Myrtle Gonzalez, a primeira estrela latina em Hollywood morreu na pandemia da Gripe Espanhola


Tendo atuado em 80 filmes em apenas 04 anos de carreira, Myrtle Gonzalez é considerada a primeira estrela latina a conquistar Hollywood, ainda nos tempos do cinema mudo. Infelizmente, sua breve trajetória foi interrompida bruscamente em 1918, aos 27 anos de idade, pois a atriz foi uma das milhares de vítimas da pandemia da Gripe Espanhola, que dizimou aproximadamente 5% da população mundial.


Embora fosse norte-americana, nascida na Califórnia em 28 de setembro de 1891, Myrtle Gonzalez era filha de um nativo da região mexicana da Califórnia. Já sua mãe, Lillian Cook, era uma ex-cantora de ópera irlandesa.

Incentivada pela mãe Myrtle começou a cantar como soprano em igrejas e eventos locais beneficentes, tendo dividido o palco com as artistas Fanny Davenport e Florence Stone. Em 1911 ela se casou com o ator J. Parks Jones, com quem teve um filho. Ele era um homem de teatro, mas migraria para o cinema em 1915, tendo atuado até 1929.

Em 1913 Myrtle foi contratada pelo estúdio Vitagraph, um dos mais importantes da época, no filme The Yellow Streak (1913). Ela fazia um papel coadjuvante em seu filme inicial, mas logo foi promovida a estrela do estúdio.

Myrtle estrelou cinco filmes ao lado de William Desmond Taylor (que seria assassinado em 1922), Her Husband's Friend (1913), Tainted Money (1914), Millions for Defense (1914), The Kiss (1914), e Capitain Alvarez (1914), mas ficou mais conhecida pelo papel de Enid Maitland no drama The Chalice of Courage (1915), contracenando com William Duncan Os críticos apelidaram a atriz de de "O lírio branco virgem das telas".

Myrtle Gonzalez em The Girl of Los Lake (1916) 

Em muitos de seus filmes, interpretou heroínas em filmes na selva ou na neve.


Quando ingressou no cinema, ela ainda era oficialmente casada, mas havia sido abandonada pelo primeiro marido, com um filho para criar, por volta de 1912. O divórcio finalmente saiu, em 1917, e Myrtle se casou novamente, com o diretor e ator Allen Watt, que era assistente de direção da Universal, estúdio com o qual ela assinou contrato em 1916.


Myrtle mudou-se como Watt para Washington, e parou temporariamente de atuar. Ela pretendia voltar após aproveitar um pouco a vida de casada, mas seus planos não se realizaram. Ele foi convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, e ela ficou na residência do casal.

Em 22 de outubro de 1918 a atriz morreu vítima da  Gripe Espanhola, com apenas 27 anos de idade. Infelizmente, a maior parte do seu trabalho esta perdida, assim como quase todas as produções da Vitagraph.


Myrtle Gonzalez não foi a única artista a perder a vida na pandemia. Conheça as outras vítimas na matéria abaixo:

Os artistas que morreram durante a pandemia da gripe espanhola


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Cantora Vanusa apresenta melhora e já respira sem aparelhos, mas continua na UTI


No domingo, dia 27, o Hospital dos Estivadores de Santos, onde a cantora Vanusa está internada desde o dia 05, divulgou um boletim médico falando que a artista apresentou uma melhora, embora continue na UTI.  De acordo com o Complexo Hospitalar, a cantora encontra-se consciente, com quadro clínico estável e respirando espontaneamente com cateter de oxigênio.

Vanusa havia sido entubada no dia 22, data em que completou 73 anos de idade, e esta tratando uma grave pneumonia. Durante a internação, ela também foi diagnosticada com anemia.



Vanusa Santos Flores nasceu em Cruzeiro, interior de São Paulo, em 22 de agosto de 1947. Ela começou a carreira aos 16 anos, como crooner de orquestras de bailes, em Uberaba, cidade onde foi criada.

Vanusa foi uma das estrelas da Jovem Guarda, e gravou 23 discos ao longo da carreira, vendendo mais de 3 milhões de cópias.


Ela também trabalhou como atriz. Ela apareceu no filme Pobre Príncipe Encantado (1969), estrelado por Wanderley Cardoso e também atuou em Com a Cama na Cabeça (1973). Ao lado de Ronnie Von, estrelou a novela Cinderela 77 (1977), na TV Tupi. Também atuou em Marrom Glacê (1979) e O Amor é Nosso (1981).


