Relembrando a saudosa Ana Maria Nascimento e Silva




A história do cinema brasileiro tem muitos casos de atrizes que se tornaram diretoras. Já Ana Maria Nascimento e Silva, que brilhou nos palcos, cinema e televisão, tornou-se produtora cinematográfica, e foi uma grande agitadora cultura.



Ana Maria Nascimento e Silva nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de abril de 1952. Ela era filha do grego Harry Anastassiadi, que foi presidente da Fox Films da América Latina. Ana Maria estudo teatro no Tablado, de Maria Clara Machado, mas formou-se em História da Arte, e fez diversos cursos de extensão na Europa.

Bela e elegante, ainda adolescente Ana Maria Nascimento e Silva começou a trabalhar como modelo e manequim, desfilando para diversas grifes.


Ana Maria Nascimento e Silva como modelo, em 1968


Em 1976, após uma bem sucedida carreira no mundo da moda, ela recebe boas críticas por seu papel em O Doce Pássaro da Juventude, peça que ela atuou ao lado da lendária Tônia Carrero.


Nuno Leal Maia, Ana Maria Nascimento e Silva, Carlos Kroeber e Tônia Carrero em O Doce Pássaro da Juventude


Ainda em 1976 ela ela estreia na televisão, como apresentadora do programa Ana Maria Show, na TV Record. No mesmo ano, durante uma viagem a trabalho aos Estados Unidos, a bela modelo brasileiro acabou fazendo uma pequena ponta em um dos episódios da famosa série norte-americana As Panteras (Charlies Angels), em 1976.

Ainda em 1976, fez o seu primeiro filme, Marcados Para Viver (1976), iniciando uma bem sucedida carreira cinematográfica. No ano seguinte, atuou também em Ladrões de Cinema (1977), A Força de Xangô (1977) e Paraíso no Inferno (1977).

Em 1977 a atriz se casou com o cineasta Paulo César Sarasceni, fato que marcaria sua carreira definitivamente. Eles permaneceram casados até a morte de Paulo, em 2012.

Também em 1977 ela faz sua primeira novela, Nina (1977), na Rede Globo. Mas apesar de sua presença imponente nas telinhas, a atriz fez pouca televisão nos anos seguintes, atuando ainda na novela Cara a Cara (1979), na TV Bandeirantes, e na mini série Quem Ama Não Mata (1982), na Globo.


A atriz Maria Fernanda e Ana Maria Nascimento e Silva em fotonovela


Osmar de Mattos, Raymundo de Souza, Ana Maria Nascimento e Silva e Fausto Rocha em Cara a Cara



Ana Maria preferiu priorizar os trabalhos no cinema, e atuou em diversas produções nacionais, aparecendo em A Força do Sexo (1978), Desejo Violento (1978), O Bem Dotado - O Homem de Itu (1978), Os Trombadinhas (1979), A Mulher Sensual (1981) e Ao Sul do Meu Corpo (1982). Este último, foi o primeiro trabalho da atriz sob direção de seu marido, e marcou também sua estreia na produção.



Nuno Leal Maia e Ana Maria Nascimento e Silva em O Bem Dotado - O Homem de Itu


Nuno Leal Maia e Ana Maria Nascimento e Silva em Ao Sul do Meu Corpo

Com o marido, Ana Maria ainda produziu Natal da Portela (1988), Bahia de Todos os Sambas (1996), O Viajante (1999) e o documentário Banda de Ipanema - Folia de Albino (2002).

Na década de 1980 ela fez algumas novelas, como o Jogo do Amor (1985), no SBT, Tudo Ou Nada (1986), na Manchete, e O Cometa (1989), na Bandeirantes. E foi em 1989 que ela fez aquele que talvez seja seu papel mais famoso na televisão, o de Verônica, a Loira Misteriosa em O Salvador da Pátria (1989).


Ana Maria Nascimento e Silva em O Salvador da Pátria

No ano seguinte, atuou em Gente Fina (1990), e depois fez Araponga (1990). Na Globo ainda atuou em Quatro Por Quatro (1994) e fez uma participação especial em Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados (1995). Sua última novela na emissora foi em Zazá (1997).

Na década de 1990 também apresentou o programa Deles e Delas, na CNT.


Milton Gonçalves e Ana Maria Nascimento e Silva em Araponga


Em 2003, após alguns anos afastada da televisão, fez Jamais Te Esquecerei (2003), no SBT. Seu último trabalho em telenovelas.

No cinema, ainda atuou em Brasa Adormecida (1987), Natal da Portela (1988), Assim na Tela Como no Céu (1990), Sonho de Verão (1990), A Terceira Margem do Rio (1994), Eternidade (Produção Portuguesa, 1992), Bocage, o Triunfo do Amor (1998), O Viajante (1999), O General (2003), e O Gerente (2011).


Ilka Soares e Ana Maria Nascimento e Silva em Brasa Adormecida


Jairo Mattos e Ana Maria Nascimento e Silva em O Viajante



Ney Latorraca e Ana Maria Nascimento e Silva em O Gerente


Ana Maria Nascimento e Silva também foi secretária da cultura da cidade de Duque de Caxias, e em 2002 idealizou o Paracine - Festival de Cinema de Paraty. 

Mãe de dois filhos, e avó de duas netas, ela faleceu em 30 de novembro de 2017, vítima de câncer de mama, com 65 anos de idade.



Ana Maria Nascimento e Silva e o marido Paulo César Sarasceni




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