Othon Bastos Completa 88 Anos de Idade



Um dos mais versateis atores brasileiros, Othon Bastos é dono de extensa e premiada carreira. Com mais de 300 trabalhos acumulados em mais de sete décadas, Othon Bastos é um dos mais completos atores do Brasil, brilhando no cinema, teatro e televisão.




Othon José de Almeida Bastos nasceu em Tucano, na Bahia, em 23 de maio de 1933. Mas muito jovem mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira nos palcos, em 1950. Othon foi aluno de Paschoal Carlos Magno, e começou no teatro como assistente de cenografia, iluminação e sonoplastia, antes de fazer sua primeira peça como ator, Otelo, em 1950.

Mas ele ganhou destaque como ator em 1954, quando interpretou Ezequiel Ponto Fino, na peça Lampião.




Dois anos depois, estreou na televisão, atuando no Teatrinho Troll, na TV Tupi do Rio de Janeiro, participando de inúmeros programas.


Aldo de Maio, Othon Bastos e Claudio Cavalcanti em Teatrinho Troll


Em 1962 estreou no cinema, atuando no premiado O Pagador de Promessas, que deu a Anselmo Duarte a Palma de Ouro em Cannes. O filme também foi a primeira produção brasileira a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Othon Bastos interpretava um jornalista que entrevista Zé do Burro, personagem de Leonardo Villar. No mesmo ano, atuou ainda em Tocaia nos Asfalto (1962), de Roberto Pires, e Sol Sobre a Lama (1962), de Alex Vianny.


Leonardo Villar e Othon Bastos em O Pagador de Promessas


Desde então, tornou-se um dos mais atuantes artistas do cinema brasileiro, atuando em mais de 80 filmes. Ele foi o Bentinho na versão cinematográfica de Capitu (1968), e brilhou como o icônico cangaceiro Corisco em Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha. Com o diretor, também fez O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969).





Anabella e Othon Bastos em Capitu


Othon Bastos e Mauricio do Valle em O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro



No cinema, brilhou em Os Deuses e os Mortos (1970), de Ruy Guerra, e ao lado de Isabel Ribeiro fez São Bernardo (1972), de Leon Hirzman, que rendeu prêmios importantes, que se somam a sua grande coleção de premiações.



Othon Bastos e Isabel Ribeiro em São Bernardo



Othon Bastos e alguns de seus prêmios cinematográficos


Sua extensa filmografia inclui os mais variados papéis, incluindo personagens reais como o Padre Antônio Vieira em Sermões, A História de Antônio Vieira (1990), o Visconde de Feitosa em Mauá, O Imperador do Rei (1999), e presidente Tancredo Neves em O Paciente, o Caso de Tancredo Neves (2018).





Othon também atuou no aclamado Central do Brasil (1998), e em O Que é Isso Companheiro (1997), duas produções nacionais indicadas ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Dos cinco filmes nacionais a concorrerem na categoria, o ator estava no elenco de três deles. (Veja também: O Primeiro Brasileiro Indicado ao Oscar).


Othon Bastos e Fernanda Montenegro em Central do Brasil



Também esteve no infantil O Menino Maluquinho - O Filme (1995), e o espírita Nosso Lar (2010). e esteve ótimo em Bicho de Sete Cabeças (2000), ao lado do internacional Rodrigo Santoro, com quem também fez Abril Despedaçado (2001) e Heleno (2011).


Rodrigo Santoro e Othon Bastos em Bicho de Sete Cabeças


Othon Bastos e Renato Prieto em Nosso Lar


Também consagrado no teatro, Othon Bastos atuou em diversas produções, sendo premiado por muitas delas.


Othon Bastos e Martha Overbeck em Ponto de Partida (1976)


Recordista também de trabalhos na televisão, o ator estreou nas telenovelas em uma participação no sucesso Beto Rockfeller (1968), na Tupi. Depois, no ano seguinte, teve um papel maior em Super Plá (1969) e brilho na emissora,  em novelas como Aritana (1979) e Roda de Fogo (1979), além de participar de outras produções do canal.


Othon Bastos e Hélio Souto em Super Pá


Othon Bastos e Eva Wilma em Roda de Fogo



Em 1981 foi um dos protagonistas da novela Os Imigrantes, um dos maiores sucessos da história recente da teledramaturgia nacional.  Produzida pela TV Bandeirantes, a novela foi uma das poucas produções fora da Rede Globo a fazer um enorme sucesso na década de 1980.



Altair Lima, Othon Bastos e Rubens de Falco em Os Imigrantes



Desde então, atuou em quase todas as emissoras, passando pela Manchete, Globo, Cultura, SBT e Record. São tantos os trabalhos do ator na TV, que ficaria impossível citar todos. Mas como esquecer seu trabalho na famosa Roque Santeiro (1985)? O coronel Tóti de Pacto de Sangue (1989)? Ou O Lulu dos Santos da minissérie Tereza Batista (1992)? 



Yoná Magalhães e Othon Bastos em Roque Santeiro


Othon Bastos em Pacto de Sangue


Othon Bastos em Tereza Batista


Mas um de seus papéis mais marcantes nas telenovelas foi como o patriarca Júlio no grande sucesso do remake de Éramos Seis (1994), produzida pelo SBT. O ator também fez uma participação especial na versão de 2019, feita pela Rede Globo, interpretando um padre.




Othon Bastos em Éramos Seis (2019)


São quase 100 papéis entre novelas, minisséries e especiais feitos na TV (e isto sem contar com os trabalhos em teleteatros), Othon Bastos continua atuando com bastante frequência no elenco das novelas da Rede Globo, e esteve magistral como o mordomo Silviano em Império (2014), que esta sendo reprisada atualmente.


Betty Faria e Othon Bastos em A Força do Querer (2017)


Othon Bastos em Império (2014)



Casado desde 1960 com a atriz Martha Overbeck, Othon Bastos é um dos mais completos e talentosos artistas brasileiros.


Othon Bastos e Martha Overbeck


Othon Bastos atualmente


O jovem Othon Bastos


Veja também: A História do Ator Carlos Alberto




Um comentário:

  1. Parabéns Othon Bastos. Inesquecível peça no Teatro Carlos Gomes aqui em Vitória - ES. Assistimos a peça e tivemos o privilégio de registrar com fotos. Ator talentoso e muito gentil. Muito feliz pela lembrança, juntamente com a saudosa Eva Vilma.

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