Na TV Excelsior, fez parte do humorístico Os Adoráveis Trapalhões (1966-1968).

Vanusa no filme Pobre Príncipe Encantado

Em 2009 um vídeo da atriz viralizou, após ela errar a letra do Hino Nacional. Ela foi bastante criticada na época, e foi alvo de piadas de mal gosto. Na verdade, a atriz já demonstrava os sinais do Alzheimer.

Vanusa tem três filhos, Amanda e Aretha (filhas do cantor Antônio Marcos) e Rafael Vanucci (filho de Armando César Vanucci). 


Morre o ator e diretor Emílio de Biasi, aos 81 anos de idade

 

Morreu no dia 27 de setembro o ator e diretor Emílio de Biasi, grande nome do teatro brasileiro, com passagens marcantes também pelo cinema e televisão. O ator tinha 81 anos de idade, e sua morte foi divulgada por colegas através das redes sociais. Emílio de Biasi sofria de Mal de Alzheimer.


Constabile Emilio de Yoshi, seu nome verdadeiro, nasceu em São Paulo em 29 de maio de 1939, e estreou no teatro profissional em 1961na peça O Chapéu de Palha da Itália, mas já fazia teatro amador alguns antes, tendo inclusive feito sua estreia na televisão anos antes, no teleteatro Diálogo de Carmelitas (1958), na TV Tupi.

Biasi logo se tornou um dos mais respeitados atores do teatro brasileiro, e estreou na direção com Cordélia Brasil (1968), de Antônio Bivar. A montagem, encenada pelo Teatro de Arena foi invadida durante a Ditadura Militar. Biasi e o ator Paulo Bianco foram espancado pelos militares e Norma Benguel acabou presa.

Foi somente na década de 80, já consolidado nos palcos, que ele retornou a televisão, trabalhando como ator na novela Drácula, Uma História de Amor (1980). A novela inicialmente era exibida na TV Tupi, mas não teve final devido ao fechamento da emissora, e foi refeita na Bandeirantes como nome de Um Homem Muito Especial (1980). na emissora também atuou em obras como os Imigrantes (1981), Os Adolescentes (1981) e Ninho da Serpente (1982). Também atuou na TV Cultura em Floradas na Serra (1982).

No cinema, atuou em Força Estranha (1983), Filme Demência (1986), que lhe rendeu um Kikito de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Cinema de Gramado, Anjos do Arrabalde (1987), Alma Corsária (1993), Insolação (2009), Trago Comigo (2013) e Primavera (2018).



Na televisão, Emilio de Biasi também foi diretor de obras importantes. Ele dirigiu a novela Ranascer (1993), O Rei do Gado (1996-1997), Anjo Mau (1997-1998), Esperança (2002), A Escrava Isaura (2002) e Amazônia: De Galvez a Chico Mendes (2007).



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Por Onde Anda? Claude Jarman Jr., de Virtude Selvagem (1946)

 

Claude Jarman Jr. estreou no cinema como protagonista do tocante Virtude Selvagem (The Yearling, 1946), como o doce menino que adota um veado selvagem que se torna seu melhor amigo. O filme fez um enorme sucesso, e foi indicado a cinco Oscars (incluindo de Melhor Filme), e recebeu duas estatuetas.

Pelo papel do menino Jody Baxter, filho de Gregory Peck, Claude Jarman Jr. também recebeu um Oscar especial, o Oscar Juvenil (também chamado de Oscarette).


Claude Jarman Jr. nasceu em Nashville, em 27 de setembro de 1934. Ele começou a atuar em produções teatrais locais ainda criança, e quando estava na quinta-série foi descoberto por um agente da MGM, que procurava um menino para estrelar o filme Virtude Selvagem (The Yearling, 1946).

Era sua estreia no cinema, e Jarman emocionou o público como o menino que protege seu melhor amigo, um veado selvagem.


O menino recebeu inúmeras críticas positivas, e acabou recebendo o Oscarette, o Oscar Juvenil, categoria entregue para atores mirins, que já não existe mais na premiação. Leia mais sobre o Oscarette aqui.

