União Soviética. Na Inglaterra, estrelou Moulin Rouge (Idem, 1928), que vem a ser o primeiro filme do ator Ray Milland.


Olga Tschechowa chegou a ter sua própria produtora, e fez uma boa transição para o cinema falado. Em 1929 ela tornou-se também diretora, realizando o filme Der Narr Seiner Liebe (1929), que era estrelado por ela e por Michael Chekhov, seu ex marido.

Com a chegada do cinema falado, os grandes estúdios não sabiam como fazer a dublagem ou legendagem das obras, e não estavam conseguindo mais vender filmes para os países de língua não inglesa. A solução foi produzir versões em outros idiomas, para o mercado internacional. Nesse filão, Olga trabalhou para diversos estúdios norte-americanos, fazendo versões de filmes em alemão.

Talvez seu trabalho mais famoso neste período, seja o filme Mary (1931), todo falado em alemão, e dirigido por Alfred Hitchcock. O filme era uma versão de Assassinato (Murder!, 1930), também dirigido pelo mestre do terror.

Olga Tschechowa em Mary

Outra versão em alemão com a presença da atriz foi Amor e Boxe (Liebe im Ring, 1930), que tinha no elenco o ator Arthur Duarte e o boxeador José Santa "Camarão" (muito popular no Brasil na época), ambos portugueses. Amor e Boxe foi o primeiro filme onde se falou português nas telas, em uma produção internacional.

Olga também fez Liebe auf Befehl (1931), versão em alemão de Rival de Maridos (The Boudoir Diplomat, 1930), uma produção da Universal. A versão em espanhol, Don Juan Diplomatico (1931), tinha como protagonista a brasileira Lia Torá.

Conheça mais sobre a brasileira Lia Torá

Carl Laemme, o dono da Universal, se encantou com o talento e a beleza de Olga, e a levou para Hollywood. Foi anunciado uma produção norte-americana com a atriz, que o estúdio pretendia promover a nova Marlene Dietrich, mas seu forte sotaque russo acabou frustrando os planos da Universal. Após uma breve e mal sucedida passagem pelos Estados Unidos, ela retornou à Alemanha.

Mesmo destino que tiveram a russa Anna Sten e prussiana Charlotte Susa, que também nem chegou a filmar, apesar de ficar dois anos em Hollywood, sob contrato da MGM.

Carl Laemme, ao centro, a sua direita, Olga Tschechowa

Mesmo com a carreira frustrada em Hollywood, ela ainda era uma estrela na Alemanha, e agora pertencia a UFA, o maior estúdio de cinema da Alemanha.

Seus filmes faziam sucesso internacional, e ela também era bastante conhecida no Brasil, onde filmes como Mascarada (Maskerade, 1934) e Regina (Regine, 1935), faziam muito sucesso.


Considerada uma das maiores estrelas do cinema alemão da década de 30, ela também chamou a atenção de líderes nazistas, após a acensão de Hitler ao poder. Ela foi cortejada por Herman Göring, o chefe da Luftwaffe, e por Joseph Goebbels, que a chamava de "a dama encantadora".Em 1936 ela recebeu o título de Atriz Estatal Alemã.

Olga Conheceu Hitler em 1933, e ele se tornou seu amigo pessoal, e lhe presentava com jóias e outros itens caros. As esposas dos altos oficiais, enciumadas, odiavam a bela atriz.

Hitler e Olga (ao centro), em um evento na Alemanha

A atriz também estrelou alguns filmes de propaganda nazista, e em 1945, antes do final da Segunda Guerra, enquanto visitava Moscou, foi assistir a uma peça de teatro de sua tia, que se recusou a recebê-la, por a considerar uma traidora nazista.

Na verdade, Olga odiava o regime nazista, e precisava esconder que o pai de sua filha era judeu. Devido a sua boa relação com homens do alto escalão do governo, ela ajudou alguns atores judeus a conseguirem documentos falsos, permitindo que estes conseguissem deixar a Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial.

Ela também era amiga do general alemão Karl Heinrich von Stüpnagel, que tentou matar Hitler, escondendo uma bomba em seus aposentos. O plano deu errado, e Stüpnagel foi executado posteriormente.

No livro de Antony Beevor, ele relata também que a atriz fez parte de um plano russo para matar Hitler, em 1940. O irmão de Olga, o compositor russo (e agente infiltrado) Lev Knipper iria matar o líder alemão na casa da atriz, quando este fosse visitá-la. O plano porém, foi abortado a mando do próprio Joseph Stalin.

Lev Knipper

Posteriormente, Lev Knipper foi enviado para um Campo de Concentração Alemão, e só não foi morto por que Olga usou toda sua influência para proteger o irmão. Olga também fornecia informações importantes para o governo russo e polonês. 

Em 1945, desconfiado da atriz, Heinrich Himmler, o líder da SS decretou a prisão da atriz. Olga ficou sabendo da ordem de prisão, e ligou para Himmler, pedindo que ela ao menos deixasse ela terminar de tomar seu café da manhã. Quando ele finalmente chegou a sua casa, com os agentes da SS, Hitler saiu de dentro da casa da atriz, e furioso repreendeu Himmler na frente de todos os outros oficiais.

Hitler e Olga Tschechowa

Em abril de 1945, quando o exército russo chegou à Alemanha, a atriz foi presa pelos soldados do Exército Vermelho, por ter colaborado com o cinema nazista. Eles desconheciam seu histórico como agente secreto.

Pouco tempo depois ela foi libertada, e recebeu uma ajuda financeira do governo russo para retornar à Alemanha. Após a guerra, sua carreira entrou em declínio, embora ela tenha atuado até 1978. Ela também investiu em uma empresa de cosméticos, que foi bem sucedida.

Ada Tschechowa, sua filha, que também era atriz, morreu em 1966, em um acidente de avião. Ela tinha apenas 49 anos na época. Olga entrou em depressão, e tornou-se alcoólatra por um período, o que também prejudicou sua carreira.

Ada e Olga Tschechowa

A filha de Ada, Vera Tschechowa, tinha apenas nove anos de idade na época. Ela tornou-se atriz também, e em 1958 teve um affair com Elvis Presley, quando ele serviu o exército na Alemanha.

Elvis Presley e Vera Tschechowa, em Munique

Nos últimos anos de vida, Olga Tschechowa lutou contra um câncer de cérebro. No dia  09 de março de 1980, em casa e já desenganada, pediu a neta Vera uma taça de champanhe e brindou dizendo "a vida é linda!", falecendo em seguida.




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