Por Onde Anda? A Atriz Elaine Cristina


Na década de 1970 Elaine Cristina emendava uma novela nas outras, sendo uma das maiores musas do gênero. Geralmente fazendo papéis de mocinhas sofredoras, ganhou o apelido "de atriz mais chorona da TV". Os constantes trabalhos na televisão a afastaram do cinema, embora tenha deixando sua marca no gênero. 

Elaine foi uma grande estrela da TV Tupi, mas atuou em praticamente todas as emissoras, e foi a Irma, a mãe de Jove, na primeira versão de Pantanal (1990).



Seu nome verdadeiro é Julia Sanches, e ela nasceu em São Paulo em 13 de maio de 1950. Irmã da atriz Gilmara Sanches, Elaine Cristina logo se interessou pela carreira artística, e ainda criança começou a atuar nas rádios novelas, fazendo vozes infantis. Ela inclusive fez Marcelino Pão e Vinho, na Rádio São Paulo.

A atriz Gilmara Sanches


A pequena Elaine Cristina


Elaine tornou-se uma famosa rádio atriz paulista, e em 1959 apareceu pela primeira vez na televisão, como garota propaganda dos Brinquedos Estrela.


Ezio Ramos e Elaine Cristina, nos tempos da rádio novela


Em 1961 Elaine fez sua primeira novela, A Herdeira de Ferlac (1961), na TV Paulista, onde também fazia alguns trabalhos como garota propaganda. Depois, Ciro Bassini e Manoel Carlos a levaram para a TV Excelsior, onde ela atuou em Ontem, Hoje e Sempre (1965). Na emissora, ela ainda atuou em Aquele Que Deve Voltar (1965) e Os Diabólicos (1968-1969).


Elaine Cristina, Fábio Cardoso e Flora Geny em Aquele Que Deve Voltar


Depois, fez uma breve passagem pela TV Bandeirantes, onde atuou em Era Preciso Voltar (1969), O Bolha (1969) e As Asas São Para Voar (1970), e voltou para a Excelsior, onde ainda fez Mais Forte que o Ódio (1970).

Na emissora, ela também atuou no seriado As Aventuras de Zorro (1969), que era estrelado pelo jornalista José Paulo de Andrade, do programa O Pulo do Gato. (Saiba mais sobre esta série aqui).


Elaine Cristina, Roberto Rocco, Rui Luis e Líria Marçal em As Asas São Para Voar


Em 1971 o diretor Ary Fernandes, o criador da série O Vigilante Rodoviário, convidou Elaine para estrar no cinema, no filme Até o Último Mercenário (1971), que também tinha Carlos Miranda (o Vigilante Rodoviário) no elenco.




Em 1971 Elaine Cristina assinou contrato com a TV Tupi, onde se tornou uma grande estrela das telenovelas. Na emissora, ela estreou em Hospital (1971), depois fez uma média de duas novelas por ano, atuando O Preço de Um Homem (1971-1972), Bel-Ami (1972), A Revolta dos Anjos (1972-1973), A Volta de Beto Rockefeller (1973), As Divinas e Maravilhosas (1973-1974),  Os Inocentes (1974), Ídolo de Pano (1974-1975) e A Viagem (1975-1976).


Márcia Maria, Adriano Reys e Elaine Cristina em Bel-Amy


Elaine Crisitina entre Luiz Gustavo, Elke Maravilha, Odete Lara, Elizabeth Gasper e outros em A Volta de Beto Rockfeller


Tony Ramos e Elaine Cristina em Os Inocentes


Dante Rui e Elaine Cristina em A Viagem


Foi na Tupi que a atriz conheceu o colega Flávio Galvão, que também atuava na emissora. Eles se casaram em 1972, e com ele teve seu único filho, Flávio. Elaine estava grávida de verdade quando atuou na novela Ídolo de Pano (1974-1975).



Flávio Galvão e Elaine Cristina


Elaine Cristina, grávida, e Tony Ramos, em Ídolo de Pano



Em 1976 Elaine viveu Aurélia Camargo no filme Senhora (1976), baseado na obra de José de Alencar. Seu marido, Flávio Galvão  também estava no elenco, além de outros atores da Tupi (mas seu galã era Paulo Figueiredo), escalados pelo diretor de novelas da emissora Geraldo Vietri, que também assinou a direção deste longa.


Elaine Cristina e Paulo Figueiredo em Senhora




Ainda na Tupi, também fez O Julgamento (1976-1977) e Como Salvar Meu Casamento (1979-1980), a novela que não teve final, já que a Tupi saiu do ar antes do final da trama.

Então a atriz passou a atuar em diversas emissoras. Na Bandeirantes, fez A Deusa Vencida (1980). Na Globo, atuou em Obrigado, Doutor (1981) e também participou de alguns Caso Verdade. Na Cultura, atuou em As Cinco Panelas de Ouro (1982) e Iaiá Garcia (1982).  E no SBT atuou em Anjo Maldito (1983). De volta a Bandeirantes, fez O Campeão (1983).



Ana Maria Braga e Agnaldo Rayol em A Deusa Vencida


Em 1985 a atriz participou do remake de Antônio Maria (1985), seu primeiro trabalho na TV Manchete. Depois, ela fez Sinhá Moça (1986) e O Outro (1987), na TV Globo.


Sinde Felipe e Elaine Cristina em Antônio Maria


Rubens de Falco e Elaine Cristina em Sinhá Moça


Em seu retorno a Manchete, Elaine Cristina atuou em dois dos maiores sucessos da emissora, Kananga do Japão (1989) e Pantanal (1990), onde interpretava Irma, a mãe de Jove, vivido por Marcos Winter.



A morte de Zé Leôncio em Pantanal. Em cena: Claudio Marzo, Paulo Gorgulho, Cristiana Oliveira, Marcos Winter, Jussara Freire, Marcos Palmeira, Elaine Cristina e Nathalia Timberg


Nos anos seguintes a atriz fez Antônio Alves, Taxista (1996), no SBT, onde também gravou O Direito de Nascer, gravada em 1997 mas só exibida em 2001. Foi no canal que ela fez suas últimas novelas até o momento, Revelação (2008-2009), Vende-se Um Véu de Noiva (2008-2010) e Chiquititas (2013-2015).


Guilhermina Gingle e Elaine Cristina em O Direito de Nascer


Elaine Cristina em Chiquititas


No cinema, Elaine Cristina ainda participou dos curta-metragens Obsessão Fatal (2001) e A Escolha (2011). Atualmente, a atriz mantém um canal no Youtube, A Arte de Viver.




Elaine Cristina e Flávio Galvão se separaram em 2011.


Elaine Cristina atualmente



2 comentários:

  1. Exelente atriz,inteligente,culta. Faz falta a dramaturgia atual.

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  2. Lindíssima e uma excelente atriz também. Pena porém que ela seja casada com aquele traste pornô e exibicionista inútil e imoral e michêzinho de ponta de esquina barato e vulgar completamente nojento e insuportável do tal de Flávio Galvão. Deus queira que ela fique viúva logo em breve para alegria geral do Brasil e do mundo inteiro também. Que assim seja. Amém.

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