A elegante Célia Biar


Célia Biar era uma artista completa, a atriz brilhou nos palcos, cinema e televisão, onde também trabalhou como apresentadora, sempre com muita classe e talento.


Célia Raphaella Martins Biar nasceu em São Paulo, em 10 de março de 1918. Filha da modista Beatriz Biar, Célia estreou no teatro dirigida por Alfredo Mesquita, atuando na peça Pif-Paf, em 1947. Em 1949 ela ingressou no Teatro Brasileiro de Comédias, onde se consagrou como atriz.

No teatro, foi uma das atrizes mais atuantes nas décadas de 40 e 50. Aos poucos, ela especializou-se no gênero da comédia, e ainda trabalhou em outras companhias teatrais, como a da atriz Nydia Licia.

Nathalia Timberg e Célia Biar em A Casa de Chá do Luar de Agosto, 1956

Em 1950 ela estreou no cinema, atuando no clássico Caiçara (1950). Ela também atuou em Terra é Sempre Terra (1951), Uma Pulga na Balança (1953), É Proibido Beijar (1954), Floradas na Serra (1954), As Sete Evas (1962), As Cariocas (1966), Garota de Ipanema (1967), O Mundo Alegre de Helô (1967), O Descarte (1973) e O Marido Virgem (1974). Em 1968 também atuou no filme italiano Uma Rosa Para Todos (Una Rosa Per Tutti, 1968), estrelado por Claudia Cardinale.

Célia Biar em Uma Pulga na Balança

Em 1958 ela estreou na televisão, mas não como atriz, e sim como apresentadora do programa Boa Tarde, Cássio Muniz, na TV Tupi do Rio. Depois passou pela TV Rio, onde atuou em alguns teleteatros encenados no Estúdio 13 e posteriormente foi para a Excelsior, onde apresentou o programa O Mundo é da Mulher (1962) e também atuou em teleteatros da emissora.

Elísio Albuquerque, Irina Grecco e Célia Biar, em um teleteatro da TV Excelsior

Em 1965 ela foi para a Rede Globo, onde apresentou o programa Sempre Mulher. No mesmo ano, também passou a apresentar o programa Sessão das Dez, que exibia filmes. Célia e o gato Zé Roberto apresentavam o programa, comentando a atração, antes da exibição do filme. Para ficar calmo durante as gravações, o gato recebia doses de calmantes.

Célia Biar e o Gato Zé Roberto

Na emissora ela ainda apresentou os programas Quem é Quem? (1967) e Oh, Que Delícia de Show (1967-1969), ao lado de Ted Boy Marino.

Célia Biar e Ted Boy Marino

Em 1970 ela estreou nas novelas da Globo, atuando em Pigmalião 70 (1970). Na emissora, fez diversas novelas, sempre fazendo papéis de mulheres elegantes e sofisticadas. Célia Biar atuou em novelas como Minha Doce Namorada (1971), A Moreninha (1975), Locomotivas (1977), Estúpido Cupido (1977-1978), Te Contei? (1978), A Sucessora (1978), Brega & Chique (1987), Sassaricando (1987), Deus nos Acuda (1992) e Torre de Babel (1998). Também atuou no humorístico Viva o Gordo (1981).

Seu último trabalho como atriz foi uma participação especial na novela Suave Veneno (1999), onde interpretou uma freira.

Célia Biar nunca se casou, nem teve filhos. Fumante inveterada, ela morreu vítima de câncer de pulmão, em 06 de novembro de 1999, aos 81 anos de idade.

Célia Biar e Edney Giovenazzi em Pigmalião 70

Célia Biar em Minha Doce Namorada

Célia Biar em A Moreninha

Célia Biar e Marília Pêra em Brega e Chique


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