Kirk Douglas e Anne Buydens comemoram 65 anos de casados


Aos 102 anos, o ator Kirk Douglas, um dos últimos astros da Era de Ouro de Hollywood, celebrou os 65 anos de seu casamento com a atriz e produtora Anne Buydens, com quem se casou em 29 de maio de 1954.

Eles se conheceram nos bastidores dos estúdios no final de 1952.


O casal teve dois filhos, o ator e produtor Peter Douglas (nascido em 1955) e o também ator Eric Douglas, nascido em 1958. Eric faleceu de overdose em 2004, aos 46 anos de idade.

Anne também é madrasta de Joel Michael Douglas, filhos do ator com sua primeira esposa, Diana Douglas, com quem foi casado entre 1943 e 1951.

Em 23 abril de 2019 Anne Buydens completou 100 anos de idade. O casal costuma dizer que o segredo para manter a longevidade e a lucidez é "curtir a vida sem restrições e não se privar de nada."






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Atriz Peggy Stewart morre aos 95 anos


Com um currículo que inclui quase 130 créditos no cinema e televisão, ao longo de quase 80 anos de carreira, Peggy Stewart foi uma das rainhas dos filmes de farroeste e seriados de baixo orçamento das décadas de 30, 40 e 50. Mas diferente de outras atrizes da época, ela normalmente interpretava o papel da heroína difícil e valente, ao invés de uma garota passiva que precisa ser salva.


Peggy O'Rourke nasceu em Palm Beach, Flórida, em 05 de junho de 1923. Seus pais se separaram quando ela ainda era muito pequena, e sua mãe voltou a se casar. Peggy passou a adotar o sobrenome Stewart, que era de seu padrasto.

Na escola, ela praticava natação, e chegou a participar de competições, e o esporte a fez desenvovler habilidades atléticas que mais tarde demonstraria em seus muitos faroestes. E durante umas férias de verão, onde ficou com sua avó em Los Angeles, frequentou, por brincadeira, aulas de interpretação. Mas na hora de voltar, a adolescente pediu para sua mãe a deixar na cidade, por ela queria ser atriz.

O ator Henry O'Neill era vizinho de sua avó, e conseguiu para Peggy, então com 14 anos, um papel em seu próximo filme, Uma Nação Em Marcha (Wells Fargo, 1937). A Paramount gostou da menina, e lhe deu pequenos papéis nos anos seguintes. Ela começou a ganhar mais mais destaque em filmes como Tudo Isto e O Céu Também (All This, and Heaven Too, 1940) e Corações Humanos (Back Street, 1941).

Em 1940 Peggy Stewart se casou com o astro dos farroestes Don 'Red' Barry, que era contratado da Republic Pictures, um estúdio famoso por produzir filmes do velho este e seriados para os cinemas. Red Barry a levou para a Republic, onde Peggy estreou em Tucson Riders (1944). Robert Blake, o futuro astro de Baretta, interpretava o pequno índio Little Beaver.

Alice Fleming, Robert Blake, Bill Elliott, Peggy Stewart e George "Gabby" Hayes em Tucson Riders

Nos três anos seguintes, peggy atuou em mais de 30 filmes na Republic, a maioria deles westerns, contracenando com atores como Allan Lane, Sunset Carson e Wild Bill Elliott. Ela também fez diversos filmes com Gene Autry, o Cowboy Cantor.

Peggy Stewart e Allan Lane em Vaqueiro Solitário (Stagecoach to Monterey, 1944)

Gene Autry e Peggy Stewart em A Corrida do Diabo (Trail to San Antone, 1947)

Na republic a atriz geralmente era escalada para a série de filmes da série Red Ryder. Ela também protagonizou os seriados Cavaleiro Fantasma (Ther Phantom Rider, 1946) e O Filho do Zorro (Son of Zorro, 1947). Ambos foram muito bem sucedidos em bilheterias, o que levou a Republic a escalar a atriz para atuar em mais um deles, mas Peggy protestou.

Peggy Stewart em O Filho do Zorro

Peggy Stewart em  Cavaleiro Fantasma 

A atriz não gostava de atuar em seriados, preferindo fazer filmes, que demoravam menos a ser filmados. As coisas na Republic se complicaram, e a atriz pediu seu desligamento, que foi aceito. Após ter rompido seu contrato, ela buscou novas oportunidades, mas estava tão marcada nos farroestes, que ninguém lhe dava outro tipo de papel. Ela foi freelancer em estúdios como a Monogram, Allied Artists e outros, até ser contratada pela Columbia, que a levou para a televisão, ainda em farroestes.

