Por Onde Anda? A Atriz Renée de Vielmond



Renée de Vielmond fez sua história no cinema, teatro e televisão, onde imprimiu sua marca de beleza, classe e talento. Uma das grandes estrelas nacionais das décadas de 1970, 1980 e 1990, ela abandonou a carreira para a saudade do público. Mas ela mesmo não sente falta da fama, e certa vez declarou para uma revista: "fui infeliz por 30 anos", ao se referir a cobrança pela audiência e da cobrança da eterna beleza e juventude.




Renée Le Brun de Vielmond nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de julho de 1953. Renée é filha de um engenheiro francês e de uma advogada alagoana. Ela também é neta de uma atriz e acrobata circense, uma das fundadoras do popular Grande Circo Nerino

Renée estreou como atriz ao cinco meses de idade, interpretando o Menino Jesus em um auto de Natal no Circo Nerino, que pertencia ao seu tio Roger Avanzi (o palhaço Picolino). Renné cresceu trabalhando nos bastidores do circo, e em 1968 o diretor teatral Antunes Filho a convidou para fazer um teste como atriz.

Renée passou no teste, e foi escalada para a peça A Cozinha (1968), que marcou sua estreia profissional. Para se preparar para o papel, ela teve aulas de atuação com o professor russo Eugenio Kusnet.

Com 16 anos de idade, Renée estreou no cinema como protagonista do filme Compasso de Espera (1969), que foi dirigido por Antunes Filho. O filme só seria lançado em 1973. Renée ganhou o troféu APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de Atriz revelação por seu desempenho.



Renée de Vielmond e Zózimo Bulbul em Compasso de Espera


Em 1971 ela foi escalada por Dionísio Azevedo para interpretar a professora Juliana na telenovela Meu Pedacinho de Chão (1971), uma novela educativa produzida pela TV Cultura, e reexibida simultaneamente pela TV Globo.



Renée de Vilemond e Nilson Condé em Meu Pedacinho de Chão

Em 1972 Renée foi contratada pela Rede Globo e ingressou no elenco da novela O Bofe (1972). Após este trabalho, ela transferiu-se para a TV Tupi, onde atuou em A Revolta dos Anjos (1972) e Jerônimo, o Herói do Sertão (1974).



Renée de Vielmond e Francisco de Franco em Jerônimo, o Herói do Sertão


De volta a Globo, Renée obteve grande popularidade ao estrelar a novela Escalada (1975), onde fazia par romântico com o galã Tarcísio Meira. Escrita por Lauro César Muniz, Escalada mesclava a trama romântica com forte crítica social e política, em pleno regime militar.

Por seu trabalho em Escalada, a atriz foi agraciada como o troféu Sept D'or, concedido pela televisão francesa.


Renée de Vielmond e Tarcísio Meira em Escalada

A partir de então, tornou-se presença constante nas novelas da emissora, atuando em obras como Anjo Mau (1976), Pecado Rasgado (1978), Brilhante (1981), Moinhos de Vento (1983), Guerra dos Sexos (1983), Eu Prometo (1983), Barriga de Aluguel (1990), De Corpo e Alma (1992), Pátria Minha (1994) e Explode Coração (1995), onde interpretou uma personagem que causou polêmica ao namorar Serginho, um rapaz muitos anos mais novo, vivido pelo ator Rodrigo Santoro.

Na Manchete, atuou em Novo Amor (1986), Olho Por Olho (1986) e Fronteiras do Desconhecido (1990). Também na Rede Manchete, Renée foi a apresentadora do jornalístico Programa de Domingo, sob a direção de Fernando Barbosa Lima, com produção de Roberto D Ávila.

Em 1986 a atriz também estampou a capa da Revista Playboy.


Renée de Vielmond, José Wilker e Suzana Vieira em Anjo Mau


Carlos Augusto Strazzer e Renée de Vielmond em Moinhos de Vento


Carlos Alberto e Renée de Vielmond em Novo Amor


Tereza Seibltz e Renée de Vielmond em Barriga de Aluguel


Renée de Vielmond e Rodrigo Santoro em Explode Coração


Paralelamente à carreira na teledramaturgia, Renée também é conhecida e renomada nos palcos brasileiros. No teatro, dentre outros espetáculos, atuou em A Gaivota, de Anton Tchecov (1974), direção de Jorge Lavelli, em Crimes Delicados, de José Antônio de Souza, em 1975, sob direção de Aderbal Freire, e em O Jardim das Cerejeiras de Anton Tchecov, em 1989, sob direção de Paulo Mamede. 


Renée de Vielmond e Sérgio Britto em A Gaivota


No cinema, ela ainda atuou em Batalha dos Guararapes (1978), Filhos e Amantes (1982), Eros, o Deus do Amor (1982) e Os Bigodes da Aranha (1992). Por Eros, o Deus do Amor, recebeu outro troféu APCA, agora de melhor atriz.



Renée de Vielmond em A Batalha dos Guararapes


Apesar de ser uma grande estrela, Renée não era adepta ao estrelato. Ele sempre foi uma pessoa discreta e consciente, e brigava nos bastidores pelos direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho para os atores, sendo uma das grandes militantes da regulamentação da profissão do ator e dos direitos autorais da categoria.

Em 1979 ela fez parte do Comitê de Anistia, e participou da campanha pela libertação da socióloga Flávia Schilling, presa pela ditadura uruguaia, em 1980.


Em 1998, após participar de um episódio da série Mulher, resolveu abandonar a carreira de atriz, e ingressou na faculdade de história, na PUC do Rio de Janeiro. A partir de então, dedicou-se a vida acadêmica e estudos de história.

Em 2007, entretanto, aceitou o convite do amigo Gilberto Braga para atuar na novela Paraíso Tropical (2007). Seria uma participação especial de poucos capítulos, mas o público gostou de seu personagem, e Braga a convenceu a permanecer na trama até o final.

Depois, apesar de receber muitos convites, não voltou mais a televisão.


Rodrigo Veronese e Renée de Vielmond em Paraíso Tropical


Renée foi casada com o ator José Wilker, que conheceu durante as filmagens de Anjo Mau. Eles se casaram em 1976, e ficaram juntos até 1985. O casal teve uma filha, a hoje roteirista Mariana Vielmond.

Com a morte de Wilker, em 2014, Mariana herdou o acervo do pai. Desde então, Renée usa sua experiência como historiadora para organizar e catalogar o legado deixado pelo ator.


Em 2016 o apresentador Faustão chegou a noticiar que Renée de Vielmond havia morrido, mas a artista continua viva, estando apenas afastada da vida artística.


José Wilker e Renée de Vielmond


Renée de Vielmond atualmente


Renée de Vielmond atualmente


Renée de Vielmond e a filha Mariana Vielmond




3 comentários:

  1. Sempre linda, sempre meiga. Faz muita falta na telinha.

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  2. Minha musa por toda a sua competência como atriz, como militante dos direitos dos atores e, não poderia deixar de dizer, por sua beleza que me encanta até hoje.

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  3. Estou assistindo a reprise de "Paraíso Tropical" só pela classe e beleza de Renée de Vielmond. Espetáculo de mulher.

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