Por Onde Anda? Didi Conn, de Grease - Nos Tempos das Brilhantina



Em 1978 o musical Grease - Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978) fez um enorme sucesso, projetou as carreiras de Olivia Newton-John e John Travolta, e se tornou um clássico cultuado por gerações.

Passado em um colégio americano, na década de 1950, Grease conta com um bom elenco de apoio, que nos deliciou cenas memoráveis, como é o caso de Didi Conn, que interpretou a doce e avoada Frenchy, uma das integrantes das Pink Ladys




Frenchy largou os estudos para ingressar na escola de beleza (e se arrependeu), e acidentalmente acabada pintados seus cabelos de cor de rosa. Em um sonho, o ídolo teen Frankie Avalon (astro dos filmes da Turma da Praia) canta para Frenchy, em uma de suas cenas mais icônicas do filme.




Edith Bernstein nasceu em 13 de julho de 1951, na cidade de Nova York. Irmã do cantor de ópera Richard Bernstein, Didi (seu apelido de infância), também ficaria famosa pela sua voz, fazendo muitos trabalhos como dubladora.

Ela começou a fazer teatro na década de 1960, e estreou na televisão em 1973, quando participou do telefilme Genesis II (1973). Na época, ainda creditada como Didi Bernstein.

Ela só passou a assinar Didi Conn em 1975, após se casar com o ator Frank Conn, com quem ficou casada até 1978.

Em 1977 ela fez seu primeiro trabalho no cinema, como protagonista do drama Luz da Minha Vida (You Light Up My Life, 1977). No mesmo ano, fez seu primeiro trabalho como dubladora, na animação Ann & Andy e o Mundo dos Brinquedos (Raggedy Ann & Andy: A Musical Adventure, 1977).


Didi Conn em Luz da Minha Vida


Entre 1976 e 1977 ela também fez parte do elenco da série The Patrice. E em 1978 esteve no elenco da comédia Namoro no Havaí (Three on a Date, 1978), dirigida por Bill Bixby, o Dr. David Banner da série Hulk.

Foi ainda em 1978 que ela fez parte do elenco de Grease - Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978), onde fez a Frenchy, o papel mais lembrado de sua carreira. Membro da gangue das Pink Ladys, Frenchy não é uma garota má, e é ela quem recebe Sandy quando esta chega na escola.



Olivia Newton-John e Didi Conn em Grease, Nos Tempos da Brilhantina




Ainda em 1978 fez outra comédia estudantil, Almost Summer (1978), que não repetiu o mesmo sucesso de Grease


Didi Conn em Almost Summer

Com poucos convites para o cinema, ela voltou a trabalhar com dublagem, emprestando sua voz para a animação The Fonz and the Happy Days Gang (1980-1981), que era baseada na série de TV Happy Days, muito popular nos Estados Unidos. 

Ela também passou a ser presença constante na televisão norte-americana, trabalhando como jurada em diversos programas e game-shows.

Em 1975 a atriz havia feito uma participação neste mesmo seriado.


Didi Conn em Happy Days


Em 1981 ela ingressou em uma série de sucesso, O Poderso Benson (Benson, 1981-1985), interpretando a secretária do governador, e amiga e aliada do mordomo Benson. 

Didi entrou na série após a saída da atriz Caroline McWilliams. No programa, foi dito que a personagem de Caroline se afastou do emprego para se casar, e mudou para outro estado.

Didi ficou muito amiga de Robert Guillaume (o Benson) e o considerava seu mentor no mundo da atuação. O programa foi exibido no Brasil na década de 1980, na Sessão de Comédia, da TV Globo.



Didi Conn e Robert Guillaume em O Poderso Benson

Em 1982 Didi voltou a interpretar Frenchy em Grease 2: Os Tempos da Brilhantina Voltaram (Grease 2, 1982), que agora tinha Michelle Pfeiffer como protagonista. Era uma participação especial, e Frenchy dá boas vindas ao ator Maxwell Caufield, o novato do colégio.