A partir da década de 60 sua carreira desacelerou, e ela abandonou a atuação em 1980. Em 1984 Peggy Steewart foi homenageada com o o Prêmio de Bota de Ouro, destinado aos atores dos farroestes.

Mas na década de 90 ela voltou a trabalhar. Peggy Stewart retornou a televisão em 1993, atuando em um episódio da bem sucedida série Senfield. Nos anos seguintes, faria inúmeras participações em séries como NCIS: Investigações Criminais (NCIS: Naval Criminal Investigative Service) e The Office.

Em 2012 ela fez seu último filme, a comédia Este é o Meu Garoto (That's My Boy, 2012), estrelada por Adam Sandler.

Peggy Stewart na estréia de Este é O Meu Garoto

Peggy Sterwart atuou até 2014, mas ainda continuava a frequentar eventos e festivais de cinemas.

A atriz faleceu em sua casa, no dia 29 de maio, aos 95 anos de idade.


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Romy Schneider, a estrela que morreu de coração partido


Romy Schneider, a estrela austríaca sempre será lembrada pelos seus fãs por sua beleza e talento. A eterna interprete da imperatriz Sissi, porém não teve uma vida tão perfeita quanto alguns dos papéis que interpretou nas telas do cinema.

Romy partiu em 1982, com apenas 43 anos de idade.


Seu nome verdadeiro era Rosemarie Magdalena Albach, e ela nasceu em 23 de setembro de 1938, na cidade de Viena.

Nascida em uma família de atores, ela era filha do casal de atores austro-alemão Wolf Albach-Retty e Magda Schneider. Seus antepassados, por parte de pai, pertenciam à famosa dinastia de atores austríacos Albach-Retty. Até mesmo o trisavô de Romy, Adolf Retty, foi ator na Áustria, e seus bisavós eram o diretor artístico e ator Rudolf Retty e a cantora Maria Katharina “Käthe” Retty. Sua filha, a avó de Romy, era a atriz Rosa Albach-Retty, que atuava na corte austro-húngara.

Wolf Albach-Retty e Magda Schneider

Com quatro semanas de idade, Romy foi entregue para ser criada pelos avós, já que seus pais trabalhavam muito. E ao primeiro ano de idade, ela foi entregue aos cuidados de uma governata, e praticamente nunca via seus pais.

Ao seis anos de idade, ela foi enfim enviada para um colégio interno, onde permaneceu até 1953. Foi lá que ela decidiu que queria ser atriz.

Ao sair do internato, ela se mudou para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde sua mãe morava com seu novo marido (ela havia se separado em 1943), e onde iria frequentar um curso técnico.

Mas ela nem chegou a frequentar a escola. Sua mãe iria estrelar o filme Entre Dois Amores (Wenn der weiße Flieder wider blüth, 1953, e soube que o diretor procurava uma jovem para um papel importante. Magda nem sabia que a filha desejava ser atriz, mas a indicou para o papel.


Romy precisou fazer um teste, mas foi aprovada pelo diretor, e recebeu um contrato na UFA, um importante estúdio de cinema alemão.


Willy Fritsch, Magda Schneider e Romy Schneider em Entre Dois Amores

Romy agradou em sua estréia no cinema, e foi escalada para atuar em A Menina do Circo (Fuerwek, 1954), estrelado por Lili Palmer. Ela interpretava uma jovem que foge de casa para se juntar ao circo, e aos 15 anos de idade, deu o primeiro beijo de sua vida, diante das câmeras, no ator Claus Biederstaedt.

Claus Biederstaedt e Romy Schneider

Ainda em 1954 ela conheceu o diretor Ernst Marischka, que se tornaria o grande impulsionador de sua carreira. Ele já tinha contratado uma atriz para estrelar seu próximo trabalho, Os Jovens Anos de Uma Rainha (Mädchenjahre einer Königin, 1954), mas ao ver Romy ficou encantado com a garota, e acabou lhe dando o papel principal no filme. Magda Schneider, sua mãe, também estava no elenco.

Magda e Romy Schneider em Os Jovens Anos de Uma Rainha

Em seguida a atriz fez O Imperador e a Padeira (Die Deutschmeister, 1955), novamente sob direção de Marischka. O filme fez um grande sucesso, e a música que Romy aparecia cantando no filme foi lançada em disco, que também alcançou um grande exito em vendas. Novamente Magda trabalhava ao lado da filha. Magda Schneider havia sido uma grande estrela, mas após o fim da guerra, a sua carreira começava a entrar em declínio. Foi graças a popularidade de Romy que ela teve um novo reconhecimento como atriz.

