Morre a exótica e burslesca Laya Raki, "o vulcão de cabelos negros"


Laya Raki foi uma popular artista burlesca alemã, com sangue javanês, que fez muito sucesso nas décadas de 50 e 60. Sua fama se deu muito mais pela publicidade em torno de seu corpo escultural, do que própriamente por seus filmes, embora a atriz tenha trabalhado inclusive em grandes produções da MGM, em Hollywood.


Filha do ator de vaudeville Wilhelm Jörns com uma javanesa, Laya Raki nasceu Brunhilde Marie Joerns, em 27 de julho de 1927, em um circo na cidade de Hamburgo, na Alemanha. Ela adotou o nome Laya em homenagem a atriz alemã La Jana, morta em 1940, com apenas 35 anos de idade.

A vida na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial era difícil, a adolescente Laya, aos 17 anos de idade, foi dançar em um cabaré erótico, fazendo striptease em Berlim. Laya tinha formação de bailarina, e aprendera no circo a arte da acrobacia, que incluíu no seu número. Dançarina exótica, ela também foi a introdutora do mambo na Alemanha.

O sucesso nos palcos transformou Laya numa das mais famosas pin ups alemãs, ilustrando capas de revista, calendários e tudo mais que fosse possível.


Ela também começou a cantar, e tornou-se uma das mais bem sucedidas cantoras da Alemanha na época. O sucesso a levou em turnê pela Escandinávia, Suíça e Itália. Logo também começaram a surgir ofertas para filmes. Após fazer alguns filmes em seu país, um falso empresário de nome Arthur Howard Rowson a contratou para trabalhar na Inglaterra.

Laya acreditou na conversa, e quando ela chegou no país, não havia filme algum. Pra piorar, o "empresário" divulgou na imprensa que ela havia sido sequestrada, tudo para projetar seu nome e tentar levantar fundos para algum projeto. Laya Raki se viu sem dinheiro e desempregada, mas a publicidade do caso foi boa para ela, e a atriz foi convidada pelo importante produtor inglês J. Arthur Rank para trabalhar em seu estúdio.

Laya atuou em Terra de Sedução (The Seekers, 1954), ao lado de Jack Hawkins e Glynis John.

Laya Raki no cartaz de  Terra de Sedução 

Sua dança sensual no filme causou escândalos e protestos na Inglaterra, o que aumentou sua fama. Ela então teve um papel ainda maior em Up to His Neck (1954), também produzido por Rank. De volta para à Alemanha, fez seu primeiro papel principal em A Príncipio Foi Pecado (Am Anfang War es Sünde, 1954). Depois atuou na produção germano-espanhola O Vale do Terror (Camino Cortado, 1955).

Cartaz de O Vale do Terror

O sucesso na Europa chamou a atenção de Hollywood, que a mandou chamá-la. Laya Raki foi contratada pela MGM, e atuou na super produção A Coroa e a Espada (Quentin Durward, 1955), estrelada por Robert Taylor. O estúdio a lançou com o título de "o vulcão de cabelos negros".

Laya Raki em A Coroa e a Espada

Laya então retornou a Europa, onde atuou em produções alemãs e italianas, com muito destaque. Nos Estados Unidos, entretanto, a sua carreira não deslanchou. Ela estampava constantemente capas de revistas, geralmente usando biquinis ou roupas escassas, mas pouco chamada para atuar.


Ela participaria de séries de televisão como Hawaiian Eye (1959), Tales of Wells Fargo (1957) e I Spy (1965). Também fez pequenos papéis em filmes como The Gallant One (1964), filmado no Peru, e Terra Selvagem (Savage Pampa, 1965), novamente protagonizado por Robert Taylor.

Laya Raki e Ty Hardin em Terra Selvagem

Após atuar em Papoulas Também São Flores (The Poppy Is Also a Flower, 1966), uma produção inglesa com um elenco de astros que incluia Senta Berger, Stephen Boyd, Angie Dickinson, Jack Hawkins, Rita Hayworth, Trini López, Marcello Mastroianni, Antony Qyale, Gilbert Roland e Omar Shariff, Laya Raki abandonou a carreira de atriz.


Em 1958 ela havia se casado nos Estados Unidos com o ator australiano Ron Randell. Com ele, esboçou um retono, nos palcos de Sidney, em 1971.

Laya Raki faleceu em Los Angeles, em 21 de dezembro de 2018, aos 91 anos de idade.

Laya Raki dançando em O Vale do Terror

Leia também: O controverso Ty Hardin

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