Claude Jarman Jr. recebendo seu Oscarette (miniatura do Oscar) das mãos de Shirley Temple

Seus pais se mudaram para a Califórnia, para que o menino desse continuidade a sua carreira no cinema, e ele foi matriculado na escola da MGM para atores mirins.

Em seguida ele atuou na MGM em A Ilha Encantada (High Barbaree, 1947), estrelado por Van Johnson e June Allyson. Mas a chegada da puberdade fez o estúdio perder o interesse no garoto que havia protagonizado um grande sucesso pouco tempo atrás. Ele ficou dois anos na "geladeira", até ser escalado para atuar em Sol da Manhã (The Sun Comes Up, 1949). Desta vez Claude Jarman Jr. tinha outro amigo animal fiel, a cadela estrela Lassie.

Claude Jarman Jr. e Lassie em Sol da Manhã

Na MGM ele ainda fez papéis coadjuvantes em O Mundo Não Perdoa (Intruder in the Dust, 1949) e Sangue Bravo (The Outriders, 1950). Depois o pré-adolescente começou a ser emprestado para estúdios menores, como a Republic, onde atuou no clássico Rio Bravo (Rio Grande, 1950), ao lado de John Wayne.

Claude Jarman Jr. e John Wayne em Rio Bravo

Na MGM seu último filme foi Jogo Sem Trunfo (Inside Straight, 1951). Jarman ainda atuou na Republic em Escuna do Diabo (Fair Wind to Java, 1953) e participou de Laço do Carrasco (Hangman's Knot, 1952), feito por um estúdio menor, antes de ser dispensado da MGM.

Desanimado com os rumos de sua carreira, retornou a Nashville, onde cursou direito na Universidade. Após se formar, retornou a Hollywood, e conseguiu um papel de coadjuvante em Têmpera de Bravos (The Great Locomotive Chase, 1956), na Disney. O filme era estrelado por Jeffrey Hunter e Fess Parker.

Mas logo Jarman, que estava com 22 foi convocado para servir o exército, onde permaneceu por três anos. O serviço militar encerrou de vez sua carreira. Após dar baixa, o jovem ator ainda tentou atuar, mas só conseguiu duas participações em séries de televisão, até 1960.


Mas ele não abandonou o cinema definitivamente. Por 15 anos (de 1965 a 1980), tornou-se o diretor do Festival de Cinema de São Francisco, e foi produtor executivo do documentário Fillmore (1972), sobre o empresário do rock Bill Graham.

Em 1978 apareceu em frente as câmeras pela última vez, atuando em um episódio da série Centennial.


Na década de 80 foi diretor de cultura da cidade de São Francisco, e em 1986 montou uma agência de viagens.

Após muitos anos longe do público, foi um dos convidados da cerimônia do Oscar em 1998, que homenageou vencedores veteranos. Ele voltaria a ser homenageado na cerimônia de 2003, que comemorava os 75 anos do Oscar.

Claude Jarman Jr. na cerimônia do Oscar de 2003

Atualmente aposentado, Claude Jarman Jr. foi casado por três vezes, e tem sete filhos. Em 2018 ele lançou sua biografia, contando suas lembranças de Hollywood.


Por Onde Anda? Melissa Sue Anderson, de Os Pioneiros


Melissa Sue Anderson ficou famosa ao interpretar a doce e tímida Mary Ingalls na série de televisão Os Pioneiros (Little House on the Prairie, 1974-183). Na vida real, atriz e personagem tem uma personalidade parecidas. Assim como Mary, Melissa é bastante reservada, e como já chegou a declarar, preferia ler um livro a subir em uma árvore na infância.



Nascida na Califórnia, em 26 de setembro de 1962, Melissa Sue Anderson foi matriculada pelos pais em aulas de dança, para lidar com a timidez. Sua professora os aconselhou a contratar um agente para a menina, pois acreditava que ela tinha potenciol para fazer publicidade.

Ela logo começou a fazer comerciais, e estreou na televisão em um episódio de A Feiticeira (Bewitched), fazendo uma das crianças da escola no primeiro dia de aula de Tabata. No ano seguinte, participou da série The Brady Bunch, onde interpretou Millecent, a menina que da o primeiro beijo no personagem Bobby.

Melissa Sue Anderson em The Brady Bunch

Após aparecer em diversas séries de TV, aos 11 anos de idade ela estreou no sucesso Os Pioneiros (Little House on the Prairie, 1974-183), interpretando a filha mais velha da família Ingalls. Melissa participou das sete primeiras temporadas, mas voltou para uma participação especial na oitava temporada.