Já consagrada, Ernst Marischka a convidou para estrelar uma super produção, Sissi (Idem, 1955), um dos filmes mais caros feitos na Alemanha até então. Ao lado de Karlheinz Böhm, Romy deu vida a imperatriz Elizabeth Amelie Eugenie, apelidada de Sissi. Novamente, sua mãe estava no elenco, no papel de sua mãe.

O filme levou quase um ano para ser rodado, mas o trabalho valeu a pena. Ele tornou-se o filme em língua alemã mais visto até então, e fez sucesso mundialmente, lançando o nome de Romy Schneider para o mundo.

Aos 16 anos de idade, Romy era um sucesso. Ela foi apelidada de Shirley Tempelhof, uma brincadeira com o nome da atriz mirim Shirley Temple e os estúdios de cinema alemão Tempelhof, em Berlim.

Romy Schneider e Karlheinz Böhm em Sissi

Ainda menor de idade, seu padrasto, Hans Herbert Blatzheim, se encarregou de sua carreira. Ele administrava os seus rendimentos e sondava detalhadamente os papéis que lhe eram oferecidos. Com isso, ele recusou uma proposta para ela estrelar um filme do diretor  Luis Buñuel e outras produções importantes, que ele não considerava lucrativas.

Ao lado de Karlheinz Böhm novamente, ela fez Kitty (Kitty und die große Welt, 1956), e retornou ao papel de Sissi no segundo filme, Sissi, a Imperatriz (Sissi - Die junge Kaiserin, 1956).

Ela precisou insistir para que seu padrasto a deixasse atuar em A Lenda de Robinson Crusoé (Robinson sol nicht sterben, 1957). Este era o seu livro favorito, mas ela interpretaria o papel de uma mulher pobre, e Blatzheim temia que o público não a aceitasse no papel, mas o filme também fez sucesso, provando que seus temores eram infundados.

Em 1957 ela fez o terceiro filme como Sissi, Sissi e Seu Destino (Sissi - Schicksalsjahe einer Kaiserin, 1957). Romy relutou muito para aceitar atuar na terceira produção, pois não queria ser uma atriz marcada por um único papel. 

No mesmo ano, atuou em Monpti, Um Amor em Paris (Minpti, 1957), que a levou para Paris pela primeira vez. Havia um projeto para que ela estrelasse um quarto filme no papel de Sissi, mas Romy recusou-se terminantemente. Além de recusar uma oferta milionária, isto também trouxe prejuízos para a carreira de sua mãe, que passou a ter dificuldades em conseguir novos papéis sem o apoio da filha, agora famosa.

Romy também passou a ter problemas com o padrasto, que ficava praticamente com todo seu dinheiro, além de controlar a sua carreira e vida pessoal.

Em 1958, com a mãe, ela viajou para os Estados Unidos, onde deu muitas entrevistas e fez muitos contatos, mas não fez nenhum trabalho por lá. 

De volta à Alemanha, ela estrelou Cristina (Christine, 1958), onde conheceu o ator Alain Delon. O casal passou a viver um romance também fora das telas, neste remake de um filme estrelado por Magda Schneider, em 1933.

Romy era agora a atriz mais bem paga da Alemanha.

Romy Schneider e Alain Delon em Cristina

Ao término das filmagens, Romy deixou a Alemanha e foi viver com Delon em Paris. Sua família rejeitou o relacionamento, mas a atriz não havia ido para França apenas por amor. Ela queria se libertar do relacionamento abusivo da mãe e do padrasto, e queria ditar as regras da sua carreira e seu dinheiro.

Romy ainda fez alguns filmes na Alemanha, para terminar de cumprir seu contrato, e depois fixou-se definitavamente em Paris. Mas a imprensa local não viu com bons olhos sua mudança, e passou a atacar a atriz, que passou a ser rejeitada pelo público alemão.

Os primeiros meses em Paris não foram fáceis para a atriz. Schneider, habituada ao sucesso, não conseguia mais nenhum papel, enquanto Alain Delon rumava ao estrelato mundial. Em O Sol Por Testemunha (Plein Soleil, 1960), por exemplo, Delon era o grande astro, enquanto Romy apenas fez uma pequena ponta, não creditada.

