A trágica história de Russ Columbo, o "Valentino do rádio"


Russ Columbo foi uma das maiores estrelas do rádio norte americano do começo da década de 30, e poderia ter sido um nome tão famoso quanto o de Frank Sinatra, se não fosse sua morte repentina. De origem italiana, seu sucesso com as mulheres lhe valeu o título de "O Rodolph Valentino do rádio", e tal como o latin lover do cinema mudo, Columbo também faleceu com apenas 26 anos.


Ruggiero Eugenio di Rodolfo Colombo nasceu em 14 de janeiro de 1908, em Camden, Nova Jersey. Filho de imigrantes italianos, ele começou a estudar violino quando criança. Aos 13 anos mudou-se com a família para Los Angeles, e aos 17 anos ele abandonou o ensino médio para acompanhar uma banda, como violinista. Logo ele também começaria a cantar junto com uma orquestra.

Columbo chegou a ser gerente em uma boate, mas seu agente disse que ele devia investir na carreira de cantor, pois tinha potencial para ser uma estrela. Em 1931 ele e seu agente, o compositor Con Conrard, viajaram para Nova York, e Columbo conseguiu um horário noturno na rádio NBC. Isto lhe garantiu um contrato com a gravadora RCA e uma enorme legião de fãs, na grande maioria mulheres. Logo ele se tornou um dos maiores crooners da época, ao lado de Bing Crosby.


Assim que chegou em Nova York, Columbo conheceu a atriz Dorothy Dell, uma estrela do Vaudeville. Eles começaram a namorar, mas seu agente fez ele ocultar o relacionamento, arrumando namoros falsos com atrizes mais famosas como Greta Garbo e Pola Negri, para promovê-lo na imprensa.

Com a chegada do cinema falado, Russ Columbo apareceu cantando em três filmes musicais com a orquestra de Gus Arheim, o primeiro deles em 1927. Ele estreou como ator em A Canção do Lobo (The Wolf Song, 1929), estrelado por Gary Cooper e Lupe Velez.

Depois, ele atuou em Prodígio das Mulheres (Wonder of Women, 1929)  e novamente apareceu em um filme com a orquestra de Gus Arheim em Um Trono por um Beijo (Street Girl, 1929). Ele ainda apareceria nos filmes Dinamite (Dynamite, 1929), O Adorado Impostor (The Texan, 1930) e Inocência que Acusa (Hell Bound, 1931).

Em 1933 ele estrelou o curta That Goes Double (1933). Ao lado da atriz Constance Cummings, ele protagonizou o longa Luzes da Broadway (Broadway Thru a Keyhole, 1933). Depois apareceu como ele mesmo em Moulin Rouge (Idem, 1934).

Seu último filme, também como protagonista, Sonhando de Dia (Wake Up and Dream, 1934), estreou um mês após a sua morte.

Constance Cummings e Russ Columbo em Luzes da Broadway

Russ Columbo cantando em Luzes da Broadway

Na época, Russ Columbo estava namorando a atriz Carole Lombard, para a alegria da imprensa, que constantemente publicava notícias sobre o casal.

O namoro foi interrompido quando Columbo morreu no dia 02 de setembro de 1934. Dois meses antes, sua ex-namorada Dorothy Dell, havia falecido em um acidente de carro, com apenas 19 anos de idade. (leia sua história aqui).

Carole Lombard e Russ Columbo

A morte de Russ Columbo foi um dos mais estranhos acidentes de Hollywood. Ele estava visitando um amigo, o fotógrafo Lansing Brown, em sua residência. Lansing mostrava a Columbo sua coleção de armas de fogo. O fotógrafo segurava uma antiga pistola de duelos francesas, quando acendeu um cigarro. Acidentalmente, o fósforo fez disparar a carga de pólvora há muito esquecida dentro da arma, disparando uma bala. 

A bala ricocheteou em uma mesa, e atingiu o olho esquerdo do cantor. Ele foi levado ao hospital com o projétil alojado no cérebro, mas não resistiu a cirurgia.

Russ Columbo faleceu no hospital, seis horas depois de ser atingido, com apenas 26 anos de idade.  Sua secretária, a atriz Virginia Brissac, testemunhou que sua morte foi um acidente, e Lansing Brown foi inocentado.

A mãe de Russ Columbo tinha uma saúde frágil, e teve um ataque cardíaco quando soube do acidente do filho. O ataque fez com que ela tivesse também um derrame, ficando paralisada e parcialmente cega. Seu marido e filhos não contaram que o cantor havia falecido, com medo que ela não aguentasse. Ela nunca soube da morte de Russ.

Até sua morte, seu marido escrevia cartas falsas como sendo do filho, e lia para ela. Os irmãos do cantor tocavam seus discos, e diziam para a mãe que era ele cantando no rádio. Carole Lombard também escrevia cartas para ela, contando sobre a vida em Hollywood ao lado de Russ, mesmo depois de se casar com Clark Gable, em 1939.

Em 1942 Carole faleceu em um acidente aéreo, que também nunca foi contado para Giulia Columbo, que faleceu em 1944 (dez anos depois da morte de Russ Columbo). 

Quando morreu, no auge da fama, Russ Columbo estava escalado para interpretar Gaylord Ravenal em Magnólia: O Barco das Ilusões (Show Boat, 1936), mas com a morte do galã, o papel ficou com Allan Jones.

Em 1955 chegou-se a anunciar que o cantor Alan Dale iria interpretar Russ Columbo em uma cinebiografia, mas o filme nunca foi realizado.





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