Assim como Melissa, sua personagem foi crescendo na série, e Mary Ingalls chegou a se casar durante a passagem de tempo no programa. Ao longo dos anos, foi a única pessoa do elenco da série indicada ao prêmio Emmy por Os Pioneiros.



Em 1977, enquanto ainda trabalhava na série, Michael Landon (que interpretava seu pai no programa) a convidou para atuar no filme The Loneliest Runner (1977), que era inspirado em sua vida. Melissa ficou honrada, principalmente devido ao carinho que ela tinha por Landon, que era como um segundo pai para ela.

Michael Landon e Melissa Sue Anderson


Em 1980 ela foi convidada para protagonizar o filme A Lagoa Azul (Blue Lagon, 1980), mas recusou o papel por não se sentir confortável com as cenas de nudez.

Ao deixar a série, fez muitos telefilmes, e estrelou o terror Feliz Aniversário Para Mim (Happy Birthday to Me, 1981).

Melissa Sue Anderson em Feliz Aniversário Para Mim

Melissa também atuou ao lado de Barbara Eden (de Jeannie é um Gênio) na comédia Chattanooga Choo Choo (1984), que lhe rendeu o prêmio de estrela feminina concedido pela OTAN

Na década de 80 praticamente só trabalhou para a televisão, inclusive atuando na série The Equalizer (1987-1988). Ela perdeu o papel de Sarah Tobias em Acusados (The Accused, 1988) para Jodie Foster, mas atuou em filmes como Clube do Suicídio (The Suicide Club, 1988) e A Casa de Kate é Um Caso (Far North, 1988).

Em março de 1990 ela se casou com o produtor Michael Sloan, com quem tem dois filhos. Com a família, mudou-se para o Canadá, passando a atuar em produções da televisão do país. Mas embora continue atuando, priorizou o tempo com os filhos ao invés da carreira, atuando cada vez menos. Em 1999 ela chegou a atuar na série canadense Partners, mas só aceitou o convite por ela ser de curta duração.

Melissa também foi produtora da série Where Pigeons Go To Die (1990), último trabalho de Michael Landon na televisão.

Melissa Sue Anderson em família

Em 2010 ela lançou sua biografia, que basicamente contava histórias felizes nos bastidores de Os Pioneiros, mas abordava sua carreira e vida pessoal após a série. Com os filhos crescidos, voltou ao cinema atuando no drama Verônica Mars: O Filme (Veronica Mars, 2014).

Seu último trabalho foi no filme The Con Is On (2018).

Sharon Maughan, Tim Roth e Melissa Sue Anderson em The Con Is On






Por Onde Anda? Eduardo Tornaghi, o galã que largou tudo para viver uma vida simples


Nas décadas de 70 e 80 o talentoso ator Eduardo Tornagui fez muitas fãs suspirarem com seus belos olhos azuis. Mas no auge da fama, Eduardo estava descontente com a "gaiola de ouro da fama", e largar tudo para viver uma vida simples, sem abandonar o amor a arte.


Eduardo Henrique Tornaghi nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de setembro de 1951. Ele é irmão da promoter social Ana Maria Tornagui, e estreou na televisão na novela João da Silva (1973), mas despontou para o sucesso como o personagem Leopoldo, na novela A Moreninha (1978).

Eduardo Tornaghi, Mário Cardoso, Nívea Maria, Roberto Bolant, Monique Lafond, Célia Biar, Marco Nanini e Carmem Monegal em A Moreninha

Também atuou nas novelas Vejo a Lua no Céu (1976), O Espantalho (1977) e Ciranda Cirandinha (1978), mas seus maiores destaques foram em Sinhazinha Flô (1977) e Dancing Days (1978), uma das telenovelas mais bem sucedidas da história da televisão brasileira.

Glória Pires e Eduardo Tornaghi em Dancing Days

Eduardo Tornaghi e Bette Mendes em Sinhazinha Flô

Todos estes trabalhos foram na Rede Globo, e após ainda atuar na emissora em Memórias de Amor (1979), foi para a TV Bandeirantes protagonizar O Todo Poderoso (1979). Mas retornaria a Globo em seguida onde ainda fez Marina (1980), Vereda Tropical (1984) e o sucesso A Gata Comeu (1985).