A reviravolta profissional veio finalmente, quando Delon a apresentou ao diretor Luchino Visconti, que lhe ofereceu o papel principal na sua encenação da peça Tis Pity She’s a Whore (ou Pena que ela é uma prostituta), de John Ford. A peça fez muito sucesso, e valeu a atriz muitos elogíos pela crítica especializada.

Visconti então a convidou para atuar em Boccaccio '70 (1962). A partir de então, sua carreira como atriz decolou internacionalmente.

Romy Schneider em Boccaccio '70

Romy então estrelou O Processo (Le Procès, 1962), ao lado de Anthony Perkins, e sob direção de Orson Welles. Depois, fez Os Vitoriosos (The Victors, 1963), uma produção da Columbia, rodada na Inglaterra. Em Os Vitoriosos, ela contracenava com astros como George Hamilton, Albert Finney e Melina Mercouri.

Em 1963 ela atuou em O Cardeal (The Cardinal, 1963), seu primeiro filme feito em Hollywood. Sob a direção de Otto Premingerela interpretou a baronesa Annemarie von Hartmann. Além disso, também conseguiu para o seu pai Wolf o papel coadjuvante do Barão de Hartmann. Esta foi a única vez em que pai e filha estiveram juntos diante das câmeras.

Romy Schneider foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz dramática pelo seu desempenho.

Romy Schneider, Otto Premiger e Tom Tyron nas filmagens de O Cardeal

Na sequência, ela fez a comédia Um Amor de Vizinho (Good Neighbor Sam, 1964), ao lado de Jack Lemmon. Mas enquanto filmava em Los Angeles, Romy ficou sabendo através dos jornais do relacionamento de Alain Delon com a atriz Nathalie Barthélemy.

Ela voltou para Paris, e encontrou a casa vazia, Delon, com quem ela vivia, já tinha ido morar com Barthélemy, e se casou com ela logo em seguida. Um Amor de Vizinho fez um enorme sucesso comercial, e apesar de estar no auge de sua carreira, a atriz dizia estar no pior momento de sua vida.

Jack Lemmon e Romy Scnheider em Um Amor de Vizinho

Deprimida, a atriz tentou o suícidio, e deu uma pausa na carreira. Em 1965 ela regressou à Alemanha, onde conheceu o ator Harry Meyen, e logo foi morar com ele. No ano seguinte, eles oficializaram o casamento.

A atriz queria fazer teatro em Berlim, mas seu desejo acabou não sendo realizado. Em 1966 ela retonou a Hollywood para atuar na comédia Que é Que Há, Gatinha? (What's New Pussycat, 1965), ao lado de Peter Sellers e Peter O'Toole, e com roteiro escrito por Woody Allen.

Woody Allen, Romy Schneider e Peter O'Toole em Que é Que Há, Gatinha?

De volta à Europa, fez o filme franco-alemão A Ladra (La Voleuse, 1966), que fez muito sucesso. Com Christopher Plummer ela ainda fez Espionagem Internacional (Triple Cross, 1966), antes de dar à luz ao seu primeiro filho David Christopher Haubenstock, em dezembro daquele ano.

Romy então afastou-se da vida artística para cuidar da criança, e só voltou a atuar em 1969, no filme A Piscina (La Piscine, 1969), onde contracenou com Alain Delon. as revistas de fofoca esperavam novas manchetes de um possível revival do antigo romance, contudo Romy escreveu em seu diário: “Se todos os atores que alguma vez já se relacionaram não atuassem mais juntos, logo não haveria filmes. Eu não sinto mais nada, é como se eu abraçasse um muro!”

Romy Schneider e Alain Delon em A Piscina

Ao lado de Michel Picolli, ela estrelou As Coisas da Vida (Les Choses de la Vie, 1970), onde trabalhou pela primeira vez com o cineasta Claude Sauted, que Romy considerava seu diretor favorito. Romy agora era uma das maiores estrelas do cinema francês.

Ela voltou a contracenar com Delon em O Assassinato de Trotsky (The Assassination of Trotsky, 1972), que ainda tinha Richard Burton no elenco.

Novamente dirigida por Visconti, ela estrelou Ludwig - O Último Rei da Bavaria (Ludwig, 1973). Mais uma vez a imperatriz Elisabeth da Áustria, a Sissi, papel que lhe fez famosa, mas que ao mesmo tempo ela considerava uma maldição. Entretanto, dessa vez Visconti representou Sissi genuinamente e Romy se dedicou intensamente à verdadeira personalidade da personagem histórica durante a sua preparação.

