Morre a bailarina Ruth Rachou, que foi do corpo de baile da TV Tupi e coreógrafa do balé da TV Record, aos 94 anos de idade




Morreu no dia 11 de janeiro a bailarina e coreógrafa Ruth Rachou, aos 94 anos de idade. Ruth estava internada há alguns dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Grande nome da dança brasileira, Ruth fez parte também da história da televisão brasileira.



Ruth Margarido da Silva nasceu em São Paulo, em 17 de agosto de 1927. Ela começou a dançar em 1931, e estreou no Teatro Municipal de São Paulo em 1933, em um espetáculo beneficente.

Em 1935 ela tornou-se aluna de Kitty Bodenheim, e foi também aluna de Liesel Klostermann e Maria Olenewa. Em 1953 participou do Balé do IV Centenário e em 1955 ingressou no Balé do Museu de Arte de São Paulo, sob direção de Aberlardo Figueiredo.

Foi Abelardo Figueiredo que levou para a televisão. Nos primórdios da TV brasileira números de dança e bailados faziam sucesso na grade de programação das poucas emissoras que aqui existiam. O corpo de baile também acompanhava os números musicais apresentados, inclusive acompanhando os show das atrações internacionais.

Ruth começou dançando na TV Tupi, e em 1960 foi contratada pela TV Record, onde tornou-se a coreógrafa da emissora. 


Ruth Rachou e o balé da TV Tupi, em 1957

Na Record, além de coreografar os números de dança da emissora, trabalhou ao lado da coreógrafa norte-americana Sonia Shaw, com quem fez os espetáculos Squindoo e Tio Samba, que lhe rendeu um Troféu Roquette Pinto, em 1963.


Ruth Rachou recebendo o Troféu Roquette Pinto

Ruth foi casada com o arquiteto Gastão Rachou Jr., de quem adotou o sobrenome. Mais tarde, casou-se com o diplomata americano Edward Donovan.

Ruth Rachou foi um grande nome da dança brasileira, exercendo diversas atividades ao longo dos anos. Em 1993 ela também foi uma das responsáveis pela difusão do pilates no Brasil.

No cinema, foi coreógrafa de diversos números musicais de filmes produzidos pelos estúdios da Vera Cruz, e apareceu nos filmes Samba Sexy (1963), O Noivo da Morte (1975) e Asa Branca: Um Sonho Brasileiro (1981).







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