Tornaghi já havia pensado em deixar a televisão, mas não consegui recusar o convite de Ivani Ribeiro. Inicialmente, seu papel seria uma participação curta, de poucos episódios, mas o personagem caiu no gosto do público e acabou ficando.

Eduardo Tornaghi e Cristiane Torloni em A Gata Comeu

No cinema, estreou em Enigma Para Demônios (1975). Durante os anos de estrelato, ainda atuou em Mulher Desejada (1978) e O Grande Palhaço (1980).

Eduardo Tornaghi e Kate Hansen em Mulher Desejada

Porém, o ator estava desgosto com o preço do sucesso. Ele percebeu que havia ficado deslumbrado com a fama, e que estava deixando aquilo subir a sua cabeça, fazendo dele uma pessoa que não gostaria de ser. Após tratar mal algumas fãs que lhe pediram um autógrafo, ele resolveu que era hora de dar um tempo.

Tornaghi botou uma mochila nas costas e resolveu viajar pelo Brasil, para conhecer o país e o seu povo. No Rio Grande do Sul começou a fazer trabalhos sociais, inclusive trabalhando em um acampamento de trabalhadores sem terra. Em 1982 ele aceitou se tornar sócio de Luiz Armando Queiroz no Teatro Bexiga, em São Paulo. Mas a experiência lhe custou muita dor de cabeça e todas as suas economias.

Voltou então para a vida simples, dando aulas de teatros em comunidades carentes, promovendo sessões de leituras populares, e trabalhando como voluntário em creches e presídios. Também se formou em psicologia, pela UFRJ.

Mas apesar de viver longe dos holofotes, nunca deixou de fazer televisão, fazendo participações especiais ocasionalmente em novelas como Carmen (1987, Manchete), O Salvador da Pátria (1989, Globo), Pátria Minha (1994, Globo) e Uma Rosa Com Amor (2010, SBT). Em 2016 interpretou o roqueiro Eric na novela Rocky Story (2016).

Eduardo Tornaghi em Rocky Story

Também fez bastante cinema no período, atuando em Dôra Doralina (1982), Das Tripas Coração (1982), A Mulher-Serpente e a Flor (1983), Doce Delírio (1983), A Noite (1985), Sermões - A História de Antônio Vieira (1990), Oswaldianas (1992), Tiradentes (1998), O Príncipe (2002), Insolação (2009) e Cara e Coroa (2012). Recentemente esteve no filme A Vida Invisível (2019).


Há muitos anos promove um sarau de leitura de poesias na orla da praia no Rio de Janeiro, onde declama poesias e abre o microfone para quem quiser demonstrar a sua arte. Ele também mantém um canal no Youtube, dedicado a poesia.






Veja também: Raul Gil já foi ator

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Don Adams, o eterno Agente 86


Don Adams ficou eternizado como o atrapalhado Maxwell Smart, na série Agente 86 (Get Smart), série produzida pela NBC entre 1965 e 1970, e que fez um enorme sucesso mundial. Por este trabalho, recebeu cinco indicações seguidas aos prêmio Emmy, sendo vencedor na categoria de comediante por quatro vezes. A série também rendeu ao ator uma indicação ao Globo de Ouro.

Don Adams e Lucille Ball exibem seus prêmios Emmy

Donald James Yarny nasceu em 13 de abril de 1923, na cidade de Nova York. Seu pai era de ascendência judia, e ele escolheu o sobrenome Adams porque estava cansado de ser sempre o último ator chamado nas audições de elenco, feitas por ordem alfabética por sobrenomes. O sobrenome Adams ele pegou emprestado de sua primeira esposa, a cantora Adelaide Adams.

Antes de iniciar a carreira de ator, serviu ao exército norte-americano durante a Segunda Guerra Mundial. Adams lutou na batalha de Guadalcanal, e foi o único sobrevivente de seu batalhão, ficando mais de um ano internado.

Don Adams no exército

Como ator,  iniciou sua carreira na televisão após vencer um concurso de talentos e em 1963 ingressou no programa do comediante Bill Dana, onde interpretava o detetive de um hotel, um embrião do Agente 86. No programa, também contracenava com o ator Jonathan Harris, que anos mais tarde interpretaria o Dr. Smith em Perdidos no Espaço (Lost in Space).