Romy Schneider e Helmut Berger em Ludwig - O Último Rei da Bavaria

Em 1973 ela e Meyen resolveu morar separados, pois ela tinha muitos compromissos em Paris e ele em Hamburgo, na Alemanha. Mas permaneciam juntos como casal.

Romy ganhou seu primeiro Cesar (o prêmio mais importante do cinema francês), por seu trabalho em O Importante é Amar (L'Important C'est D'Aimwe, 1975). E em seu discurso agradeceu o seu “mestre e amigo” Luchino Visconti, que havia falecido poucas semanas antes.

Ela receberia cinco indicações ao prêmio ao longo de sua carreira, sendo novamente agraciada por Uma História Simples (Une Historie Simple, 1978), último dos cinco filmes de Sautet em que ela atuou.

Romy Schneider em Uma História Simples 

O casamento com Harry Meyen terminou em 8 de julho de 1975. Nesta altura, Romy já estava em um relacionamento com o seu assistente Daniel Biasini, e em setembro, ela descobriu a sua segunda gravidez.

Em 18 de dezembro de 1975, ela se casou com Biasini em Berlim. Entretando, no dia 31 de dezembro, a atriz sentiu fortes dores no ventre e acabou sofrendo um aborto. Ela tirou forças do seu trabalho para tentar superar essa perda.

Em julho de 1977 o casal foi agraciado com uma filha, Sarah Magdalena Biasini.

No final da década de 70 o diretor Rainer Werner Fassbinder a queria para o papel principal de O Casamento de Maria Braun (Die Ehe der Maria Braun, 1979), mas a atriz pediu um cachê exorbitante, e por fim Hanna Schygulla protagonizou a obra. Schneider então atuou em A Herdeira (Bloodline, 1979), ao lado de astros como Audrey Hepburn, Ben Gazzara, Omar Shariff e James Mason. Mas apesar do elenco de peso, o filme foi um grande fracasso.

Omar Shariff, Irene Papas, James Mason, Ben Gazzara, Romy Scnheider, Maurice Ronet
e Audrey Hepburn, em A Herdeira

Pouco tempo depois, em 14 de abril de 1979, Harry Mayen se enforcou em Hamburgo. Romy entrou novamente em depressão, sentindo-se culpada por ter o abandonado. Romy passou a beber e abusar de medicamentos. As filmagens de Fantasma de Amor (Fantasma D'Amore, 1981), foram atrasadas devido ao seu estado psicológico.

Em abril de 1981 ela declarou a uma revista que estava sem forças, se sentindo destruída. O casamento com Biasini não ia bem, e a atriz tinha muitas dívidas devido ao comportamento luxuoso e extravangante do marido. O casal enfim se separou em maio de 1981.

No mesmo mês, ela descobriu um tumor malígno, e por conta disto, precisou retirar o rim direito.

No entando, o maior golpe de sua vida viria em 05 de julho de 1981. Seu filho David Christopher Haubenstock tentou entrar em casa, mas como estava sem chaves, tentou escalar a cerca, mas ele perdeu o equilíbrio e caiu sobre as pontas de metal, morrendo empalado com apenas 14 anos de idade.

David Christopher Haubenstock e Romy Schneider

Romy ainda encontrou forças para atuar em O Bar da Última Esperança (La Passante du Sans-Souci, 1982), que foi dedicado a memória de seu filho. O filme foi lançado em 14 de abril, e um mês antes da estreia, ela havia sido encontrada pela polícia andando sem rumo e desorientada, há quase 50 quilometros de Paris.

Em abril de 1982 ela tentou se mudar para uma casa de campo, mas não conseguiu financiamento. A atriz devia uma fortuna para a receita federal francesa, por culpa dos gastos de seu ex marido. Ela havia se separado de Daniel Biasini no final de 1981.

No dia 28 de maio a atriz saiu para jantar com o novo namorado. Após voltarem para casa, ela disse que iria ficar acordada até mais tarde, lendo e ouvindo música. No dia 29 de manhã, seu corpo foi encontrado sem vida, caído ao chão.

A imprensa logo cogitou um suícidio, mas a autópsia registrou uma insuficiência cardíaca, Romy Schneider havia morrido de um coração partido.

Ela tinha apenas 43 anos de idade.

Romy Schneider foi enterrada no cemitério de Boissy-sans-Avoir e, por iniciativa de Alain Delon, que organizou o funeral. O corpo do filho da atriz foi retirado do cemitério de Saint-Germain-en-Laye e colocado junto ao túmulo da sua mãe.


