Morre o ator Jonas Mello, aos 83 anos de idade


Morreu na quarta feira, dia 18 de novembro, o veterano ator e dublador Jonas Mello. O ator morava sozinho, e não tinha filhos, e havia falado para a irmã que não estava se sentindo bem. A noite, sem mais contato com a família, um primo do ator foi até seu apartamento, e encontrou Jonas morto em sua cama. Ele tinha 83 anos.

Jonas Rodrigues de Mello nasceu em 20 de outubro de 1937, na cidade de São Paulo. Mas Sua infância foi passada em Santos, onde o menino pobre estudou e se virava para bancar seu custeio. Vendeu salgados no cais do porto, foi engraxate, ascensorista, enfermeiro, tintureiro, vendedor e até estivador.


Começou no teatro participando de um grupo amador em Santos até estrear em São Paulo após passar num teste para participar de uma produção de Ruth Escobar, a peça Lisistrata. Após essa experiência, atuou em várias outras produções de teatro na capital paulista como O Balcão, Cemitério de Automóveis, Medéia, A Longa Noite de Cristal, Check Up, Bodas de Sangue, A Noite dos Campeões e Bodas de Papel, entre outras.

Jonas estreou na  televisão na novela A Cabana do Pai Tomás (1969), na Rede Globo, mas em seguida foi para a TV Record, onde fez algumas novelas como Os Deuses Estão Mortos (1971) e Vendaval (1973), mas foi na TV Tupi que ficou famoso.

Ele estreou na emissora em Os Inocentes (1974), e no ano seguinte foi protagonista de Meu Rico Português (1975). Ele estrelou outras duas novelas na emissora, Os Apóstolos de Judas (1976) e João Brasileiro, o Bom Baiano (1978).

Jonas Mello e Márcia Maria em Meu Rico Português

A partir de então, passou a fazer papéis de coadjuvantes em muitas novelas, em diversas emissoras (Globo, Record, SBT, Bandeirantes, Manchete), além de trabalhar em dublagens. 

Entre seus trabalhos recentes marcantes estão o capataz seu Chico, no remake de A Escrava Isaura (2004), na TV Record.

Jonas Mello em A Escrava Isaura

Seu último trabalho na televisão foi na novela Flor do Caribe (2013), que atualmente está sendo reprisada.

Jonas Mello em Flor do Caribe

No cinema atuou em Nenê Bandalho (1971), Um Anjo Mau (1971), A Carne (1975), Passaporte Para o Inferno (1977), Que Estranha Forma de Amar (1978), Cassiopéia (Voz, 1996), O Cangaceiro (1997), Parceiros & Palermas (1999), O Grillo Feliz e os Insetos Gigantes (Voz, 2009) e Lula, o Filho do Brasil (2010). Dono de uma voz grave e potente, também fez diversos trabalhos como dublador.




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