Don Adams em The Bill Dana Show

Um ano antes, estrelou a peça Harold, na Broadway, ao lado de Anthony Perkins.

Em 1963 também começou a trabalhar como dublador de animações, algo constante nos anos seguintes de sua carreira. Em 1965 ele tornaria-se mundialmente famoso na pele do agente secreto Maxwell Smart, uma espécie de paródia de James Bond. Se Bond era o 007, Smart era o inesquecível Agente 86.

Originalmente a NBC queria o ator Tom Poston para o papel, mas como Adams já estava sob contrato com a emissora, eles acharam economicamente mais viável optar promover seu funcionário a protagonista. Adams porém recusou o papel inicialmente, mas foi convencido por Mel Brooks e Buck Henry a aceitar a oportunidade.

Tom Poston posteriormente chegou a participar de Agente 86, como um dos vilões da K.A.O.S.

Tom Poston em Agente 86


Logo as peripécias do atrapalhado Agente 86 e sua fiel companheira 99 (papel de Barbara Feldon), seu sapato fone, o cone do silêncio e os resmungos do Chefe caíram nas graças do público. No elenco também o ator Dick Yarmy, irmão mais novo de Don Adams, que participou de alguns episódios da série.

Don Adams e Dick Yarmy em Agente 86

Uma curiosidade, Barbara Feldon, a Agente 99, era 5 centímetros mais alta que Adams, que gravava as suas cenas em cima de uma plataforma de madeira, para parecer ser mais alto que sua parceira.


Em 1969 o programa passou a ser produzido pela CBS, onde ainda teve mais uma temporada. 86 e 99 casaram-se nos últimos episódios da série. Além de estrelar, Don Adams também dirigiu e escreveu diversos episódios ao longo dos anos. em que o programa foi produzido.

Quando Agente 86 foi cancelado, Don Adams atuou em outra série, The Partners, que durou apenas um ano. Depois disto, foi visto fazendo diversas participações em séries de TV, sendo um dos atores que mais participou de O Barco do Amor (Love Boat), como astro convidado.

Don Adams em O Barco do Amor

Em 1980 ele retomou o papel de Maxwell Smart no filme A Bomba que Desnuda (The Nude Bomb, 1980), mas os produtores não chamaram Barbara Feldon para reprisar a Agente 99, preferindo escalar Sylvia Kristel, a eterna Emmanuelle, para o papel, desta vez como Agente 34.

Don Adams e Sylvia Kristel em A Bomba que Desnuda

Adams chegou a declarar posteriormente que detestou o filme, e que o fez apenas pelo cachê oferecido. Em 1983 ele emprestou sua voz para o Inspetor Bugiganga (Inspector Gadget, 1983-1985), uma animação que também foi muito bem sucedida.


Cansado de fazer papéis cômicos, e esperando os papéis sérios (como havia feito no teatro no começo de carreira) que nunca vieram, ele passou a recusar muitos convites, passando a trabalhar como diretor de comerciais.

Jim Beavers, casado com a filha de Adams, chegou a escrever um papel dramático para ele, mas os produtores ficaram com medo de rejeitarem o ator em um drama, e acabaram contratando Martin Landau.

Adams ainda fez parte do elenco da série canadense Check it Out, que durou três temporadas, e apareceu em De Volta à Praia (Back to the Beach, 1987), filme que resgatava a nostalgia da Turma da Praia, estrelado por Frankie Avalon e Annette Funicello.


Ao lado de Barbara Feldon, com quem sempre manteve uma grande relação de amizade, ele estrelou o  Agente 86, de Novo! (Get Smart, Again!, 1989), feito para a televisão. O casal eternizado pela série da década de 60 também se reencontraria em 1995, quando foram produzidos 7 episódios novos de Agente 86.


Nos anos seguintes Don Adams só trabalharia como dublador, fazendo inclusive episódios derivados de Inspetor Bugiganga e fazendo a voz do Cérebro em Inspetor Bugiganga (Inspector Gadget, 1999), filme live action protagonizado por Matthew Broderick. Seu último trabalho foi dublando a animação Ana Pimentinha (Pepper Ann, 1997-2000).

Don Adams casou-se três vezes, e teve sete filhos. Sua filha, a atriz Cecily Adams, morreu em 03 de março de 2004, vítima de câncer de pulmão. Mesma doença que matou o ator pouco tempo depois, em 25 de setembro de 2005.





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