Morre o escritor e roteirista Jean-Claude Carrierè, aos 89 anos de idade




O romancista e roteirista francês Jean-Claude Carirerè, indicado ao Oscar pelos roteiros de O Discreto Charme da Burguesia (1972), Esse Obscuro Objeto do Desejo (1977) e A Insustentável leveza do Ser (1988) morreu em sua casa, em Paris, no dia 08 de fevereiro.

Sua filha confirmou a morte do pai, que faleceu enquanto dormia.

Luís Buñel e Jean-Claude Carrierè

Nascido em 19 de setembro de 1931, Carrierè foi descoberto por Jacques Tati, que contratou o roteirista para desenvolver diálogos para seus filmes, mas ficou famoso como colaborador frequente do cineasta Luís Buñel, mas foi Jacques Tati o seu descobridor.

O primeiro trabalho com Buñel foi na colaboração do roteiro de O Diário de Uma Camareira (1964), onde o autor também fez um papel como o padre da Aldeia. Carrierè também faria outros 36 filmes, como ator.

Com Buñel também trabalhou em filmes como A Bela da Tarde (1967), A Via Láctea (1969), e o Fantasma da Liberdade (1974), além das produções indicadas ao Oscar. Carriére também era diretor, e ganhou um Oscar pelo curta metragem Feliz Aniversário, de 1962. Ele receberia outra estatueta em 2015, pelo conjunto de sua obra.


Com mais de 75 obras produzidas, ele possuiu outros créditos notáveis como Max, Meu Amor (1986) e O Tambor (1979), dirigido por Volker Scholdorff, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e a Palma de Ouro em Cannes. Jean Claude-Carrierè deixa dois filmes ainda não lançados.

Seu seu último trabalho exibido nos cinemas foi Le Sel del Armes (2020), estrelado por Phillipe Garrel.


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