Certa vez, a atriz Hildergard Knef descreveu sua colega da seguinte maneira: “Ela lembrava a Marilyn Monroe. Mais rebelde e pronta para atacar do que os outros, mas igualmente vulnerável e inconstante".

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Por onde anda? Lee Meriwether, de Túnel do Tempo


A atriz Lee Meriwether ficou conhecida a Dra. Ann Macgregor na série Túnel do Tempo (The Time Tunnel, 1966-1967) e também por interpretar a Mulher Gato no longa metragem derivado da série Batman & Robin, em 1966.


Lee Ann Meriwether nasceu em Los Angeles em 27 de maio de 1935. Na escolha Mariwether foi colega de classe do cantor Johnny Mathis e do ator Bill Bixby, de O Incrível Hulk.

Em 1954 ela foi eleita Miss Califórnia e no ano seguinte foi corada Miss América. Devido ao título, ela deu muitas entrevistas em programas de televisão, e ela acabou tornando-se uma das apresentadoras do Today Show.


Lee também começou a aparecer como atriz, participando de diversas séries de TV e fez sua estréia no cinema, protagonizando o filme Quarta Dimensão (4d Man, 1959). Mas ela faria poucos filmes no período, trababalhando quase que exclusivamente na televisão. Seu próximo papel no cinema seria uma participação em Papai Precisa Casar (The Courtship of Eddie's Father, 1963), estrelado por Glenn Ford e Shirley Jones.

Lee Meriwether em Quarta Dimensão

Na TV, destacou-se em oito episódios da série Dr. Kildare, estrelada por Richard Chamberlain, antes de ser escalada interpretar a Mulher Gato no filme Batman, o Homem Morcego (Batman: The Movie, 1966). O filme era um derivado para os cinemas da famosa série estrelada por Adam West e Burt Ward.

Lee Meriwether, como a Mulher Gato

A atriz, entretanto, nunca interpretou a personagem na série. Foi Julie Newmar quem inicialmente fez o papel, sendo depois substituída por Eartha Kitt. Mas Lee participou de dois episódios de Batman & Robin, como Lisa Carson, uma mulher raptada pelo bando do Rei Tut (Victor Buono), em 1967.

Victor Buono e Lee Meriwether em Batman

Em 1966 ela também tornou-se uma das protagonistas da série Túnel do Tempo (The Time Tunnel, 1966-1967), produzida por Irwin Allen, o mesmo produtor de Batman & Robin. Ao lado de James Darren e Robert Colbert, ela interpretava a cientista Dra. Ann Macgregor. 


Mas apesar da série ter feito sucesso, ela tinha um custo muito alto, e foi cancelada após 30 episódios.

Relembre a abertura de Túnel do Tempo


Em 1968 Lee retornou ao cinema, em um papel pequeno no filme A Lenda de Lylah Clare (The Legend of Lylah Clare, 1968), estrelado pela atriz Kim Novak.

A atriz então fez participações em outras séries bem sucedidas, como Jornada nas Estrelas (Star Trek) e Terra de Gigantes (Land of the Giants), está última também produzida por Allen.

Lee Meriwheter em Terra de Gigantes

Ainda em 1969, ela teve papéis importantes nos filmes Um Anjo em Meu Bolso (Angel in My Pocket, 1969) e Jamais Foram Vencidos (1969). No mesmo ano, participou da primeira temporada de Missão Impossível (Mission: Impossible).

Lee Meriwheter continuou trabalhando como atriz convidada na televisão, até ganhar um novo personagem fixo, a secretária Betty Jones na série Barnaby Jones (1973-1980). Por este papel, ela  duas indicações ao Globo de Ouro em 1975 e 1976, e uma indicação ao prêmio Emmy em 1977. 


Buddy Ebsen e Lee Meriwether em Barnaby Jones


Ela também substituiu Yvonne de Carlo no remake da série Os Monstros (The Munsters), chamada The Munsters Today (1987-1991). Nenhum dos atores originais da série participou desta produção.

E entre 1996 a 2011, ela fez parte do elenco da novela All My Children, uma das mais antigas da televisão norte-americana.


Jason Marsden (Eddie), Lee Meriwheter (Lilly), John Schuck (Herman),
Howard Morton (Vovó) e Hilary Van Dyke (Marilyn), em The Munsters Today


Lee Meriwether nunca deixou de atuar, principalmente na TV. No cinema, esteve no elenco dos filmes O Presente (The Ultimate Gift, 2006), Fale isso na Rússia (Say it in Russian, 2007) e O Que Realmente Importa (The Ultimate Life, 2013).


