Morre o ator Jacques Perrin, de Cinema Paradiso (1988), aos 80 anos de idade

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O ator, diretor e produtor francês Jacques Perrin morreu no dia 21 de abril, aos 80 anos de idade. De acordo informou seu filho, ele "morreu pacificamente". Astro do cinema francês, ele atuou em mais de 100 filmes, e é lembrado por interpretar o personagem Salvatore "Totó" na fase adulta, no clássico Cinema Paradiso (Idem, 1988). 

No filme, emocionado, Perrin assiste as cenas cortadas dos filmes que assistia quando criança, nos créditos finais da obra.






Nascido em Paris, em 13 de julho de 1941, ele era filho do diretor Alexandre Simonet e sua mãe era a atriz Marie Perrin. Ele também era sobrinho do ator Antoine Balpêtré. Influenciado pela família, ele estudou atuação no Conservatoire National Supérieur d'Ar Dramatique.

Perrin estreou no cinema ainda criança, atuando em Portas da Noite (Les Portes de La Nuit, 1946).




Mas ele só voltou a atuar na década de 1950, atuando em filmes como Os Trapaceiros (Les Tricheurs, 1958), de Marcel Carné. Ele se tornou um dos atores favoritos do diretor Valerio Zurlini, com quem trabalhou pela primeira vez em A Moça Com a Valise (La Ragazza com La Valiglia, 1961), com Claudia Cardinale.

Com o diretor, também fez Dois Destinos (Cronaca Familiare, 1962), ao lado de Marcello Mastroianni.


Jacques Perrin e Marcello Mastroianni em Dois Destinos

Com Brigitte Bardot, o ator fez A Verdade (La Vérieté, 1960), de Henri-Georges Clouzot. E sob direção de Mauro Bologni fez A Corrupção (La Corruzione, 1963). E atuou em dois musicais de Jacques Demy: Duas Garotas Românticas (Les Demoiselles de Rochefort, 1967) e Pele de Asno (Peau D'Âne, 1970), ambos com Catherine Deneuve.


Jacques Perrin com Claudia Cardinale em A Moça Com a Valise


Jacques Perrin e Brigitte Bardot em A Verdade


Françoise Doléac e Jacques Perrin em Duas Garotas Românticas

Em 1966 ele ganhou dois prêmios no Festival de Veneza, pelos filmes La Busca (1966) e Um Homem Pela Metade (Un Uomo a Metá, 1966). E quando tinha 27 anos de idade criou uma produtora, que produziu Z (Idem, 1969), de Costa-Gravas. O filme, que tinha Perrin no elenco, ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Ele produziu outros filmes do diretor, bem como o documentário Allende (1973), sobre o presidente chileno Salvador Allende.


Jacques Perrin em Z

Em 1976 produziu outro filme vencedor do Oscar, Preto e Branco em Cores (La Bictorie en Chantant, 1976), de Jean-Jacques Annaud. Depois, dedicou-se a produzir e dirigir documentários, como Migração Alada (Le Peuple Migrateur, 2001), que foi indicado ao Oscar.

Perin continuou atuando, mas com mais destaque na televisão. Ele ainda participou de filmes como O Pacto dos Lobos (Le Pacte des Loups, 2001) e A Voz do Coração (Les Choristes, 2004). Seu último filme foi Goliath (2022).


Jacques Perrin em Goliath








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