Juanita Quigley, a ex estrela mirim que se tornou freira


Aos três anos de idade Juanita Quigley estreou no cinema, e se tornou uma das mais populares estrelas mirins da década de 1930. A medida que crescia, ela não repetiu o sucesso original, e adolescente abandonou Hollywood, tornando-se freira logo após se formar no ensino médio.




Juanita Quigley nasceu em Los Angeles, em 24 de junho de 1931. Ela era irmã mais nova da também atriz Rita Quigley, que estrearia no cinema após ser vista por um produtor enquanto visitava Juanita em um set de filmagem.

Juanita estreou no cinema em In Love With Life (1934), em um papel não creditado. Ele fez outras participações em filmes feitos em estúdios menores, até fazer Corações Doces (Have a Heart, 1934), na MGM. Era um papel  não creditado, mas foi suficiente para que a menina chamasse a atenção dos produtores, que a escolheram para viver a filha de Claudette Colbert no clássico Imitação da Vida (Imitation of Life, 1934), que fez um enorme sucesso, fazendo da pequena a estrela mais jovem do estúdio Universal.


Juanita Quigley e Claudette Colbert em Imitação da Vida

Juanita foi creditada como "Baby Jane" neste filme, e usou a alcunha como nome artístico até 1935. Em 1935 ela teve um papel importante em Do Meu Coração (Straight from the Heart, 1935), interpretando a filha de Mary Astor.


Mary Astor e Juanita Quigley no cartaz de Do Meu Coração

Foi somente em 1936 que ela começou a ser creditada com seu próprio nome, Juanita Quigley, interpretando a sobrinha de Jean Harlow em Raia Miúda (Riffraf, 1936). Ela também teria destaque em Nasci Para Dançar (Born to Dance, 1936) e A Voz do Hawai (Hawii Calls, 1936).


Virginia Bruce, Sid Silvers, Juanita Quigley, Eleanor Powell e James Stewart em Nasci Para Dançar

Ela teve papéis importantes ainda em Mulher Contra Mulher (Woman Against Woman, 1938), O Mundo se Diverte (Having Wonderful Time, 1938), Conquistadores do Ar (Men With Wings, 1938) e Idade Perigosa (That Certain Age, 1938).


Deanna Durbin e Juanita Quigley em Idade Perigosa

Mas a medida que crescia, os papéis de Juanita foram diminuindo. Ela voltou a fazer pequenas pontas, muitas vezes não creditadas, e foi uma das muitas crianças de O Pássaro Azul (The Blue Bird, 1940), um clássico estrelado por Shirley Temple.

A atriz também atuou em alguns curtas de Os Batutinhas (Our Gang), aparecendo em The New Pupil (1940) e Going to Press (1942).


Juanita Quigley (a esquerda), em The New Pupil

Em 1943 ela contracenou com sua irmã, Rita Quigley, em Passos Pecadores (Whispering Footsteps, 1943), um de seus últimos papéis importantes. No ano seguinte, ela interpretou a irmã de Elizabeth Taylor e Angela Lansbury em A Mocidade é Assim Mesmo (National Velvet, 1944), e depois só conseguiu poucos trabalhos fazendo figuração, até 1950.


Juanita Quigley entre Elizabeth Taylor e Angela Lansbury em A Mocidade é Assim Mesmo

Quigley deixou o cinema em 1959, e em agosto de 1951, aos 20 anos de idade, entrou para o convento, tornando-se freira. Ela foi ordenada Irmã Quentin Rita, na Ordem das Filhas de Maria e José, e passou a lecionar em uma escola católica.



Mas após vários anos na vida religiosa, ela deixou o hábito, e admitiu que sua escolha havia sido um erro, e não tinha a vocação necessária para ser freira. Em 1964 ela então se casou com Donald Robert Schultz, com quem teve dois filhos. Juanita e Donald ficaram casados até a morte dele, em 2012.

Juanita Quigley faleceu em 29 de outubro de 2017, aos 86 anos de idade.

Ela é creditada, erroneamente, como tendo atuado em Porkys 2: O Dia Seguinte (Porky's II: The Next Day, 1983), mas na verdade é uma atriz homônima.


Juanita Quigley e o marido Donald Robert Schultz


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