Lee Meriwether e Bill Cobbs em O Presente


A atriz foi casada com o ator Frank Aletter (entre 1958 e 1974), com quem teve duas filhas. Em 1986 ela casou-se novamente, com o também ator Marshal Borden, com quem permanece até hoje.

Lee Meriwheter, atualmente



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Tony Tornado completa 89 anos



O cantor e ator Tony Tornado nasceu Antônio Viana Gomes, na cidade de Mirante do Paranapanema, em 26 de maio de 1930.  E foi em 1970, ao vencer o Festival Internacional da Canção (FIC), com a canção BR3, que ele ficou conhecido em todo o Brasil.


Filho de Ray Antenon Roger Patterson e Maldy Pessanha Viana, Tony Tornado fugiu de casa aos 17 anos, pois queria ser artista e a pequena Mirante do Paranapanema era muito pequena para suas ambições. Ele inicialmente mudou-se para Marília, e depois chegou a cidade do Rio de Janeiro, em 1948.

Seu pai, Ray Antenon, nascido em 1911, nasceu em Georgetown, no alto do Macapá, e apesar de a escravidão no Brasil ter sido abolida em 1888, ainda trabalhou como escravos em fazenda no interior brasileiro na infância. Ele também foi um dos sobreviventes da seita de Jim Jones, que levou ao suícidio de quase mil pessoas, em 1978. Antenon viveu mais de 105.

No Rio de Janeiro, Tornado foi engraxate, e vendendor de amendoim para sobreviver. Em 1949 ele ingressou na Escola de Paraquedismo de Deodoro, onde foi colega de turma de Silvio Santos. O ator conta que na época Silvio fundou uma cantina na escola, e vendia carnaúba para os recrutas limparem os coturnos, já demonstrando sua veia de comerciante.

Em 1957 o paraquedista Tony Tornado chegou a lutar na guerra pelo Canal de Suez. Ao regressar do conflito, começou a se interessar pelo rock and roll, que começava a despontar no Brasil. Em 1958 ele participou do programa Hoje é Dia de Rock, na Rádio Mayrink Veiga.

Usando o nome de Tony Checker (uma alusão a Chubby Checker), ele cantou e dançou twist. O requebrado daquele homem com 2 metros de altura, chamou a atenção do apresentador Carlos Imperial, que o contratou para dançar em seu programa na TV Continental, Festival dos Brotos, ao lado de Roberto e Erasmo Carlos.

Anúncio de festival de Twist em 1962, com a presença de "Tony Checker"

Em 1963 o artista deixou o Brasil, acompanhado do Conjunto Folclórico Coisas do Brasil, indo se apresentar na Europa. De lá, mudou-se para Nova York, indo morar no bairro do Harlém.

Lá conheceu a cultura Black Power, movimento contra a discriminação racial, por intermédio de seu amigo Stokely Carmichael (ativista do Black Power, e marido da cantora Miriam Makeba). Lá também conheceu o brasileiro Tim Maia, com quem chegou a dividir apartamento.

Morando ilegalmente nos EUA, o cantor foi deportado em 1968. De volta ao Brasil, passou a cantar em inferninhos e cabarés da Praça Mauá, até ser contratado pela boate New Holliday, onde passou a ingressar no conjunto de Ed Lincoln. A casa noturna o obrigou a fingir ser estrangeiro, com o nome de Johnny Bradfort. Influenciado pelo funk e soul de James Brown, Tony Tornado foi um dos introdutores do gênero no Brasil.

Na época em que cantava com Ed Lincoln, Tornado foi o vocalista da canção Waldemar, que fez muito sucesso na época. Neste período também, conheceu a cantora Janis Joplin, por intermédio do cantor Serguei.

E foi cantando na noite que Tornado conheceu os compositores Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, que lhe presentearam a canção BR3, que o cantor defendeu no Festival Internacional da Canção, em 1970, ao lado do Trio Ternura.

Competindo ao lado de nomes como Ivan Lins, Elis Regina, Beth Carvalho, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Tornado era o azarão da competição, sendo o único desconhecido do público. Mas ele cantou e dançou feito um furacão, encantando a platéia, e sagrando-se campeão do FIC.

Tony Tornado se tornava um astro!

Tony Tornado e Trio Ternura, BR3

Ainda em 1970, fez seu primeiro trabalho como ator, participando do programa Chico Anysio Especial, e no mesmo ano, se casou com a atriz Arlete Sales.

Em 1971 estreou no cinema, no filme Tô Na Tua, ô Bicho! (1971). 