Como as Pinky Ladys originais haviam se formado, um novo grupo de garotas vestem as jaquetas cor de rosa, incluindo Lorna Luft, a outra filha atriz de Liza Minelli.

Frenchy desaparece do restante do filme, dando entender que ela finalmente passou na prova final de química, e finalmente obteve seu diploma do ensino médio.

Apenas alguns atores coadjuvantes do primeiro filme aparecem em Grease 2.


Maxwell Caufield e Didi Conn em  Grease 2: Os Tempos da Brilhantina Voltaram


Didi também foi cotada para viver a Olivia Palito no live action de Popeye (Idem, 1980), mas perdeu o papel para Shelley Duval.

Na década de 1980, sua carreira foi pequena, basicamente limitada a participações especiais em séries de TV. Mas entre 1989 e 1993 ela foi uma das estrelas da série Shining Time Station (1989-1993), um programa infantil que contava a história de uma estação de trem onde coisas fantásticas aconteciam.



Didi Conn e Michael Landon em O Homem Que Veio do Céu (1987)


Didi Conn em Shining Time Station

Didi ainda repetiria o papel da telefonista Stacy Jones em quatro telefilmes baseados na série, feitos na década de 1990, e foi homenageada interpretando o mesmo papel em Thomas e a Ferrovia Mágica (Thomas and the Magic Railroad, 2000), que tinha como protagonista a estrela mirim Mara Wilson (de Matilda, 1996).


Didi Conn em Thomas e a Ferrovia Mágica

Em 2002 ela teve um pequeno papel, como uma garçonete em Frida (Idem, 2002), e depois raramente aparecem nas telas, trabalhando apenas como dubladora. 

A atriz também fez algumas participações em séries de TV, como em Lei & Ordem: Unidade de Vítimas Especiais (Law & Order: Special Victims Unit), em 2008 e 2010.


Didi Conn como uma enfermeira em  Lei & Ordem: Unidade de Vítimas Especiais

Em 1984 Didi se casou com o compositor David Shire (ex marido de Thalia Shire), e adotou um filho com ele. Daniel, o filho do casal, nasceu autista, e ela desacelerou sua carreira para cuidar do menino. Ela também tornou-se madrasta do hoje roteirista Matt Shire (filho de David e Thalia), com quem tem um bom relacionamento.

David e Didi permanecem juntos até hoje.


Didi Conn com o marido e o filho Daniel


Além de cuidar do filho, ela passou a dedicar seu tempo e o seu nome para falar sobre os direitos dos autistas, e auxiliar outras mães na criação de seus filhos com a mesma condição especial.

Ela chegou a fazer uma palestra para Barack Obama, quando ele era presidente dos Estados Unidos.

Desde 2008 a atriz é porta-voz da Autism Speaks e da National Alliance for Autism Research, e luta para arrecadar fundos para para criar uma escola de educação especial para crianças com autismo.

Com o filho crescido, e sem necessidade de tantos cuidados, ela voltou a atuar, aparecendo em Grease: Ao Vivo (Grease Live!, 2016), um remake do clássico, feito ao vivo, para a televisão.

Didi Conn foi a única atriz a aparecer nas três versões do filme.

Didi interpretou Vi, uma garçonete que serve a personagem Frenchy, agora interpretada por Carly Rae Jepsen.


Didi Conn e Carly Rae Jepsen em Grease: Ao Vivo


Didi Conn e Carly Rae Jepsen


Ela também esteve nos filmes Sem Limites (Most Likely to Murder, 2019) e The Mimic (2020).


Didi Conn em Sem Limites



Entre 2019 e 2020 ela também participou do reality Dancing on Ice, uma espécie de Dança dos Famosos com patins de gelo.

Com 67 anos de idade na época que ingressou no programa, ela se tornou a pessoa mais velha a participar da competição, mas foi eliminada na quarta semana.


Didi Conn no Dancing on Ice



Didi Conn atualmente

Didi Conn, antes e depois

Didi Conn e Olivia Newton-John

Didi Conn


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