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Atriz Micheline Presle morre aos 101 anos de idade



A atriz francesa Micheline Presle morreu no dia 21 de fevereiro, aos 101 anos de idade. Na década de 1940 ela dividia o posto de atriz mais popular da França com Danielle Darrieux e Michèle Morgan, e na década de 1950 a atriz conquistaria Hollywood, onde estrelou algumas proções.



Micheline Nicole Julia Emilienne Chassagne nasceu em Paris, em 22 de agosto de 1922. Micheline começou a estudar atuação na adolescência, e aos 15 anos de idade estreou no filme La Fessée (1937), de Piere Carron.

Ela seguiu atuando em pequenos papéis até que George Willhelm Pabst a escalou para estrelar A Lei Sagrada (Jeunes Filles en Détresse, 1939). Na época, ela ainda assinava com o nome de Michelline Michel, e sua personagem se chamava Jacqueline Presle, de onde ela tirou seu sobrenome artístico.

O filme valeu a Micheline o prêmio de atriz revelação da França.


Micheline Presle (a esquerda) em A Lei Sagada

Durante a Segunda Guerra Mundial, ela continuou atuando na França, mesmo durante a ocupação nazista. Micheline Presle fez diversos filmes no período, destacando-se em produções como Paraíso Perdido (Paradis Perdu, 1939), onde interpretou dois papéis.



Atuou também em La Comédie du Bonheur (1940), Historie de rire (1941), A Noite Fantástica (La Nuit Fantastique, 1942), Félicie Nantuil (1944) e Nas Rendas da Sedução (Falbalas, 1945). Mas foram os papéis no Pós Guerra que realmente a tornaram popular.

Filmes como Boule de Suif (1945) e Adúltera (Le Diable au Corps, 1947) projetaram seu nome internacionalmente.


Gérard Phillipe e Micheline Presle em Adúltera

Em 1950 ela atuou no filme italiano Pompéia, Cidade Maldita (Gil Ultimi Giorni di Pompei, 1950), e depois viajou aos Estados Unidos, rumo a Hollywood.



Em 1949 ela havia se casado com o ator americano William Marshall, que a convenceu a tentar carreira no cinema americano. Micheline Presle assinou contrato com a Fox, e apareceu em A Vingança do Destino (Under My Skin, 1950), ao lado de John Garfield.


John Garfield e Micheline Presle em A Vingança do Destino


Em seguida atuou na aventura Guerrilheiros das Filipinas (American Guerrilla in the Philippines, 1950), ao lado do astro Tyrone Power, e com Errol Flynn fez Aventuras do Capitão Fabian (Adventures of Captain Fabian, 1951), este último último produzido pelo seu marido.


Tyrone Power e Micheline Presle em Guerrilheiros das Filipinas


Micheline Presle e Erroll Flynn em Aventuras do Capitão Fabian

Mas apesar de ter atuado com três dos maiores galãs da época, sua carreira em Hollywood não emplacou, e ela retornou à França, onde estrelou La Dame Aux Camélias (1953). O casamento com William Marshall, com quem ela havia tido um filha (a futura atriz e diretora Tonie Marshall), também não estava muito bem, e o divórcio foi assinado em 1954.


Michelline Presle e William Marshall em Aventuras do Capitão Fabian

Na Europa, ela brilhou em filmes como Parque dos Amores (Villa Borghese, 1954) e Se Versalhes Falasse... (Si Versiller M'Était Conté, 1954), e manteve seu status de estrela nas produções seguintes. E em 1959 atuou em Entrevista Com a Morte (Blind Date, 1959), de Joseph Losey.



Em 1962 ela retornou brevemente a Hollywood, interpretando a mãe de Sandra Dee em Se o Marido Atender Desligue (If a Man Answers, 1962). Ela também contracenou com Paul Newman em Criminosos Não Merecem Prêmio (The Prize, 1963), no mesmo período.


Sandra Dee e Micheline Presle em Se O Marido Atender Desligue


Paul Newman e Micheline Presle em Criminosos Não Merecem Prêmio


Na Europa ela brilhou também em Para o Teu Coração (Casa Ricordi, 1954), Napoleão (Napoléon, 1955), Brotinho de Outro Mundo (La Mariée est Trop Belle, 1956), Alma Satânica (As Lobas) (Les Louves, 1957), Cristina (Christine, 1958), A Senhora do Mundo (Herrin der Welt, 1960), Vênus Imperial (Venere Imperiale, 1962), Desespero d'Alma (L'Intrigo, 1964), A Religiosa (La Religieuse, 1966), Esse Mundo É Dos Loucos (Le Roi de Coeur, 1966) e  Pele de Asno (Peau d'âne, 1970) de Jacques Demy.


Micheline Presle e Brigitte Bardot em Brotinho do Outro Mundo


Alain Delon e Micheline Presle em Cristina


Micheline Presle em Pele de Asno


Com quase 200 créditos em sua carreira, a atriz ainda atuou em filmes como As Petroleiras (Les Pétroleuses, 1971), Um Homem em Estado... Interessante (L'èvénement le plus important depuis que l'homme a marché sur la Lune, 1973), Ladrões do Amanhecer (Les Voleurs de la Nuit, 1983) e Os Miseráveis (Les Misérables, 1995), além de atuar também em inúmeras produções na televisão a partir da década de 1970.

Em 1989 ela foi indicada ao César por seu desempenho em Quero Ir Para Casa (I Want Go Home, 1989), de Alain Resnais. O filme foi o grande vencedor do Festival de Veneza daquele ano.


Micheline Presle, Caroline Silhol e Adolph Green em Quero Ir Para Casa


Sempre muito ativa, ela foi dirigida pela filha em France Botique, e aos 92 anos de idade, se aposentou após atuar em Sexo, Amor e Terapia (Tu veux... ou tu veux pas?, 2014), com Sophie Marceau.

Em 2004 ela foi agraciada com um prêmio César especial, pelo conjunto de sua obra.

Micheline Presle em Sexo, Amor e Terapia


Micheline Presle


Micheline Presle, Danielle Darrieux e Michèle Morgan eram consideradas as maiores estrelas francesas da década de 1940, e todas elas foram artistas longevas. Morgan faleceu em 2016, aos 96 anos, Darrieux faleceu 2017, aos 100 anos de idade e Presle em 2024, aos 101 anos de idade.


Michèle Morgan, Danielle Darrieux e Micheline Presle em 2016

Michèle Morgan, Daniele Darrieux e Micheline Presle na década de 1940



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