Mas em 1971, em um show no Maracanãzinho lotado, em plena ditadura militar, Elis Regina, após cantar "Black is Beautiful", de Marcos e Paulo Sérgio Valle, pediu que alguém negro subisse no palco. Na plateia, Tony Tornado não perdeu tempo e gritou: “Sou eu”. Subiu no palco, abraçou a cantora e ergueu o punho cerrado, gesto igual ao dos Panteras Negras, grupo revolucionário da década de 1960 que lutava contra o racismo nos Estados Unidos. O cantor já desceu de lá algemado. 

 Tony Tornado e Elis Regina, em 1971

Tony Tornado, um astro que despertava a consciência negra, em um casamento interracial, incomodava a ditadura, que o mandou para o exílio forçado. Ele morou então no Uruguai, depois na Tchecoslováquia (República Tcheca), Coréia do Norte, Cuba e Moscou. Ao retornar parao Brasil, beijou o chão, como faria o Papa anos mais tarde.

De volta ao Brasil, estreou na novela Jerônimo, o Herói do Sertão (1972), na TV Tupi. A novela era estrelada por Francisco Di Franco e Lady Francisco.

Canarinho, Francisco di Franco, Jardel Melo, Eva Christian e Tony Tornado
dirigidos por Gonzaga Blota em Jerônimo, o Herói do Sertão

Na emissora ele ainda faria a novela Tchan, a Grande Sacada (1976). Na emissora paulista, ele ainda foi o apresentador do show do conjunto Jackson Five em 1974, quando estes se apresentaram na televisão brasileira. Na época, o cantor Michael Jackson tinha 16 anos de idade.

Tony voltou ao cinema em A Virgem (1973), e fez muitos muitos filmes nos anos seguintes, deixando de lado a carreira de cantor. 

 Tony Tornado em A Virgem

Neste período ele atuou em Clube das Infiéis (1975), Os Pilantras da Noite (1976), Pesadelo Sexual de Um Virgem (1976), Chão Bruto (1977), As Amantes de Um Canalha (1977), A Praia do Pecado (1977), Ouro Sangrento (1979), Uma Cama Para Sete Noivas (1979), Tráfico de Fêmeas (1980) e o consagrado Pixote, A Lei do Mais Fraco (1980).

Tony Tornado e Fernando Ramos da Silva em Pixote, a Lei do Mais Fraco

Em 1980 ele ingressou na Rede Globo, atuando no humorístico Os Trapalhões. Ao lado de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, também fez o filme Os Trapalhões e o Mágico de Oroz (1984).

Depois interpretou o mordo do primo rico em Balança Mais Não Cai (1982). Na emissora, estreou nas novelas como Rodésio, o capataz da viúva Porsina (Regina Duarte), em Roque Santeiro (1985). Originalmente, era Rodésio quem ficava com Porsina no último capítulo, e a cena chegou a ser gravada, mas foi vetada pela emissora.

Regina Duarte e Tony Tornado em Roque Santeiro

Outro papel marcante em sua carreira foi o de Gregório Fortunato, o "Anjo Negro", chefe da segurança pessoal do presidente Getúlio Vargas, na minissérie Agosto (1993), baseada na obra de Rubem Fonseca.

Na TV Glogo ainda atuou em obras como  Tenda dos Milagres (1986), Sinhá Moça (1986), Vamp (1991), Sex Appeal (1993), A Viagem (1994), Pátria Minha (1994), Quatro Por Quatro (1995), O Beijo do Vampiro (2002) e Cordel Encantado (2011). Também atuou no infantil Caça Talentos (1996) e no humoristico Zorra Total. Seu último trabalho na televisão, até o momento, foi na série Carcereiros, em 2018.

 Tony Tornado em Cordel Encantado


No cinema, ainda atuou em A Casa de Irene (1981), As Taras das Sete Aventureiras (1983), Quilombo (1985), O Rei do Rio (1985), Natal da Portela (1988), O Gato de Botas Extraterrestre (1990), Vai Trabalhar, Vagabundo II (2003), Casseta & Planeta: A Taça do Mundo é Nossa (2003), Um Show de Verão (2004), Redentor (2005), Um Lobisomem na Amazônia (2005), Odeio o Dia dos Namorados (2013) e Os Farofeiros (2018).

Tony voltou a se apresentar nos palcos de todo país cantando seus maiores sucessos, acompanhado da banda Funkessência e de seu filho, o cantor e também ator Lincoln Tornado.

 Lincoln Tornado e Tony Tornado





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