Dorothy Stratten, a tragédia que interrompeu uma estrela em ascensão

Dorothy Stratten tinha apenas 20 anos de idade quando teve sua vida interrompida. A modelo e atriz canadense era protegida por Hugh Heffner, o dono da Playboy, que via em sua ex coelhinha o potencial para se tornar uma grande estrela do cinema e televisão.

 Dorothy Stratten e Hugh Heffner

Dorothy Ruth Hoogstraten nasceu em Vancouver, Canadá, em 28 de fevereiro de 1960. Seu pai abandonou a família quando ela era criança, e Dorothy começou a trabalhar cedo para ajudar nas despesas domésticas.

Aos 17 anos ela trabalhava como garçonete, quando foi descoberta por Paul Snider, um promotor de clubes noturnos locais, que tinha pretensões de se tornar um empresário e produtor em Hollywood. Dorothy e Snider começaram a namorar, e ele a convenceu a fazer fotos nuas, para tentar vender para a Playboy.

Em 1978 a revista estava promovendo um concurso que pagava mil dólares para os fotógrafos que enviassem fotos de belas garotas, que se aprovadas, estampariam as páginas da publicação. Hugh Heffner viu as fotos de Dorothy, e a convidou para posar para a revista, em Los Angeles. Dorothy estampou a capa da revista em agosto de 1979.

Heffner tinha ambições de transformar uma de suas playmates em estrelas de cinema, mas suas apostas anteriores Barbi Benton e Sondra Theodore não emplacaram no cinema. O dono da revista viu em Stratten a grande oportunidade de fazer a transição para o estrelato.

Sua estréia nas telas foi como uma dançarina em Americathon (1979). Em seguida, atuou em A Febre dos Patins (Skatetown, U.S.A, 1979). Ela também trabalhou no filme Autumn Born (1979) e apareceu nas séries A Ilha da Fantasia (Fantasy Island) e Buck Rogers.


Dorothy Stratten em Buck Rogers

Neste meio tempo, ela se casou com Paul Snider, em 01 de junho de 1979. Ele fazia questão de acompanhar sua "descoberta" nas gravações, festas e eventos que Heffner arrumava para promover sua nova estrela. Porém, Snider não era bem visto nos bastidores, sendo considerado por muitos como um aproveitador.

Dorothy Stratten e Paul Snider

Em 1980 ela estrelou a ficção cientifica Galaxina (1980), e foi convidada para o talk show de Johnny Carson, o programa mais popular dos Estados Unidos na época. Neste ano também foi eleita a playmate do ano.

Snider a presenteou com uma Mercedes com uma placa personalizada, que dizia "Star 80", uma homenagem a carreira da modelo que deslanchava. 


Snider era também o empresário da esposa, mas estava fazendo escolhas erradas que afetavam a projeção de sua carreira. Ele também controlava o dinheiro de Stratten, e para protege-la financeiramente, Heffner contratou uma equipe de advogados para proteger a modelo. O casal começou a brigar com frequência por causa de dinheiro, e Stratten chegou a pedir ao marido que eles abandonassem Hollywood e voltassem para o Canadá, para viverem no anonimato, mas ele não aceitou.

Em janeiro de 1980 Dorothy conheceu o cineasta Peter Bogdanovich em uma festa, e ele se encantou com a beleza da jovem. Sabendo que ela já havia feito alguns trabalhos como atriz, ele a convidou para sessões de leituras, acompanhadas por um professor de interpretação. Após algumas aulas, Bogdanovich achou que ela estava pronta, e a convidou para atuar em seu próximo filme, Muito Riso e Muita Alegria (They All Laughed, 1981), onde ela contracenou com astros como Ben Gazarra e Audrey Hepburn. O diretor queria fazer da modelo uma nova Cybill Shepherd, que ele também havia descoberto anos antes.


O filme foi rodado em Nova York, e o diretor proibiu a presença de Snider nas gravações. Ele permaneceu em Los Angeles, mas telefonava constantemente para falar com a esposa. Porém, Dorothy e Bogdanovich começaram um relacionamento durante as filmagens, e a atriz enviou os papéis de divórcio para Snider.

De volta a Los Angeles, ela passou a viver com o diretor, e foi convidada para interpretar Marilyn Monroe em um filme para a televisão, dirigido por Larry Schiller, antigo amigo pessoal de Marilyn. Ela também foi convidada para substituir Shelley Hack na série As Panteras (Charlies Angeles), mas seu agente achou que a proposta não era boa.

Snider chegou a processar Bogdanovich, e tentou criar uma nova estrela, a modelo Patty, que ele conheceu em uma feira de automóveis. Ele a obrigava a se vestir, pentear e até andar como Stratten. Ele chegou a oferecer sua nova agenciada a Playboy, que recusou a oferta.

Dorothy Stratten ainda sentia carinho e gratidão por Snider, e o procurou para tentar acalmar os ânimos. Em um jantar, ela reafirmou o amor por Peter Bogdanovich, e ofereceu um acordo financeiro ao ex-marido, mas ele não aceitou.

Na tarde de 14 de agosto de 1980 ele a convenceu de encontrá-lo novamente, na antiga casa onde moraram juntos. Ele alegou que assinaria os papéis do divórcio. Porém, seu planos eram outros. Ele estuprou Dorothy Stratten na cama que já haviam dividido, e depois deu um tiro de espingarda em seu rosto, suicidando-se em seguida.

Devastado com a tragédia, Peter Bogdanovich ficou três anos recluso e afastado, e neste período escreveu um livro dedicado a atriz. A vida de Dorothy Stratten foi contada em dois filmes, o primeiro deles, Mulher Ardente (Death of a Centerfold: The Dorothy Stratten Story, 1981) foi estrelado por Jammie Lee Curtis. A segunda obra, mais famosa, recebeu o título de Star 80 (1983), em referência a placa do carro da atriz. Dirigido por Bob Fosse, o filme foi estrelado por Mariel Hemngway.

Muito Riso, Muita Alegria, foi lançado após a sua morte.



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